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sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Válvera - Discografia

Até onde vai a sua paixão pela música pesada? A que ponto chega a sua sincera vontade de tocar uma vertente musical desfavorecida em diversos aspectos e, ainda por cima, em sua língua-mãe? Ao ponto de largar tudo, mudar de cidade e botar pra foder?
Fazer Heavy Metal no Brasil é uma tarefa financeiramente arriscada, com muitos obstáculos. Exige dedicação, perseverança entre os membros da banda e muito, muito amor. Felizmente, existem pessoas dispostas a encarar as incertezas e o desconhecido para fazer aquilo que as cativa. Pessoas como o quarteto que compõe o Válvera, banda paulista que vem conquistando território com seu honesto e consistente Heavy Metal cantado em português.
Natural de Votuporanga, no interior de São Paulo, o conjunto acreditou piamente na capacidade de seu som e partiu rumo à capital paulista munido de nada além de expectativas e boas ideias na cabeça. Como recompensa, conheceram grandes pessoas envolvidas com o Metal na terra da garoa e começaram a construir um nome para si, tendo como firmamento uma sonoridade pesada, batedora de cabeça e ostentadora de clara qualidade.
A banda nasceu de fato em janeiro de 2010, quando o vocalista e guitarrista Glauber Barreto encontrou o guitarrista Rodrigo Torres e, juntos, decidiram dar à luz um projeto que demonstrasse a verdadeira identidade musical de ambos. Era algo que ansiavam, já que anteriormente passaram por bandas de Blues, Punk Rock e Hard Rock (como é o caso de Glauber), e até MPB (já no caso de Rodrigo). Foi assim que surgiu o Válvera, cujo peculiar nome representa com muita dignidade aquele momento em especial. Trata-se da fusão das palavras "válvula" - referente aos amplificadores valvulados, tão ansiados por aqueles que buscam um som pesado - e "paulera", já que a dupla havia acabado de comprar amplificadores valvulados e estava muito empolgada com a pauleira que poderia produzir.
Jesiel Lagoin se juntaria à banda apenas um ano mais tarde a fim de ocupar a função de baixista. Muito tempo se passou após sua chegada sem que ninguém se fixasse como baterista. A pessoa certa foi encontrada somente em 2014, um ano após os votuporanguenses corajosamente abandonarem seus empregos e partirem para São Paulo viver de música. Lá conheceram Vini Rossignolo, que assumiu as baquetas e fechou o line-up, possibilitando que a banda se preparasse mais apropriadamente para o lançamento do álbum de estreia.
Foi então que entraram no renomado estúdio Mr. Som e trabalharam com suor e dedicação nas músicas que comporiam o primeiro disco, cuja produção ficaria a cargo dos experientes Marcello Pompeu e Heros Trench, ambos do Korzus. O primeiro exemplar do que estava sendo feito saiu em fevereiro de 2015 na forma de um lyric-video da faixa "Extinção", certamente uma das melhores do conjunto. Aperitivo à altura do que viria a ser o trabalho completo.
Uma série de apresentações foi realizada tanto em São Paulo quanto no noroeste do Estado por volta daquele tempo, inclusive no festival Metal Pesado Brasileiro, no SESC Osasco, dividindo o palco com bandas como Almah, Claustrofobia, Kiko Loureiro e Korzus. Era aquecimento para o show de lançamento do primeiro álbum, que viria na sequência contando também com a presença dos grupos Muqueta Na Oreia e Metalmorphose.
Enfim lançado no dia 1º de agosto de 2015 através da Muqueta Records e distribuído pela Voice Music, o debut "Cidade Em Caos" emerge para somar em um meio onde cada vez mais bandas optam por transmitir suas mensagens em português, coroando excelentes performances musicais. Muitos alimentam receios por Metal cantado em português, mas não há motivos para tal. Aqui, a língua se encaixa com perícia e naturalidade nesse estilo acostumado com o inglês, sem causar estranheza.
Já a musicalidade é de uma pluralidade quase imperceptível, tamanha linearidade de cada um dos elementos. De difícil rotulação, as canções transitam pelo Heavy Metal tradicional, Thrash Metal e até mesmo Hardcore com uma facilidade impressionante, sem deixar a peteca cair e mantendo fiel a mesma atmosfera e postura pesadas. Tal característica define com precisão o objetivo do quarteto de simplesmente fazer música, sem se prender a rótulos e deixando as composições falarem por si. Convém defini-los como Heavy Metal, mas o rótulo é impreciso diante da grande competência e abrangência do que foi feito aqui.
As músicas são pegadas; exigem bateção de cabeça, um copo de cerveja na mão e aquela companhia divertida. Por meio de carismáticos vocais dotados de drive e memoráveis arranjos carregados de criatividade e adrenalina, o ouvinte é facilmente contagiado pelo clima e corre o risco de se empolgar com a explosão de energia dos velozes e muito bem executados solos de guitarra. Entretanto, nem só de porrada o disco é feito; sem quebrar clima, linhas instrumentais mais cadenciadas também fluem, levando o vocal de Glauber Barreto a amaciar de acordo. Até mesmo o uso de violão é explorado em faixas como "Escravo do Acaso" e "Extinção". Certamente, "Cidade Em Caos" é um trabalho maduro e sólido, servindo como um grande pontapé inicial para uma banda que demonstra potencial para oferecer coisas ainda melhores no futuro.
Um videoclipe promocional de "Pra Baixo dos Pneus" foi posteriormente lançado no canal do Válvera no YouTube. Faixa pegada e recomendadíssima! Minha preferida do trabalho.
Não é qualquer banda que tem a coragem para largar tudo e apostar no Metal como o Válvera teve. Mas sua astúcia está sendo recompensada com excelente receptividade nos shows, positivas resenhas sobre o álbum de estreia, contratos e contatos primordiais e, claro, música da melhor qualidade. Mais uma banda para rechaçar a resistência de alguns pelo Metal cantado em português. É Metal "pé na porta"! Não se esqueçam de deixar seus likes na página no Facebook e adquirir o material da banda!

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music@asepress.com.br

TELEFONE:
(17) 98164-4642 - Rodrigo Torres


 Cidade Em Caos (2015)

01 - Pra Baixo dos Pneus
02 - Cidade Em Caos
03 - O Miserável
04 - Escravo do Acaso
05 - Sangue e Ouro
06 - O Céu Pode Esperar
07 - Redenção
08 - Hora do Show
09 - Extinção


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