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quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Darkwater - Discografia

Não se julga um disco pela capa, nem uma banda pelo nome, mas eu costumo defender que é necessário que uma banda tenha um nome interessante e que as capas tenham arte bonita para incentivar um ouvinte a conhecê-la. Quem nunca baixou ou comprou um álbum pela capa ou pelo nome da banda? Nem sempre ficamos satisfeitos com o que ouvimos, mas muitas vezes ficamos.
No que diz respeito ao título da banda, bom... o Darkwater não é tão atrativo. Porém, como não se pode julgar pelas impressões precipitadas, é sempre interessante dar uma chance. E esses caras com certeza vão te agradar - e muito - se você gostar de um bom Progressive Metal melodiado por rastros de Power Metal.
Músicas longas. Sonoridade com forte característica Progressiva. Vocal agudo e em tom alto. Muitos, muitos duetos de solos de guitarra e principalmente teclados, velozes como exige o estilo. Atmosfera governada pelos sintetizadores. Guitarras com quebradas Progressivas. Refrões de fácil assimilação. Canções gostosas de se ouvir. É isso que o quinteto sueco inicialmente composto por Henrik Båth (vocal e guitarra), Markus Sigfridsson (guitarra), Karl Wassholm (baixo), Tobias Enbert (bateria) e Magnus Holmberg faz, e com muita qualidade, meu filho!
O grupo foi formado em 2003 na cidade de Borås, mas demorou um tempinho pra lançarem o primeiro álbum de estúdio. Enquanto as composições iam devagar tomando forma, os caras realizavam alguns shows em algumas localidades de seu país. Com o tempo, assinaram contrato com a Ulterium Records.
Dois mil e sete foi o ano de lançamento do álbum de estreia, que recebeu o nome "Calling The Earth To Witness". Trata-se de um registro que ostenta um Progressive Metal em essência abundante. O leve Power Metal introduzido, de forma sutil e certeira, suaviza a sonoridade, mas não a afeta de forma profunda ao ponto de distorcer o Prog. As músicas são bem longas, desembocando em um disco com 68 não-massantes minutos totais de duração. Com um disco tão foda, não foi à toa que a banda colheu tão positivas resenhas ao redor do mundo.
No ano seguinte, após o lançamento do vídeo clipe de "The Play Part II", o conjunto deixou as bordas de seu país pela primeira vez e atravessou o oceano até os Estados Unidos, onde se apresentaram no Bay Area Rock Fest ao lado de bandas como Scott Soto e Liquid Tension Experiment.
A única alteração na formação até o momento ocorreu em 2009 devido a saída do baixista Karl Wassholm. A caça por um substituto os levou até Simon Andersson (ex-Pain of Salvation), que ingressou no grupo.
"Where Stories End" é o nome do álbum subsequente dos suecos, lançado em 2010. Notavelmente a banda preservou o direcionamento do antecessor, mas acoplando certo amadurecimento que resultou em músicas mais precisas, construídas de forma mais coesa e de um pouco mais fácil assimilação. Os refrões são mais melódicos e as músicas, mais curtas. Disco forte, de muita qualidade e ainda mais fácil de cativar o ouvinte. Assim como "Calling The Earth To Witness", ele não é cansativo, é bom demais de ouvir e provavelmente você ouvirá os dois discos em sequência. Novamente, positivas críticas por parte da mídia especializada foram colhidas.
Atualmente estão trabalhando no lançamento do terceiro álbum, que ainda não tem nome, capa, nem data de lançamento definida. Deve sair em algum momento de 2015.


 Calling The Earth To Witness (2007)

01 - 2534167 (Intro)
02 - All Eyes On Me
03 - Again
04 - Habit
05 - The Play Part I
06 - The Play Part II
07 - Shattered
08 - Tallest Tree
09 - In My Dreams


 Where Stories End (2010)

01 - Breathe
02 - Why I Bleed
03 - Into The Cold
04 - A Fools Utopia
05 - Queen of The Night
06 - In The Blink of An Eye
07 - Fields of Sorrow
08 - Without A Sound
09 - Walls of Deception


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