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sexta-feira, 2 de outubro de 2015

As Do They Fall - Discografia

A maioria dos headbangers começa a trilhar a estrada como ouvinte de Metal ainda criança, ou pelo menos ainda durante a adolescência. Mesmo que o indivíduo não tenha crescido com o incentivo dos pais para aprender a tocar algum instrumento, esse estímulo brota com naturalidade em vista da maneira formidável com a qual seus ídolos os tocam, influenciando os jovens a aprenderem também. Isso muitas vezes faz com que ainda cedo essa rapaziada forme uma banda... e, cara, quando a aptidão para fazer música está no sangue, nada segura. Músicas de qualidade são compostas naturalmente, embora, em um primeiro instante, ainda necessitem do aprimoramento resultante da experiência que vem apenas com a prática junto da idade.
Falar da idade aqui é interessante porque tem relação com os gaúchos do As Do They Fall. São garotos fazendo música boa e batalhando por ela. Garotos que se mostram conhecedores dos caminhos de como executar Southern Metal/Metalcore com qualidade e têm pleno potencial de refinar ainda mais suas habilidades e ideias.
O conjunto foi fundado em 2012 na cidade de Veranópolis, no Rio Grande do Sul, quando o quinteto Leonardo Cenci (vocal), Samurai da Silva (guitarra), Bruno Grapeggia (guitarra), Lucas Dall'Agnol (baixo) e Ricardo Ghiouleas (bateria) ainda tinha uma média etária de 17 anos. A princípio, ensaiavam canções cover de bandas como Pantera, MetallicaAvenged Sevenfold, Slipknot, System of A Down e Ozzy Osbourne, e as apresentavam ao vivo em eventos da cidade e região, mas não demorou muito para sentirem necessidade de compôr material próprio.
Em meio a esse processo que começou a tomar forma em 2013, ocorreu uma alteração na formação devido à saída do guitarrista Bruno Grapeggia, que foi prontamente substituído por Kelvin Salvetti, ex-companheiro de Lucas em outra banda. De cara nova, entraram no estúdio em 2014 e deram início às sessões de gravação do álbum de estreia. Porém, durante esse momento, mais uma baixa se irrompeu no line-up com a saída do baterista Ricardo Ghiouleas no início de 2015. Diante dessa situação, o guitarrista Kelvin Salvetti foi deslocado para a função vaga, já que tocava bateria em outra banda. As gravações tiveram sequência apenas com um guitarrista e essa configuração acabou se consolidando, já que não apresentaram desconforto nas apresentações ao vivo.
Enfim, o resultado final da dedicação tomou forma oficial em agosto de 2015, quando foi lançado o debut "The Pure Strain of Boozercore". Bem produzido por Roger Fingle na cidade gaúcha de Caxias do Sul, o disco tem um compasso soberanamente homogêneo e realmente bom de se ouvir. O som é pesado, no entanto, equilibrado. Não é nem cadenciado demais, nem pegado demais, e nesse passo segue praticamente todo o decorrer dos 52 minutos totais de duração, sem muitas quebras de ritmo. Mesmo com a sensação de linearidade, os riffs têm capricho e dão vida a canções bem compostas, de estrutura sólida e concisa. O objeto de maior variação é o vocal de Leonardo, que oscila entre distintas técnicas, usufruindo desde o vocal limpo melódico, passando pela aplicação de drives até a agressividade de um grunhido gutural. Já os solos de guitarra não são abundantes, mas quando aparecem, conferem técnica e precisão. De um modo geral, a sonoridade deixa claro o forte direcionamento Southern Metal enquanto elementos de Melodic Metalcore também se sobrepõem em determinados momentos, talvez até de forma inevitável pela influência dos músicos. Sem dúvidas, esse não é um trabalho exuberante, mas cumpre com evidente qualidade o seu papel. Para assimilá-lo melhor talvez sejam necessárias repetidas audições já que seus pontos de interesse jazem em detalhes e os refrões não marcam tanto, dificultando que o ouvinte se apegue imediatamente a alguma canção específica, exceto por canções como "Nemesis", "Burn (The City Down)" e "Stories That I Already Knew", que são um tanto mais pegajosas, sobretudo a primeira mencionada, que conta com um excelente trecho mais ameno onde certa influência percussiva Folk se manifesta.
Dando sentido à sonoridade, as letras falam de coisas dignas de tal cunho sonoro, principalmente em relação à brigas de bar e cerveja, tema central de todo bom Southern Metal e até do título do álbum. Assuntos como injustiças sociais, religião, política e vício em drogas também são abordados.
Como resultado inicial do ótimo trabalho, o álbum foi tocado em rádios e podcasts regionais, chegando a inclusive ter faixas reproduzidas na England.FM.
O que foi desenvolvido até o momento mostra que os gaúchos são lúcidos, competentes, e foram capazes de entregar um ótimo disco. É evidente que ainda têm muito mais a oferecer e têm condições de tal, mas isso não ofusca o quanto esse disco é bom. Ouvi-lo pede uma cerveja. Enquanto ouvem e tomam uma gelada, não deixem de curtir a página no Facebook e adquirir o material. Basta enviar uma mensagem para a página e negociar!

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SHOWS & IMPRENSA:
TELEFONE:
(54) 9648-0349 - Kelvin Salvetti


 The Pure Strain of Boozercore (2015)

01 - Intro
02 - Leviathan
03 - F.G.S.
04 - Stories That I Already Knew
05 - Kill Your Dying
06 - Tripping Road Crew
07 - Burn (The City Down)
08 - Fall Down and Die
09 - Nemesis
10 - Crosses
11 - Relentless
12 - Scars On The Face of The Earth

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