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domingo, 24 de agosto de 2014

Suprema - Discografia

Se tem uma fusão de vertentes que é amplamente praticada no Brasil atualmente, ela é o Progressive/Power Metal. Não é nada difícil achar bandas que seguem essa linha em nosso país, ou até mesmo outras que fazem Power Metal puro. A maioria tem sua dose de excelência, lançando excelentes trabalhos e contando com ótimos músicos e interessantes vocalistas. Uma delas é o ótimo Suprema, oriundo de São Paulo capital.
O conjunto nasceu em 2004, mas já em 2005, Daniel Vargas (vocal), Douglas Jen (guitarra), Rodrigo del Carte (baixo), Marcelo La Pax (bateria) e Guto Viegas (teclados) se reuniram para gravar seu primeiro expoente: a demo de cinco faixas intitulada "Spyeyes".
Para a single "Iron Maiden Tribute", de 2008, o Suprema reapareceu com uma mudança total na formação, restando apenas o guitarrista Douglas Jen desde a formação da demo. Agora a banda contava, além dele, com Pedro Nascimento no vocal, Gabriel Conti no contrabaixo e Rafael Rosa na bateria. Com isso, de forma independente, a single saiu, contendo apenas duas músicas: um cover de "Be Quick Or Be Dead" do Iron Maiden cantado pelo antigo vocalista, e uma regravação da faixa "Powermind", da primeira demo, mas agora interpretada por Pedro Nascimento.
Após a entrada do baterista Fernando Castanha em 2012, finalmente era tempo dos paulistanos lançarem seu primeiro álbum de estúdio completo. De forma independente, o excelente "Traumatic Scenes" veio então à luz envolto em uma aura que demonstra que sabem o que estão fazendo e podem melhorar ainda mais. A sonoridade é o que se espera de uma fusão entre Progressive e Power Metal: o clima do Power acrescentada por quebradas Progressivas gerando uma sonoridade agradavelmente melódica, adocicada por refrões de fácil assimilação, que grudam na cabeça. Pedro Nascimento é dono de um vocal mais puxado para um Prog mais pesado, pois apesar de controlar muito bem o tom, carrega drives que são capazes de combinar agressividade e suavidade, como na balada "Memories".
O trampo trás também participações especiais e membros de sessão para que um som mais convincente seja alcançado. Entre os vários membros, destacam-se o ex-membro Guto Viegas, que gravou boa parte dos teclados, e o vocalista gutural Victor Prospero (também baixista do Seventh Seal, e ex-Evil Mayhem e Necromesis), que empresta sua violência vocal nas faixas "Visions From The Other Side", "Burning My Soul" e "Traumatic Scenes".
Esse é realmente um excelente disco onde mesmo que a veia Prog seja bem evidente nos riffs e na excelente exploração do contrabaixo, não há fritação, exibicionismo, nem nada que considerem exagerado. O ponto negativo é que o fato de ser um registro independente prejudicou o acesso à maior qualidade de gravação. Ainda assim, não é nada que atrapalhe a compreensão do que está sendo executado. É somente um tanto abafado.
Por enquanto esse é o único álbum desses caras que têm um reconhecimento maneiro principalmente em São Paulo. Para quem gosta dessa fusão de vertentes e está a fim de conhecer algo brasileiro, aqui está uma boa oportunidade de complementar o conhecimento e acompanhar o progresso desses caras que com certeza, caso se mantenham firmes na estrada, acabarão por nos trazer álbuns ainda melhores em musicalidade e produção.


 Traumatic Scenes (2012)

01 - Marks of Time
02 - Dark Journey
03 - Rising From The Ashes
04 - Fury and Rage
05 - Visions From The Other Side
06 - Burning My Soul
07 -  Memories
08 - Before The End
09 - Nightmare
10 -  Iced Heart
11 - Traumatic Scenes


Um comentário:

  1. os caras sao foda, tive a opurtunidade de curti um som deles aki em salvador-Ba no evento palco do rock

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