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segunda-feira, 28 de abril de 2014

Armahda - Discografia Comentada

Ainda me lembro da época em que comentários sobre apoio ao Metal nacional ou valorização da cultura brasileira através da música pesada eram escassos. O purismo sempre atrapalhou severamente o despontamento de bandas que ousam acrescentar elementos externos à musicalidade. Até mesmo o grandioso Sepultura encarou narizes torcidos por parte dos fãs mais tradicionalistas quando passou, em 1995, dois dias no Mato Grosso numa aldeia com os índios Xavantes a fim de absorver inspiração para o álbum "Roots", lançado no ano seguinte.
Embora o purismo infelizmente ainda exista, hoje está bem mais amenizado do que há 20 anos atrás. Exatamente por isso, o Metal se tornou o gênero musical que mais resgata culturas e tradições (por meio de vertentes como FolkViking, e outras), o que acaba por despertar o interesse dos mais jovens, contribuindo com conhecimentos gerais através das letras que, por sua vez, são brindadas com a essência sonora dos instrumentos tradicionais que nos fazem voltar no tempo.
Mas não é apenas a Europa e algumas localidades da Ásia que andam misturando a modernidade do Heavy Metal às suas raízes culturais; o Brasil também entra na dança - com mais força a cada ano, diga-se de passagem. Nunca se falou tanto em apoio ao Metal nacional - nem consequentemente da valorização da própria cultura - quanto agora, especialmente depois da polêmica declaração de Edu Falaschi (Almah, ex-Angra) em entrevista à Rock Express em novembro de 2011, criticando e ironizando bangers que pagam altos preços para assistir à bandas gringas, mas não têm o mesmo comportamento em se tratando de bandas brasileiras, estas que, de fato, esbanjam qualidade. Mesmo que as pessoas brinquem com as palavras do vocalista, elas carregam uma verdade que, bem ou mal, acabou refletindo de forma positiva no comportamento de uma parcela dos adeptos do Metal. Isso abre caminho para o surgimento, valorização e crescimento de bandas que desejam mostrar a força de seu som e divulgar de forma efetiva acontecimentos históricos.
Em meio à crescente onda de bandas que inspiram-se em nós mesmos como pátria, podemos encontrar bandas de qualidade como o Armahda, que tem como principal foco fazer Metal e contar episódios da história brasileira que não deveriam ser esquecidos. O projeto nasceu em 2011, em São Paulo, fruto das ideias de Maurício Guimarães. O passo seguinte foi contatar Renato Domingos, e juntos, como uma dupla, começaram os trabalhos de composição de músicas autorais, aproveitando materiais que já tinham composto anteriormente.
Uma das coisas mais interessantes nesses caras é a forma como obtiveram as informações para a composição das letras, fora pesquisas por leitura: fontes diretas como colaboradores do exército brasileiro e testemunhas. Com isso, nasceram músicas com interessante teor histórico, que ganharam poder e expressão ao serem interpretadas por instrumentos e voz.
O resultado da dedicação pôde finalmente ser apreciado em dezembro de 2013, quando o debut homônimo foi lançado, de forma independente, após uma série de teasers e lyric videos serem liberados através do canal da banda no Youtube. Todos os vocais, guitarras, solos, baixo e violões foram gravados por Maurício Guimarães, e as demais guitarras, solos, violões, baixo e arranjos orquestrais, por Renato Domingos. Ambos também tomaram conta dos arranjos de bateria. Porém, estes foram gravados pelo membro de sessão Rafael Gomes Zeferino, que também é o co-produtor, engenheiro de som e masterizador do álbum.
A sensação ao degustar o trabalho é de familiaridade, logo de cara. Uma familiaridade mais familiar do que a muito bem conhecida mistura entre Heavy e Power Metal: algo mais... alemão. É, ao meu ver, é um ponto negativo que os caras soem tanto como Blind Guardian. É comum bandas e artistas terem influências e as manifestarem de um modo ou outro, mas o Armahda a expõe um pouco mais do que o normal, estendendo-se principalmente ao vocal de Maurício, que é super parecido com o de Hansi Kürsch. Ao ouvir "Uiara", por exemplo, a associação à "The Bard's Song (In The Forest)" será imediata. Entretanto, o "Blind Guardian brasileiro" tem excelência e potência, e elementos metálicos extras que aliviam um pouco o aperto das correntes que os prendem à sua principal influência. Além do Heavy/Power pegado, trazem a acústica de um Folk que remete ao Nordeste e dá brasilidade às canções. Podemos também perceber influências instrumentais emprestadas do Death, Black e até mesmo do Viking Metal (vide "Matinta") cá e acolá, afetando o ritmo básico das canções. Mas os caras capricham na alternância de andamentos. As músicas mais energéticas como "Echoes From The River" e "Armahda" empolgam, e outras mais cadenciadas e levadas mais à base dos violões como "Uiara" e "Canudos" têm veias de hinos. Em meio à tanta objetividade ao organismo tupiniquim, claro que não podia faltar pelo menos uma música em português. Por isso, somos coroados com a excelente "Paiol Em Chamas".
Participações especiais interessantes também compõem o time. Sílvio Navas, conhecido por dar voz a personagens como Darth Vader, Mun-rá, Smurfs, entre outros, narra na faixa título as atitudes do general Floriano Peixoto, e Cíntia Scola participa do coral em "Uiara".
A mídia crítica especializada deu a devida atenção à banda, que repercutiu bem e colheu positivas resenhas. O disco e a banda, inclusive, ficaram entre os melhores de 2013 no país.
A dupla com certeza fez um trabalho satisfatório no disco de estreia, mas mesmo com o resgate ao organismo patriota, ainda precisa moldar um caráter próprio e desenvolver melhor o lado verde-e-amarelo. O fato de ser um Blind Guardian com sonoridade menos turbulenta e um pouco mais aberta ofusca a visualização da meta. Ainda assim, são detalhes. Mostraram ter técnica para fazer música de qualidade, e os moldes serão fatalmente aprimorados em futuros trabalhos. Excelente banda que agradará principalmente aos fãs de Power Metal e agudos com fundo de drive.

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 Armahda (2013)

01 - Ñorairô
04 - Canudos
05 - Armahda
08 - Matinta
10 - Uiara
12 - What Could Never Be
13 - Pathfinder

Ouvir (Spotify)

terça-feira, 22 de abril de 2014

Thalion - Discografia

Em 2001, o o guitarrista Rodrigo Vinhas deu início ao seu sonho de criar uma banda e começou a selecionar os músicos que fariam parte do projeto. O primeiro a juntar-se a ele foi David Shalom (baixo), em seguida vieram Fábio Russo (guitarra), Alexandra Liambos (vocal) e por último Giancarlo Scairato (bateria).
Estava criado o Thalion, conjunto oriundo da capital paulista e que logo passaria a ser conhecido por todo o país.
Logo em seguida, a banda começou a ensaiar e compor o material que faria parte de seu primeiro álbum, que seria conceitual, com enfoque no comportamento humano.
Another Sun, disco de estréia do conjunto, saiu em 2004 e causou o verdadeiro furor na cena. Além da grande exposição em sites e revistas especializadas, o álbum rendeu ao conjunto o título de revelação do ano no Brasil e no Japão.
Além disso, o disco trazia participações mais que especiais de Michael Kiske e Andre Matos.
Falando do álbum em si, o Thalion foca do Heavy Metal Melódico, sendo que em muitas passagens seu som se aproxima do Progressive Metal.
Os músicos eram todos jovens, mas fizeram um excelente trabalho de execução, em especial a bateria, que soa muito bem no trabalho.
As faixas são muito agradáveis e, ainda que alguns digam que a voz de Alexandra é suave demais, é fato que seus vocais combinaram magistralmente com as composições do disco.
Os destaques ficam para a faixa-título e para a Follow The Way, sendo que a última tem uma versão especial com a participação de Andre Matos, que saiu apenas no mercado japonês e que é bem melhor que a original.
O disco conta ainda com duas belas baladas, Life Is A Poetry (em que o talento de Alexandra é exposto ao máximo) e The Encounter (que tem a participação mais que especial de Michael Kiske).
Em termos de produção e parte gráfica, o disco é um show a parte, sendo que trabalhou com o renomado produtor Philip Colodetti (Shaman, Kamelot, Rhapsody Of Fire).
A banda fez uma grande turnê pela América do Sul, abrindo em algumas datas para o Shaman e depois no Japão.
Muitos críticos diziam que o conjunto tinha tudo para se tornar um dos grandes nomes do Metal Melódico no Brasil, sendo comparado a nomes como Angra e Shaman.
Infelizmente, não foi o que aconteceu. Em 2005, Alexandra Liambos decidiu deixar o conjunto, mas os demais membros disseram que o Thalion continuaria normalmente e que estavam recrutando uma nova vocalista.
Sem maiores explicações, nenhuma vocalista foi anunciada e a banda acabou deixando a cena, sendo que nenhuma novidade surgiu.
Ainda assim, o Thalion se tornou uma parte importante do Metal Nacional, pois conseguiu lançar um disco muito bem produzido e com ótimas composições, sendo que Another Sun é um dos melhores álbuns de vocal feminino da história do Brasil.


 Another Sun - 2004

01 - Atmospheres
02 - Follow The Way
03 - Show The Answer
04 - Wait For Tomorrow
05 - Another Sun
06 - Solitary World
07 - Life Is A Poetry
08 - The Journey
09 - Long Farewell
10 - The Encounter (With Michael Kiske)
11 - Follow The Way (Duet Version With Andre Matos) (Japanese Bonus Track)




segunda-feira, 21 de abril de 2014

Captain Beyond - Discografia

Após gravar três álbuns como vocalista do Deep Purple, Rod Evans acabou demitido juntamente com o baixista Nick Simper. Com a saída de Evans, Blackmore e sua trupe lançaram álbuns inesquecíveis e alcançaram o estrelato.
Apesar do sucesso alcançado por sua ex-banda, Rod Evans nunca aceitou sua saída do Deep Purple e tentou, sem êxito, uma carreira solo.
Em seguida, o músico inglês se estabeleceu em Los Angeles, e ao lado de um time de feras, fundou aquela que seria a resposta americana ao som do Purple, o Captain Beyond.
O conjunto foi fundado em 1971 e, além de Evans nos vocais, contava com o baterista Bobby Caldwell (ex-Johnny Winter), o guitarrista Larry "Rhino" Reinhardt (ex-Iron Butterfly), o baixista Lee Dorman (ex-Iron Butterfly) e o tecladista Lewie Gold. Antes das gravações do primeiro álbum, Lewie deixou a banda e Lee Dorman e Bobby Caldwell dividiram também as funções de tecladista.
O primeiro disco, homônimo seria lançado em 1972 e apesar de ser uma grandes obras do Rock Psicodélico/Progressivo, acabou não tendo o reconhecimento merecido.
O som da banda abordava passagens mais pesadas e outras mais elaboradoras, sendo um dos precursores do que seria rotulado futuramente como Prog Metal.
Somente por isso, o álbum já mereceria uma atenção especial e faixas como Dancing Madly Backwards (On A Sea Of Air), Frozen Over e Thousand Days Of Yesterday (Time Since Come And Gone), somente reforçam isso.
Infelizmente, o álbum saiu em uma época e que foram lançados diversos registros históricos e acabou não conseguindo emplacar, sendo que sequer uma turnê de divulgação do álbum foi feita.
O conjunto então decidiu mudar seu direcionamento musical, além disso, Marty Rodriguez assumiu as baquetas e os teclados ficaram com Reese Wynans.
Em 1973 veio o álbum Sufficiently Breathless, que abordava um som com influências de Jazz, perdendo o peso do primeiro disco. Obviamente, o resultado não foi bom e o conjunto encerrou suas atividades.
Em 1976, o conjunto retornaria com Willy Daffern nos vocais e voltaria a contar com Bobby Caldwell na bateria. No ano seguinte é lançado o álbum Dawn Explosion, que foi uma tentativa frustrada de recuperar a sonoridade do seu debut.
Como o resultado foi decepcionante, em 1978 a banda novamente encerra suas atividades.
Reinhardt e Caldwell reativam o Captain Beyond em 1998 com Jimi Interval nos vocais, Dan Frye nos teclados e Jeff Artabasy no baixo.
Tal formação lança o compacto Night Train Calling, lançado em 2000. A banda permaneceria ativa até 2003.
Larry Reinhardt faleceu em janeiro de 2012, vítima de um câncer. Ainda em 2012, no mês de dezembro, foi a vez de Lee Dorman deixar esse mundo, em uma morte ocasionada por causas normais.
Assim, é totalmente improvável que se tenha um retorno do conjunto, que deixa para a história um dos melhores álbuns de Rock Progressivo de todos os tempos, e um dos mais injustiçados.


 Captain Beyond - 1972

01 - Dancing Madly Backwards (On A Sea Of Air)
02 - Armworth
03 - Myopic Void
04 - Mesmerization Eclipse
05 - Raging River Of Fear
06 - Thousand Days Of Yesterday (Intro)
07 - Frozen Over
08 - Thousand Days Of Yesterday (Time Since Come And Gone)
09 - I Can't Feel Nothin' (Part I)
10 - As The Moon Speaks (To The Waves Of The Sea)
11 - Astral Lady
12 - As The Moon Speaks (Return)
13 - I Can't Feel Nothin' (Part II)

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 Sufficiently Breathless - 1973

01 - Sufficiently Breathless
02 - Bright, Blue Tango
03 - Drifting In Space
04 - Evil Men
05 - Starglow Energy
06 - Distant Sun
07 - Voyages Of Past Travelers
08 - Everything's A Circle

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 Live In Texas, October 6, 1973 (Official Bootleg)

01 - Intro/Distant Sun
02 - Dancing Madly Backwards (On A Sea Of Air)
03 - Armworth
04 - Myopic Void
05 - Drifting In Space
06 - Pandora' Box
07 - Thousand Days Of Yesterdays
08 - Frozen Over
09 - Guitar Solo
10 - Mesmerization Eclipse/Drum Solo/Mesmerization Eclipe (Reprise)
11 - Stone Free


 Frozen Over Live - 1973

01 - Taped Intro - Distant Sun
02 - Dancing Madly Backwards On A Sea Of Air
03 - Armworh
04 - Myopic Void
05 - Drifting In Space
06 - Pandora's Box (It's War)
07 - Thousand Days Of Yesterdays
08 - Frozen Over
09 - Butterfly Bleu
10 - Mesmerization Eclipse
11 - Stone Free

 Dawn Explosion - 1977

01 - Do Or Die
02 - Icarus
03 - Sweet Dreams
04 - Fantasy
05 - Breath Of Fire: (A) A Speck Within A Sphere
06 - Breath Of Fire: (B) Alone In The Cosmos
07 - If You Please
08 - Midnight Memories
09 - Space Interlude
10 - Oblivion
11 - Space Reprise

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 Live At Swedish Rock Festival - 1999

01 - Voyages Of Past Travellers/Distant Sun
02 - Dancing Madly Backwards (On A Sea Of Air)/Armworth/Myopic Void
03 - Breath Of Fire (Part I) - Thousand Days Of Yesterdays (Intro)
04 - Frozen Over
05 - Sufficiently Breathless
06 - Everythings A Circle
07 - Raging River Of Fear
08 - Fantasy
09 - Thousand Days Of Yesterdays (Time Since Come And Gone)
10 - Mesmerization Eclipse
11 - Oblivion (Encore)

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 Night Train Calling (EP) - 2000

01 - Gotta Move
02 - Be As You Were
03 - Don't Cry Over Me
04 - Night Train Calling (Crystal Clear)


 Live Anthology (Official Bootleg) - 2013

CD 01

Live In Montreux - September 18, 1971

01 - I Can't Feel Nothing (Part 1)
02 - As The Moon Speaks (To The Waves Of The Sea)
03 - Astral Lady
04 - As The Moon Speaks (Return)
05 - I Can't Feel Nothing (Part 2)
06 - Dancing Madly Backwards (On A Sea Of Air)
07 - Armworth
08 - Myopic Void

Live In Miami - August 19, 1972

09 - I Can't Feel Nothing (Part 1)
10 - As The Moon Speaks (To The Waves Of The Sea)
11 - Astral Lady
12 - As The Moon Speaks (Return)
13 - I Can't Feel Nothing (Part 2)
14 - Dancing Madly Backwards (On A Sea Of Air)
15 - Armworth
16 - Myopic Void
17 - Thousand Days Of Yesterdays (Intro)
18 - Frozen Over

CD 02

Live In New York - July 17, 1972

01 - Dancing Madly Backwards (On A Sea Of Air)
02 - Armworth
03 - Myopic Void
04 - Thousand Days Of Yesterday (Intro)
05 - Frozen Over
06 - Dawn Explosion Jam
07 - Mesmerization Eclipse (Including Drum Solo)

Live In Los Angeles - May 26, 1977

08 - Distant Sun
09 - Dancing Madly Backwards (On A Sea Of Air)
10 - Armworth
11 - Myopic Void
12 - Breath Of Fire (Part 1)
13 - Breath Of Fire (Part 2)

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sexta-feira, 18 de abril de 2014

Talisman - Discografia

Após trabalhar com Yngwie Malmsteen no álbum Marching Out de 1985, o baixista e compositor Marcel Jacob se juntou à banda de John Norum, gravando o disco Total Control de 1987 e o ao vivo Live In Stockholm em 1988.
Logo em seguida, Marcel Jacob passou a compor algumas faixas com o intuito de utilizá-las no disco seguinte de John Norum e gravou várias demos com o vocalista Göran Edman. As faixas acabaram vetadas por Norum e na sequencia, Edman recebeu um convite para ingressar na banda de Yngwie Malmsteen.
Ocorre que, a gravadora gostou das faixas de Jacob e orientou que o músico desse continuidade no trabalho e lançasse as faixas naquele que seria seu álbum solo.
Para os vocais, Jacob foi atrás de Jeff Scott Soto, seu ex-companheiro na banda de Malmsteen, que acabou se mostrando muito interessado pelo trabalho.
Jeff já era um músico reconhecido e auxiliou Jacob no processo de composição. Vendo que a coisa tinha futuro, o baixista resolveu que deveria ser formada uma banda e não um simples projeto e deu origem ao Talisman, formado na Suécia em 1989.
Para completar a formação vieram vários músicos experientes: Christopher Ståhl (Power) e Mats Lindfors (Norum, Grand Slam) nas guitarras, Peter Hermansson (220 Volt, Norum) na bateria e Mats Olausson (Yngwie Malmsteen) nos teclados.
O primeiro disco seria lançado em 1990, auto-intitulado e se tornaria um grande sucesso, graças ao seu Hard Rock Melódico. Destacam-se também pitadas de AOR e power balads, que complementaram muito bem o álbum.
Pela técnica e experiência dos músicos, bem como pela qualidade das composições, o álbum pode ser facilmente considerado um dos melhores discos de Hard/AOR dos anos 90, até mesmo pela perda de espaço que o estilo teria na sequencia.
Faixas como Break Your Chains, I Be Waitiing Just Between Us são verdadeiras obras-primas, daquelas que fazem o ouvinte viajar no tempo e sair cantarolando seus refrões pegajosos e eficientes.
As linhas de guitarra e teclados são outro destaque do álbum que não é chato, nem apelativo em nenhum momento, apesar de sua veia comercial.
Para fechar com chave de ouro, a instrumental Great Sandwich serve para mostrar que estamos lidando que músicos de enorme qualidade, o que não impediu que nos trouxessem faixas acessíveis e gostosas de ouvir.
O álbum foi muito bem recebido pelo público e pela mídia em geral, mas teve suas chances de sucesso internacional minadas pela falência da gravadora.
Em razão disso, a banda acabou se desfazendo e somente retornou aos estúdios em 1992, com Soto, Jacob, Fredrik Åkesson (guitarra), Julie Greaux (teclados, a namorada de Soto na época) e Jake Samuels (bateria).
Em 1993, é lançado o segundo disco: Genesis. Faixas como Mysterious (This Time Its Serious) All I Want, fizeram com que o álbum fosse outro sucesso e, pela primeira vez, o trabalho do Talisman fosse reconhecido fora da Suécia. Logo, o interesse pelos dois discos cresceu e chegou até o Japão, lugar onde a fama da banda se tornou enorme e foi passagem obrigatória em sua primeira turnê, que resultaria no ao vivo, Five Out Of Five.
Em 1994, sairia o terceiro álbum de estúdio: Humanimal, que contou o ingresso do guitarrista Ronni Lahti e do baterista Jamie Borger. Quando da gravação do álbum, a banda estava tão inspirada, que chegou a um total de vinte e duas faixas para o disco, sendo que pretendiam fazer um lançamento duplo, o que acabou vetado pela gravadora. Tal fato iria causar uma enorme confusão, pois para cada selo que o disco saia, era lançado um conjunto de faixas diferentes, o que desagradou aos fãs. Para resolver o problema, foi relançada uma segunda edição do álbum para nenhuma faixa fosse perdida.
Humanimal é a maior obra da carreira do Talisman, sendo o favorito da maioria dos fãs, graças a uma combinação bem sucedida de Metal, influências Funk e Pop.
Em 1995, veio o álbum Life, que teve problemas com a mixagem. Jeff morava nos Estados Unidos e encaminhava para Marcel os takes com as suas partes. Naquela época, a banda só costumava se reunir na hora da mixagem, o que prejudicava o trabalho. O resultado final deixou os músicos insatisfeitos e banda resolveu dar uma pausa de três anos, para seus se dedicarem a outros projetos.
O retorno ocorre em 1998, com o disco Truth. Para garantir um bom resultado, Marcel viajou para os Estados Unidos, no intuito de se encontrar com Jeff para comporem juntos. Na sequência, Pontus Norgren (guitarra) e Jamie Borger (bateria) se juntaram a eles para gravarem o disco.
Num momento em que o Rock Farofa estava em baixa, o álbum acabou não tendo um grande êxito, apesar das boas composições e dos bons covers de Darling Nikki (Prince), Let Me Entertain You (Queen) e Frozen (Madonna). O que deixou a maioria do público decepcionada foi a falta de peso do disco.
A banda então dá outra pausa e retorna em 2003, com o álbum Cats And Dogs, que reparou a falha percebida em Truth, sendo um disco tipicamente de Hard Rock.
É claro que o lado pop ainda está lá, como em Sorry, mas há faixas mais pesadas como Outta My Way. O disco serviu para recuperar o prestígio do Talisman, já que seus músicos sempre andaram em alta, vide Prism, álbum solo gravado JSS um ano antes.
Em 2006, foi lançado o álbum 7, obviamente uma referência ao sétimo trabalho de estúdio do conjunto.
A banda já havia avisado que aquele seria seu último lançamento, vez que os músicos não tinham tempo disponível para o Talisman, afinal Jeff havia assumido os vocais no Journey e Fredrik Akesson estava fazendo sucesso com o Arch Enemy.
7 mostrou uma banda afiada, seguindo a mesma linha de Cats And Dogs, ou seja, faixas mais suaves com outras pesadas e, se não é o melhor disco da banda, conseguiu encerrar com chave de ouro uma carreira de grande sucesso.
Como Jeff Scott Soto acabou ficando pouco tempo com o Journey, acabou se especulando um o retorno do Talisman.
Infelizmente, Marcel Jacob cometeu suicídio no dia 21 de julho de 2009. O músico já vinha lutando com problemas pessoais e de saúde e foi encontrado morto em sua residência. Jeff Scott Soto lançou uma nota lamentando o acontecimento.
Em 2012, foram lançadas edições especiais de alguns álbuns da banda, mas nenhum disco novo foi anunciado.
A tendência é que, de fato, o conjunto não retome suas atividades, principalmente em razão da perda de seu idealizador e grande responsável pelo sucesso obtido.


 Talisman - 1990 (Remastered 2003)

01 - Break Your Chains
02 - Standin On Fire
03 - I'll Be Waiting
04 - Dangeorus
05 - Just Between Us
06 - System Of Power
07 - Queen
08 - Lightning Strikes
09 - Day By Day
10 - Women Whiskey & Songs
11 - Great Sandwich
12 - Just Between Us (Bonus Track)
13 - Eternal Flame (Bonus Track)
14 - Scream Of Anger (Bonus Track)
15 - NJBBWD (Bonus Track)
16 - Let Me Love You (Bonus Track)
17 - Ice Cream Man (Bonus Track)

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 Genesis - 1993 (Remastered 2003)

CD 01

01 - Time After Time
02 - Coming Home
03 - Mysterious
04 - If U Could Only Be My Friend
05 - All Or Nothing
06 - All I Want
07 - U Done Me Wrong
08 - I'll Set Your House On Fire
09 - Give Me A Sign
10 - Lovechild
11 - Long Way 2 Go
12 - Run With The Pack (Bad Company Cover - Japanese Bonus Track)

CD 02

01 - Time After Time (Demo)
02 - Coming Home (Demo)
03 - U Done Me Wrong (Demo)
04 - Give Me A Sign (Demo)
05 - Fighting For Your Life (Demo)
06 - Time After Time (Demo)
07 - Give Me A Sign (Demo)
08 - Angel (Demo)
09 - Lovechild (Demo)
10 - Rainbows End (Demo)

 Time After Time (EP) - 1993 (Deluxe Edition 2012)

01 - Time After Time
02 - Mysterious (This Time It's Serious)
03 - Give Me A Sign
04 - Long Way To Go

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 Humanimal - 1994 (Remastered 2004)

CD 01

01 - 3233 And Colour My XTC
02 - Fabricated War
03 - Tainted Pages
04 - TV Reality
05 - Seasons
06 - All And All
07 - D.O.A.P.S.
08 - Blissful Garden
09 - Lonely World
10 - Delusions Of Grandeur
11 - Since You've Gone
12 - Humanimal
13 - Doin' Time Wit' My Baby

CD 02

01 - Animal Ritual
02 - You Cannot Escape The Revelation Of The Identical By Seeking Refuge In The Illusion Of The Multiple
03 - My Best Friends Girl
04 - Dear God
05 - Hypocrite
06 - Wastin' R Time
07 - To Know Someone Deeply (Is To Know Someone Softly)
08 - Todo Y Todo

 Five Out Of Five (Live In Japan) - 1994

01 - Mysterious
02 - Standing On Fire
03 - Comin' Home
04 - If You Would Only Be My Friend
05 - I'll Be Waiting
06 - Time After Time
07 - All I Want
08 - Dangerous
09 - U Done Me Wrong
10 - Break Your Chains
11 - Just Between Us
12 - All Or Nothing

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 Life - 1995 (Deluxe Edition 2013)

01 - Tears In The Sky
02 - Crazy
03 - Body
04 - Temptation
05 - Loveblind
06 - Soul 2 Soul
07 - All That Really Matters
08 - A Life
09 - Sympathy
10 - So Long
11 - Hands Of Time (Bonus Track)
12 - How Was I 2 Know (Bonus Track)
13 - Love's Gone (Bonus Track)
14 - Tears In The Sky (Demo) (Previously Unreleased)
15 - Sympathy (Demo) (Previously Unreleased)
16 - Temptation (Demo) (Previously Unreleased)

 The Best Of Talisman - 1996

01 - Day By Day
02 - Lightning Strikes
03 - I'll Be Waiting
04 - Standin' On Fire
05 - Just Between Us
06 - Coming Home
07 - Time After Time
08 - Give Me A Sign
09 - Mysterious
10 - You Cannot Escape The Revelation...
11 - Colour My XTC
12 - Seasons
13 - My Best Friends Girl
14 - Humanimal
15 - Blizzful Garden
16 - Soul 2 Soul
17 - Tears In The Sky
18 - Crazy
19 - Body

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 Besterious (Japanese Compilation) - 1996

01 - Break Your Chains
02 - I'll Be Waiting
03 - Dangerous
04 - Just Between Us
05 - Comin' Home
06 - Mysterious (This Time It's Serious)
07 - If U Would Only Be My Friend
08 - All I Want
09 - Give Me A Sign
10 - Hypocrite
11 - Humanimal
12 - Blissful Garden
13 - Fabricated War
14 - Tears In The Sky
15 - Crazy
16 - Body
17 - All Or Nothing
18 - Body

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 Truth - 1998 (Deluxe Edition 2013)

01 - Here 2day, Gone 2day
02 - In The End
03 - Until The Morning Comes
04 - Frozen (Madonna Cover)
05 - Your Man
06 - Angel-Devil
07 - The Man I'll Never Be
08 - Bellabecca
09 - I'll B There 4 U
10 - Madison (Orig. Japanese Bonus Track)
11 - Heaven's Got Another Hero
12 - Pavilion Of Oblivion
13 - Darling Nikki (Prince Cover)
14 - T 4 1 ½ (Orig. Japanese Bonus Track)
15 - Let Me Entertain You (Queen Cover)
16 - Here 2day, Gone 2day (Orig. Demo) (Prev. Unreleased)
17 - Heaven's Got Another Hero (Orig. Demo) (Prev. Unreleased)


 Live At Sweden Rock Festival 2001 - 2002

01 - Colour My XTC
02 - Fabricated War
03 - Mysterious (This Time It's Serious)
04 - Tainted Pages
05 - Tears In The Sky
06 - Crazy
07 - Here 2Day, Gone 2Day
08 - A Life-Dangerous
09 - Body
10 - I'll Be Waiting
11 - Break Your Chains
12 - Bass/Guitar Solo
13 - All Or Nothing
14 - Tie Your Mother Down
15 - I Am A Viking

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 Cats And Dogs - 2003

01 - Skin On Skin
02 - Break It Down Again
03 - In Make Believe
04 - Love Will Come Again
05 - Outta My Way
06 - Friends To Strangers
07 - Sorry
08 - Trapped
09 - M.O.M
10 - Wherever, Whenever, Whatever
11 - Lost In The Wasteland
12 - Hell In Paradise

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 Five Men Live - 2005

CD 01 (Live At Stockholm, Sweden In August 4th, 2003)

01 - Break Your Chains
02 - Color My XTC
03 - Fabricated War
04 - Mysterious
05 - Skin On Skin
06 - Tears In The Sky
07 - Crazy
08 - In Make Believe
09 - Scream Of Anger
10 - If You Cloud Only Be My Friend
11 - Break It Down Again
12 - I'll Be Waiting
13 - NJBBWD
14 - Outta My Way
15 - Fredrik Akesson Solo
16 - Standing On Fire
17 - I Don't Know (Ozzy Osbourne Cover)

CD 02 (Live At Sweden Rock Festival In June 2003)

01 - Breack Your Chains
02 - Color My XTC
03 - Fabricated War
04 - Tears In The Sky
05 - Crazy
06 - Break It Down
07 - Mysterious
08 - Standing On Fire
09 - In Make Believe
10 - I'll Be Waiting

 7 - 2006

01 - Falling
02 - Nowhere Fast
03 - Rhyme Or Reason
04 - End Of The Line
05 - The 1 I'm Living 4
06 - On My Way (For Serafino)
07 - Forevermore
08 - Succumb 2 My Desire
09 - Shed A Tear Goodby
10 - Troubled Watere
11 - Back 2 The Feeling

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 Vaults (Compilation) (2015)

CD 1:
01 - Time After Time (Single Version)
02 - U Done Me Wrong (Demo) (Jeff Scott Soto Vocals)
03 - Give Me A Sign (Demo) (Jeff Scott Soto Vocals)
04 - Comin' Home (Demo) (Jeff Scott Soto Vocals)
05 - Wasting R Time (Humanimal Sessions)
06 - Todo Y Todo (Humanimal Session) (Spanish Version of All & All)
07 - To Know Someone Deeply Is To Know Someone Softly (Humanimal Session)
08 - Angel (Demo) (Matti Alfonzetti Vocals)
09 - Time After Time (Demo) (Matti Alfonzetti Vocals)
10 - Give Me A Sign (Demo) (Matti Alfonzetti Vocals)
11 - Fighting For Your Life (Demo) (Matti Alfonzetti Vocals)
12 - Lovechild (Demo) (Matti Alfonzetti Vocals)
13 - Rainbows End (Demo) (Thomas Vikstrom Vocals)
14 - NJBBWD (Demo) (Marcel Jacob Bass Solo)

CD 2:
01 - Master of Patience (Demo) (Thomas Vikstrom Vocals)
02 - Riding On The Wind (Demo) (Thomas Vikstrom Vocals)
03 - Live For Our Dreams (Demo) (Thomas Vikstrom Vocals)
04 - Comin' Home (Demo) (Stefan Berggren Vocals)
05 - Time After Time (Demo) (Stefan Berggren Vocals)
06 - Girl of Mine (Demo) (Matti Alfonzetti Vocals)
07 - Day By Day (Demo) (Goran Edman Vocals)
08 - Dangerous (Demo) (Goran Edman Vocals)
09 - If You Need Somebody (Demo) (Goran Edman Vocals)
10 - Under Fire (Demo) (Goran Edman Vocals)
11 - Lightning Strikes (Demo) (Goran Edman Vocals)
12 - Break Your Chains (Demo) (Goran Edman Vocals)
13 - Open Your Eyes (Demo) (Goran Edman Vocals)
14 - Oceans (Demo) (Goran Edman Vocals)

Download (Zippyshare)


W.A.K.O. - Discografia

Todos sabemos muito bem que o número de bandas de qualidade espalhadas por todo o território brasileiro é grande, mas infelizmente são ofuscadas pelo precário apoio dos selos nacionais. Não é nada incomum surgirem bandas cá e acolá que são "completas estranhas" entre seus compatriotas, mas lá fora, estão em ascensão rápida. Mas muitas vezes, também, determinada banda não tem muita propagação nem aqui, muito menos lá fora. A pouca divulgação e pouco apoio dificultam a revelação de bandas que por vezes têm mais qualidade e criatividade do que muita banda que tem os contatos certos e conseguem ter seus nomes divulgados. Mas isso não acontece somente no Brasil.
Da mesma forma que se for perguntado a qualquer estrangeiro que bandas grandes oriundas do Brasil existem no mundo da música pesada, a resposta imediata será "Angra e Sepultura" - por vezes, o contrário, e olhe lá, ou os um tanto mais atentos ainda chegam a conhecer outras, até pelo grande momento do Metal brasileiro, que está sendo bastante exportado -, em Portugal acontece coisa similar. Todos sabemos disso, pois ao pensarmos em bandas portuguesas, praticamente só vem Moonspell na cabeça. Para quebrar isso, aí vai mais uma prova de que Metal de qualidade em Portugal não se resume apenas a eles, embora sejam, de fato, os maiores.
W.A.K.O. (abreviação para "We Are Killing Ourselves") pode não ser tão conhecido quanto o Moonspell, mas são certamente uma das maiores bandas daquele país. Sua interessante mistura entre Death MetalThrash Metal e Groove Metal é bastante pesada e atraente, e a técnica dos músicos dispensa comentários.
A banda começou no início de 2001, em AlmeirimLisboa, resultado da união entre amigos de influências musicais similares. A primeira amostra da tentativa de fazer um som saiu no ano seguinte, quando lançaram a demo independente "Outrage". O trabalho teve boa repercussão e conseguiu colecionar um bom grupo de fãs.
O passo seguinte foi o lançamento do EP "Symbiotic Existence" em 2004, este disco que representou um avanço no que diz respeito a contatos e abrangência, pois foi lançado por um selo (Adrenaline Records) e contou com um produtor profissional, o Daniel Cardoso.
Desse momento em diante, foi questão de apenas decolar. Os contatos apareceram, as portas se abriram e a criatividade fluiu com mais liquidez. Após dedicarem algum tempo na composição de novas músicas, os "Manoéis" tiveram a oportunidade de gravar no UltraSound Studios, em Braga, e lançar o seu primeiro álbum de estúdio. Novamente produzido por Daniel Cardoso, o debut "Deconstructive Essence", distribuído em 2007 pela Recital Records, mostra-se um disco de sonoridade tipicamente moderna e muito bem trabalhada, exigindo respeito. A mistura entre os três gêneros é astuta: sonoridade meio quebrada, por vezes cadenciada, por vezes acelerada. Os instrumentos pulam de tempos em tempos do arrastado do Groove, passam pela rapidez do Thrash e vão até a violência do Thrash. Os vocais de Nuno Rodrigues são potentes e monstruosos; Transcorrem dos tons mais abertos do gutural rasgado e descem ao fechado, concluindo com um sonoro grunhido "de porco". O estilo de composição dessas linhas vocais também pende bastante para o Groove. No meio de porradas e cadências, há espaço também para alguma limpeza, a exemplo da faixa "My Misery", que é inteiramente cantada em vocal limpo.
A repercussão foi excelente, até por ser sido lançado a nível mundial pela Casket Music. Elevada ao status de "promessa", os portugueses rodearam Portugal, Espanha, Reino Unido e Estados Unidos nos tempos seguintes, divulgando o puta som que são capazes de fazer.
O ano de 2010 foi marcado pelo trabalho no próximo álbum. O foderoso "The Road To Awareness" veio à luz em 2011, após ter sido novamente gravado no UltraSound Studios, novamente produzido por Daniel Cardoso, mixado e masterizado em Nova Iorque por Josh Wilbur e distribuído pela Rastilho Records. Esse registro molda com mais maturidade a proposta do antecessor. É mais pesado, e o Groove está presente com mais intensidade, em consonância com a veia Death Metal que acrescenta um peso absurdo, principalmente por conta da técnica e energética bateria de Bruno Guilherme. A união de todos os elementos produziu uma sonoridade bastante moderna, podendo causar sentimento de familiaridade em quem ouve Metalcore ou Deathcore, até pela energia raivosa que passam. Fãs de Groove (como Gojira) também provavelmente gostarão, sem dúvida!
Os caras podem não ter repercussão tão grande, mas são fodas! Não é à toa que por toda sua trajetória até o momento, já chegaram a dividir palco com bandas como Sepultura, Paradise LostEntombedHavok, Moonspell, SouflyMunicipal WasteMegadeth, entre várias outras, e em diversos festivais foram banda principal. Headbangers mais conservadores podem acabar não curtindo esse estilo moderno, mas é sempre bom dar uma chance, pois há muita mistura de elementos clássicos aqui. Em meio à brisa vocal e instrumental do Groove tem muita porrada de Death na bateria, e isso se estende aos solos de guitarra. Eis aí então uma puta banda portuguesa, que atualmente conta com Nuno Rodrigues no vocal, João Pedro e André Sobral nas guitarras, André Landeck no baixo e Bruno Guilherme na bateria.


 Symbiotic Existence (EP) (2004)

01 - Temple of The Sick Degenerated Beast
02 - Unconsciousness
03 - Symbiotic Existence


 Deconstructive Essence (2007)

01 - Descent To...
02 - Abyss
03 - Eternal Spiral
04 - Death Wire, Blood Line
05 - My Misery
06 - Rebellion To Genocide
07 - Paradox Essence of Deconstructiveness
08 - Spectrum of Void
09 - Nihilist War God
10 - Unknown Life Form
11 - Untitled Track


 The Road of Awareness (2011)

01 - The Shape of Perfection
02 - Ship of Fools
03 - Dissonant Dark Dance
04 - Drifting Beyond Reality
05 - Extispicium
06 - The Shadows Collapse Within
07 - Coded Message of Death
08 - The Sorcerer
09 - Intersected To A Closer Premonition
10 - Coronation of Existence


sábado, 12 de abril de 2014

Tuomas Holopainen - Discografia

Nunca fui de me declarar abertamente fã do produtor, compositor e multi-instrumentista finlandês Tuomas Holopainen. Mas se eu for parar pra pensar, os geniais trabalhos desse cara no Nightwish - banda que despontou seu nome e o consolidou na cena por meio do papel de fundador, líder, tecladista e compositor - são imensamente apreciados por mim. Tudo o que ele fez (e ainda faz) em sua banda de Symphonic Metal teve papel importantíssimo no desenvolvimento e amadurecimento do meu gosto musical desde moleque. Foi a primeira banda do gênero que ouvi, a primeira com vocal feminino que viciei, ensinou-me a apreciar vocais líricos, Música Erudita, e ainda influenciou muito no meu paladar por vertentes primas como Gothic Metal e Doom Metal.
Para se ter uma ideia de como considero importante sempre dar uma chance a bandas das mais variadas vertentes, eu tive um forte vício pelo Nightwish. Talvez, se não fosse isso, eu nem teria dado bola para o Epica, que me foi indicado justamente porque seguia linha similar à dos finlandeses. Ouvi. De início, os vocais guturais de Mark Jansen não me agradaram, muito menos a veia Death Metal, mas com o tempo valorizando o lado sinfônico e o vocal da Simone Simons e sendo "obrigado" a ouvir as partes mais pesadas, acabei desenvolvendo fascínio pelo gutural do Mark, e a partir daí, passei a flertar com bandas cada vez mais pesadas, até curtir Metal Extremo sem problema nenhum, mesmo que, por uma questão de "origem", eu tenda a gostar mais de vertentes mais melódicas. Uma coisa leva à outra, por isso apoio muito que os bangers sempre abandonem o preconceito, ou seja lá que barreira desenvolvem, e experimentem novos sons.
Mas a postagem é sobre esse músico que não tenho identificação pessoal, ainda assim devo muito a ele: Tuomas Lauri Johannes Holopainen, nascido no dia 25 de dezembro de 1976, em Kitee. Ainda na infância, na escola, seu gênio musical desabrochou. Vendo seu potencial, a mãe o inscreveu nas aulas de piano ainda aos sete anos de idade. Suas habilidades foram expandidas pelos 11 anos de estudo em clarinete, saxofone tenor e teoria musical em uma escola de música. O gosto pelo Metal foi despertado quando um amigo que fez num intercâmbio aos Estados Unidos o levou para ver shows do Metallica e Guns N' Roses, ocasiões únicas que deixaram-no apaixonado.
A vida como músico do Metal começou em 1993, quando tinha 16, quase 17 anos. Nessa época, participou de diversas bandas, incluindo For My Pain... (onde ainda está ativo) e Darkwoods My Betrothed, lançando os três álbuns dessa última, que fazia Black Metal. Mas não demorou muito para que o interesse em começar a sua própria banda acendesse. E assim, em volta de uma fogueira, o Nightwish nasceu, inicialmente um projeto acústico. A banda tomou forma e direcionamento de fato quando, contando com o guitarrista Erno "Emppu" Vuorinen, a vocalista Tarja Turunen (sua colega de classe na época) e o baterista Jukka Nevalainen, ele percebeu que dava pra transformar a ideia em um projeto de Metal. E assim foi.
A partir daí, foi questão de tempo até a banda obter apreciação a nível mundial e grande prestígio, principalmente após o quarto álbum "Century Child", de 2002, o primeiro a contar com Marco Hietala (Tarot) no baixo e segundo vocal. A consolidação definitiva veio com o álbum "Once", de 2004. A fama e a repercussão da banda aumenta a cada ano, apesar das intempéries com a demissão de Tarja Turunen em 2006, e as frequentes críticas à sua substituta, a sueca Anette Olzon (ex-Alyson Avenue), que também foi demitida em 2013. Como consequência da decolagem do nome do Nightwish, Tuomas Holopainen é graciosamente reverenciado pelos fãs, e tem respeito máximo.
Mas o real motivo dessa postagem aparecer aqui é que, assim como todo grande músico, Tuomas Holopainen também tem seu projeto solo. Isso me pegou de surpresa. Estava totalmente desprevenido, até que me deparei com o lançamento, e fiquei curioso. O projeto foi idealizado em 2012, a partir de composições avulsas, escritas já com o intuito de serem utilizadas nesse trabalho, mas Tuomas queria dar perfil definitivo a elas apenas depois da Imaginaerum Tour.
O músico lançou seu debut no dia 11 de abril de 2014, via da Nuclear Blast, intitulado "The Life and Times of Scrooge". Pois é, a capa é engraçada e infantil exatamente porque o álbum foi inspirado na história em quadrinhos "A Saga do Tio Patinhas"! Produzido e composto por ele mesmo, o trabalho é majoritariamente instrumental. Não é um disco de Metal, mas Symphonic Rock com uma veia Folk, chegando até a, às vezes, trazer lampejos de um Blackmore's Night orquestrado. Se você tem acompanhado os últimos trabalhos do Nightwish, conhece muito bem toda a forte orquestração que vem sendo inserida na sonoridade. Essa mesma potência é trazida toda pra cá, fazendo desse registro algo maravilhoso e cheio de classe, desde as passagens mais ternas às mais intensas!
Os instrumentos são tocados por diversos membros de sessão do Nightwish, inclusive o flautista Troy Donockley, que incrivelmente foi efetivado na banda junto da vocalista Floor Jansen (ReVamp, ex-After Forever). Embora seja mais focado no instrumental, algumas faixas, ou passagens delas, também são cantadas suavemente, de forma a não perder o foco clássico. São quatro vocalistas: as finlandesas Johanna Iivanainen e Johanna Kurkela (que até participou no álbum "The Days of Grays" do Sonata Arctica), o estadunidense Alan Reid, e, interessantemente, Tony Kakko (Sonata Arctica), fã declarado dos trabalhos do Tuomas, e muito influenciado pelos mesmos. Não é exagero algum chamar o álbum de obra-prima. Fantástico!
Tuomas Holopainen é, sem sombra de dúvidas, um músico e compositor de mão cheia. Além de uma bela carreira musical, o finlandês ainda é o "culpado" principal na "mania de Metal com vocal feminino". O Nightwish não foi a primeira banda assim, até porque, ainda antes, havia os noruegueses do Theatre of Tragedy já estavam praticando o Metal tipo "A Bela e A Fera". Porém, o Nightwish foi o que impulsionou o Symphonic Metal, influenciando bandas de bandas de Power Metal e o surgimento de novos grupos de Symphonic Metal. O Epica mesmo foi muito influenciado pelo Nightwish, assim como, antes de fundá-lo, Mark Jansen tomava muita inspiração também no Theatre of Tragedy, ainda na época do After Forever. É pra ter respeito!


 The Life and Times of Scrooge (2014)

CD 1:
01 - Glasgow 1877
02 - Into The West
03 - Duel & Cloudscapes
04 - Dreamtime
05 - Cold Heart of The Klondike
06 - The Last Sled
07 - Goodbye, Papa
08 - To Be Rich
09 - A Lifetime of Adventure
10 - Go Slowly Now, Sands of Time
11 - A Lifetime of Adventure (Alternative Version)


CD 2 (Instrumental):
01 - Glasgow 1877
02 - Into The West
03 - Duel & Cloudscapes
04 - Dreamtime
05 - Cold Heart of The Klondike
06 - The Last Sled
07 - Goodbye, Papa
08 - To Be Rich
09 - A Lifetime of Adventure
10 - Go Slowly Now, Sands of Time

Download (CD 1 + CD 2)

Warbreath - Discografia

Power Metal e o Thrash Metal são dois gêneros que, a bem da verdade, contam com um grande número de bandas que se parecem umas com as outras, não fazendo algo inédito ou tendo identidade própria, entretanto, as grandes de ambos os gêneros são únicas e fantásticas. Além disso, são dois estilos distantes entre si sonoramente, o que resulta em públicos diferentes também. Enquanto o Power Metal conta com um público interessado em fantasias e epicismo, o Thrash Metal é marcado pela revolta, som sujo, conquistando públicos com desejo de liberdade. Mas e se ambos fossem unidos? É isso que os chilenos do Warbreath tentam fazer.
O conjunto teve início em 2008, em Valparaíso, por iniciativa do vocalista e guitarrista Carlos Escobar, e do baterista Gustavo Lara, ambos da banda Punishment, que também tem o objetivo de hibridar Power e Thrash, mas algumas coisas provavelmente desandaram, levando os músicos a iniciar um novo projeto. Completando a formação, vieram o guitarrista Lead Ronny e o baixista Alex Cluster.
O primeiro trabalho do quarteto foi um EP de três faixas que não encontra-se informações por aí, sequer o título, provavelmente pela gravação ser rústica e bem inferior ao que a banda viria a melhor moldar.
Mas o resultado definitivo e oficial do experimento da banda chegou em 2013: o debut "Gates of Beyond". Lançado através da DigMetalWorld Distro, o álbum tem alta qualidade tanto na produção quanto na musicalidade. É realmente interessante a fusão, pois desembocou em uma sonoridade pesada, de riffs fortes e vibrantes alternando entre momentos cadenciados e de maior fúria, além de muitos ótimos solos. Soa meio que uma mistura muito bem feita entre bandas convencionais de Power Metal e Slayer. Pode ser que o vocal não agrade tanto, talvez por uma questão étnica. É voz típica de latino-americano: aguda e limpa. De vez em quando, Carlos Escobar arriscar um drive, mas não chega a distorcer significativamente a voz... fica mais no "background". Seu timbre lembra a vocalistas como o chileno Felipe del Valle (ex-Delta) ou, mais ainda, o colombiano Santiago Giraldo (ex-Indomite). Contudo, se voz não for problema, ou caso realmente curta o vocal tal como eu também curto, esteja certo de que a performance dos caras é convincente e o álbum é excelente. Bem natural, nada forçado.
O Chile tem uma extensa e rica cena underground, com amantes do Metal espalhados por toda a extensão do país. E de uns anos pra cá, também têm mostrado que são capazes de fazer Metal de qualidade, contribuindo para a cena sul-americana. O Warbreath se torna ainda mais interessante por oferecer novas alternativas de fusão de gêneros, expandindo as probabilidades e as bordas delimitadoras dos rótulos.


 Gates of Beyond (2013)

01 - Evilution
02 - Devastation
03 - Hell Fire
04 - Wander
05 - Seed of Fire
06 - Bound To No Man's Land
07 - Kill The Mind
08 - On My Way To Acheron


sexta-feira, 11 de abril de 2014

Place Vendome - Discografia

Após colocar fim no SupaRed, Michael Kiske partiu para sua nova empreitada: o Place Vendome em 2005. O projeto foi completado com o tecladista Gunther Werno do Vanden Plas e com os membros do Pink Cream 69: Dennis Ward (baixo), Uwe Reitenauer (guitarra) e Kosta Zafiriou (bateria). 
O primeiro álbum, homônimo, saiu ainda em 2005, produzido por Dennis Ward, que apesar do passado de sucesso trabalhando com bandas de Heavy Metal, conseguiu reproduzir com maestria o sentimento de Kiske, com canções que flertam entre o Pop e o Hard Rock, com algumas pitadas de Metal.
Ainda que alguns possam reclamar da falta de peso no disco, a verdade é que esse é o som que Kiske gosta de fazer, então o jeito é se acostumar e aproveitar as aulas que o vocalista dá. O ponto forte do disco é sua atmosfera voltada para o AOR, que acabou sendo uma boa surpresa e fez com que o prestígio de Michael Kiske pudesse ser recuperado, vez que, ele andava brigado com a cena.
Entre os destaques do disco ficam Cross The Line, I'll Be Waiting (podia ser música do Journey), I Will Be Gone e a faixa-título.
Com a mesma formação, o conjunto lançou seu segundo álbum em 2009, o aclamado Streets Of Fire, ainda melhor que debut
Um dos motivos para o sucesso do álbum, foi o apoio dos compositores Ronny Milianowicz (Saint Deamon, Primal Fear), Torsti Spoof (Leverage) e Robert Sall (Work Of Art).
Streets Of Fire é quase um álbum clássico de AOR e com Michael Kiske nos vocais, coisa linda mesmo! A faixa My Guardian Angel é o grande exemplo disso.
Dando sequencia ao projeto, em 2013, veio o terceiro disco: Thunder In The Distance, que seguiu a linha do AOR, fazendo enorme sucesso entre os amantes do Metal Melódico.
A banda contou novamente com várias personalidades entre seus compositores: Magnus Karlsson (Primal Fear), Timo Tolkki (ex-Stratovarius), Alessandro Del Vecchio (Hardline), Tommy Denander (Radioactive), Roberto Tiranti e Andrea Cantarelli (Labyrinth), Sören Kronqvist (Sunstorm) e Brett Jones.
Apesar da pesada Broken Wings, é Rock Melódico que toma conta, com as belas Talk To Me, Lost Paradise, It Can't Rain e a faixa-título.
Para aqueles que gostam de boa música, o Place Vendome é um prato cheio, pois é aquele tipo de som bom para se ouvir em qualquer ocasião, além de contar com a voz do eterno Michael Kiske, o que por si só, já merece uma atenção especial.


 Place Vendome - 2005

01 - Cross The Line
02 - I Will Be Waiting
03 - Too Late
04 - I Will Be Gone
05 - The Setting Sun
06 - Place Vendome
07 - Heavens Door
08 - Right Here
09 - Magic Carpet Ride
10 - Sign Of The Times
11 - Photograph

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 Streets Of Fire - 2009

01 - Streets Of Fire
02 - My Guardian Angel
03 - Completely Breathless
04 - Follow Me
05 - Set Me Free
06 - Believer
07 - Valerie
08 - A Scene In Replay
09 - Changes
10 - Surrender Your Soul
11 - Dancer
12 - I'd Die For You

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 Thunder In The Distance - 2013

01 - Talk To Me
02 - Power Of Music
03 - Broken Wings
04 - Lost In Paradise
05 - It Can't Rain Forever
06 - Fragile Ground
07 - Hold Your Love
08 - Never Too Late
09 - Heaven Lost
10 - My Heart Is Dying
11 - Break Out
12 - Maybe Tomorrow
13 - Thunder In The Distance
14 - Maybe Tomorrow (Orchestral Version)




quarta-feira, 9 de abril de 2014

SupaRed - Discografia

Após o lançamento dos discos Instant Clarity (1996) e Readiness To Sacrifice (1999), o gênio Michael Kiske (ex-Helloween) deu uma pausa em sua carreira solo e fundou o projeto SupaRed ao lado dos músicos Sandro Giampietro (guitarra), Aldo Harms (baixo) e Jürgen Spiegel (bateria).
Após batalhar em seus discos solo, Michael percebeu que não havia nenhum artista de Hard Rock solo que fizesse grande sucesso, geralmente eram as bandas que tinham maior destaque, por isso o músico partiu para essa nova investida.
Além de compor a maioria das faixas, Michael ficou a cargo também dos teclados e ainda auxiliou nas linhas de guitarra.
O único disco lançado pelo projeto saiu em 2003, homônimo e além do talento de seu vocalista, mostrou ótimas composições, que criam uma atmosfera rica, com vários detalhes a serem percebidos. Para aqueles que já estão familiarizados com os trabalhos de Kiske após sua saída do Helloween, não haverá muitas novidades, pois o álbum flerta com o Pop, apresentando um Hard Rock suave e muito bem executado.
Os destaques ficam para a balada Ride On, em que a interpretação de Michael impressiona, Dancers Bug, Bolling Point Of No Return e Turn It (a melhor do disco).
Até mesmo as faixas mais Pop agradam bastante, em especial A Bit Of Her e Overrated.
Após o lançamento do disco, o conjunto se dissolveu e Kiske voltou suas atenções para outro projeto, o Place Vendome, criado em 2005.


 SupaRed - 2003

01 - Reconsider
02 - Can I Know Now
03 - Let's be Heroes
04 - He Pretends
05 - Freak-Away
06 - Hey
07 - Boilingpoints Of No Reburn
08 - Ride On
09 - Hackneyed
10 - That's Why
11 - A Bit Of Her
12 - Overrated
13 - Dancers Bug
14 - Turn It