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domingo, 30 de março de 2014

King of Asgard - Discografia

Se tem uma banda dos tempos atuais que conquistou grandes massas, aproximou mais headbangers ao Metal Extremo e é uma das grandes responsáveis pela disseminação e popularização da temática viking, certamente, ela é o Amon Amarth. Seu avassalador Melodic Death Metal (que ao contrário das bandas comuns do gênero, é pesado e esmagador) se tornou uma constante na mídia e na língua dos fãs. Com tanta aclamação, é comum que os curtidores do gênero procurem algo parecido para se satisfazerem ainda mais. Afinal, por mais incrível que uma banda seja, só nos saciamos quando conhecemos um número de outras que seguem a mesma linha. E seguindo a trilha da banda de nome númenoriano, é possível localizar o King of Asgard, compatriotas que dotam de toda a majestade que a Suécia tem a oferecer nessa vertente que tanto domina.
Existe muita confusão acerca do Amon Amarth, com muitas pessoas não muito ligadas em rótulos dando-os o título de Viking Metal por causa da temática. Mas na verdade, fazem Melodic Death Metal com temas vikings apenas. Se a temática fossem egípcios, a sonoridade soaria da mesma forma. Agora, o King of Asgard faz um pouquinho diferente, sem se desviar muito. Eles sim tocam Melodic Death Metal com elementos de Viking Metal. São apenas elementos, mas dá diferenciação: os tímidos resquícios que aludem ao Folk, a atmosfera criada, os backing vocals guerreiros, os rastros de Black Metal...
Formado em 2008 na localidade de Mjölby, o King of Asgard teve início por iniciativa do vocalista e guitarrista Karl Beckmann, que juntou forças com Karsten Larsson, amigo baterista de longa data com quem também havia trabalhado na banda Mitholyn. A intenção era retratar as suas próprias raízes, sua antecedência, por isso o tema viking foi escolhido.
A princípio, apenas com os dois na formação, Karl Beckmann também cuidava das linhas de baixo. Dessa forma, compuseram algumas músicas e as lançaram de forma independente em janeiro de 2009 através da demo "Prince of Märings", que contém sete faixas. Mais tarde naquele ano, a dupla se tornou trio com a chegada do baixista Jonas Albrektsson, e a demo despertou o interesse do selo alemão Metal Blade Records, com quem os suecos prontamente assinaram.
Os trabalhos de composição do debut tiveram sequência, até que em março de 2010, entraram no Sonic Train Studios em Varberg para as sessões de gravação. Logo mais, em agosto, "Fi'mbulvintr" foi lançado. Trata-se de um exímio Melodic Death Metal com elementos Vikings, pesado e agressivo, com abordagem direta, mas direta até demais, pois solos são inexistentes. Ainda assim é um registro excelente que retrata exatamente o que fãs de Amon Amarth devem procurar. Naturalmente, o trabalho colheu positivas críticas e teve boa repercussão. Mesmo assim, a banda ainda sentia a necessidade de um segundo guitarrista, principalmente para dar base e peso às futuras apresentações ao vivo. Daí, apenas dias depois do lançamento, Lars Tängmark foi recrutado. Como consequência, passaram a ter agenda de shows, apresentando-se em diversos festivais e clubes ao longo dos anos de 2010 e 2011.
Em paralelo, o conjunto encaixava tempo para desenvolver o segundo álbum de estúdio. Tudo ficou pronto no início de 2012, e em abril entraram no mesmo estúdio para gravar. "...To North" chegou então em julho, apresentando uma banda que arrisca um pouco mais, com elementos extras. Não se difere tanto do primeiro álbum, mas chegam a arriscar um solo, acrescentam elementos de Black Metal mais vibrantes, têm mais peso e riffs melhor construídos. É menos melódico, mais "fechado", mais maduro, um pouco mais difícil de assimilar, por sua atmosfera bem mais densa na primeira metade, enquanto na segunda um lado mais melódico e mais Viking se manifesta. Mais um excelente álbum.
Por enquanto, é tudo o que o King of Asgard tem a oferecer. Não é uma banda protagonista do gênero, mas mesmo situando-se na "periferia", é foda e agrada a quem anseia por Viking Metal. Acredito que o primeiro álbum seja melhor para uma primeira degustação, por ser um pouco mais aberto e mais próximo do Amon Amarth.


 Fi'mbulvintr (2010)

01 - Intro
02 - Einhärjar
03 - Vämods Tale
04 - The Last Journey
05 - Never Will You Know of Flesh Again
06 - Wrath of The Gods
07 - Snake Tongue
08 - Brethren of The North
09 - Day of Sorrow
10 - Lingering A Sacred Ground
11 - Heroes' Brigade
12 - Strike of The Hammer
13 - Fi'mbulvintr (Outro)


 ...To North (2012)

01 - Onset of Ragnarök
02 - Nine Worlds Burn
03 - The Dispossessed
04 - Gap of Ginnungs
05 - Bound To Reunite
06 - Nordvegr
07 - Up On The Mountain
08 - Plague-Ridden Rebirth
09 - Harvest (The End)
10 - ...To North
11 - Vinterskugge (Isengard Cover)

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 Karg (2014)

01 - The Runes of Hel
02 - The Trickster
03 - Highland Rebellion
04 - Remnant of The Past
05 - Omma
06 - The Heritage Throne
07 - Huldran
08 - Rising
09 - Total Destruction

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Satan - Discografia

O Satan surgiu em 1979, em Newcastle, Inglaterra e apesar de jamais ter sido uma popularmente conhecido, com o passar dos anos seu trabalho passou a ser respeitado em razão de ter feito parte da NHOBHM e de ter lançado um dos melhores discos do estilo.
O conjunto foi fundado pelos guitarristas Steve Ramsey e Russ Tippins e em 1981, contando ainda com Trevor Robinson (vocal), Graeme English (baixo) e Andy Reed (bateria), gravaram sua primeira demo.
Em 1982, em plena efervescência da NWOBHM, Satan lança a demo em cassete Into The Fire e ainda o vinil de 7 Kiss Of Death.
Com esses trabalhos na praça, o Satan buscou uma gravadora para o lançamento do seu debut, mas encontrou enormes dificuldades em razão de seu nome.
Ainda assim, o primeiro disco sairia em 1983, chamado Court In The Act, com Brian Ross (Blitzkreig, Avenger) nos vocais e Sean Taylor na bateria.
Court In The Act se tornaria um grande clássico, graças ao vocal marcante de Brian Ross e ao excelente trabalho dos guitarristas, tanto nos riffs quanto nos solos.
O disco conquistou fãs por toda a Europa e até nos Estados Unidos. Apesar da gravar um dos álbuns que seria referência para as futuras gerações, o conjunto continuava encontrando dificuldades para se manter ativo, sendo o nome um dos principais obstáculos.
Assim, a banda decide se renovar, primeiro com a troca de vocalistas, sai Brian Ross e vem Lou Alfaiate. Em seguida, passam a se denominar Blind Fury e, em 1985, lançam o álbum Out Of Reach, cuja sonoridade era bem diferente do que a banda havia feito anteriormente.
Como os resultados não foram o esperado, o conjunto muda novamente seu nome, dessa vez para... Satan! Claro!
Dessa vez, contratam o vocalista Michael Jackson (não é quem você está pensado) e lançam dois bons registros, o compacto Into The Future e o álbum Suspended Sentence, ambos em 1987.
O disco era pesado para uma banda da NWOBHM, relembrando em determinados momentos o som do Metal Church, relacionado ao sub-gênero Proto-Thrash.
Apesar do êxito com o Suspended Sentence, a banda novamente passa por uma reformulação, passando a se chamar Pariah.
Sob esse nome, a banda lançaria dois álbuns: The Kindred em 1988 e Blaze Of Obscurity em 1989. Ambos os discos pegaram o que havia de melhor em Suspended Sentence e tornaram a coisa ainda mais pesada, tornando o Satan, ou melhor o Pariah, uma banda difícil de se situar em um único gênero. Apesar dos trabalhos não terem obtido o mesmo êxito do álbum sob o nome de Satan, são dois álbuns que conseguem agradar qualquer fã de um Heavy Metal com pegadas mais extremas.
O Pariah acabou encerrando sua carreira ainda em 1989, com Steve Ramsey e Graeme English, juntamente com o vocalista Martin Walkyier, dando origem ao influente e hoje extinto Folk Metal do Skyclad.
Em 1998, o Pariah retomaria suas atividades, com Alan Hunter no vocal e Ian McCormack na bateria, além dos já conhecidos Steve, Russ e Graeme. A banda lança do disco Unity, que trazia uma sonoridade mais suave, fruto das diferenças entre os vocais de Michael e Alan, que lembra Joe Elliott do Def Leppard. Ainda assim, era possível ver todos os elementos que fizeram do som do Satan/Blind Fury/Pariah uma banda inconfundível.
O Pariah permaneceria ativo até 2004, fazendo muitas apresentações ao vivo, até resolver dar um tempo, fechando o ciclo com um grande show do Wacken Open Air.
Em 2011, o Satan se reuniu com a formação clássica de Court In The Act e saiu para se apresentar mundo a fora.
Em 2013, veio um novo disco, Life Sentence, que fez parecer que a banda não havia passado tanto tempo inativa, pois se percebe uma continuidade entre o som do disco e o que a banda fazia nos anos oitenta.
Faixas como Time To Die, Twenty Twenty Five e Cenotaph, fazem de Life Sentence um dos melhores retornos do Metal em todos os tempos.
Ainda que o Satan tenha passado por várias mudanças e períodos de inatividade, o conjunto fez por merecer o status de referência da NWOBHM.


 The First Demo - 1981

01 - Kiss Of Death
02 - Heads Will Roll
03 - Oppression
04 - The Executioner


 Into The Fire (Demo) - 1982

01 - Intro/Trial By Fire
02 - Blades Of Steel
03 - No Turning Back
04 - Break Free
05 - Pull The Trigger
06 - The Ritual

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 Kiss Of Death (Single) - 1982

01 - Kiss Of Death
02 - Heads Will Roll


 Court In The Act - 1983

01 - Into The Fire
02 - Trial By Fire
03 - Blades Of Steel
04 - No Turning Back
05 - Broken Treaties
06 - Break Free
07 - Hunt You Down
08 - The Ritual
09 - Dark Side Of Innocence
10 - Alone In The Dark

 Blind Fury - Out Of Reach - 1985

01 - Do It Loud
02 - Out Of Reach
03 - Evil Eyes
04 - Contact Rock And Roll
05 - Living On The Edge
06 - Dynamo (There Is A Place)
07 - Back Inside
08 - Dance Of The Crimson Lady, Part1

 Dirt Demo '86 - 1986

01 - Key To Oblivion
02 - Hear Evil, See Evil, Speak Evil
03 - Fuck You
04 - The Ice Man

 Into The Future (EP) - 1987

01 - Key To Oblivion
02 - Hear Evil, See Evil, Speak Evil
03 - Fuck You
04 - The Ice Man

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 Suspended Sentensed - 1987

01 - 92th Symphony
02 - Who Dies Wins
03 - 11th Commandment
04 - Suicidal Justice
05 - Vandal
06 - S.C.U.M.
07 - Avalanche Of A Million Hearts
08 - Calculated Execution


 Pariah - The Kindred - 1988

01 - Gerrymander
02 - The Rope
03 - Scapegoal
04 - Foreign Bodies
05 - La Guerra
06 - Inhumane
07 - Killing For Company
08 - Icons Of Hipocrisy
09 - Promise Of Remembrance
10 - Track 10

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 Pariah - Blaze Of Obscurity - 1989

01 - Missionary Of Mercy
02 -  Puppet Regime
03 - Canary
04 - Blaze Of Obscurity
05 - Ret
06 - Hypochondriac
07 - Enemy Within
08 - The Brotherhood

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 Pariah - Unity - 1998

01 - Unity
02 - Reactinonary
03 - Walking Wounded
04 - No Exit
05 - Snakes & Ladders
06 - One Of Us
07 - Saboteurs
08 - Mutual Street
09 - The Jonah
10 - Learning To crawl

 Blitzkrieg In Holland - Live 1983 - 2000

01 - Into The Fire/Trial By Fire
02 - No Turning Back
03 - Oppression
04 - Heads Will Roll/Hunt You Down
05 - Pull The Trigger
06 - Break Free
07 - Blades Of Steel
08 - The Ritual
09 - Kiss Of Death
10 - Alone In The Dock
11 - Paranoid
12 - Blitzkrieg
13 - Pull The Trigger

 Live In The Act - Dynamo Club 1983 - 2004

01 - Trial By Fire
02 - No Turning Back
03 - Heads Will Roll
04 - Hunt You Down
05 - Pull The Trigger
06 - Break Free
07 - Blades Of Steel
08 - The Ritual
09 - Kiss Of Death
10 - Oppression
11 - The Executioner
12 - Blitzkrieg
13 - Dynamo
14 - Kiss Of Death (Bonus - Single Version)
15 - Heads Will Roll (Bonus - Single Version)

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 The Early Demos (Compilation) - 2011

01 - Kiss Of Death
02 - Heads Will Roll
03 - Oppression
04 - The Executioner
05 - Into The Fire/Trial By Fire
06 - Blades Of Steel
07 - No Turning Back
08 - Break Free
09 - Pull The Trigger
10 - The Ritual
11 - Blades Of Steel (Live At Earthquake Festival)
12 - No Turning Back (Live At Earthquake Festival)
13 - Pull The Trigger (Live At Earthquake Festival)

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 Life Sentence - 2013

01 - Time To Die
02 - Twenty Twenty Five
03 - Cenotaph
04 - Siege Mentality
05 - Incantations
06 - Testimony
07 - Tears Of Blood
08 - Life Sentence
09 - Personal Demons
10 - Another Universe

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 Trail of Fire: Live In North America (Live) - 2014

01 - Trial By Fire
02 - Blades of Steel
03 - Time To Die
04 - Twenty Twenty Five
05 - Break Free
06 - No Turning Back
07 - The Ritual
08 - Siege Mentality
09 - Oppression
10 - Incantations
11 - Testimony
12 - Alone In The Dock
13 - Heads Will Roll
14 - Cenotaph
15 - Kiss of Death

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 Atom By Atom (2015)

01 - Farewell Evolution
02 - Fallen Saviour
03 - Ruination
04 - The Devil's Infantry
05 - Atom By Atom
06 - In Contempt
07 - My Own God
08 - Ahriman
09 - Bound In Enmity
10 - The Fall of Persephone

Download (Ulozto)
Download (Zippyshare)



sábado, 29 de março de 2014

Nervosa - Discografia

...Pois é, cara, foi um boom!, completamente do nada, vindo de lugar nenhum, de repente um power trio de Thrash Metal surgiu em São Paulo e saiu do total anonimato direto para a exposição mundial em larga escala, conquistando, em apenas dois anos (o que do ponto de vista do meio musical é na velocidade de um piscar de olhos), um contrato com as poderosas Napalm Records e Nuclear Blast antes mesmo de terem lançado qualquer demo, coisa que outras bandas chegam a demorar 15 anos para alcançar, isso se alcançar. É, rapaz, espantoso, espantoso mesmo!
Mas que porra é essa? Que façanha é essa? Bom, essa "porra" é o nervoso som do Nervosa, banda composta apenas por meninas, que fazem um som foderoso. E essa façanha? Bom... vai saber. Talvez uma influente lista de contatos que deva levar o nome "Jesus Cristo" na capa, pois, por sinal, transforma água em vinho em um segundo.
Esse milagre da propaganda brotou em 2010 por iniciativa da guitarrista Prika Amaral, que já tinha em mente iniciar uma banda de Thrash Metal que fosse composta apenas por mulheres. No mesmo ano, a guitarrista Karen Ramos e a baterista Fernanda Terra foram recrutadas, mas apenas em 2011 a formação ficou completa como um quarteto com a entrada da violenta vocalista e baixista Fernanda Lira (ex-HellArise e Hellgard, atualmente namorada de Christófaro Amilcar, baterista do Torture Squad). Contudo, os tempos de quarteto foram bem breves, pois Karen Ramos deixou sua posição, tornando a banda novamente um trio, e assim mesmo as meninas seguiram. A partir daí, era só trabalho nas primeiras músicas.
O título definitivo do grupo foi escolhido nessa época. "Nervosa" porque é uma palavra em português, é agressiva, condiz com o som que estavam preparando, e ainda é feminino, além de ser fácil de memorizar.
Já em março de 2012, as garotas lançaram o primeiro videoclipe no Youtube, promovendo a faixa "Masked Betrayer", e incrivelmente atingiu a marca de 20 mil visualizações na primeira semana, levando-as a obter Menção Honrosa na rede social, protagonizando na 17ª posição dos clipes mais acessados da semana, e 55ª posição no mês. A banda já sabia trabalhar com sua promoção desde os primórdios.
Continuando os trabalhos com as músicas, um salto evolutivo com direito a elo perdido aconteceu, pois, em agosto, o EP independente "2012" foi lançado, contendo três faixas. Até aí, nada anormal, a não ser pelo fato de que no mês seguinte, conseguiram relançar o mesmo disco na Europa através da Napalm Records e da Nuclear Blast, que também o distribuíram em edições limitadas coloridas em vinil. Contudo, a partir dos grandes selos, recebeu outro nome: "Time of Death". Portanto, não se preocupem, é a mesma coisa.
Na real, o EP demonstra uma banda que não é apenas voltada para o Thrash Metal, mesmo que influências de bandas como DestructionSodom e Kreator possam ser notadas. O que elas fazem é, de certo modo, um híbrido com o Death Metal, resultando em uma sonoridade ainda mais poderosa e técnica. Ah, "técnica" sim, e muito. Muita técnica, velocidade e calor são exalados por voz, braços e pernas. Tanta qualidade e vontade de fazer música certamente criaram grande expectativa sobre como viria o debut, mas isso foi questão de tempo.
O ano de 2012 foi extremamente frutífero, não só pela conquista dos contratos com duas das maiores gravadoras do mundo, ou pelo lançamento do EP e divulgação efetiva do videoclipe, mas também pela grande carga de shows realizados: mais de 50 em todo o país, abrindo para bandas expressivas como ArtilleryExodusGraveExumerSamael, entre várias outras. Tamanho crescimento exponencial criou muitos fãs, certamente, mas também deixou uma pulga atrás da orelha de vários outros. A seguir, a baterista Fernanda Terra teve de deixar a banda, o que levou Christófaro Amilcar (Torture Squad) a tapar um buraco em alguns shows, até que Jully Lee chegasse para preencher o vazio em definitivo. Só que ela pouco ficou, já saindo em 2013, substituída por Pitchu Ferraz, que estabilizou de vez a formação.
Os trabalhos de composição do primeiro álbum prosseguiram a todo vapor em 2013, no passo em que a banda era promovida a ritmo frenético nas redes sociais e pelo Brasil, usando o fato de serem mulheres muito bem ao seu favor, e convencendo com um som de primeira categoria. O power trio seguiu mostrando as caras ao lado de mais bandas de peso como Exciter, Destruction, Blaze Bayley, Kreator, D.R.I.KorzusRatos de Porão e Benediction.
Por fim, em 2014, as garotas quebraram tudo definitivamente com o lançamento do primeiro álbum, "Victim of Yourself", via Napalm Records. Até esse disco sair, sinceramente, eu nem me ligava na banda, mas me bateu a curiosidade quando o vi. Ele segue o mesmo passo do primeiro EP, contudo, de forma mais completa e satisfatória. A banda amadureceu um pouco mais e aprimorou suas técnicas. O disco é de tirar o fôlego, tem mais peso, agressividade e responsabilidade do que muita banda composta por homens, e ainda pode superar as expectativas de quem já conservava alguma. Novamente, apesar da banda ser divulgada como sendo detentora do Thrash Metal puro, elas chegam também ao Death/Thrash: o vocal de Fernanda Lira é venenoso, cortante e violento. Um gutural rasgado digno de quem põe o coração no que está fazendo. É possível sentir isso. E o mais interessante de tudo é que é um vocal rasgado que não perde o estilo Thrash de cantar! Os instrumentos também não deixam nada a desejar, e uma verdadeira mistura pode ser notada: por horas, o som é veloz, pegado, digno do rótulo Speed; outras vezes, cadencia para um lindo Melodic Death Metal; e mais frequentemente, é sentida uma sóbria mistura entre Death e Thrash por momentos, com guitarras pesadas, riffs variantes, solos rápidos, dedos ligeiros no baixo e uma bateria habilidosa que é impossível não ser notada. Essas baquetas de Pitchu Ferraz (que acumula mais de 20 anos de experiência) acrescentam uma eletricidade que cativa!
A bem da verdade, o som não é original. Não é mesmo. Mas é de alta qualidade, satisfatório, e acima de tudo, sincero. As garotas estão fazendo o que realmente querem fazer, e colocando o coração nisso. Não é pecado. Puta álbum, puta banda! Por mais que elas façam uso de desconhecidas artimanhas para se promover melhor do que as outras bandas (afinal, não se chega à Nuclear Blast e à Napalm Records tão cedo assim, senão isso seria frequente. É preciso contatos para mexerem nos pauzinhos por debaixo dos panos), isso não deslegitima o som, que é maravilhoso, e não pode deixar de ser apreciado por nós. São ferozes, poderosas, e nesse ritmo, podem se tornar um dos maiores expoentes do Thrash Metal no Brasil. Isso o tempo dirá. Seja lá como for, não é por falta de qualidade, nem por divulgação forçada que elas chegaram onde estão. É por som de verdade, e competência.


 Time of Death (EP) (2012)

01 - Time of Death
02 - Invisible Oppression
03 - Masked Betrayer


 Victim of Yourself (2014)

01 - Intro
02 - Twisted Values
03 - Justice Be Done
04 - Wake Up and Fight
05 - Nasty Injury
06 - Envious
07 - Morbid Courage
08 - Death!
09 - Into Moshpit
10 - Deep Misery
11 - Victim of Yourself
12 - Urânio Em Nós


quinta-feira, 27 de março de 2014

Anette Olzon - Discografia Comentada

Anette Ingegerd Olsson, nasceu no dia 21 de junho de 1971, em Katrineholm, Suécia. O contato dela com a música começou dentro de sua casa, quando aos oito anos de idade começou a tocar oboé, obrigada por sua mãe. Anette participava de apresentações ao lado da banda de sua genitora, já se arriscando como vocalista em algumas ocasiões.
Aos dezessete anos, Anette entrou para a banda Take Cover, mas sua participação durou pouco tempo.
Em razão do seu grande talento, a vocalista participou da ópera rock/musical Gränsland em Helsingborg. Após despontar nas apresentações de teatro, a vocalista passou a integrar a banda de Pop-Rock, Alyson Avenue, sendo que de início, participaria apenas dos trabalhos em estúdio, mas logo em seguida, assumiu o posto em definitivo.
Anette permaneceu com a banda até 2007, quando sua vida mudou totalmente, em razão de sua entrada no Nightwish, como substituta de Tarja Turunen.
Apesar das injustas comparações e das inúmeras críticas que recebeu, a vocalista conseguiu se estabilizar na banda e participou dos ótimos Dark Passion Play de 2007 e Imaginaerum de 2011. Quando tudo parecia caminhar bem e a banda preparava o lançamento de um documentário com imagens da turnê mundial de promoção do último disco, em 2012, Anette foi dispensada pela banda de forma repentina. Além disso, os assessores de Anette notificaram a banda de que vocalista havia proibido a utilização de qualquer imagem sua no documentário.
Às pressas a banda quebrou o galho com Elize Ryd (Amaranthe) e Alissa White-Gluz (Arch Enemy, ex-The Agonist), até encontrar em Floor Jansen (ex-After Forever e ReVamp) a substituta ideal.
Já Anette anunciou que partiria para a carreira solo, sendo que já vinha compondo desde 2009 e chegou à gravar uma demo em 2011, mas o lançamento do álbum havia sido adiado justamente pela turnê mundial do Nightwish.
O primeiro álbum de Anette foi lançado em 2014, chamado Shine. Por se tratar de um material autoral, é possível observar que Anette está mais solta, utilizando sua voz de uma forma ainda melhor.
Shine é um disco que tem uma atmosfera bem introspectiva, triste, o que serviu positivamente para destacar o talento de Anette.
É difícil rotular o estilo do disco, mas pra mim, se enquadra melhor no Alternative Rock, lembrando em alguns momentos a fase mais moderna do Anathema.
Sem dúvidas, o disco ajuda à mostrar um lado diferente da vocalista, mas para aqueles que conseguiram enxergar o talento dela enquanto esteve no Nightwitsh, o álbum é apenas uma afirmação de que ela poderia ter contribuído ainda mais com os trabalhos de sua ex-banda.

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 Shine (2014)

01 - Like A Show Inside My Head
02 - Shine
03 - Floating
04 - Lies
05 - Invincible
06 - Hear Me
07 - Falling
08 - Moving Away
09 - One Million Faces
10 - Watching Me From Afar

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domingo, 23 de março de 2014

Nota Profana - Discografia

Geralmente não muito lembrada quando o assunto é os países da América do Sul, a Venezuela costuma ser mais relacionada a problemas políticos e sociais, manifestações públicas e ao controverso governo do ex-presidente Hugo Chávez, que morreu no dia 5 de março de 2013. Mas como em qualquer outro país de qualquer localidade do mundo, música de qualidade é apreciada, e consequentemente criada. Uma vez que o Metal é um estilo musical global, é natural que bandas de qualidade surjam nos lugares mais improváveis. Nossos vizinhos ao norte têm seus representantes também, e dos bons.
Refiro-me ao Nota Profana, uma excelente banda de Symphonic/Death Metal de Caracas, a capital venezuelana. Assim como inúmeras outras bandas, esses caras começaram com a ideia de ser "apenas" uma banda cover. Digo "apenas", entre aspas, pois normalmente a ideia de fazer cover é vista como simplória, mas no caso dos venezuelanos, era ousada. O baixista José Luis Castillo, que deu início a tudo em julho de 2005, tinha em mente recolher vários músicos para reproduzir covers do Haggard, puta banda alemã do mesmo gênero que é mais uma orquestra do que uma banda.
Publicando anúncios em shows, conservatórios e institutos musicais, até novembro daquele ano, José Luis conseguiu completar a formação pela primeira vez, possibilitando o início do processo de composição e ensaios do repertório. Teve início o Proyecto Haggard, primeiro nome do projeto.
Logo no início de 2006, problemas internos se assentaram sobre a banda, desembocando em trocas no line-up, mesmo com boa parte do repertório já pronta. Mas há males que vêm para o bem; a renovação levou José a recrutar uma grande quantidade de músicos, que mesmo levando mais de um ano para se completar satisfatoriamente, foi importante para a banda. A formação passaria a ser compreendida em: Renzo Lucena (vocal gutural), Susana Dávila (vocal soprano), Carlos Mosquera (guitarra), Brian Simmons (bateria), Daniel Padrón (viola), Joanmary Montes (violoncello), Erika Perera (contra-baixo), Maria Eugenia Vásquez (piano), Loidmary Perenguez (flauta), Hairin Colina (oboé), William Mora (clarinete), Ana Paola Alarcón e Sonali Zambrano (ambas violino) e Victor Villarroel e Edgardo Acosta (ambos percussão). Por último, em setembro de 2007, ainda entraram, completando de vez, Marina Bello (vocal mezzo-soprano), Mariana Rojas (baixo elétrico), Jhonatan Perez e Daniel Bello (ambos cornetistas). Esses membros seriam os responsáveis pela contribuição do caráter mais sério do projeto, transformando-o em algo autoral. E assim nasceu, definitivamente, o Nota Profana.
Com tantos membros, agora ficou teoricamente igual ao Haggard, correto? Nem tanto. A sonoridade dos alemães é mais para orquestra do que para o Death Metal, e o lado Metal e lado Erudito soam mais deslocados um do outro. O Death Metal é extremamente puro, e não soa tanto em consonância com os instrumentos clássicos. Mas ainda assim é uma maravilha! O Nota Profana já faz uma mescla propriamente dita, você sente que ambos fazem parte do mesmo meio, e o lado sinfônico é de fato como as outras bandas de Symphonic Metal, o que cria afinidade com o Metal e distancia um pouquinho da Música Clássica pura (coisa que o Haggard flerta melhor, pois faz você sentir que está em um concerto erudito).
A primeira prova-real disso é o disco de estreia "Violent Whispers", lançado em 2008. Já nota-se claramente que a banda tem muita qualidade, e não se parece muito com o Haggard. É uma banda de Symphonic Metal onde os instrumentos clássicos fazem a base (ao invés dos teclados como normalmente acontece), que mistura Death Metal, com direito a passagens de vocal gutural rasgado em meio aos sopranos e ritmo acelerado encabeçado pela bateria. É uma banda capaz de unir o belo ao agressivo, o clássico e estudado ao marginalizado de forma competente. Ao longo do trabalho experienciamos essas alternâncias na climática, apesar do lado mais calmo ser mais sobressaltante. O gosto que deixa é a positividade de uma bela banda que sabe o que está fazendo. Mas as coisas viriam a ser ainda melhores.
Em 2009, novas mudanças aconteceram na formação, sendo a mais relevante delas a entrada da vocalista soprano Gaby Koss, que fazia parte do Haggard. Isso deu um pouco mais de notoriedade à banda, que fez uma turnê nacional e chegou também a se apresentar no México. Entre as mudanças também está a saída do baixista e fundador José Luis Castillo, por motivos desconhecidos. Por volta dessa época, os trabalhos para o próximo álbum já estavam prontos, faltando apenas gravar. Contudo, o lançamento custou para acontecer.
"The Devil's Playground" foi lançado oficialmente apenas em 2013, mas a espera valeu a pena. O álbum saiu ainda melhor que seu antecessor. A banda demonstra uma percepção ainda mais apurada sobre a própria proposta, e dá mais atenção ao lado pesado da coisa. Por isso o Death Metal está mais presente, assim como os vocais guturais (que estão melhores), em casamento perfeito com o lado clássico. Disco muito mais maduro e coeso, e o mais indicado para quem se interessar em conhecer esse som venezuelano de respeito.
Esteja certo de que, se você gosta de Symphonic Metal e Música Clássica, a experiência será positiva. Todos os instrumentos clássicos têm seus momentos, mas tem que prestar atenção. Quando uma banda é de um país inesperado e dota de muita qualidade, ela sempre impressiona. E nesse caso, é melhor ainda ver que tanta classe é de um país vizinho do nosso! Pode ser que de primeira você não ache tão grandioso assim, por isso é recomendável repetir os discos outras vezes, e principalmente ouvir alto. É som sul-americano! Aqui embaixo também se faz música de qualidade!


 Violent Whispers (2008)

01 - Intro
02 - Haunting Memories
03 - Dead Inside
04 - Whispers...
05 - Elén (Hope In Darkness)
06 - Dragon's Grail
07 - The Trickster
08 - Mutilation of Night Flowers
09 - Fortuna Imperatrix Mundi (Carmina Burana)
10 - The Beginning and The End

Download

 The Lake (Demo) (2009)

01 - The Lake
02 - A Warning and A Dream
03 - Nightmare
04 - In The Asylum


 The Devil's Playground (2013)

01 - Reminiscence
02 - A Warning and A Dream
03 - The Lake
04 - In The Footsteps of Fear
05 - Going Home
06 - Nightmare
07 - In The Asylum
08 - Unending Sorrow (Demise & Release)
09 - The Grove
10 - Allegretto: Beethoven's 7th Symphony
11 - Dies Irae: Mozart's Requiem


sábado, 22 de março de 2014

Angel Witch - Discografia Comentada

O Angel Witch teve seu início em 1977 sob o nome de Lucifer, formado pelo guitarrista e vocalista Kevin Heybourne, o guitarrista Rob Downing, o baterista Steve Jones e o baixista Barry Clements. Ainda em seu início, Steve Jones deixou a banda para se juntar a Bruce Dickinson e fundar o Speed.
Com a saída de Jones, o conjunto se reestruturou e passou a adotar o nome de Angel Witch. Com isso, Kevin Riddles assumiu o posto de baixista/tecladista e Dave Hogg ficou com as baquetas. No ano seguinte, Rob Downing deixou a banda, que passou a ser um trio.
O conjunto começou a ganhar notoriedade e se tornar uma peça chave da NWOBHM, tanto que foi convidado para participar da lendária coletânea Metal For Muthas, lançadas pela gravadora EMI e que tinha nomes como Samson, Iron Maiden e Praying Mantis.
Mesmo com o grande boom na cena inglesa, o trio conseguia se destacar em suas apresentações e era considerado fundamental pela gravadora, no intuito de projetar os novos conjuntos que estavam aparecendo. Assim, lançaram o compacto Sweet Danger em 1980, antes de partir para a gravação do primeiro disco. Quando tudo caminhava bem, a EMI acabou rompendo com a banda de forma repentina, sendo que há diversas versões para esse acontecimento. Algumas fontes afirmam que o rompimento se deu  pelas péssimas vendas do compacto, outras que em uma apresentação para os empresários da gravadora, a banda bebeu além da conta e deixou uma má impressão e outra de que abandonaram a turnê de divulgação da coletânea Metal For Muthas e isso pesou na decisão da EMI. Seja qual for a versão exata, fato é que o Angel Witch perdeu a chance de ter uma exposição mundial e o prejuízo pode ser visto pelo sucesso daquele que assumiu o posto do Angel Witch como grande expoente do estilo: um tal de Iron Maiden...
O trio seguiu em frente, e lançou seu debut, homônimo, pela Bonze Records. Sem a mesma divulgação do Iron, o clássico álbum do Angel Witch, acabou não tendo o reconhecimento que merecia. O disco, considerado uma das melhores estreias do Heavy Metal de todos os tempos, mostrava um Heavy Metal com riffs diretos, palhetadas abafadas, vocais rasgados e melodia na medida certa. Além disso, ao abordar temas como o ocultismo e bruxaria, o conjunto mostrava muita maturidade em suas letras. Para qualquer fã de Metal esse álbum é obrigatório.
Apesar da qualidade do disco, o Angel Witch não se manteve em evidência, problemas internos e saída de Dave Hogg, fizeram com que o conjunto desse uma sumida e retornasse em 1981, com Kevin Heybourne, Kevin Riddles e o novo batera Dave Dufort.
Infelizmente, as coisas não foram bem e a nova formação não durou muito, o que resultou no fim das atividades da banda em 1982. Com isso, Kevin Heybourne vai para o Deep Machine e os outros membros fundam a banda Tytan.
A banda daria às caras em 1985, totalmente restruturada, com David Tattum nos vocais, Pete Gordelier no baixo, Dave Hogg nas baquetas e Heybourne apenas como guitarrista.
O segundo álbum, Screamin' 'n' Bleedin', trouxe um som mais incrementado, sendo que não chegou perto do êxito do debut. O disco mostra uma banda mais técnica e investindo mais na parte instrumental.
Em 1986 sai o disco Frontal Assalt e Spencer Hollman assume as baquetas. Seguindo a tendência de Screamin' 'n' Bleedin', a sonoridade está ainda mais melódica e fugia ainda mais das origens da banda.
O Angel Witch muda sua formação novamente e, em 1990, vem o primeiro disco ao vivo, contando com Kevin Heybourne, guitarra e vocais; Grant Denison guitarra; Pete Gordelier, baixo e Spencer Hollman, bateria.
Sem lançar nenhum disco de inéditas, a banda oscilava períodos de inatividade, até parar definitivamente em 1998.
Em 2000, Heyborne retorna, trazendo consigo Keith Herzberg, guitarra; Ritchie Wicks, baixo e Scott Higham, bateria. A banda lança o ao vivo 2000: Live At The LA2.
Com Will Palmer no baixo, Bill Steer na guitarra, e Andrew Prestidge na bateria, além de Heyborne, a banda lança um novo disco de inéditas em 2012, com As Above, So Below, álbum que mostrou que o conjunto poderia ter lançado mais trabalhos ao longo de sua carreira, pois mostra uma banda com personalidade e técnica, expostas em composições que são uma verdadeira aula do que há melhor na NWOBHM, ainda que com uma pegada mais moderna.

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 Demo - 1979

01 - The Sorcerer
02 - Devil's Tower
03 - White Whitch
04 - Extermination Day

 Sweet Danger (EP) - 1980

01 - Sweet Danger
02 - Hades Paradise
03 - Flight Nineteen

 Angel Witch - 1980

01 - Angel Witch
02 - Atlantis
03 - White Witch
04 - Confused
05 - Sorcerers
06 - Gorgon
07 - Sweet Danger
08 - Free Man
09 - Angel Of Death
10 - Devil's Tower
11 - Loser (Bonus Track)
12 - Suffer (Bonus Track)
13 - Dr. Phibes (Bonus Track)
14 - Flight Nineteen (Bonus Track)
15 - Baphomet (Bonus Track)
16 - Hades Paradise (Bonus Track)

 Give It Some Tickle (Live - Demo) - 1981

01 - Sweet Danger
02 - They Wouldn't Dare
03 - Angel Of Death
04 - Sorcerers
05 - Confused
06 - Evil Games
07 - Gorgon
08 - White Witch
09 - Baphomet
10 - Angel Witch
11 - Paranoid

 Screamin' 'N' Bleedin' - 1985

01 - Who's To Blame
02 - Child Of The Night
03 - Evil Games
04 - Afraid Of The Dark
05 - Screamin' 'N' Bleedin'
06 - Reawakening
07 - Waltz The Night
08 - Goodbye
09 - Fatal Kiss
10 - U.X.V.
11- Frontal Assault (Live - Bonus Track)
12 - Screamin' 'N' Bleedin (Live - Bonus Track)
13 - Straight From Hell (Live - Bonus Track)

 Frontal Assault - 1986

01 - Dream World
02 - She Don't Lie
03 - Frontal Assault
04 - Something Wrong
05 - Straight From Hell
06 - Evil Games
07 - Waltz The Night
08 - Goodbye
09 - Fatal Kiss
10 - Whose To Blame

 Doctor Phibes (Compilation) - 1986

01 - Angel Witch
02 - Atlantis
03 - White Witch
04 - Confused
05 - Sorcerers
06 - Loser
07 - Dr. Phibes
08 - Gorgon
09 - Sweet Danger
10 - Free Man
11 - Angel Of Death
12 - Devil's Tower
13 - Suffer

 Screamin' Assault (Compilation) - 1988

01 - Dream World
02 - She Don't Lie
03 - Frontal Assault
04 - Something Wrong
05 - Straight From Hell
06 - Reawakening
07 - Screamin' N' Bleedin
08 - Waltz The Night
09 - Rendezvous With The Blade
10 - Goodbye
11 - Take To The Wing
12 - Fatal Kiss
13 - Undergods
14 - U.X.V

 Angel Witch Live - 1990

01 - Angel Of Death
02 - Sweet Danger
03 - Confused
04 - Sorceress
05 - Gorgon
06 - Baphomet
07 - Extermination Day
08 - Atlantis
09 - Flight 19
10 - Angel Witch
11 - White Witch

 '82 Revisited - Live At The East Anglia Rock Festival Mildenhall - 1997

01 - Gorgon
02 - Nowhere To Run
03 - They Wouldn't Dare
04 - The Sorceress
05 - Evil Games
06 - White Witch
07 - Angel Of Death
08 - Angel Witch
09 - Evil Games (Studio Version)
10 - They Wouldn't Dare (Studio Version)
11 - Nowhere To Run (Studio Version)

Ouvir (Spotify)

 Resurrection (Compilation) - 1998

01 - Psychopathic 1
02 - Time To Die
03 - Violence
04 - Silent But Deadly
05 - Twist Of The Knife
06 - Psychopathic 2
07 - Slowly Sever
08 - Worm
09 - Scrape The Well
10 - Inertia

Ouvir (Spotify)

 British Steel - Heavyweights Of Metal Live & Loud (Split CD) - 1998

01 - Girlschool: C'mon Let's Go!
02 - Girlschool: Emergency
03 - Girlschool: Take It All Away
04 - Angel Witch: White Witch
05 - Angel Witch: Angel Of Death
06 - Angel Witch: Angel Witch
07 - Tank: Echoes Of A Distant Battle
08 - Tank: This Means War
09 - Tank: That's What Dreams Are Made Of
10 - Samson: Red Skies
11 - Samson: Drivin' With ZZ!
12 - Samson:  Riding With The Angels

 Sinister History (Compilation) - 1999

01 - Baphomet (1978 Demo)
02 - Sorceress (1978 Demo)
03 - Extermination Day (1978 Demo)
04 - Flight 19 (1978 Demo)
05 - Hades Paradise (1978 Demo)
06 - Devil's Tower (1978 Demo)
07 - White Witch (1978 Demo)
08 - Into The Dark (Live)
09 - Devil's Tower (Live)
10 - The Night Is Calling (Live)
11 - Angel Of Death (Live)
12 - Confused (Live)
13 - Evil Games (Live)

 2000: Live At The LA2 - 2000

01 - Atlantis
02 - Xonfused
03 - Twist Of The Knife
04 - Gorgon
05 - White Witch
06 - Sorceress
07 - Extermination Day
08 - Psychopathic
09 - Baphomet
10 - Angel Of Death
11 - Guitar Solo
12 - Angel Witch

 They Wouldn't Dare (EP) - 2004

01 - They Wouldn't Dare
02 - Nowhere To Run
03 - Evil Games
04 - They Wouldn't Dare (Live)

 Burn The White Witch - Live In London - 2009

01 - Sweet Danger
02 - Confused
03 - Gorgon
04 - Sorcerers
05 - White Witch
06 - Atlantis
07 - Extermination Day
08 - Baphomet
09 - Angel Witch
10 - Dr. Phibes - Angel Of Death

 As Above, So Below - 2012

01 - Dead Sea Scrolls
02 - Into The Dark
03 - Gebura
04 - The Horla
05 - Witching Hour
06 - Upon This Cord
07 - Guillotine
08 - Brainwashed

Ouvir (Spotify)