Social Icons

sexta-feira, 19 de junho de 2015

August Burns Red - Discografia Comentada

Todo mundo tem suas opiniões, seus gostos, suas particularidades. Mas uma coisa pode ser considerada certa: a capacidade do Metalcore de pegar uma sonoridade pesada e quebradeira e moldá-la em um novo formato mais assimilável para ouvidos menos acostumados é impressionante. O bom disso? A molecada gosta. Geralmente começamos a curtir Metal ainda bem novos, mas dificilmente alguém começa direto na porradaria alucinada de estilos Extremos. Normalmente começa-se por algo mais leve e, como uma droga, busca-se algo cada vez mais pesado com o passar do tempo. Claro, há exceções para tudo. Alguns não buscam algo mais pesado. Outros já começam direto na desgraceira. Mas em geral o passo natural das coisas é meio assim.
Sempre começamos por algum lugar, não é? O Metalcore é um popular gênero de introdução de novos pares de ouvidos no diversificado âmbito da música pesada. Há críticas entre os que têm maior tempo de estrada ou os que curtem bandas menos mainstream, principalmente quando os vocalistas saem do gutural e entram num estranho vocal limpo, estragando algumas canções, pelo menos para muitos. Uma vez que famosas bandas do gênero como Bullet For My Valentine e Asking Alexandria usufruem de tal alternância, tem-se na cabeça da maioria a equivocada ideia de que o Metalcore é sempre assim. Mas não é. O August Burns Red arregaça no gênero sem aplicar vocais limpos e ainda tem o dom de expandir os limites do que pode ser feito com o estilo.
Essa banda, oriunda da cidade de Manheim, no estado da Pensilvânia nos Estados Unidos, apesar de sempre ter apostado integralmente em raçudos e urrados guturais, apresenta maleabilidade no decorrer da discografia. Inicialmente eram mais pesados, cheios de quebradeira, mas lentamente o som foi conquistando traços melódicos e até introduzindo instrumentos extras. Sem perder a essência do peso e da identidade - coisa difícil para muitas bandas -, os caras conquistaram o patamar de um dos mais relevantes nomes do rótulo. A devoção cristã dos membros afeta diretamente o conteúdo lírico. Algumas vezes de forma mais explícita, outras nem tanto, mas as palavras cantadas sempre se mostraram à parte da pesada, técnica e competente musicalidade executada.
Ainda garotos cursando o Ensino Médio, decidiram fundar uma nova banda em março de 2003. A formação consistia em John Hershey no vocal, Brent Rambler e John Benjamin Brubaker nas guitarras, Jordan Tuscan no baixo e Matt Greiner na bateria. Ainda sem estúdio para ensaiar, os garotos tocavam na "casa em forma de ovo" e no porão da fazenda da família do baterista. Enquanto compunham as primeiras canções, já se apresentavam ao vivo em algumas ocasiões na localidade. Com isso, ainda em 2003, lançaram a primeira demo, trazendo cinco faixas.
Entrando no ano de 2004, com a conquista de um contrato com a CI Records graças à demo, lançaram mais um novo trabalho, já melhor produzido: o EP "Looks Fragile After All". O vocalista Jon Hershey deixou o conjunto na sequência, cedendo vaga à Josh McManness, que daria mais força à banda. Com a boa receptividade durante os shows e o nome se espalhando, logo assinaram com a Solid State Records, responsável pelo lançamento do álbum de estreia "Thrill Seeker", em 2005.
Esse primeiro ato do conjunto já mostra de cara do que os jovens rapazes já eram capazes. Trata-se de um trabalho muito bem produzido que deixa bem explícita a relação entre Death Metal e Metalcore. A sonoridade é crua, sem ambientação de teclados ou complementações, e é recheada de alternâncias entre as frenéticas palhetadas do Death Metal, os riffs pausados e precisos acompanhando a bateria do Metalcore e a intensidade e prolongamento do Alternative Rock. No decorrer do registro, nota-se que é bastante homogêneo, sem muitos pontos pelos quais se apegar com mais facilidade, e que apesar de apostar apenas num raçudo vocal gutural, alguns trechos são cantados de forma mais narrada e limpa, sem necessariamente sair totalmente do gutural. A ausência de solos deixa uma sensação de que está faltando algo, mas apesar de tudo, é um álbum de qualidade, muito bem composto e consistente.
Uma turnê de divulgação sucedeu ao lançamento, que por sinal foi intensa de certa forma, o suficiente para desgastar os ânimos do vocalista Josh McManness e do baixista Jordan Tuscan. Dustin Davidson ocupou o contra-baixo, enquanto Jake Luhrs ingressou para preservar o nível e a estética vocal.
De cara nova, ressurgiram em meados de 2007 com o bem-sucedido "Messengers", segundo álbum da discografia. Sempre há certo receio quando há troca de vocalistas, mas nesse caso, não houve problema algum. A mudança é tão despercebida que se não souber que ela aconteceu, jura-se que ainda é o Josh McManness. Isso se mostrou positivo para os propósitos da banda, pois a qualidade técnica vocal permaneceu intacta - inclusive nos detalhes mais narrativos -, enquanto o instrumental obteve significativos avanços.
Esse álbum é similar ao anterior a grosso modo, mas os avanços que polem a sonoridade e a fazem brilhar estão nos detalhes. É bem mais técnico, característica realçada principalmente pelo maravilhoso trabalho de bateria, que rouba a cena graças à sua criatividade. É matadora, energética e pulsa com riqueza em recursos e diversificação das batidas. Ela marca o compasso para as os quebrados riffs de guitarra que, dessa vez, apresentam um "quê" de Progressive Metal. Não apenas o Prog é novidade nos elementos das seis cordas, mas também certa melosidade. Enquanto a guitarra base faz seu trabalho, a guitarra solo segue um compasso diferente e executa riffs mais chegados em algo melódico. Mesmo com a maturidade mais aguçada, solos ainda fazem falta. Mas o álbum é excelente!
"Messengers" foi tão bem sucedido que foi o álbum que deslanchou os estadunidenses, alcançando a 81ª posição na Billboard 200 e vendendo, até maio de 2011, mais de 108 mil cópias. A turnê percorreu a América do Norte e diversos países da Europa, compartilhando os palcos com bandas como As I Lay Dying, Misery Signals, entre outras.
Ao fim da turnê, o quinteto parou para gravar duas canções especiais. A primeira foi uma versão instrumental da clássica "Carol of The Bells" para a compilação "X Christmas", que aparece no trailer do filme "The Spirit", lançado no natal de 2008. A outra é um cover da canção "...Baby One More Time", da Britney Spears, para a coletânea "Punk Goes Pop 2", lançada em maio de 2009.
Chegando em fevereiro de 2009, sai o EP "Lost Messengers: The Outtakes", trazendo conteúdo bônus relacionado ao álbum. Novos shows aconteceram antes do lançamento de mais um disco de inéditas. Pela primeira vez viajaram até o Oriente Médio para uma apresentação no Dubai Desert Rock Festival, nos Emirados Árabes Unidos. Ao voltar para os Estados Unidos, excursionaram o país com os amigos do All That Remains.
Em meados de 2009, afim de promover o novo álbum intitulado "Constellations", a banda liberou algumas faixas e vídeos na internet. Pouco depois liberariam o stream do álbum inteiro, até que ele foi finalmente lançado oficialmente no dia 14 de julho de 2009. "Constellations" mantém o pique de desenvolvimento e renovação dentro dos mesmos moldes e limitações rotulares. Mas dessa vez, apresenta uma veia Progressiva mais latente e segura, ainda em consonância com os elementos que caracterizam o Metalcore. No entanto, a característica que mais marca aqui é a turbulência das canções. Digo, elas são bastante preenchidas e "barulhentas", gerando músicas intensas, sem lacunas, dando a impressão de muita coisa acontecendo ao mesmo tempo. O culto aos riffs pausados segue no meio disso, não com o mesmo brilho de antes, porém, pois é feito mais pelo baixo acompanhando a bateria. As guitarras se ocupam mais em produzir arranjos principais mais insistentemente melódicos e progressivos. Certamente é mais um álbum de alto nível, mesmo com o negativo da linearidade das canções.
"Constellations" foi mais um registro bem sucedido comercialmente. Já na primeira semana posou na 24ª posição da Billboard 200. Saíram então em turnê pelos Estados Unidos ao lado de bandas como All Shall Perish, Blessthefall e Enter Shikari, e também viajaram até a outra metade do mundo para apresentações na Austrália.
Em 2010, mesmo ano de indicação do álbum "Constellations" ao Grammy de Melhor Álbum de Rock, foi a vez também do primeiro álbum ao vivo ser lançado. "Home" ganhou versões tanto em CD quanto em DVD. Na sequência, mais uma pequena turnê foi realizada pela Austrália e Nova Zelândia.
Chegando em 2011, é a vez do quarto álbum de estúdio ser lançado, nomeado "Leveler". Agora os caras vão meio que na contra-mão do que faziam antes. Se anteriormente reciclavam os moldes da proposta, dessa vez resolveram diversificar. "Leveler" é um trabalho experimental onde quase toda a estética sonora mudou, exceto as configurações vocais e a técnica na bateria. Os tão explorados riffs quebrados passaram a quase sumir e não mais ser executados com um holofote sobre as guitarras. A base se tornou mais alternativa, enquanto os arranjos principais mantiveram os arranjos melódicos explorados anteriormente. Pela primeira vez, alguns solos são introduzidos, mas dependendo da canção. Trechos de percussão e violão também podem ser apreciados, algo inédito até então, selando a diversidade e experimentalismo. Em suma, trata-se de um álbum mais leve e assimilável, mas sem deixar de lado a identidade do August Burns Red.
Esse álbum significou mais uma superação comercial para a banda. Com mais de 29 mil cópias vendidas só nos Estados Unidos na primeira semana, ele chegou à 11ª posição da Billboard 200.
Algumas bandas têm o costume de comemorar o natal com algum álbum tematizado, e eles foram mais uma que seguiu o exemplo. Por isso, em 2012, saiu o álbum instrumental "August Burns Red Presents: Sleddin' Hill, A Holiday Album". Ele é lindíssimo e, evidentemente, trás versões de canções natalinas alicerçando Metalcore com o clima único da época. Por ser instrumental, é também rico em solos, tornando o trabalho diferenciado dentro da discografia e muito gostoso de se ouvir.
Completando a sequência de três anos consecutivos de lançamentos inéditos, é lançado em 2013 mais um álbum ímpar, agora conhecido como "Rescue & Restore". O experimentalismo segue à toda, e esse é um dos álbuns mais ricos da discografia. Ele expande as fronteiras do que é possível fazer com o estilo. Afinal, em meio ao criativo e arregaçante Metalcore, somos deliciados com uma bela flertada com o Post-Rock, que empresta sua levada mais profunda, atmosférica, e suas rápidas palhetadas alternadas em notas mais altas. Essa levada Post-Rock combina bastante com o tema lírico, que envolve depressão, angústia, morte de entes-queridos e tolerância social.
Instrumentos como cello, harpa, batuques e trompetes também marcam presença e contribuem com pluralismo sonoro. Tudo é perfeitamente coeso e caprichado, muitas vezes em seu devido momento. Ora o Metalcore se manifesta, ora é o Post-Rock que assume, em outro momento são  os instrumentos extras que emergem em momentos cuidadosamente escolhidos, dando um break e mudando completamente a maré das canções com sua calmaria... a experiência é sem dúvidas deslumbrante, e o álbum, fortemente interessante e brilhante.
A majestade do trabalho rendeu mais uma superação de posição nos charts: é a 9ª posição da Billboard 200, dessa vez.
Durante todos esses anos, a banda tinha um próspero contrato com a Solid State Records, que sempre lançava seus discos. Mas em 2014 esse vínculo foi interrompido, e a banda assinou com a Fearless Records. Através desse selo foi lançado o sexto álbum de estúdio em 2015, o espetacular "Found In Far Away Places".
Ele é a prova definitiva de que a banda veio para ficar e não estabelece limites para o que podem tocar. Sem se prender a rótulos, a musicalidade é a mais complexa já executada pelos estadunidenses, seguindo uma linha mista que engloba diversos gêneros como Metalcore, Alternative Rock, Melodic Death Metal, Progressive Metal, Post-Rock, e muitos outros. Tudo de forma incrivelmente coesa, evidenciando o máximo profissionalismo dos músicos. Uma das coisas mais notáveis é que quase todas as músicas seguem uma linha porradeira, mas em determinado momento dão um break total e climatizam com um estilo diferente. Até mesmo o Coutry aparece, como em "Majoring In The Minors". Solos também aparecem com maior frequência que anteriormente, e os riffs são sempre puxados para algo mais solado, melódico, e não apenas arranjos distorcidos como é comum no Metal. Álbum sensacional, muito sensacional mesmo!
Com técnica, competência, criatividade e paixão pelo que fazem, aqueles garotos da época da escola chegaram longe e hoje são certamente uma das maiores e melhores bandas do estilo, conquistando fãs em todo o globo. É Metalcore astuto, de primeira linha, que mereceu chegar onde chegou.

|    Official Website    |    Facebook Page    |
|    Twitter    |    YouTube Channel    |


 Demo (Demo) (2003)

01 - Silhouette of Wings
02 - Your Thoughts On What's Right
03 - Show Me How To Give In
04 - The Crack From Which Gold Pours
05 - Zoar

 Looks Fragile After All (EP) (2004)

01 - Background Music To Her Awakening
02 - Missing This Opportunity
03 - Glory Thrives
04 - You Should Be Taking Flight Now
05 - Accidental Shot Heard 'Round The

Ouvir (YouTube)
Ouvir (Spotify)

 Demo (Demo) (2005)

01 - Endorphins
02 - The Reflective Property
03 - Speech Impediment
04 - A Wish Full of Dreams

 Thrill Seeker (2005)

01 - Your Little Suburbia Is In Ruins
02 - Speech Impediment
03 - Endorphins
04 - Too Late For Roses
05 - Barbarian
06 - The Reflective Property
07 - A Wish Full of Dreams
08 - Consumer
09 - A Shot Below The Belt
10 - Eve of The End
11 - The Seventh Trumpet

Ouvir (YouTube)
Ouvir (Spotify)

 Messengers (2007)

01 - The Truth of A Liar
02 - Up Against The Ropes
03 - Back Burner
04 - The Blinding Light
05 - Composure
06 - Vital Signs
07 - The Eleventh Hour
08 - The Balance
09 - Black Sheep
10 - An American Dream
11 - Redemption
12 - Carol of The Bells (Bonus Track)
13 - Mosley (Bonus Track)

Ouvir (YouTube)
Ouvir (Spotify)

 Lost Messengers: The Outtakes (EP) (2009)

01 - Chasing The Dragon
02 - Mosley
03 - Carol of The Bells
04 - To Those About To Rock
05 - Piano Man
06 - The Truth of A Liar (Demo Version)
07 - Vital Signs (Demo Version)

Ouvir (Spotify)

 Constellations (2009)

01 - Thirty and Seven
02 - Existence
03 - Ocean of Apathy
04 - White Washed
05 - Marianas Trench
06 - The Escape Artist
07 - Indonesia (feat. Tommy Giles Rogers)
08 - Paradox
09 - Meridian
10 - Rationalist
11 - Meddler
12 - Crusades
13 - Indonesia (Alternate Version) (Bonus Track)
14 - Linoleum (NOFX Cover) (Bonus Track)
15 - O Come, O Come, Emmanuel (Bonus Track)
16 - Carol of The Bells (Bonus Track)

Ouvir (YouTube)
Ouvir (Spotify)

 Home (Live) (2010)

01 - Intro
02 - Back Burner
03 - White Washed
04 - Your Little Suburbia Is In Ruins
05 - The Eleventh Hour
06 - Meddler
07 - Truth of A Liar
08 - Marianas Trench
09 - Thirty and Seven
10 - Existence
11 - Meridian
12 - A Shot Below The Belt
13 - Up Against The Ropes
14 - Composure
15 - The Seventh Trumpet

Ouvir (Spotify)

 Leveler (2011)

01 - Empire
02 - Internal Cannon
03 - Divisions
04 - Cutting The Ties
05 - Pangea
06 - Carpe Diem
07 - 40 Nights
08 - Salt & Light
09 - Poor Millionaire
10 - 1/16/2011
11 - Boys of Fall
12 - Leveler
13 - Internal Cannon (Acoustic Version) (Bonus Track)
14 - Pangea (Performed By The Bells) (Bonus Track)
15 - Boys of Fall (Performed By Zachery Veilleux) (Bonus Track)
16 - Empire (Midi) (Bonus Track)
17 - God Rest Ye Merry Gentlemen (Bonus Track)

Ouvir (YouTube)
Ouvir (Spotify)

 August Burns Red Presents: Sleddin' Hill, A Holiday Album (2012)

01 - Flurries
02 - Frosty The Snowman
03 - Sleigh Ride
04 - God Rest Ye Merry Gentlemen (Remastered Version)
05 - Jingle Bells
06 - Oh Holy Night
07 - Rudolph The Red Nosed Reindeer
08 - Sleddin' Hill
09 - Little Drummer Boy (Remastered Version)
10 - Winter Wonderland
11 - O Come, O Come, Emmanuel (Remastered Version)
12 - Carol of The Bells (2012 Version)
13 - We Wish You A Merry Christmas
14 - Dance of The Sugar Plum Fairy (Bonus Track)

Ouvir (YouTube)
Ouvir (Spotify)

 Rescue & Restore (2013)

01 - Provision
02 - Treatment
03 - Spirit Breaker
04 - Count It All As Lost
05 - Sincerity
06 - Creative Captivity
07 - Fault Line
08 - Beauty In Tragedy
09 - Animals
10 - Echoes
11 - The First Step

Ouvir (YouTube)
Ouvir (Spotify)

 Found In Far Away Places (2015)

01 - The Wake
02 - Martyr
03 - Identity
04 - Separating The Seas
05 - Ghosts (feat. Jeremy McKinnon)
06 - Majoring In The Minors
07 - Everlasing Ending
08 - Broken Promises
09 - Blackwood
10 - Twenty-One Grams
11 - Vanguard
12 - Marathon (Bonus Track)
13 - Majoring In The Minors (Reprise) (Bonus Track)
14 - Identity (MIDI) (Bonus Track)

Ouvir (YouTube)
Ouvir (Spotify)

2 comentários:

  1. Muito boa banda, esses caras tem um bruto.

    ResponderExcluir
  2. Meu chapa, q q isso ? Que porrada maravilhosa, os caras mandam muito...
    Grande banda. Se escutar e não gostar do som, é porque não entendeu nada. + 1 X VWL WOTM... Obrigado... WALKER, o ultimo cd, o de 2015 Found in Far Away Places, ambos os links foram deletados, dos servidores. Por favor, ve se vc consegue consertar. Assim posso completar a discografia dessa Super Banda. Adimiro muito seu trabalho, vc É O CARA !!!

    ResponderExcluir