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sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Detonator - Discografia

Quem diria que a brincadeira iria tão longe, não é verdade? Aquilo que começou em 1999 apenas como um programa de humor moleque e irreverente chamado Hermes & Renato na MTV Brasil, com o passar dos anos, cresceu a nível colossal. Entre quadros icônicos, personagens emblemáticos, telenovelas, cômicas redublagens de filmes e muitas outras obras, algo que particularmente chamava muito a atenção na equipe humorística era o criativo potencial musical. O Samba Unidos do Caralho A Quatro já, por si só, dispensa comentários, mas algo mais foi muito além e tem muito mais a ver com o nosso gosto musical.
Ninguém imaginaria que aquilo que era inicialmente uma banda fictícia satirizando o Manowar e os clichês do Metal fosse crescer tanto, sair da TV, lançar álbuns de estúdio e ser eternizado no coração do headbanger brasileiro. É claro que me refiro ao Massacration! Eu mesmo me impressionei quando o debut "Gates of Metal Fried Chicken of Death" saiu em 2005, pois nunca imaginaria que também eram músicos. Fiquei ainda mais estarrecido quando soube estavam realizando shows pelo Brasil e contando até mesmo com Igor Cavalera (Cavalera Conspiracy, ex-Sepultura) na bateria. Esse crescimento resultou inclusive numa saudável amizade com o Angra, desembocando em shows onde membros das duas bandas tocaram juntos.
Acabou que isso evidenciou que o Massacration deixou de ser uma banda fictícia e passou a ser uma banda de verdade, que faz shows, lança álbuns, toca com outras bandas, tem relevância no cenário nacional. A porra ficou séria, mas não deixou de ser cômica. Exatamente por isso o segundo álbum "Good Blood Headbanguers" chegou em 2009 mais pesado, mais engraçado, e bem melhor produzido em relação ao anterior.
Infelizmente, o Massacration encontrou seu fim no ano de 2012... mas deixou um filho que o headbanger brasileiro nunca vai esquecer. Um filho que, mais filho do que filho do Massacration, é filho do Deus Metal. Interpretado por Bruno Sutter, é ele, o dono dos mais altos agudos de Metal Land, o castrati, o true, defensor do Verdadeiro Metal: Detonator! E ele sabe como é xodó. Por isso a zoeira não acabou.
Após o fim do Massacration, Detonator seguiu cultivando boas amizades com os nomes do Metal brasileiro, e, afim de dar sequência a shows próprios, juntou-se às lindas Musas do Metal, que se tornaram sua banda de apoio. A expectativa para o lançamento de um álbum brotou. E foi o que aconteceu. Em 2014, o primeiro disco solo do vocalista foi anunciado juntamente com a capa retratando o músico chutando uma bola de fogo com os personagens folclóricos ao fundo no estádio do Maracanã, no Rio de Janeiro, em homenagem à Copa do Mundo realizada no país e ao palco da final.
Lançado no dia 17 de julho de 2014, o álbum de estreia "Metal Folclore: The Zoeira Never Ends..." é conceitual e obviamente zoeiro, onde Detonator não se encontra mais em Metal Land devido a um apocalipse zumbi e agora tem como missão tornar o Brasil a nova Terra do Metal. Em sua jornada, encontra diversos personagens de nosso folclore como o curupira, o saci, a mula-sem-cabeça, o boitatá, a cuca, o boto, e até mesmo um novo integrante que tem uma forma literalmente escrota: o saquito.
Para trazer o conceito à vida, Bruno Sutter contou com instrumentistas de renome como João Gordo (Ratos de Porão), Rafael Bittencourt e Felipe Andreoli (Angra), Edu Ardanuy (Dr. Sin), Ricardo Confessori (Shamanex-Angra), entre outros que complementaram as guitarras base e alguns baixos gravados pelo próprio Bruno, além daquilo já feito pelas Musas do Metal. Entre os nomes ainda se encontra o "valente" ator pornô Alexandre Frota, narrando as vinhetas.
É fato que Bruno Sutter esteve muito bem acompanhado no trabalho, produzido por ele mesmo. Embora seja muito bom e mantenha a qualidade e humor das letras, não é como o Massacration. Pra começar, ao contrário do que era feito na banda anterior, as letras não foram compostas em inglês (ou inglesamento de alguns verbos portugueses) e trechos em português. Elas são totalmente em português.
Instrumentalmente, trata-se de um álbum de puro Heavy Metal executado de forma direta e precisa, porém não chega a impressionar. Fica bem melhor quando se acompanha a letra junto, contudo! A produção também é um fator a mencionar, pois não é grandiosa, profissional. Mas isso é reflexo de como Bruno Sutter se empenhou em realizar esse trabalho, mesmo contra todas as probabilidades e obstáculos. Apesar de não ser a melhor produção do mundo, ela é clara e limpa, não afetando negativamente a degustação do registro.
A faixa de encerramento é uma cartada genial onde Saga de Gêmeos de Cavaleiros do Zodíaco narra o fim da saga de Detonator e ainda deixa a entender que as aventuras do ícone do Metal ainda não acabaram... e por fim nem o Detonator sabe quem é o Mestre do Santuário, havendo, portanto, um diálogo. Muito foda a imitação!
Tudo deu tão certo que o músico e humorista começou a investir ainda mais pesado na carreira através do merchandising. Por meio de sua loja online, lembranças como camisas, CDs, posters, canecas e munhequeiras passaram a ser vendidas, alimentando a ideia de que o projeto tem mesmo futuro. Como consequência, mais discos saíram.
O primeiro deles desde o debut é o ao vivo "Live InSana", lançado no dia 8 de maio de 2015. Trata-se de um excelente registro de um show realizado em Fortaleza, no Ceará, cujo set envolve tanto músicas do álbum solo quanto hinos da época do Massacration.
Oito dias depois é a vez do EP "DetonaThor" chegar às prateleiras, um compacto capaz de impressionar positivamente. Dessa vez o filho do Deus Metal aposta numa postura mais agressiva e veloz, bem no formato Speed Heavy Metal a caráter oitentista. Apesar do competentíssimo trabalho instrumental (que trás toda a climatização da época), nota-se que a voz de Detonator não está exatamente como estamos acostumados. Está estranha, menos aguda, mais "abafada". Pode ser coisa do dia da gravação. Mesmo com o detalhe, o EP é realmente excelente e trás cinco faixas: as três primeiras são inéditas (a terceira se chama "The Number of The Bicha", uma cômica paródia de "The Number of The Beast", do Iron Maiden); a quarta é um registro ao vivo de "Evil Papagali", do Massacration, do mesmo show que deu origem ao "Live InSana"; e, também ao vivo, a quinta "Pegasus Fantasy", tema de abertura do anime Os Cavaleiros do Zodíaco, originalmente gravada com Edu Falaschi (Almah, ex-Angra).
Esperemos que seja como Saga deixou a entender e que essa carreira de Detonator (ou Bruno Sutter) tenha longevidade. Pouco a pouco a discografia vai ganhando volume e se torna mais respeitosa e completa. Todos os discos são independentes e lançados na marra, pois Bruno faz aquilo que gosta e aquilo que nós gostamos e esperamos dele também. Sem dúvidas os futuros trabalhos virão ainda melhores... afinal, the zoeira never ends!


 Metal Folclore: The Zoeira Never Ends... (2014)

01 - Introdução
02 - Metaleiro
03 - Uma Grande Tragédia
04 - Metal Zumbi
05 - Tadinho Dele
06 - Curupira
07 - Boto
08 - Boitatá
09 - Mula-Sem-Cabeça
10 - Cuca
11 - Saci
12 - O Pimpolho do Folclore
13 - Saquito
14 - Missão Cumprida
15 - Qual É O Negócio?
16 - Mestre do Santuário

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 Live InSana (Live) (2015)

01 - Metaleiro
02 - Boitatá
03 - Metal Zumbi
04 - Curupira
05 - The Bull (Massacration Cover)
06 - Mula-Sem-Cabeça
07 - The Mummy (Massacration Cover)
08 - Qual É O Negócio?
09 - Saci
10 - Evil Papagali (Massacration Cover)
11 - Metal Is The Law (Massacration Cover)
12 - Metal Bucetation (Massacration Cover)

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 DetonaThor (EP) (2015)

01 - DetonaThor
02 - Heavy Metal Fatality
03 - The Number of The Bicha
04 - Evil Papagali (Massacration Cover) (Live)
05 - Pegasus Fantasy (Live)

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