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sábado, 28 de novembro de 2015

We Came As Romans - Discografia

Os anos passam, tornam-se décadas, e as décadas são sempre marcadas por alguns estilos musicais que predominam. Em gêneros diversificados como o Rock/Metal, algumas vertentes recebem maior atenção, principalmente da mídia. Se os anos 90 foram do Grunge e os 2000 foram do Rock Alternativo e Post-Grunge, atualmente (entre o fim da década de 2000 e decorrer da de 2010) o que traz novos adeptos ao estilo e movimenta o mainstream é, certamente, o bem trabalhado Metalcore. Marcado por músicos jovens que aplicam frequentes alternâncias entre o esmagador e o macio com direito a vocais cavernosos guturais e lisos vocais limpos, o estilo é também controverso entre os que preferem algo mais pesado, tal como acontece com qualquer mainstream. Bem ou mal, o som é sofisticado e muito frequentemente não é Metalcore puro, mas sim uma mistura com elementos extras. Assim como o Asking Alexandria, que é um dos maiores nomes do ramo, o We Came As Romans traz uma sonoridade que acopla também elementos eletrônicos e Alternative Rock, além da natural característica melódica que já aplicam. Por isso são definidos, em rótulo geral, como uma banda de Melodic Metalcore ou Post-Hardcore. Com refrões pegajosos, canções de passagens marcantes e muito "wo oh oh", o We Came As Romans se lança definitivamente como um dos melhores nomes do estilo.
Como várias outras bandas - principalmente do gênero -, as raízes do conjunto remontam até 2005, nos tempos de Ensino Médio, quando os adolescentes Mark Myatt (vocais), Joshua Moore (guitarra), Dave Stephens (guitarra e teclados), Jonny Nabors (baixo) e Sean Zelda (bateria) fundaram em Detroit, no Michigan, o embrião do We Came As Romans, chamado The Emergency. Havia bastante atividade para a banda, já que se apresentavam ao vivo com alguma frequência pela região metropolitana da cidade.
No fim do ano aconteceu a primeira baixa na formação com a saída do baixista Jonny Nabors, que foi prontamente substituído por Sean Daly. Intensas mudanças seguiram acontecendo na sequência, sendo que as principais foram as saídas do baterista Sean Zelda em 2006 para se dedicar à faculdade (e consequente entrada de Eric Choi) e do vocalista Mark Myatt pouco depois, em 2007, ele que foi responsável pela alteração do nome da banda para como são conhecidos atualmente: We Came As Romans. Em seu lugar, entrou Larry Clark como substituto. Chris Moore também chegou como membro adicional para cantar em vocal limpo e tocar sintetizadores, transformando a banda em um sexteto.
Com o line-up solidificado por ora, dedicaram-se mais na composição de canções autorais e no lançamento de demonstrações do que eram capazes de fazer. Daí, em 2008, lançaram a primeira demo-EP intitulada "Demonstrations", conhecida também como "Motions EP". O trabalho é pesado e intenso, apresentando uma proposta de um quase integralmente esmagador Metalcore, que se torna ainda mais turbulento pela rusticidade da gravação. Os vocais guturais são alucinados e os limpos têm momentos especiais para aparecer, não recebendo tanta atenção.
Esse parâmetro mudaria ainda em 2008 com o lançamento do segundo EP, chamado "Dreams". Mais harmônico e digerível, aqui eles têm uma abordagem bem mais precisa sobre o que seria o We Came As Romans nos álbuns completos: uma balanceada alternância entre urrados guturais, altos vocais limpos e backing vocals em coro ao estilo Hard Rock, que trazem o correto clima para uma sonoridade distorcida de riffs quebrados, ao mesmo tempo em que arranjos melódicos e sintetizadores eletrônicos conferem certa profundeza à sonoridade.
Novas mudanças no esquema de formação aconteceram, levando a banda a agora ser configurada com David Stephens nos vocais guturais, Kyle Pavone no vocal limpo e teclados, Joshua Moore e Lou Cotton nas guitarras, Andy Glass no baixo e Eric Choi na bateria.
De contrato junto à Equal Vision Records em mãos, enfim lançaram em novembro de 2009 o primeiro álbum, nomeado "To Plant A Seed". Produzido por Joey Sturgis (que assina também a produção de "Dreams"), esse é um trabalho plural e ambicioso. A arquitetura das canções é pensada com metodismo e inteligência suficientes para misturar variados elementos e gerar um disco de deixar boquiaberto. Em meio ao Melodic Metalcore executado com riffs pesados e pausados sobrepostos por raçudos guturais, alas são abertas completamente do nada para momentos de cadência e leveza com agudos vocais limpos. Nesses momentos, o instrumental se torna mais atmosférico e alternativo, com direito a encaixe de elementos eletrônicos como distorcedores de voz, vocal duplicado, bem como teclados, sintetizadores e batidas tipicamente eletrônicas. Belíssimas orquestrações também encontram seu espaço em canções como "Intentions" (que conta com a participação especial de Tyler Telle Smith, vocalista do The Word Alive), "We Are The Reasons" e "I Will Not Reap Destruction". Muitas vezes todos os elementos se cruzam de uma forma incrivelmente coesa e sensata. Não há a sensação de bagunça, de falta de norteamento. Álbum competente e muito ambiental, capaz de provocar diferentes sentimentos ao seu decorrer, como a flutuação de uma sonoridade imersiva e o despertar alerta da agressividade.
O ano foi encerrado com shows ao lado de I See Stars, Of Mice & Man e Broadway. "To Plant A Seed" viria a ser relançado em 2011 com uma faixa bônus e um DVD contendo entrevistas exclusivas, por trás das cenas, apresentações ao vivo, entre outros conteúdos inéditos. O áudio desse DVD está presente nessa postagem para download.
Dois anos mais tarde é a vez de "Understanding What We've Grown To Be" ser lançado. Trata-se de um registro de audição um tanto mais complicada à princípio devido às escassas passagens pelas quais se apegar. A sonoridade é mais linear, homogênea e bem mais violenta do que aquela praticada no disco anterior, não apresentando a mesma alegria. Os elementos eletrônicos são menos explorados - ou explorados de forma mais tímida em meio à turbulência sonora - e ele tem uma característica mais voltada ao "Core". A postura mais obscura e densa rendeu como resultado um álbum que parece durar mais do que realmente dura (47 minutos, fora a faixa bônus). Tecnicamente não há nada de errado e é um ótimo álbum, contudo, não dota do mesmo charme de seu antecessor.
"Understanding What We've Grown To Be" alcançou a vigésima posição na Billboard 200. Uma turnê foi realizada na sequência, passando por diversos festivais principalmente nos Estados Unidos e Canadá, e posteriormente para fora do país ao lado de outras bandas como August Burns Red.
O terceiro álbum de estúdio se chama "Tracing Back Roots" e foi lançado em 2013. O título faz jus à sonoridade, já que é mesmo um verdadeiro rastreio de volta às raízes. As músicas voltam a apresentar alegria. São mais abertas, cheias de refrões marcantes e passagens repletas de personalidade. A veia eletrônica volta a pulsar, o ambientalismo novamente nos imerge. Contudo, há diferenças: a sonoridade se mostra mais voltada ao Alternative Rock, provocando uma maior incidência de vocais limpos do que de guturais, principalmente porque Dave Stephens - que anteriormente se dedicava apenas aos guturais -, agora direciona sua atenção também aos limpos (com drive), em dueto com Kyle Pavone. As linhas principais são suportadas por backing vocals constantemente acionados tanto para a tarefa de repetição de fim de frases quanto apoiando em coro. E por falar em coro, os "wo oh oh" são mais inseridos aqui do que nunca. A grande marca é que muitas das faixas têm refrões animados e contagiantes, fáceis de decorar e dignas de fazer a galera pular e cantar em um show, tais como em "Through The Darkest Dark and Brightest Bright", "Tell Me Now" e principalmente "Fade Away", que é fortemente comercial. A exemplo de "To Plant A Seed", o álbum também traz uma participação especial. A bola da vez é o Aaron Gillespie, vocalista do Underoath e The Almost, que aparece na faixa "I Survive". Como consequência do bom trabalho, alcançaram a oitava posição da Billboard 200.
Um ano mais tarde é lançado o DVD "Present, Future and Past", um excelente disco ao vivo com 14 faixas que demonstra uma banda bem postada ao vivo. Esse trabalho saiu apenas em DVD. No entanto, o áudio está presente nessa postagem.
Após uma extensiva turnê, o We Came As Romans voltou ao estúdio para a gravação do álbum homônimo, que viria a ser lançado no dia 24 de julho de 2015. O que mais impressiona negativamente aqui é a duração, pois são apenas 33 minutos totais. Apesar de começar e terminar num piscar de olhos, as canções têm muita qualidade e diversidade de recursos. Em um contexto geral, estão mais alternativas, distanciando-se do Metalcore e da marcante característica atmosférica. Entretanto, justificando a pluralidade, o conjunto lança mão de diversas jogadas, tais como elementos de Nu Metal, a exemplo de "Tear It Down"; uma imprescindível influência eletrônica, com breaks, duplicações de voz, batidas típicas e tudo mais, que são melhor notadas em "Savior of The Week", bem como orquestrações, presentes em "Flatline". Hits como "Regenerate" e a comercialíssima "The World I Used To Know" mostram um We Came As Romans forte e grudento, mas também realçam a ambição de se manter no mainstream, sem dúvidas, para garantir lucros.
Eu diria que o We Came As Romans é uma banda mais facilmente apreciada por quem já está acostumado com Metalcore, pois os vocais limpos podem não agradar aos que vêem o gênero de longe, embora, diante de toda a majestade do estupendo trabalho geral, possam ser tolerados. Isso não impede que a banda mereça os ouvidos de cada um. É uma pena que claramente busquem estar sempre no mainstream, o que faz com que a sonoridade se adeque cada vez mais aos parâmetros comerciais e a riqueza e complexidade anteriores sejam deixados para trás e substituídos por novos que, muitas vezes, não conferem a mesma impressão positiva. Ainda assim, os rapazes certamente lançaram grandes álbuns - principalmente "To Plant A Seed" que, ao meu ver, é mais capaz de agradar àqueles que não são adeptos do gênero. É um trabalho complexo e muito capaz de despertar emoções. Os caras, assim como a maioria das bandas de Metalcore, dispensam comentários. Por que não dar uma chance?


 Demonstrations (EP) (2008)

01 - Questions
02 - Motions
03 - Letters
04 - Numbers
05 - Colours


 Dreams (EP) (2008)

01 - Conditions
02 - Dreams
03 - Intentions
04 - Shapes


 To Plant A Seed (2009)

01 - To Plant A Seed
02 - Broken Statues
03 - Intentions (feat. Tyler Telle Smith)
04 - Roads That Don't End and Views That Never Cease
05 - Dreams
06 - We Are The Reasons
07 - Beliefs
08 - I Will Not Reap Destruction
09 - Searching, Seeking, Reaching, Always
10 - An Ever-Growing Wonder
11 - To Move On Is To Grow (Bonus Track)


Bonus DVD Audio:
01 - Introduction
02 - To Plant A Seed (Live)
03 - Making The Band
04 - Intentions (Live)
05 - Music With Meaning
06 - We Are The Reasons (Live)
07 - Tour Life
08 - To Move On Is To Grow (Live)
09 - Wacko Jacko
10 - Roads That Don't End and Views That Never Cease (Live)
11 - Credits


 Understanding What We've Grown To Be (2011)

01 - Mis//Understanding
02 - Everything As Planned
03 - What I Wished I Never Had
04 - Cast The First Stone
05 - The Way That We Have Been
06 - A War Inside
07 - Stay Inspired
08 - Just Keep Breathing
09 - Views That Never Cease, To Keep Me From Myself
10 - What My Heart Held
11 - I Can't Make Your Decisions For You
12 - Understanding What We've Grown To Be
13 - Roads That Don't End and Views That Never Cease (Live) (Bonus Track)


 Tracing Back Roots (2013)

01 - Tracing Back Roots
02 - Fade Away
03 - I Survive (feat. Aaron Gillespie)
04 - Ghosts
05 - Present, Future, and Past
06 - Never Let Me Go
07 - Hope
08 - Tell Me Now
09 - A Moment
10 - I Am Free
11 - Through The Darkest Dark and Brightest Bright
12 - One Face (Bonus Track)
13 - Recklessness (Bonus Track)


 Present, Future, and Past (Live) (2014)

01 - Tracing Back Roots
02 - Ghosts
03 - Fade Away
04 - Mis//Understanding
05 - I Survive
06 - Never Let Me Go
07 - Glad You Came (The Wanted Cover)
08 - Roads That Don't End and Views That Never Cease
09 - To Move On Is To Grow
10 - Present, Future, and Past
11 - A Moment
12 - Medley
13 - Hope
14 - To Plant A Seed


 We Came As Romans (2015)

01 - Regenerate
02 - Who Will Pray?
03 - The World I Used To Know
04 - Memories
05 - Tear It Down
06 - Blur
07 - Savior of The Week
08 - Flatline
09 - Defiance
10 - 12:30
11 - One Way Ticket (Bonus Track)
12 - Hope (Acoustic) (Bonus Track)
13 - A Moment (Acoustic) (Bonus Track)

Download (Ulozto)
Download (Zippyshare)

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