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quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

Mike LePond (Silent Assassins, Symphony X) - Entrevista

Se tem (mais) uma coisa interessante em relação a entrevistas, é que elas humanizam os membros de uma banda e nos aproximam deles. Claro, a música é uma criação humana e transmite qualquer tipo de sentimento, frequentemente tocando nossas emoções. Ainda assim, a mágica faz parecer algo auto-concebido.
As bandas, principalmente do exterior, parecem distantes demais de nós, ainda mais quando são grandes. Contudo, tive a chance de conversar com o estadunidense Mike LePond, baixista de uma das maiores bandas Progressive Metal da atualidade - o Symphony X -, e trazer tanto ele quanto a banda e seu novo projeto, Silent Assassins, um pouco mais próximos de nós.
Nesse breve bate-papo, falamos dos primeiros contatos de Mike com a música, sobre seus gostos e interesses, mas principalmente demos ênfase ao Mike LePond's Silent Assassins, seu projeto paralelo que lançou um álbum homônimo em 2014 e também conta com Alan Tecchio (Hades) no vocal e Michael Romeo (Symphony X) e o polonês Michael Chlasciak (Halford, Metal Mike) nas guitarras.
Confira abaixo na íntegra! Agradecimentos à Headbanger Press!

WOTM: Primeiramente, Mike, muito obrigado pelo seu tempo!
Diga-me, como começou o seu interesse pela música? Você tem músicos na família?
MIKE: Agradeço pela entrevista! Sempre havia música tocando em minha casa quando eu era criança. Meu pai era guitarrista e minha mãe colocava álbuns de artistas como Little Richard, Chuck Berry, Elvis e Beach Boys para tocar o dia inteiro.

WOTM: Qual foi seu primeiro instrumento e que dificuldades enfrentou para dominá-lo?
MIKE: Meu primeiro instrumento foi uma flauta doce. Eu aprendi a tocar ainda na escola, quando tinha 12 anos de idade. Apesar de não ter muitas notas para aprender, ainda assim eu a odiava (risos), mas foi assim que aprendi a ler música pela primeira vez.

WOTM: Você sabe, geralmente as pessoas – incluindo críticos – prestam menos atenção nos baixistas, o que, de certa forma, leva futuros músicos a se interessarem menos pelo instrumento. Por que o contrabaixo, Mike? O que te encanta nele?
MIKE: Concordo com você, a propósito. Quando eu tinha 13 anos, meu pai me levou para ver o Kiss em Nova Iorque. Aquele show me fascinou! Quando vi Gene Simmons voando e também cuspindo sangue e fogo, eu quis ser um baixista como ele.

WOTM: Paralelamente ao Symphony X, você está atualmente trabalhando num projeto próprio, o Silent Assassins - que lançou o álbum de estreia homônimo em setembro de 2014 -, e sabemos que você está acostumado a trabalhar dessa forma extra, em outros projetos. O que te motivou a criá-lo agora e não anteriormente, já que sua carreira é longa e só de Symphony X você já tem quase 17 anos?
MIKE: Meu primeiro amor sempre foi o Heavy Metal clássico. Antes do Symphony X, toquei em outras bandas locais, mas as gravadoras não ficaram interessadas. Depois do Symphony X, as coisas mudaram e agora posso gravar minhas próprias músicas e contratar os melhores músicos para alcançar meu sonho.


WOTM: É notável a ampla experiência dos músicos que estão ao seu lado no Silent Assassins. Para quem acompanha o Symphony X, certamente o nome mais familiar é o do guitarrista Michael Romeo, que notavelmente contribuiu com arranjos progressivos que só ele faz. É claro que existe uma grande amizade entre ambos, mas por que contar com ele também nesse projeto?
MIKE: Romeo é um amigo querido. Quando contei que queria gravar um álbum solo, ele se ofereceu para ajudar de todas as maneiras possíveis. Suas orquestrações juntas do som cru do meu Metal fizeram o disco soar clássico e novo ao mesmo tempo. Obrigado, Michael!

WOTM: Devo dizer que o nome do vocalista Alan Tecchio é uma agradável surpresa, já que tanto ele quanto as bandas nas quais faz parte não têm muita repercussão aqui no Brasil. Como você o conheceu e como é a relação entre vocês?
MIKE: Quando conheci o Alan em 2010, imediatamente soube que ele seria perfeito para meu projeto solo. Seu vocal tem tanto poder e melodia! Além disso, ele mora a 30 minutos da minha casa, então podemos estar no estúdio juntos. Somos e sempre seremos melhores amigos.

WOTM: É muito interessante reparar o quanto o disco do Silent Assassins é plural. Em um momento tem ritmo acelerado, em outro, cadenciado. Por momentos soa Heavy Metal, por vezes Progressive Metal, outras Hard Rock, Power Metal, às vezes Folk, épico, medieval... não é um trabalho simples. Quais foram suas referências musicais, literárias ou filmográficas na composição do álbum?
MIKE: As influências nesse álbum alcançam mais de 40 anos. Ele começa com as primeiras bandas de Metal como Judas Priest e Black Sabbath, então entra nas bandas sinfônicas dos anos 90 como Blind Guardian e Rhapsody, daí finalmente vem o estilo medieval como Blackmore’s Night.

WOTM: A capa retratando o mítico Cavalo de Troia é, sem dúvidas, bela e sugere com precisão a temática da faixa-título e até a inspiração para o nome do projeto. Você estaria atualmente trabalhando em um novo álbum do Silent Assassins? Se sim, abordaria ele as mesmas temáticas do primeiro?
MIKE: Fico feliz em anunciar que estou gravando um novo álbum para o Silent Assassins, chamado “Pawn and Prophecy”, com Alan Tecchio novamente nos vocais! O disco cobrirá os mesmos contos épicos da História, Mitologia e Literatura juntamente com riffs batedores de cabeça na orelha do ouvinte.

WOTM: Quais as suas expectativas sobre o futuro do projeto? Vocês se apresentam ao vivo?
MIKE: Sempre que o Symphony X não estiver em turnê, eu gostaria de gravar e excursionar com o Silent Assassins. Quero que seja como uma segunda banda. Dessa forma, posso continuar trabalhando e criando músicas. Seria um sonho realizado estar sobre os palcos com o projeto!

WOTM: Mike, aqui no Brasil há, atualmente, muita movimentação na cena headbanger e muitas bandas de qualidade surgem o tempo inteiro em todas as partes do país. Angra e Sepultura são clássicos intocáveis, mas hoje não são nossos únicos representantes. Como a cena brasileira é vista nos Estados Unidos e que bandas brasileiras você pelo menos ouve falar sobre?
MIKE: Quando nós da América do Norte pensamos na cena metálica brasileira, vemos incríveis músicos e os fãs mais apaixonados do mundo. Algumas das minhas bandas preferidas pessoais incluem Age of Artemis, Mr. Ego e muitas, muitas outras.

WOTM: Conte-nos uma história interessante ou engraçada que tenha acontecido em algum lugar enquanto excursionava com o Symphony X!
MIKE: Eu sou claustrofóbico, então na primeira vez que viajei com o Symphony X, tive problemas com as apertadas beliches onde dormimos no ônibus. Era assustador para mim mas muito engraçado para os outros rapazes que me ouviam tentando escapar da minha beliche enquanto dormia.

WOTM: Quais são suas bandas preferidas, Mike? Você ouve bandas e artistas fora do Rock ou Metal?
MIKE: É claro, eu amo e prefiro as bandas de Metal oitentistas, mas gosto das mais novas também. Atualmente estou realmente curtindo as bandas de Folk/Viking Metal da Europa. Algo fora do Rock/Metal que eu gosto é música celta. É simplesmente mágico!

WOTM: Muito bem! Novamente, Mike, muito obrigado pelo seu tempo e (mais) sucesso na sua carreira e em seus projetos pessoais e profissionais! Deixo o espaço aberto para você mandar um recado para seus fãs e os que estão acompanhando essa entrevista e seu trabalho:
MIKE: Em nome do Symphony X e do Mike Lepond’s Silent Assassins, eu gostaria de dizer obrigado a todos vocês por todos os anos de lealdade e apoio. Nós amamos vocês e os verei quando estivermos em turnê, pessoas lindas! OBRIGADO!


Entrevista por:
Walker Marques,
Warriors Of The Metal.

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- Você pode acompanhar o trabalho de Mike através de sua página no Facebook, onde são compartilhados vídeos das canções e novidades! Além disso, as canções podem ser ouvidas através do Spotify!

Um comentário:

  1. Ótima entrevista. Valeu Walker, tenho certeza que muitas outras grandes viram em breve. Show irmão, Força e Atitude. Obrigado.

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