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sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Eleven Strings - Discografia

Quando se fala em Progressive Metal, a primeira ideia que vem à mente é a de longuíssimas músicas plásticas, riffs pesados, bem distorcidos e fritados, além de, claro, velozes solos mirabolantes. Tais características certamente definem alguma parte das bandas do gênero, mas muitos desconhecem - ou até ignoram - que não é exatamente o exibicionismo exacerbado que o define. Existe uma boa parcela de bandas que investe em uma abordagem mais contida (mas ainda técnica) que resulta em músicas mais curtas, mais facilmente assimiláveis e até de muita beleza. Entre elas, aguardando para ser descoberta e apreciada, está a Eleven Strings. A partir de músicas de certo impacto emocional e atmosfera envolvente sintetizada por teclados, o sexteto de Mogi das Cruzes, região metropolitana de São Paulo, vem aos poucos conquistando merecidamente seu espaço entre as grandes novas promessas do Metal brasileiro.
Apesar da maturidade sonora, os caras não estão juntos há muito tempo. Foi em 2012 que tudo começou e a primeira formação se firmou, consistindo em Evandro Braito no vocal, Johnny Lande na guitarra e segundo vocal (menos acionado, a princípio), Las Casas na outra guitarra, Marcelo Nespoli no contrabaixo e Will Marcondes na bateria. Escolheram então o nome Eleven Strings para batizar a banda, em referência à Teoria das Cordas, a teoria de tudo que afirma que existe mais de um universo (multiversos) e eles têm um máximo de onze dimensões, ou onze "cordas", que vibram e dão origem às partículas subatômicas.
Ainda no ano de formação, rapidamente finalizaram as primeiras músicas e as incluíram no EP de estreia "#0". Muito bem produzido pela própria banda, esse excelente compacto demonstra apenas parte do que viria a ser o Eleven Strings no álbum de estreia, já que, pela ausência de um tecladista oficial, as músicas estão mais secas. Os sons de teclados ouvidos são introduzidos de maneira programada para dar base ambiental às canções, explorando até timbres de piano como em "The Outlaw" e a emotiva "A Day Like Today", mas, ainda assim, não são tão participativos. É notável como as músicas são pesadas, e não me refiro apenas ao "up" que a bela produção dá. As canções dotam de arranjos com quebradas Progressivas e bem elaboradas, além de por vezes terem ritmo mais acelerado, característica estendida solos de guitarra, que são lindos, técnicos e reverberados. Os instrumentos são inteligentemente explorados, de forma que até os trechos de violão em "Burn" nas lacunas entre as distorções são cirurgicamente encaixados.
Músicas agressivas pedem vocais de acordo, e é exatamente isso que Evandro Braito oferece. Aqui sua postura é a mais agressiva de todos os trabalhos lançados pela banda. Aplica drive na voz, canta mais rápido e apela menos para vocais melódicos, embora os refrões assim sejam e o instrumental cadencie junto.
Oficialmente esse excelente trabalho encerra com "Re-voltz", que é instrumental, mas tempos depois, duas faixas bônus acústicas foram adicionadas, sendo elas versões de "A Day Like Today" e "Burn". Trabalho excelente que já mostrava para quê a banda veio, mas suas características seriam ainda complementadas e uma identidade seria gerada.
Passado um ano, a banda lança mais um EP independente, chamado simplesmente pelo sugestivo "EP 2013". Dessa vez, trata-se de um trabalho mais curto, composto apenas por três canções que totalizam 13 minutos. Com produção mais modesta e instrumentos de cordas mixados em volume mais baixo, ele dá uma sensação de maior leveza, embora os arranjos sejam claramente pesados e progressivos.
Um lado mais melódico é desbravado aqui, pois o vocal de Evandro perde agressividade e se mostra mais limpo. Atrelado à composições vocais mais grudentas, o resultado se deu em canções mais comerciais, bem acessíveis, com refrões que facilmente martelam na cabeça o tempo todo. Reforçando o efeito, em duas das três faixas há participações especiais femininas. Tábata Ramalho e Maíra Brito emprestam suas belas vozes em "The Seeds of Evil" e "Turn My Nightmare Into A Dream", respectivamente, materializando um melodioso dueto com Evandro. Após o lançamento, Rafa Hernandez substituiu Will Marcondes na bateria.
Os tempos seguintes foram marcados por shows, mais alterações na formação e desenvolvimento de novas composições. Dois mil e catorze trouxe o guitarrista Junior Carlos no lugar de Las Casas, além do tecladista Felipe Leão. Com a chegada dos dois, o Eleven Strings, sem dúvida alguma, só teve a ganhar - e muito. Suas contribuições são sensíveis no álbum de estreia, até por marcarem presença direta nas canções: Junior é um guitarrista preciso e de recurso, enquanto Felipe encorpa e tematiza a atmosfera. O resultado não podia mesmo dar errado!
Foi então que entraram nos estúdios da IMF (Instituto Musical Falaschi) e gravaram o estupendo álbum de estreia "Chaos and Creation". Produzido pelo guitarrista Junior Carlos e lançado em setembro de 2015 de forma independente, esse registro põe em evidência uma banda inspirada, cheia de classe, que deu grandes saltos criativo-musicais unificando e aprimorando as características mais marcantes dos EPs anteriores.
A musicalidade é tão refinada quanto o título do álbum sugere; Progressiva, claro, com interessantes e diversificadas jogadas de guitarra, trabalho exemplar nas linhas de baixo e boa bateria, mas também pomposa, característica cedida definitivamente pela intensidade atmosférica que os teclados proporcionam. Com ambientação sinfônica, as músicas ficaram densas - e ainda leves de assimilar - e extremamente envolventes. No entanto, a exploração dos sintetizadores não se limita ao efeito orquestrado, mas também a vários outros, de um modo bem abrangente.
Tudo é muito consistente e metódico. Mesmo com o detalhamento perspicaz, não é difícil se cativar, já que a característica acessível oriunda do "EP 2013" ainda é mantida, introduzida principalmente nas pontes - que já levam o ouvinte a prender a respiração - e nos refrões, pontos altos das canções, onde definitivamente perde-se o fôlego. As músicas têm andamento variante, não havendo um padrão de fórmula, mas os refrões frequentemente são cantados em tons altos e sempre cadenciados, apelando para a emoção, o que aumenta a probabilidade dele grudar na sua mente.
A composição das linhas vocais não é retilínea; há bastante oscilação de tons e posturas. Evandro novamente não é agressivo, salvo em pontuais momentos, mas sua voz limpa atinge o coração. Vocais mais sujos ficam a cargo do guitarrista Johnny Lande, que canta com fortes drives e participa de faixas como "Deep Black Hole" e "Life".
É possível se conectar com o clima do disco ao ponto de quando ele acaba, você se sentir aquele vazio, como se tivesse sido arrancado de algum lugar. Ainda mais com a especial densidade épica e oriental das três últimas faixas, que dotam dos corretos ares de um álbum que se encaminha para a sua conclusão. Sem dúvidas, "Chaos and Creation" é um disco sensacional e difícil de ser superado.
Quatro videoclipes foram produzidos para auxiliar na divulgação do álbum, sendo eles das faixas "Psycho Minds", "Deep Black Hole", "Nameless" e "Slow Death".
No decorrer de sua ainda curta trajetória, o Eleven Strings já foi finalista de alguns festivais paulistas como o SP Music Festival e o festival da Rádio 89 e inclusive já abriu shows para bandas como Detonator, Ratos de Porão e Matanza, essa última graças a um título festivo.
Atualmente o conjunto já se encontra em trabalho do segundo álbum de estúdio, e promete algo diferente daquilo feito em "Chaos and Creation". A ideia é ter uma discografia diversificada e evitar repetições musicais. Tendo em vista o grande profissionalismo exibido até o momento, o sexteto paulista tem toda a condição de tê-la.
Não se esqueçam de deixar a curtida na página no Facebook, acompanhá-los nas redes sociais e obter o merchandising! Basta entrar em contato com a banda através do Facebook.

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SHOWS & IMPRENSA:
E-mail: elevenstrings@hotmail.com


 #0 (EP) (2012)

01 - Not The Only One
02 - The Outlaw
03 - A Day Like Today
04 - Burn
05 - Thousand Walls
06 - Re-voltz
07 - A Day Like Today (Acoustic Version) (Bonus Track)
08 - Burn (Acoustic Version) (Bonus Track)


 EP 2013 (EP) (2013)

01 - The Seeds of Evil
02 - Bread and Circus
03 - Turn My Nighmare Into A Dream


 Chaos and Creation (2015)

01 - Dark Matter
02 - The Maestro of Creation
03 - Life
04 - Psycho Minds
05 - Nameless
06 - Slow Death
07 - The Maestro of Chaos
08 - Deep Black Hole
09 - The Third I
10 - The Last March
11 - Universe Illusion


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