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quinta-feira, 25 de dezembro de 2014

Vallenfyre - Discografia

O Vallenfyre é um supergrupo fundado em 2010, na Inglaterra por Gregor Mackintosh do Paradise Lost. Completam o excelente line-up o guitarrista Hamish Glencross (My Dying Bride), o baixista Scoot (Doom, Extinction Of Mankind), o baterista Adrian Erlandsson (At The Gates, The Haunted, Paradise Lost), além do guitarrista Mully, amigo local de Gregor.
Evidentemente que com essa formação, a união dos músicos causou grandes expectativas, o que somente foi reforçado quando informaram que manteriam o trabalho em seus conjuntos originais, mas que o Vallenfyre não seria apenas um projeto, mas uma banda que teria continuidade e que sairiam em turnê.
O primeiro disco veio em 2011, A Fragile King, que trouxe como novidade Gregor Mackintosh nos vocais, algo que jamais havia feito no Paradise Lost. Suas principais influências são Karl Willett (Bolt Thrower), Chuck Schuldiner (Death), Oscar Garcia (Nausea, Terrorizer) e Peter Steele (Carnivore, Type O Negative).
Do título do álbum até a temática e a sonoridade tem como inspiração o pai de Gregor, John, que morreu vítima de um câncer em 2009. Alias, foi justamente para expor o que estava sentindo que o vocalista teve a ideia de criar o Vallenfyre.
A Fragile King é um excelente álbum de Death Metal, com influências de Doom. O som pesado e arrastado tem várias características do My Dying Bride e do Paradise Lost em seu início. A parte virtuosa e técnica dos músicos deu um toque especial nas faixas, pois apesar da timbragem crua e suja, tudo é muito agradável, sendo perfeitamente possível identificar as passagens de cada instrumento. Destaques para Cathedrals Of Dread, Seeds e All Will Suffer
E o disco fica ainda mais interessante, pois nota-se influências do Death Metal sueco do início dos anos 90, em composições como Ravenous Whore e Humanity Wept
Em 2013, o baixista Sam Wallace uniu-se ao conjunto para as apresentações ao vivo e, em 2014, foi a vez do baterista Waltteri Väyrynen dar uma força nos shows. A participação dos dois foi fundamental para que Vallenfyre pudesse excursionar, pois como os membros também tem seus compromissos com as demais bandas, fica quase impossível conciliar as datas.
Ainda em 2014 o conjunto lança seu segundo álbum, Splinters, que além de ser muito bem produzido, reafirmou a fusão perfeita entre o Doom e o Death Metal. Há muito de Entombed nos riffs da dupla Mackintosh e Glencross e a timbragem remonta claramente ao início dos anos 90.
Splinters é um álbum que tem uma mensagem muito forte, passando um sentimento de agonia e sofrimento que transborda em todas as faixas. Apenas para citar alguns destaques, temos as brilhantes Scrabs, Savages Arise, The Wolves Of Sin e faixa-título.
Sem sobras de dúvidas, Gregor cumpriu o seu objetivo, fundando um conjunto que expôs de forma precisa os seus sentimentos, além de reviver de forma magistral aquela sonoridade do Death/Doom dos anos 90, que marcou a música pesada no continente europeu.


 Desecration (EP) - 2011

01 - Desecration
02 - Iconoclast


 A Fragile King - 2011

01 - All Will Suffer
02 - Desecration
03 - Ravenous Whore
04 - Cathedrals Of Dread
05 - As The World Collapses
06 - A Thousand Martyrs
07 - Seeds
08 - Humanity Wept
09 - My Black Siberia
10 - The Divine Have Fled
11 - The Grim Irony
12 - Majesty Dethroned (Bonus Track)


 Splinters - 2014

01 - Scabs
02 - Bereft
03 - Instinct Slaughter
04 - Odious Bliss
05 - Savages Arise
06 - Aghast
07 - The Wolves Of Sin
08 - Cattle
09 - Dragged To Gehenna
10 - Thirst For Extinction
11 - Splinters




Um comentário:

  1. Banda muito boa. Remete ao início dos anos 90. Bandas como Entombed, Dismember, Grave.... O vocal lembra bastante o gutural de Chuck Billy, do Testament. Massa demais!!!

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