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terça-feira, 2 de setembro de 2014

Thyrfing - Discografia

É bastante comum encontrar bandas com temática viking hoje em dia. É uma coisa que de fato deu certo, pelo resgate da cultura, pelas letras, e, acima de tudo, pela qualidade das bandas. Mas geralmente as bandas mais conhecidas desse ramo executam o Viking Metal ao lado de um Death Metal, com ou sem Folk. Difícil é achar uma banda realmente conhecida que, ao invés do Death Metal, faça uso do Black Metal para executar a mesma proposta. Ao que parece, infelizmente essas bandas ficam escondidas por sob camadas de bandas que fazem algo um pouco mais acessível. Uma pena, pois são excelentes. Mesclar temáticas anciãs da Escandinávia, Black Metal e uma boa dose de teclados tem como resultado uma atmosfera intensa, até difícil de assimilar, e sobretudo, negra, por mais melódicos que os teclados possam fazer parecer. Isso talvez descreva bem o Thyrfing, a princípio.
Com grande interesse na Mitologia Nórdica e na cultura anciã de seu povo, um grupo de amigos suecos composto por Patrik Lindgren (guitarra), Kimmy Sjölund (baixo), Joakim Kistensson (bateria) e Peter Löf (teclados) resolveu levar essa fascinação um pouco mais adiante e montar aquilo que inicialmente era para ser apenas um projeto paralelo, uma vez que Patrik e Joakim tinham outra banda principal, o Pantheon. Com isso, inspirando-se no nome da Tyrfing (uma poderosa espada mágica da Mitologia Nórdica), nasceu o Thyrfing em 1995, na capital sueca, Estocolmo.
Como um quarteto, ainda no ano de formação os caras gravaram a primeira demo "Solen Svartnar", com Joakim Kristensson tanto na bateria quanto no vocal. Um ano mais tarde, após o ingressamento do vocalista Thomas Väänänen, uma segunda demo foi gravada e lançada, agora intitulada "Hednaland". A boa repercussão dos dois registros independentes despertou o interesse da Hammerheart Records, com quem assinaram em 1997.
Agora com um contrato profissional em mãos, a coisa ficou perfeita para o lançamento do debut. Nomeado com o mesmo nome da banda, o primeiro álbum de estúdio foi lançado em março de 1998 e para mim já é, de cara, um dos melhores trabalhos da banda. Trata-se de um Black Metal tocado em consonância com um Viking Metal que deixa o Black com arranjos mais versáteis e convidativos, algo coroado com teclados que dão um ar bastante viajante à sonoridade. A profundeza e o som sintetizado em si criado por ele deixa esse registro bastante único.
Mais tarde, ainda em 1998, o guitarrista Vintras ingressaria, mas sua estada seria bastante curta. Logo, Henrik Svegsjö ocuparia a posição de segundo guitarrista e trabalharia por bastante tempo com o grupo. Mas à altura que ele entrou, a banda já tava bastante avançada na composição do álbum seguinte. Por não ter participado do desenvolvimento, nem gravado nada, seu nome não foi creditado no disco.
Esse disco é o "Valdr Galga", que saiu já em março de 1999 e preserva o direcionamento de seu pai, mas com uma levada um pouco mais sinfônica, no entanto, menos profunda. O vocal também começa a sofrer mudanças de abordagem, pois não fica apenas nos rasgados abertos do Black Metal. Ele também dá umas fechadas.
Meses mais tarde, em novembro, a compilação "Hednaland" foi lançada e distribuída pela Unveiling The Wicked Records. Limitada a 1000 cópias, a coletânea é composta pelas duas primeiras demos.
Em 2000 foi a vez do álbum "Urkraft" ser lançado. Sua sonoridade deixa completamente de lado a profundeza dos anteriores, mas aposta na força, no peso, e no medievalismo. Os teclados soam bem mais medievais, um grande aliado da harpa introduzida com alguma frequência. Abrindo melhor o leque de alternativas, aqui também se encontram mais coros, e também mais vocais limpos, algo que não é novidade desde a época das demos, mas sempre foram cantados por membros de sessão. Interessante e inesperada é a décima segunda faixa: um cover de "Over The Hills and Far Away", do Gary Moore, cuja versão cover mais conhecida pelos headbangers atuais é a que o Nightwish fez. A versão do Thyrfing não foi repaginada como a dos finlandeses, pois é bastante próxima da original. Essa música é um espetáculo!
Enfim quebrando o ritmo acelerado de lançar um álbum por ano, "Vansinnesvisor" chega em 2002 impondo um Thyrfing um pouco mais sério, digamos assim. A sonoridade se "fechou" bastante, tornando o disco difícil de assimilar com poucas ouvidas. Porém, é bem maduro, bem pesado, e os teclados muito mais utilizados para enegrecer o background do que para compôr arranjos mais evidentes. Muito mais raivoso, agressivo e veloz, "Vansinnesvisor" marca o início de uma nova fase onde a sonoridade é mais turbulenta e energética. Mas todos os instrumentos complementares como harpas, violões e coisas mais Folk se mantêm.
A turnê de divulgação começou devagar, abrindo shows para Freedom Call e Dismember, e depois sendo "headliner", à frente de Shadowbreed e Cruachan. Em 2003 os shows já foram um pouco mais frequentes, muitos deles com grande exposição ao tocar em festivais como Generation Armageddon Festival, 2000 Decibel e Wacken Open Air.
O quinta álbum de estúdio recebeu o nome "Farsotstider". Lançado pela Regain Records em novembro de 2005, mais uma vez encontramos um Thyrfing maduro e com atmosfera esmagadora. O background está cinematográfico. Poderoso. Esse clima épico e aparentemente orquestrado trás à cabeça imagens de sangrentas batalhas vikings de cinema, e o mais interessante: acontecendo à noite. É difícil não sentir um clima noturno com músicas que soam de tal forma. Algo muito interessante de se notar é que, à medida que os caras vão dominando a própria proposta e amadurecendo, todos os elementos da sonoridade ficam cada vez mais coesos, sem parecer deslocados, e as canções em geral, mais criativas. Exemplo disso é o Folk com violões, os teclados, os coros e backing vocals, todos juntos na mesma música, e ainda assim, tão perfeitos, como se todos os elementos fossem naturais do Metal. Esse disco é fantástico!
A turnê de divulgação os levou pela primeira vez para fora do continente europeu, atravessando o Oceano Atlântico até os Estados Unidos, onde tocaram ao lado de Moonsorrow e Primordial no festival Columbia Heights.
Após muitos anos de formação estável, a quebra do fato aconteceu em 2007, quando a banda anunciou no site oficial que o vocalista Thomas Väänänen e o guitarrista Henrik Svegsjö estavam se desligando do conjunto devido a falta de motivação. Apenas a vaga de Thomas seria ocupada, pelo excelente Jens Rydén (ex-Naglfar). O posto de guitarrista permaneceu, por enquanto, vago.
Dessa forma, sai em 2008 o primeiro disco com uma nova face na linha de frente, intitulado "Hels Vite". A característica vocal de Jens é diferente da de Thomas, uma vez que seu gutural é mais fechado, mais monstruoso, e ela ainda atua em alguns trechos de um modo mais teatral, meio louco, desesperado. Instrumentalmente falando, o disco recebe influências Progressivas e se afasta do Black Metal, deixando o ritmo mais cadenciado, arrastado, e, como manda o manual, com músicas mais longas. Mas aquele plano de fundo negro, denso e épico se mantém como havia sendo.
Foi somente em 2009 que o segundo guitarrista, Fredrik Hernborg, foi adicionado. Enquanto novidades não eram anunciadas, o tempo ia passando, até que em 2012 o baixista Kimmy Sjölund deixou a banda, após 17 anos na estrada. O fato levou a uma reformulação onde o baterista Joakim Kristensson passou a se dedicar ao contrabaixo e um novo baterista, Dennis Ekdahl, foi contratado.
O disco mais recente é chamado "De Ödeslösa" e saiu em 2013 através da NoiseArt Records. Novamente, mais um disco com o perfil que o Thyrfing passou a desenvolver a partir de "Vansinnersvisor", só que funcionando meio que como uma extensão do "Hels Vite", por ser bem parecido, Progressivo, distante do Black Metal. No entanto, aqui os teclados são bem mais incidentes do que no anterior, transcorrendo através de várias camadas. Mais um excelente disco, pra variar.
Pra quem gosta de uma musicalidade pesada, Extrema, ao mesmo tempo em que é Folk e bem ambiental, o Thyrfing é uma boa pedida, na certa. Os caras não têm álbum ruim! Banda que esbanja toda a qualidade que a Suécia tem a oferecer.


 Solen Svartnar (Demo) (1995)

01 - Intro
02 - Solen Svartnar, Part I
03 - Solen Svartnar, Part II
04 - Slaget
05 - ...Ty Mörkret Skall Falla
06 - Outro


 Thyrfing (1998)

01 - Raven Eyes
02 - Vargavinter
03 - Set Sail To Plunder
04 - Ur Askan Ett Rike
05 - Celebration of Our Victory
06 - A Burning Arrow
07 - En Döende Mans Förbannelse
08 - Hednaland
09 - Wotan's Fire
10 - Going Berserk


 Valdr Galga (1999)

01 - Prelude: Heading For The Golden Hall-Storms of Asgard
02 - From Wilderness Came Death
03 - Askans Rike
04 - Valdr Galga
05 - The Deceitful
06 - Arising
07 - Firever
08 - A Moment In Valhalla
09 - Mimer's Well
10 - A Great Man's Return


 Hednaland (Compilation) (1999)

01 - Intro
02 - Hednaland
03 - Vargavinter
04 - När Slaget Är Vunnet
05 - Vi Gingo Ut I Strid
06 - Färd Mot Thrudvang
07 - Solen Svartnar, Part I
08 - Solen Svartnar, Part II
09 - Slaget
10 - ...Ty Mörkret Skall Falla


 Urkraft (2000)

01 - Mjölner
02 - Dryckeskväde
03 - Sweoland Conqueror
04 - Home Again
05 - The Breaking of Serenity
06 - Eldfärd
07 - Ways of A Parasite
08 - Jord
09 - The Slumber of Yesteryears
10 - Till Valfader Urgammal
11 - Urkraft
12 - Over The Hills and Far Away (Gary Moore Cover)


 Vansinnesvisor (2002)

01 - Draugs Harg
02 - Digerdöden
03 - Världsspegeln
04 - The Voyager
05 - Ångestens Högborg
06 - The Giant's Laughter
07 - Vansinnesvisan
08 - Kaos Återkomst


 Farsotstider (2005)

01 - Far Åt Helvete
02 - Jag Spår Fördärv
03 - Farsotstider
04 - Höst
05 - Själavrak
06 - Elddagjämning
07 - Baldersbålet
08 - Tiden Läker Intet


 Hels Vite (2008)

01 - En Sista Litania
02 - Från Stormens Öga
03 - Isolation
04 - Hels Vite
05 - Griftefrid
06 - Becoming The Eye
07 - Tre Vintrar - Två Solar


 De Ödeslösa (2013)

01 - Mot Helgrind
02 - Fordom
03 - Veners Förfall
04 - Illvilja
05 - Kamp
06 - Relik
07 - Vindöga
08 - De Ödeslösa


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