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segunda-feira, 28 de julho de 2014

Svartsot - Discografia

Svartsot é uma daquelas bandas que você ouve e relaciona a algo underground, devido ao extremismo de seu som, certa dificuldade de assimilação, à atmosfera definitivamente pagã de suas músicas. Não é daquelas bandas que parecem acessíveis. Logo, trata-se de uma banda que agrada muito mais especificamente os fãs mais ferrenhos do Folk/Death Metal, aquela galera underground que lota sua própria biblioteca no Last.fm com bandas de nomes estranhos e músicas em línguas escandinavas.
Foi em 2005, em Randers, na Dinamarca, que o Svartsot teve início, após o fim da banda Skoll. A formação que lançou a primeira demo "Svundne Tider" em 2006 consistia em Claus Gnudtzmann nos vocais (guturais), Cris Frederiksen e Michael Andersen nas guitarras, Henrik Christensen no baixo, Niels Thøgersen na bateria e Stewart Lewis nos instrumentos de sopro.
O pique de composições autorais continuou em janeiro de 2007, quando uma segunda demo foi lançada, intitulada "Tvende Ravne", e por consequência da promessa de uma grande banda, conquistaram um contrato com a poderosa Napalm Records.
Após a chegada do baixista Martin Kielland-Brandt, foi apenas questão de meses até a banda lançar o álbum de estreia sob a tutela do grande selo. Em novembro do mesmo ano, o debut "Ravnenes Saga" chegou, com um som pesado e folclórico que não viria a sofrer alterações nos álbuns posteriores.
Mais tarde, no fim de 2008, uma drástica mudança ocorreria no line-up devido a saída em massa de membros da equipe. O vocalista Claus Gnudtzmann, o guitarrista Michael Andersen, o baixista Martin Kielland-Brandt e o baterista Niels Thøgersen se desligaram devido a divergência de ideias sobre o direcionamento que a banda deveria tomar. Para piorar, por volta da mesma época, o flautista Stewart Lewis foi obrigado a se afastar devido aos problemas de saúde da esposa, prejudicando também as apresentações ao vivo. Com isso, o Hans-Jørgen Martinus Hansen o substituiu, a princípio temporariamente, mas com a oficialização da saída de Lewis, Hans foi efetivado. As demais vagas foram ocupadas por Thor Bager (vocal), Cliff Nemanim (guitarra), James Atkin (baixo) e Danni Jelsgaard (bateria). Contudo, Cliff deixou o conjunto em 2010, ainda antes do lançamento do próximo álbum, restando, portanto, Cris Frederiksen como único guitarrista. Mas a reformulação possibilitou o prosseguimento dos shows, embora alguns músicos quebrassem o galho de vez em quando antes do total reabastecimento de integrantes. Até mesmo Christopher Bowes, do Alestorm, chegou a dar uma mão aos dinamarqueses.
A nova formação, entrosada com o espírito da banda, entrou em estúdio e lançou em 2010 o segundo álbum "Mulmets Viser". O fato dele soar exatamente como o anterior (até em matérias vocais, pois o gutural de Thor é parecidíssimo com o de Claus, tanto o fechado quanto o rasgado), leva à hipótese de que os membros que saíram anteriormente por divergências de direcionamento queriam mudar isso, mas os remanescentes desejavam manter. E foi o que aconteceu. Cris Frederiksen, na função de guitarrista e compositor de músicas e letras, manteve a exata identidade.
Um ano mais tarde, o terceiro álbum "Maledictus Eris" saiu, preservando tanto a formação quanto a sonoridade.
Mudanças mesmo só vieram em 2012, mas na formação, devido a chegada do guitarrista base Michael Alm e do baterista Frederik Uglebjerg, substituindo Danni Jelsgaard.
O som do Svartsot é um típico Pagan Folk Metal, caracterizado com arranjos de guitarra que aludem ao Death Metal, mas de forma mais harmônica, como é feito no Viking Metal. Tal harmonia é complementada pela veia Folk, que ganha o sopro da vida através de flautas, bandolins, violões, acordeões, entre outros instrumentos folclóricos. Os vocais, tanto de Claus Gnudtzmann quanto de Thor Bager, são extremos e podres, com guturais fechados típicos de Death Metal que flertam com o pig squeal do Grindcore, mas não entram de cabeça na técnica. Alguns guturais rasgados também aparecem, mas com pouca frequência. Essas linhas vocais são frequentemente cantadas de forma arrastada e até meio pausada, característica digna de uma banda de Brutal Death Metal. Ah, e claro, coros guerreiros lembrando vikings bêbados em uma taberna também dão o ar da graça.
Certamente, essa é uma banda para quem gosta tanto de Metal Extremo mais podre quanto de Folk Metal, e talvez o atrativo contrato com a Napalm Records seja uma garantia a mais da qualidade de seu som.


 Svundne Tider (Demo) (2006)

01 - Jotunheimsfærden
02 - Havets Plage
03 - Valhal
04 - Hævnen


 Tvende Ravne (Demo) (2007)

01 - Skønne Møer
02 - Brages Bæger
03 - Tvende Ravne


 Ravnenes Saga (2007)

01 - Gravøllet
02 - Tvende Ravne
03 - Nidvisen
04 - Jotunheimsfærden
05 - Bersærkergang
06 - Hedens Døtre
07 - Festen
08 - Spillemandens Dåse
09 - Skovens Kælling
10 - Skønne Møer
11 - Brages Bæger
12 - Havets Plage
13 - Drekar (Bonus Track)
14 - Hævnen (Bonus Track)


 Mulmets Viser (2010)

01 - Æthelred
02 - Lokkevisen
03 - Havfruens Kvæd
04 - Højen På Glødende Pæle
05 - På Odden Af Hans Hedenske Sværd
06 - Laster Og Tarv
07 - Den Svarte Sot
08 - Kromandens Datter
09 - Grendel
10 - Jagten
11 - Lindisfarne
12 - I Salens Varme Glød
13 - Visen Om Tærskeren (Bonus Track)
14 - Den Døde Mand (Bonus Track)


 Maledictus Eris (2011)

01 - Staden...
02 - Gud Giv Det Varer Ved!
03 - Dødedansen
04 - Farsoten Kom
05 - Holdt Ned Af En Tjørn
06 - Den Forgængelige Tro
07 - Om Jeg Lever Kveg
08 - Kunsten At Dø
09 - Den Nidske Gud
10 - Spigrene
11 - ...Og Landet Ligger Så Øde Hen

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 Vældet (2015)

01 - Midsommer
02 - Urtekonen
03 - Kilden - I Marker Og I Lunde
04 - Allerkæresten Min
05 - Moder Hyld
06 - Markedstid
07 - I Mørkets Skær
08 - Ved Vældets Vande

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