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domingo, 23 de outubro de 2016

Vulcano - Wholly Wicked (2014)

Banda: Vulcano
Álbum: Wholly Wicked
Ano: 2014
Gênero: Death/Thrash Metal
Origem: Santos, São Paulo - Brasil
Membros na gravação: Luiz Carlos Louzada (vocal), Zhema Rodero (guitarra), Ivan Pellicciotti (baixo) e Arthur Von Barbarian (bateria).

Bandas, independente de quais sejam, geram expectativas - algumas boas, outras ruins. Porém, determinadas bandas vão além dessa natural e previsível dicotomia, fazendo com que esperemos algo a mais, especialmente se essa expectativa for positiva. O quanto se espera de um conjunto conhecido como um dos pioneiros do Metal extremo no país? Qual a responsabilidade de um grupo que, desde o início dos anos 80, mesmo com as limitações e dificuldades impostas tanto pela situação tecnológica quanto por um governo ditador, segue acreditando em sua música, realizando shows e lançando discos? Certamente, enorme.

Veteranos como os santistas do Vulcano são, espera-se lucidez à altura dos mais de 30 anos de estrada. Logo, cada novo álbum traz a expectativa de um trabalho bem feito em seus mínimos detalhes. Felizmente, é isso que o quarteto entrega em "Wholly Wicked", o nono e mais recente álbum da discografia, lançado em 2014 pela Renegados Records, distribuído pela Mutilation Productions e com divulgação reforçada pela assessoria Sangue Frio Produções.

Gravado e produzido no Beco Studio, em Santos (SP), "Wholly Wicked" traz toda a violência de uma fusão sucinta entre Death e Thrash Metal, concebida por mãos e mentes experientes. São apenas 10 faixas de curta duração (totalizando somente 32 minutos), mas cuja sonoridade é tão rápida quanto. Não se trata de uma Death/Thrash Metal cadenciado, preocupado com a desenvoltura e complexidade composicionais, mas sim de uma musicalidade objetiva, onde o foco é fazê-lo se sentir contagiado pela fúria e velocidade, levando-o a bater cabeça - mas, claro, tudo feito com extrema competência, longe de qualquer molecagem.

A produção claríssima só faz acrescentar ao produto final, conferindo um ar moderno aos pesados e energéticos riffs, ao mesmo tempo em que não se deixa esvair a clara influência que os gigantes do Slayer exercem sobre os brasileiros. Palhetadas empolgadas na guitarra, dedos apressados no pulsante contrabaixo e um excelente e caótico trabalho com as baquetas, aplicando bastante blast beats, configuram a personalidade do marcante instrumental desenvolvido pela banda. Esse instrumental, embora deixe clara a sensível fusão entre Death e Thrash, pende com bem mais força para o Thrash Metal, envolto ainda numa natural pendência à característica da vertente Speed do estilo. O resultado é fantástico e cheio de adrenalina.

A contribuição do Death Metal fica mais evidente mesmo no vocal de Luiz Carlos Louzada, que é assentado no gutural rasgado clássico do estilo. No entanto, a performance recebe doses do lado thrasher da proposta, podendo ser notadas principalmente na maneira como as linhas vocais são compostas: uma perfeita mistura entre a técnica do Death e a atitude Thrash.

Como resultado, temos um álbum prazeroso e bem feito pra caralho, à altura de uma banda madura e reconhecida pelo seu tempo de estrada. Pra quê complexidade quando a objetividade e homogeneidade impressionam e satisfazem por si só?

Quem até hoje ainda não deu uma chance a esses dinossauros, poderia mudar de ideia o quanto antes.

01 - The Tenth Writing
02 - Pentagram
03 - Daughters of Pagan Rituals
04 - Infusion of Hatred
05 - The Return of A Long Night
06 - Thirst For Vengeance
07 - Wholly Wicked
08 - Tormented
09 - Malevolent Mind
10 - Blowing Death

Ouvir (Spotify)
Ouvir (Bandcamp)

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