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quarta-feira, 28 de maio de 2014

X Japan - Discografia

Eu não sou dos maiores fãs das coisas imateriais vindas do Japão. Na verdade, tenho alguma resistência a coisas asiáticas em geral. Não me enchem muito os olhos. Embora reconheça a inegável riqueza cultural de milhares de anos de história, meu problema para gostar de coisas japonesas reside em todos os âmbitos: na própria cultura, na língua, nos comerciais de TV, nos animes (gosto de poucos)... e até mesmo na música. Mesmo sendo Metal, costumo não conseguir apreciar, apesar de que nesse caso posso ser perdoado, pois muito headbanger também não gosta de bandas de lá, exceto algumas que se destacam por motivos óbvios de qualidade.
Para o povo japonês, o Metal é uma válvula de fuga para a pressão de viver em uma sociedade frenética e extremamente organizada e disciplinada. É liberdade, mas geralmente não por motivos revoltosos. Sua ligação com o estilo é estreita e apaixonada. Prova disso é a certa facilidade que as bandas encontram de fazer sucesso por lá, e os vários discos ao vivo gravados no país, lançados por diversas bandas ocidentais.
A importação da indústria da música pesada no mercado japonês certamente influenciou esse e aquele indivíduo a apreciá-la, mas nada foi tão forte na propagação quanto a banda que é considerada pioneira do Heavy Metal no Japão, e uma grande exceção pessoal de minha parte no que diz respeito ao Metal naquele conjunto de ilhas: o fantástico X Japan.
A princípio, como sempre, encontrei resistência a finalmente começar a ouvir, e após ouvir, a me aprofundar. Até para organizar os arquivos da discografia para postar aqui, levei meses. E mais alguns meses pra ouvir. E mais alguns pra me aprofundar de fato... Mas não muito tempo pra ficar maravilhado, uma vez que tudo se assimilou e me acostumei com a grandeza do que fazem.
Esse marco na história do Heavy Metal japonês foi fundado em 1982 em Chiba, sob o simples nome provisório X, por iniciativa do baterista e talentoso tecladista e compositor Yoshiki, ao lado do vocalista Toshi. Pois é, bastante cedo. Nessa época, no ocidente, o que estourava era o New Wave of British Heavy Metal, a onda do momento, e esse foi exatamente o estilo inicial dos caras. Apesar de terem começado de forma genérica, com um Heavy Metal tradicional aqui, uma pegada Hard Rock ali, e uma levada Speed interessante, o que marcaria eles na história não apenas do Metal japonês, mas do Metal mundial, seria a ousadia tanto musical quanto visual.
No Japão existe uma espécie de estilo visual que se chama kei. Ele é equivalente ao estilo Glam do ocidente, com roupas mais afeminadas, maquiagem e cabelos insanos e embolados, porém, de forma mais trabalhada e artística, lembrando as maquiagens tradicionais japonesas. Acredita-se que antes do X Japan, o visual kei não existia, e, segundo eles, estavam apenas se vestindo da forma que bem queriam. Se não foram os fundadores, certamente foram os popularizadores do visual, provocando uma verdadeira febre.
Enquanto o marco visual da banda era o estilo kei, o musical viria a ser a introdução de uma forte veia neoclássica nas canções, com suas orquestrações emocionantes, bem como suas músicas baladas sentimentais. Não é brincadeira a forma como faixas baladas como "Say Anything", "Unfinished" e "Endless Rain", tocam a alma e afloram as emoções. É uma arma fortíssima deles, e isso em meio a músicas com pegada firme, criando uma quebra de clima, mas muito bem-vinda.
Atualmente, orquestrações no meio metálico são a coisa mais normal do mundo, mas em vista da época em que o X Japan começou a fazer isso (no início dos anos 90), era incomum, e no Japão, revolucionário. Essa identidade visual e musical, aliadas às letras que frequentemente alternam o inglês e sua língua nativa, viriam a influenciar de forma pesada e quase obrigatória, direta ou indiretamente, a todas as bandas japonesas que seguissem uma linha mais melódica. Bandas como Versailles e Galneryus são grandes exemplos disso.
Naturalmente, tudo começou por baixo, mas cresceu de forma exponencial. O primeiro nome, X, era apenas provisório, enquanto pensavam em algo mais chamativo, mas acabou que, com a propagação do nome da banda pelo público e as frequentes apresentações ao vivo em Tóquio a partir de 1985 (mesmo com um line-up frequentemente instável), o nome pegou e já estava intimamente definindo a banda.
Com Toshi nos vocais, Terry e Tomo nas guitarras, Atsushi Tokuo no baixo e Yoshiki na bateria e piano, o primeiro lançamento da banda foi a demo independente de três músicas "I'll Kill You", em 1984. Ao longo dos três anos seguintes, uma porrada de demos foi lançada, engordando o repertório logo cedo.
Em abril de 1986, Yoshiki fundou seu próprio selo independente em benefício da banda, a Extasy Records, e através dele, lançaram algumas singles e demos. Rapidamente foram ganhando reconhecimento e participando de splits e festivais que os davam um pouco mais de visibilidade, como o Rock Monster, em 1987.
Agora composta por, além dos fundadores, os guitarrista Pata e Hide, e o baixista Taiji, o primeiro álbum de estúdio saiu, via o próprio selo, em 1988. "Vanishing Point" é fodástico! A gravação pode não ser cem por cento satisfatória, mas muito boa de se ouvir. Apresentam uma capa digna de Hard Rock, mas uma seca e veloz sonoridade Speed Heavy Metal de impressionar aos puristas com seus ágeis solos sem exageros. Podem fazer algo ocidental, mas não forçado. Pelo contrário, pois é bem natural e confortável... Tão confortável que até coube a introdução de um estilo mais de arte marcial japonesa em "Give Me The Pleasure" e "I'll Kill You", além do amanhecer do abuso do piano, como em "Alive" e "Unfinished...", que ainda não estava "pronta", como o próprio título sugere. Não é de se surpreender que a primeira prensagem de 10 mil cópias tenha se esgotado logo na primeira semana. A The Vanishing Tour Vol. 2 sucedeu ao lançamento com 24 shows em 20 diferentes locais.
Já no ano seguinte, 1989, o quinteto trouxe à luz seu segundo álbum, "Blue Blood", agora pela Sony Music Entertainment. O trampo segue, de certa forma, linha similar ao debut, ao mesmo tempo em que se mostra mais versátil. Ao meu ver, o conjunto da obra ficou melhor no anterior, mesmo que este também seja ótimo. A partir daqui o X Japan já começa a apresentar suas primeiras maravilhosas baladas. As lindíssimas "Endless Rain" e "Unfinished" (enfim de fato "pronta") são alternativas de muito bom gosto em meio a um álbum veloz e pegado. A primeira tendência ao Progressivo também mostra as caras a partir da faixa de quase 12 minutos "Rose of Pain", e da instrumental "Xclamation", e até mesmo uma interessante levada Punk é sofre abuso em "Orgasm". O disco rendeu a eles o prêmio "Grand Prix Novo Artista do Ano" do quarto evento anual do Japan Gold Disc Awards em 1990.
O tremendo sucesso que já estavam começando a pavimentar os guiou em um voo direto para Los Angeles em 1990 para a gravação do terceiro disco de estúdio. No regresso ao Japão, tiveram de contar com apoio militar para conter a multidão que os ovacionava no aeroporto.
"Jealousy" foi lançado em julho de 1991, demonstrando alguma nova postura. Enquanto algumas faixas continuavam focando no excelente Heavy Metal que executam, outras se rendiam ao Hard Rock, como "Miscast" e "Desperate Angel". Novamente, as impactantes baladas sentimentais marcam presença; geralmente, as canções nessa linha da banda são à base de piano, com algum instrumento extra como o violino de "Unfinished", mas dessa vez a calmaria é apoiada sobre os sons de um violão em "Voiceless Screaming". Já a belíssima "Say Anything", que fecha o disco, volta ao piano.
O álbum chegou ao topo das paradas após vender mais de 600 mil cópias, e mais tarde passando da marca de um milhão. Em dezembro daquele ano, o X se apresentaria com uma orquestra em palco no NHK Hall em Shibuya, Tóquio.
A formação vinha estabilizada nos últimos anos, mas esse equilíbrio foi perturbado com a saída do baixista Taiji em 1992. Oficialmente, o motivo foi explicado pela banda como sendo por divergências musicais, mas o próprio Taiji discorda em sua biografia, dizendo que na verdade ele saiu por vontade própria por não concordar com a diferença superior de cachê que o líder Yoshiki ganha em relação aos demais membros da banda. Heath (ex-Media Youth) ocupou sua vaga.
Ainda em 1992, a banda finalmente explodiu com força fora do Japão, dando-lhes a oportunidade de assinar com um selo estrangeiro, o estadunidense Atlantic Records. Isso levou o nome a ser alterado para a forma como é atualmente, X Japan, afim de evitar conflitos de marca com uma banda Punk estadunidense de mesmo nome.
O quarto álbum de estúdio é peculiar em todos os aspectos. "Art of Life" foi lançado em 1993, e ao ouvi-lo, você não tem escolha senão ouvi-lo por inteiro. Afinal, ele é composto apenas pela faixa-título, com seus 29 minutos de duração. Caso você não conheça, não se preocupe. É garantido que o tempo passará rápido, pois é um trabalho Progressivo, pesadamente orquestrado, sentimental, técnico e magnífico. Foi a partir daqui que as orquestrações entraram de cabeça na sonoridade do X Japan, algo bastante incomum pra época. Posteriores bandas japonesas de Symphonic Power Metal seriam muito influenciadas por essa obra fenomenal.
Novamente um disco do conjunto chega ao número um nos charts, porém, não houve uma turnê de divulgação. Foram apenas três shows realizados no ano, e então os músicos rumaram em direção a carreira solo. As atividades no X Japan só voltaria de verdade a partir de novembro de 1995, quando, já com o próximo álbum pronto (mas ainda não lançado), iniciaram a turnê de divulgação Dahlia Tour 1995-1996. Nesses tempos, a banda praticamente deixou de lado o visual kei e ficaram mais casuais.
Em 1996, o álbum "Dahlia" foi lançado, após uma sessão de singles que apresentavam como seria o disco. Mais um trabalho muito lindo, de fato, mas muito mais calmo que os demais. Mantém a veia neoclássica, o que torna a sonoridade com ainda mais classe, mas ele é bem estranho. Muito pouco dos antigos reflexos do Speed Heavy Metal dos primeiros discos aparecem, são muito tímidos, e ainda músicas como "Wriggle" e "Drain" não agradam muito por sua veia Dance/Pop. Eventualmente, o álbum também chegou ao topo das paradas nas vendagens. De certa forma, tudo parecia estar indo cada vez melhor para a banda... sim, para a banda, mas não dentro dos corações de alguns integrantes.
No dia 22 de setembro de 1997, Yoshiki, Hide, Pata e Heath organizaram uma conferência onde anunciaram que o X Japan encerraria suas atividades, até pelo impacto da saída do vocalista Toshi, alegando que a vida de um astro do Rock não o satisfaz emocionalmente. Por isso, decidiu deixar o conjunto e seguir uma carreira mais simples e tranquila. Shows de despedida foram realizados no Tokyo Dome (local que frequentemente a banda faz shows), sendo que o último dos cinco shows consecutivos no local ocorreu no dia 31 de dezembro de 1997 (a banda tinha o costume de sempre tocar lá nas viradas de ano). Ele foi registrado e lançado em disco sob o título "The Last Live" em 2001.
O fim do X Japan fez os membros da formação final se dedicarem a seus próprios afazeres solo, enquanto a gravadora lançava consecutivas compilações e lives para fazer dinheiro e manter viva a história da maior banda de Heavy Metal do Japão.
Na manhã do dia 2 de maio de 1998, o guitarrista Hide foi encontrado morto, enforcado com uma toalha, em seu apartamento no distrito de Minami-Azabu, em Tóquio, após passar a noite inteira bebendo. No dia anterior, havia gravado um programa de televisão com amigos da banda Spread Beaver, e saído pra beber a seguir. Isso ocorreu apenas cinco dias após seu regresso de Los Angeles, onde ficou por três meses.
Muitos anos se passaram sem que houvesse esperança de um retorno do X Japan. Entretanto, a brasa foi soprada quando, em novembro de 2006, o vocalista Toshi visitou o tecladista Yoshiki em Los Angeles para compôr a música "Without You", em memória a Hide. A dupla então anunciou oficialmente, em 2007, que estavam trabalhando em um "novo projeto", e estariam interessados em realizar uma nova turnê, começando em Los Angeles, e gostariam de contar com a participação de Heath e Pata. Todos juntos, gravaram a faixa em memória a Hide, utilizando gravações de linhas de guitarra deixadas pelo músico. Toda a atividade acabou resultando no retorno definitivo da banda! Uma série de shows em memória a Hide aconteceram subsequentemente.
Reunidos e precisando de um segundo guitarrista para ocupar o posto de Hide, o X Japan anunciou no dia 15 de janeiro de 2008 a entrada de Sugizo como guitarrista solo, e já no dia seguinte realizaram um show no Tokyo Dome, onde tocaram mais uma música inédita, "Jade". Uma cacetada de shows foram realizados até 2010, incluindo uma participação no Lollapalooza no Grand Park, em Chicago.
Em janeiro de 2011, assinaram um contrato de três anos com a EMI, que distribuiria a single "Jade", lançada no oficialmente naquele ano, bem como o próximo álbum, pelos Estados Unidos. Mais shows preencheram a agenda, passando inclusive pela América do Sul (Argentina, Brasil e Peru) e pelo México. Atualmente a expectativa é que um novo álbum seja lançado nos próximos anos, mas tudo está declaradamente atrasado.
O X Japan é, sem sombras de dúvidas, uma banda para curvar o corpo em reverência. Um verdadeiro fenômeno. Um divisor de águas no Japão que separou a música pesada de lá em duas eras: pré-X Japan, e pós-X Japan. Se uma pessoa não gostar deles em estúdio, a coisa muito provavelmente será diferente ao vê-los ao vivo. Muitas bandas fazem shows, mas poucas fazem um espetáculo. E espetáculo é exatamente o que esses caras oferecem! Apresentações cheias de energia, apaixonadas... incríveis! Não é à toa que têm fãs devotos dentro e fora do Japão. Se você ainda não conhece o X Japan, agora tem uma boa oportunidade!
É bem verdade que em meio ao Metal tem um estilo inevitavelmente japonês de cantar e compor as linhas vocais, mas isso é instintivamente escrito no código genético deles devido a forte cultura. Não chega a soar como J-Rock tradicional, mas tem rastros, simplesmente por serem japoneses. Pode ser que, mesmo que não se torne viciado, respeitará muito ao Yoshiki e companhia!


 I'll Kill You (Demo) (1984)

01 - I'll Kill You
02 - We Are X
03 - Stop Bloody Rain


 Feel Me Tonight (Demo) (1985)

01 - Stab Me In The Back
02 - Feel Me Tonight #1
03 - Feel Me Tonight #2


 Endless Dream (Demo) (1985)

01 - Endless Dream
02 - Kurenai
03 - Lady In Tears
04 - Stop Bloody Rain


 X Live (Demo) (1985)

01 - Kurenai
02 - Endless Dream
03 - Lady In Tears
04 - Stop Bloody Rain


 オルガスム (EP) (1986)

01 - オルガスム
02 - Time Trip Loving
03 - X


 Vanishing Vision (1988)

01 - Dear Loser
02 - Vanishing Love
03 - Phantom of Guilt
04 - Sadistic Desire
05 - Give Me The Pleasure
06 - I'll Kill You
07 - Alive
08 - Kurenai
09 - Unfinished...


 紅 (Kurenai) Sonic Sheet (Demo) (1988)

01 - 紅 (Kurenai) (Sonic Sheet Version)


 Blue Blood (1989)

01 - Prologue: World Anthem
02 - Blue Blood
03 - Week End
04 - Easy Flight Rambling
05 - X
06 - Endless Rain
07 - 紅 (Kurenai)
08 - Xclamation
09 - オルガスム (Orgasm)
10 - Celebration
11 - Rose of Pain
12 - Unfinished

Bonus CD:
01 - Blue Blood (Instrumental Version)
02 - Week End (Instrumental Version)
03 - X (Instrumental Version)
04 - Endless Rain (Instrumental Version)
05 - Kurenai (Instrumental Version)
06 - Celebration (Instrumental Version)
07 - Rose of Pain (Instrumental Version)
08 - Unfinished (Instrumental Version)


 Jealousy (1991)

01 - Es Dur のピアノ線 (Es Dur No Piano Sen)
02 - Silent Jealousy
03 - Miscast
04 - Desperate Angel
05 - White Wind From Mr. Martin (Pata's Nap)
06 - Voiceless Screaming
07 - Stab Me In The Back
08 - Love Replica
09 - Joker
10 - Say Anything

Bonus CD:
01 - Silent Jealousy (Instrumental Version)
02 - Miscast (Instrumental Version)
03 - Desperate Angel (Instrumental Version)
04 - Voiceless Screaming (Instrumental Version)
05 - Stab Me In The Back (Instrumental Version)
06 - Joker (Instrumental Version)
07 - Say Anything (Instrumental Version)


 Symphonic Blue Blood (Compilation) (1991)

01 - Rose of Pain (Instrumental Version)
02 - Endless Rain (Instrumental Version)
03 - X (Instrumental Version)
04 - Unfinished (Instrumental Version)
05 - オルガスム (Orgasm) (Instrumental Version)
06 - Easy Fight Rambling (Instrumental Version)
07 - 紅 (Kurenai) (Instrumental Version)
08 - Blue Blood (Instrumental Version)
09 - Endless Rain #2 (Instrumental Version)


 Symphonic Silent Jealousy (Compilation) (1992)

01 - Say Anything (Instrumental Orchestral Version)
02 - White Wind From Mr. Martin (Pata's Nap) (Instrumental Orchestral Version)
03 - Stab Me In The Back (Instrumental Orchestral Version)
04 - Love Replica (Instrumental Orchestral Version)
05 - Miscast (Instrumental Orchestral Version)
06 - Joker (Instrumental Orchestral Version)
07 - Es Dur のピアノ線 (Es Dur No Piano Sen) (Instrumental Orchestral Version)
08 - Silent Jealousy (Instrumental Orchestral Version)


 A Music Box For Fantasy (Yoshiki) (Compilation) (1992)

01 - Prologue
02 - Blue Blood
03 - 紅 (Kurenai)
04 - Unfinished
05 - Stab Me In The Back
06 - X
07 - Week End
08 - Es Dur のピアノ線 (Es Dur No Piano Sen)
09 - Silent Jealousy
10 - Say Anything
11 - Rose of Pain
12 - オルガスム (Orgasm)
13 - Endless Rain
14 - Epilogue


 Art of Life (1993)

01 - Art of Life


 X Singles (Compilation) (1993)

01 - Kurenai (Deep Red)
02 - 20th Century Boy (Live Version)
03 - Endless Rain
04 - X (Live Version)
05 - Week End (New Alternate Version)
06 - Endless Rain (Live Version)
07 - Silent Jealousy
08 - Sadistic Desire (New Version)
09 - Standing Sex
10 - Joker (Edit Version)
11 - Say Anything
12 - Silent Jealousy (Live Version)


 On The Verge of Destruction (Live) (1995)

CD 1:
01 - Prologue: World Anthem (S.E.)
02 - Silent Jealousy
03 - Sadistic Desire
04 - Desperate Angel
05 - Standing Sex
06 - Week End
07 - Yoshiki Drum Solo
08 - Hide's Room
09 - Voiceless Screaming

CD 2:
01 - Piano Solo
02 - A Piano String In Es Dur
03 - Unfinished
04 - Celebration
06 - Kurenai (Deep Red)
07 - Joker
08 - X
09 - Endless Rain


 Dahlia (1996)

01 - Dahlia
02 - Scars
03 - Longing (Togireta Melody)
04 - Rusty Nail
05 - White Poem I
06 - Crucify My Love
07 - Tears
08 - Wriggle
09 - Drain
10 - Forever Love (Acoustic)


 Live Live Live (Tokyo Dome 1993-1996) (Live) (1997)

CD 1:
01 - Prologue
02 - Blue Blood
03 - Sadistic Desire
04 - Week End
05 - Rose of Pain (Acoustic Version)
06 - Tears (Acoustic Version)
07 - Standing Sex
08 - Count Down - X
09 - Endless Rain

CD 2:
01 - Amethyst
02 - Rusty Nail
03 - Dahlia
04 - Crucify My Love
05 - Scars
06 - White Poem I
07 - Drain
08 - Say Anything (Acoustic Version)
09 - Tears
10 - Forever Love


 Ballad Collection (Compilation) (1997)

01 - Forever Love
02 - Longing (Unchained Melody) (Edit Version)
03 - Endless Rain
04 - Crucify My Love
05 - Alive
06 - Say Anything
07 - Unfinished
08 - Tears (Edit Version)
09 - Forever Love (Last Mix)
10 - The Last Song (Memorial Track)


 Art of Life Live (Live) (1998)

01 - Art of Life


 On Piano (Compilation) (1998)

01 - Forever Love
02 - Longing
03 - Endless Rain
04 - Crucify My Love
05 - Alive
06 - Say Anything
07 - Unfinished
08 - Tears
09 - The Last Song


 On Guitar (Compilation) (1998)

01 - The Last Song
02 - Longing
03 - Endless Rain
04 - Unfinished
05 - Crucify My Love
06 - Alive
07 - Say Anything
08 - Tears
09 - Amethyst
10 - Forever Love


 Perfect Best (Compilation) (1999)

CD 1:
01 - Prologue (World Anthem)
02 - I'll Kill You
03 - Blue Blood
04 - Rusty Nail
05 - Say Anything (Acoustic)
06 - Vanishing Love
07 - Tears (X Japan Version)
08 - Art of Life (Radio Edit)
09 - Kurenai
10 - Stub Me In The Back (Live Alternate Version 9/4/88)
11 - Standing Sex
12 - Dahlia

CD 2:
01 - Week End
02 - Sadistic Desire
03 - Endless Rain
04 - Forever Love
05 - Orgasm
06 - X (Count Down X)
07 - The Last Song


 Rose & Blood (Indies of X) (Compilation) (2001)

01 - Introduction
02 - Dangerous Zone
03 - Shadows
04 - Light Breeze
05 - Rose and Blood
06 - Black Devil
07 - Not True
08 - End of The World


 The Last Live (Live) (2001)

CD 1:
01 - Amethyst
02 - Rusty Nail
03 - Week End
04 - Scars
05 - Dahlia
06 - Drum Break
07 - Drain
08 - Piano Solo

CD 2:
01 - Crucify My Love
02 - Longing (Togireta Melody)
03 - Kurenai
04 - Orgasm
05 - Drum Solo
06 - Forever Love

CD 3:
01 - Prologue (World Anthem)
02 - X
03 - Endless Rain
04 - Curtain Call (Say Anything)
05 - The Last Song
06 - Epilogue (Tears)


 Trance X (Compilation) (2002)

01 - Silent Jealousy (Phil Reynolds and Steve Blake Remix)
02 - Kurenai (Taka & Moz Mix Edit)
03 - Scars (Nuw Idols 'Scars To Enlightenment Mix')
04 - Art of Life (Stephane K Remix)
05 - Dahlia (Umek 'Recycled' Remix)
06 - Rusty Nail (Oliver Ho Remix)
07 - Tears (Valentino Kanzyanzi's Breakbeat Mix)
08 - Crucify My Love (Mr. Bishi Remix)
09 - Longing (Jk Theory 'Hard Trace' Remix)
10 - Standing Sex (Wm Ptamigan Remix)
11 - Endless Rain (DJ Tokunaga Remix)

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 Scalet Love Song (Buddha Mix) (Single) (2011)

01 - Scarlet Love Song (Buddha Mix)

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 Jade (Single) (2011)

01 - Jade

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 The World: 初の全世界ベスト (Compilation) (2014)

CD 1:
01 - Silent Jealousy
02 - Rusty Nail
03 - Scars
04 - Endless Rain
05 - Weekend
06 - 紅 (Kurenai)
07 - Forever Love
08 - Dahlia
09 - Amethyst (The Last Live~Saigo no Yoru~Live Version)
10 - X (The Last Live~Saigo no Yoru~Live Version)
11 - Without You (Live Version)

CD 2:
01 - Art of Life

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 Born To Be Free (Single) (2015)

01 - Born To Be Free

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terça-feira, 27 de maio de 2014

Swallow The Sun - Discografia Comentada

Um país ter a cultura do Heavy Metal impregnada em suas veias ajuda muito na produção de diversas bandas de estilos diferentes. Isso é fato, embora não impeça países com menos cultura metálica de exportar bandas de qualidade. Mas prova da primeira oração é a Finlândia. Mesmo sendo a terra de um Metal melódico bastante característico, também contribui com excelentes bandas mais por fora da linha, mais próximas ao Extremo.
Em meio a essas bandas finlandesas mais pesadas encontra-se o Swallow The Sun, que executa, majoritariamente, o pouco explorado Doom/Death Metal, com elementos Progressivos e atmosféricos. Esses caras esbanjam qualidade! É fácil ser engolfado pela "ambientalização" noturna, lúgubre, e ao mesmo tempo pesada e demoníaca, que criam. A sonoridade é marcada pela cadência e melancolia do Doom Metal (com trechos de guitarras sem distorção, teclados e vocais limpos) mesclados à opressividade do Death Metal (trechos pegados e avassaladores guturais fechados e rasgados), enquanto um fundo ambiental cria uma névoa de mistério. Longas faixas são marca dos finlandeses.
O nascimento do projeto ocorreu em Jyväskylä, em 2000, quando o guitarrista Juha Raivio decidiu concretizar sua idealização. Pasi Pasanen foi o primeiro músico a ingressar no recém-criado projeto. Baterista, Pasi já havia trabalhado ao lado de Juha na banda Plutonium Orange. Mesmo sem um line-up completo, compuseram e ensaiaram juntos, e uma das músicas ("Through Her Silvery Body") até viria a, mais tarde, integrar a primeira demo.
A formação se completou no ano subsequente com a entrada massiva de membros. A fileira foi encabeçada pelo colega em bandas passadas e guitarrista Markus JämsenMikko Kotamäki (vocal limpo e guturais rasgados e fechados), Aleksi Munter (teclados) e Matti Honkonen (baixo) ingressaram na sequência, respectivamente.
Com isso, enfim foi lançado o primeiro trabalho: a demo "Out of This Gloomy Light", em janeiro de 2003. Graças a ela, o Swallow The Sun conquistou um contrato com a Firebox Records, possibilitando o lançamento do debut "The Morning Never Came", mais tarde, em novembro.
O álbum seguinte foi o belíssimo "Ghosts of Loss", lançado internacionalmente em 2005, também pela Firebox Records. O registro conseguiu alcançar a oitava posição nos charts finlandeses, e a single "Forgive Her..." estagnou na quarta posição do Top 20 Finnish Chart logo na primeira semana, permanecendo por mais cinco.
Em 2006, os finlandeses assinaram com o grande selo Spinefarm Records, e realizaram uma pequena turnê europeia. No meio tempo, já iam trabalhando no próximo álbum de estúdio, álbum tal que chegou em janeiro de 2007, sob o título "Hope", que inclusive conta com um cover de "Alavilla Mailla", do Timo Rautiainen & Trio Niskalaukaus, como faixa bônus da versão digipack, cantada pelo talentoso Tomi Joutsen, do Amorphis. Outra participação especial interessante do disco é a do vocalista Jonas Renkse, do Katatonia, na faixa "The Justice of Suffering". No fim daquele ano, embarcaram em uma turnê pelos Estados Unidos ao lado do Insomnium, do Katatonia e do Scar Symmetry.
Já em setembro de 2008 foi a vez do EP "Plague of Butterflies" ser lançado. Ele marca certa mudança de postura na banda, embora não completamente. A partir daqui, a sonoridade passaria a apresentar ainda mais elementos Progressivos, bem como uma pegada mais atmosférica. Apesar de ser "apenas" um EP (compactos que normalmente contam com 20 minutos de duração), ele tem, no total, uma hora de duração. Leva à risca o nome "EXTENDED play" mesmo! A primeira faixa, auto-intitulada, é uma das maiores que eu já vi: 34 minutos de duração. Isso porque essa música é um 'score' composto para um projeto que combinaria Metal e Balé, mas foi cancelado, então acabou integrando este EP. As demais faixas provém da primeira demo "Out of This Gloomy Light". No mês seguinte, anunciaram que rodeariam o Reino Unido por dez shows, abrindo para o Apocalyptica.
A única baixa no line-up aconteceu em 2009, quando o Pasi Pasanen, o primeiro membro a ingressar no projeto (fora o fundador Juha Raivio) precisou sair. Sua vaga de baterista foi preenchida por Kai Hahto, do Wintersun e Trees of Eternity, que já havia trabalhado com o Swallow The Sun como baterista ao vivo durante alguns shows em 2007.
O primeiro álbum com Kai Hahto foi o excelente "New Moon", lançado em 2009, subsequenciado pelo maravilhoso "Emerald Forest and The Blackbird", de 2012, que é considerado um dos melhores álbuns da banda.
Esses finlandeses são fodas no que fazem. Quem ouve Doom Metal, geralmente, tem mais bagagem no Metal, e provavelmente, aprecia guturais também. Portanto, o conjunto da obra será convidativo aos que não os conhecem. Excelente banda!


 The Morning Never Came (2003)

01 - Through Her Silvery Body
02 - Deadly Nighshade
03 - Out of This Gloomy Light
04 - Swallow
05 - Silence of The Womb
06 - Hold This Woe
07 - Under The Waves
08 -The Morning Never Came

Ouvir (Spotify)

 Ghosts of Loss (2005)

01 - The Giant
02 - Descending Winters
03 - Psychopath's Lair
04 - Forgive Her
05 - Fragile
06 - Ghost of Laura Palmer
07 - Gloom, Beauty and Despair
08 - The Ship

Ouvir (Spotify)

 Hope (2007)

01 - Hope
02 - These Hours of Despair
03 - The Justice of Suffering
04 - Don't Fall Asleep (Horror Pt. II)
05 - Too Cold For Tears
06 - The Empty Skies
07 - No Light, No Hope
08 - Doomed To Walk The Earth
09 - These Low Lands (Timo Rautiainen & Trio Niskalaukaus Cover) (Bonus Track)

 Plague of Butterflies (EP) (2008)

01 - Plague of Butterflies
02 - Through Her Silvery Body
03 - Out of This Gloomy Light
04 - Swallow (Horror Pt. I)
05 - Under The Waves

Ouvir (Spotify)

 New Moon (2009)

01 - These Woods Breathe Evil
02 - Falling World
03 - Sleepless Swans
04 - ...and Heavens Cried Blood
05 - Lights On The Lake (Horror Pt. III)
06 - New Moon
07 - Servant of Sorrow
08 - Weight of The Dead

Ouvir (Spotify)

 Emerald Forest and The Blackbird (2012)

01 - Emerald Forest and The Blackbird
02 - This Cut Is The Deepest
03 - Hate, Lead The Way!
04 - Cathedral Walls
05 - Hearts Wide Shut
06 - Silent Towers
07 - Labyrinth of London (Horror Pt. IV)
08 - Of Death and Corruption
09 - April 14th
10 - Night Will Forgive Us

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 Songs From The North I, II & III (2015)

CD 1:
01 - With You Came The Whole of The World's Tears
02 - 10 Silver Bullets
03 - Rooms & Shadows
04 - Heartstrings Shattering
05 - Silhouettes
06 - The Memory of Light
07 - Lost & Catatonic
08 - From Happiness To Dust

CD 2:
01 - The Womb of Winter
02 - The Heart of A Cold White Land
03 - Away
04 - Pray For The Winds To Come
05 - Songs From The North
06 - 66º 50'N, 28º 40'E
07 - Autumn Fire
08 - Before The Summer Dies

CD 3:
01 - The Gathering of The Black Moths
02 - 7 Hours Late
03 - Empires of Loneliness
04 - Abandoned By The Light
05 - The Clouds Prepare For Battle

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sábado, 24 de maio de 2014

D.A.M. - Discografia

Heavy Metal pode não ser o estilo musical mais lembrado pela maioria da população brasileira, mas o fato de sermos um país gigante, quase continental, faz com que, apesar de minoria, ainda assim, sejamos muitos. Em vista da quantidade de fãs headbangers e músicos e do fresco ar de uma grande era de inspiração e sensação de "eu posso!" inalado, bandas de qualidade estão surgindo por todo o território nacional. Não apenas bandas desse ou daquele gênero, mas bandas todas as vertentes, ou que unem de tudo. Não há limites para a criatividade ou para o experimentalismo.
Juntamente com o primeiro lançamento oficial (a single virtual "Dark Night of The Soul"), uma banda surgiu oficialmente em 2013, na cidade de Belo Horizonte, capital do Estado de Minas Gerais. Uma banda que também decidiu arriscar uma aposta mais alta. Uma banda que pretendia unir elementos de Música Erudita ao Melodic Death Metal. É o D.A.M.! A iniciativa de dar início ao conjunto foi do vocalista e tecladista Guilherme de Alvarenga, que estava profundamente interessado na proposta devido à influência absorvida através das aulas da faculdade de música que cursava. A primeira formação foi fechada com, além dele, os guitarristas Edu Megale e Iz Castro, o baixista Felipe Avelar e o baterista Kaio César.
A repercussão da single foi ótima, já deixando ares de uma banda promissora entre aqueles que tiveram a oportunidade de experimentá-la logo no início. O feedback positivo se intensificou quando lançaram o primeiro EP, "Possessed", em abril de 2013. O excelente compacto trazia seis músicas de pura classe, demonstrando perfeitamente para que o D.A.M. veio. A boa resposta por parte do público foi o incentivo perfeito para que, rapidamente o primeiro registro fonográfico fosse lançado mais tarde, no fim daquele mesmo ano: o álbum "Tales of The Mad King", fruto de um trabalho intenso, apaixonado, e acima de tudo, extremamente criativo e pontual.
Ouvi-lo é uma experiência diferente, pois você não sabe o que sentir, positivamente falando. A união de diferentes elementos de Power Metal e Melodic Death Metal, unidos à veia neoclássica proveniente da influência Erudita, resultou em uma sonoridade imprevisível. Você não sabe ao certo o que esperar. A atmosfera é épica, melódica, leve, mas ao mesmo tempo agressiva. É como um Power Metal com vocais guturais rasgados bem distorcidos e animalescos, mas com vários momentos de ápice na velocidade do andamento dos instrumentos. Ou então como um Melodic Death Metal imprescindivelmente levado à base de teclados, com alternâncias entre momentos cadenciados e momentos frenéticos. Soa como um mix de Children of Bodom com Stratovarius sobre um background "Rhapsodyano", pois lembra RPG, com muito solos de teclados e guitarras. As críticas foram incrivelmente positivas, uma resposta à altura do talento da banda e de Guilherme Alvarenga. Belas resenhas provieram de blogs do mundo inteiro, bem como da Burrn!, maior revista japonesa do gênero, e, claro, a Roadie Crew, uma das maiores do Brasil.
O ano de 2014 chega e, em maio, mais um lançamento complementa a discografia dos mineiros: trata-se do EP virtual "Phantasmagoria", que recebeu ainda mais pesadas críticas positivas por parte da mídia e dos fãs. Não é pra menos, até porque esse estupendo trabalho corrige algo que se sentia falta em "Tales of The Mad King": o peso das guitarras. Aqui o disco é de fato pesado, e chega a arrepiar. Os arranjos mais firmes tornaram a musicalidade em geral ainda mais impactante, e como consequência, o disco mais fácil de ser apreciado. Afinal, headbangers sempre sentem um prazer especial quando podem ouvir a agressividade das cordas com uma produção de primeira como nesse caso.
Seguindo o passo da melhora da produção, mais tarde, em dezembro, sai o segundo álbum de estúdio, "The Awakening". O perfeccionismo de Guilherme é muito bem recompensado nesse disco trabalhado com maestria. A atmosfera é intensa, as guitarras pesadas e criativas, além das linhas vocais que são mais chamativas, principalmente pela introdução de trechos cantados em vocal limpo. Essa alternância vocal acaba por facilitar na captação do ouvinte, fazendo-o memorizar as canções com um pouco mais de facilidade.
Guilherme leva muito a sério o trabalho na banda. Procura sempre melhorar cada detalhe. É conhecedor, criativo, inteligente e faz música com facilidade. Por isso à medida que novos discos saem, melhoras chegam com eles. É possível vislumbrar um futuro brilhante para ele e a banda, não apenas por conhecer seus trabalhos, mas pela confirmação de qualidade que chega através de resenhas em todas as partes do mundo. Todos são muito competentes no que fazem, e impressiona que a banda seja brasileira, mesmo que a agitação da cena no país não seja novidade.
Se você gosta de Power Metal e Melodic Death Metal, certamente gostará bastante dessa banda carregada de classe e detalhamento. A formação atualmente consiste em Guilherme de Alvarenga no vocal e teclado, Edu Megale e Guilherme Costa nas guitarras, Caio Campos no baixo e Vinícius Diniz na bateria.

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 Possessed (EP) (2013)

01 - A Puppet of Revenge
02 - Rotten Hope (S.I.Gm)
03 - Possessed
04 - Death of The Stars
05 - Dark Night of The Soul
06 - Fighting To Live... Paying To Die!!!


 Tales of The Mad King (2013)

01 - Beyond The Mist
02 - Avalon
03 - Lost Kingdom
04 - Battlefield
05 - Crusader's Quest
06 - Path To Victory
07 - Excaliburn
08 - The Oath of Death
09 - The Mourning For Your Absence...
10 - The Wizard's Oracle
11 - Sword In The Stone
12 - Tales of The Mad King

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 Phantasmagoria (EP) (2014)

01 - Banished From Paradise
02 - Fear (Lunar Body)
03 - Phantasmagoria
04 - Lord of Dreams (S.I.Dm)
05 - Empty Silence (Solar Body)
06 - End of Light

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 The Awakening (2014)

01 - From The Ashes (T.J.O.T.F)
02 - The Great Work (Magnum Opus, Pt. I)
03 - Reborn From The Shadows
04 - Lies
05 - The Breaking Point (T.M.S, Pt. IV)
06 - Illusions
07 - The Awakening
08 - Violated Angel
09 - Nightmare (T.M.S, Pt. II)
10 - Separation
11 - Alone
12 - Thelema (Magnum Opus, Pt. II)

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sábado, 17 de maio de 2014

Woods of Desolation - Discografia

Sempre existe algum tipo de Metal para todos os povos, todos os tipos de personalidades, todos os tipos de pessoas. Alguns gêneros são mais acessíveis do que outros, logo, têm mais fãs e são mais conhecidos. Outros buscam apenas fazer música para si, e se alguém se identificar, perfeito. Tem muito gênero underground que tem um público bastante restrito devido à própria sonoridade ou o objetivo dela. Um dos gêneros metálicos muito pouco difundido, de público seleto e solitário, é o Depressive Suicidal Black Metal, reduzido para apenas DSBM.
Nem todo mundo conhece, apesar de que hoje fala-se mais sobre ele do que outrora, entretanto, como o próprio título sugere, trata-se de uma depressiva sub-vertente do Black Metal. O instrumental é arrastado e ríspido; os vocais, rasgados, estendidos e lúgubres; a atmosfera, imersiva, escura. É até engraçado reparar que a melancolia é tão levada a sério que até a formação é solitária: geralmente, apenas um integrante, que toca todos os instrumentos e grava todos os vocais e backing vocals.
Em meio a alguns nomes do gênero que se destacam, como Happy DaysForgotten TombXasthurNocturnal Depression, ou até mesmo o brasileiro Thy Light, outra similarmente linda e de respeito é o Woods of Desolation, oriunda de Wollongong, cidade do estado de New South Wales, na Austrália.
Esse exemplar surgiu em 2005 por iniciativa de D., que ansiava por desenvolver uma sonoridade profundamente pessoal e expressiva. Convidando seu amigo inglês P. Knight para cuidar dos vocais e do contra-baixo (ocasionalmente, enquanto D. cuidava da guitarra e do contrabaixo integralmente), o processo de composição musical começou, inicialmente, de forma bastante experimental.
Durante os anos iniciais, algumas demos e splits foram lançados: as demos "Woods of Desolation" e "...Of An Undying Cold" em 2006 e 2007, respectivamente, e as splits "Vorkuta/Woods of Desolation" e "Woods of Desolation/Drohtnung", ambas em 2008. Eram trabalhos com números de cópia limitados, que ainda precisavam de lapidação, além de melhor produção para se tornarem mais audíveis. No entanto, já apontavam para o DSBM.
No fim do ano de 2007, a dupla entrou novamente em estúdio com a intenção de gravar uma terceira demo. Porém, acabou que esse registro se tornou o álbum de estreia, lançado via Hammer of Damnation em dezembro de 2008, intitulado "Toward The Depths". Esse é um registro um tanto difícil de ouvir, pelo menos pra quem prefere algo com instrumental mais "claro" e "limpo". Te induz ao devaneio enquanto ouve, por a aura gélida e lenta, mas não é exatamente como os próximos álbuns, melhor desenvolvidos. Os vocais são fundidos ao instrumental, distantes em meio a névoa... soam mais como uma narração gutural que você não sabe de que lado da floresta está vindo. Lembra-me um pouco o Northsong, até.
O debut veio a ser subsequenciado pelo EP de quatro músicas "Sohr", que segue os moldes do primeiro full-length. Foi lançado em 2009, após uma série de atrasos, mas a essa altura, já não mais contava com P. Knight na formação. Ao invés disso, o EP foi gravado com Desolate no vocal, e D. em todos os instrumentos.
A discografia teve continuidade com o lançamento do álbum "Torn Beyond Reason", em 2011, trazido pela Northern Silence Productions. Por motivos pessoais, Desolate não pôde permanecer no projeto, o que levou D. a convocar Tim para as tarefas de vocalista, baterista, e teclados adicionais. O segundo álbum de estúdio é curto: apenas 37 minutos. Mas a experiência é fantástica. O som é encorpado, bem preenchido, e cativante. A excelente qualidade da produção aguça ainda mais os instrumentos e rende uma audição clara, profunda, melancólica. Particularmente, enquanto ouço o trabalho, me vem muito Alcest e Agalloch à mente devido aos guturais com uma reverberação que parecem ser feitos do alto de uma cadeia de montanhas envoltas em neve, ou principalmente por faixas como "Darker Days" com seus backing vocals limpos e macio como o de Neige. Talvez possa acontecer a mesma assimilação com outras pessoas, resultando numa maior afinidade com o Woods of Desolation.
Infelizmente, o vocalista Tim permaneceu apenas até 2011, ano de lançamento de "The Darkest Days", a primeira compilação da banda, um disco duplo. Totalmente sozinho, D. não deixou de lado a vontade de prosseguir com seu trabalho.
Mais um intervalo de três anos entre um álbum e outro se completou com a chegada do álbum mais recente, "As The Stars", lançado novamente pela Northern Silence Productions, em fevereiro de 2014. O disco foi totalmente composto por D., mas nas gravações, cuidou apenas das guitarras. Os membros de sessão Old (vocal), Luke Mills (baixo) e Vlad (bateria) completaram os serviços. Instrumentalmente, o trampo segue os moldes de seu antecessor, mas vocalmente, já se assemelha mais ao debut, o que leva de volta ao papo de vocais mais fundidos ao instrumental e difusos. Disco excelente, sem dúvidas, mas, particularmente, prefiro a magnificência do anterior.
Fechando a discografia por enquanto, em abril de 2014 foi disponibilizada no Bandcamp da banda uma demo gravada em 2007 que não havia sido lançada. Contém apenas uma faixa chamada "Instrumental", de 17 minutos de duração.


 Woods of Desolation (Demo) (2006)

01 - Looking Towards The End
02 - Through The Entrance...
03 - Remains...
04 - Suicide
05 - Gateway To Darkness
06 - The Darkness of Desire
07 - Shadows
08 - For The Glory of Satan
09 - An Audience With The Horned One
10 - Standing Before The Eldest of Trees
11 - None Shall Mourn The Passing


 ...Of An Undying Cold (Demo) (2007)

01 - The Noose and The Shadows
02 - One
03 - My Blood, My March
04 - Solitude
05 - Eyes of Stone
06 - The Sadness - The Wood
07 - Outro


 Vorkuta/Woods of Desolation (Split) (2008)

01 - Vorkuta: Apocalypse
02 - Vorkuta: Without Life?
03 - Vorkuta: In The Labyrinths of Soul
04 - Vorkuta: Raped In The Labs of Soul (Bonus Track)
05 - Woods of Desolation: As I Take Away Their Eyes...
06 - Woods of Desolation: To Exist In The Void
07 - Woods of Desolation: Blood of Honour
08 - Woods of Desolation: Outro


 Woods of Desolation/Drohtnung (Split) (2008)

01 - Woods of Desolation: Rotting
02 - Drohtnung: The Ghost of Harvest


 Toward The Depths (2008)

01 - Towards The Depths
02 - They Will Never Leave Their Tormentor
03 - When The Frost Comes Falling Down
04 - Solitude (Part II)
05 - A Time of Eternal Darkness
06 - Woods of Desolation
07 - Outro


 Sorh (EP) (2009)

01 - Intro
02 - The Beaden Sky Torn
03 - Enshrouded By Solitude
04 - Within The Crimson Tide


 Torn Beyond Reason (2011)

01 - Torn Beyond Reason
02 - Darker Days
03 - An Unbroken Moment
04 - The Inevitable End
05 - November
06 - Somehow...


 The Darkest Days (Compilation) (2011)

CD 1:
01 - Rotting
02 - As I Take Away Their Eyes...
03 - To Exist In The Void
04 - Blood of Honour
05 - Outro
06 - The Noose and The Shadows
07 - One
08 - My Blood, My March
09 - Solitude
10 - Eyes of Stone
11 - The Sadness - The Wood
12 - Outro

CD 2:
01 - Pass The Kingdom...
02 - Clouds Reach Out and Clench The Sun
03 - Burning They Fell
04 - Solitude (Part III)
05 - Remains...
06 - Suicide
07 - Gateway To Darkness
08 - The Darkness of Desire
09 - Shadows
10 - For The Glory of Satan...
11 - Standing Before The Eldest of Trees
12 - None Shall Mourn The Passing


 As The Stars (2014)

01 - Like Falling Leaves
02 - Unfold
03 - And If All The Stars Faded Away
04 - This Autumn Light
05 - Anamnesis
06 - Withering Field
07 - Ad Infinitum

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 Unreleased Demo 2007 (Demo) (2014)

01 - Instrumental

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