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quinta-feira, 26 de junho de 2014

Heed - Discografia

Geralmente quem conhece e gosta de verdade do Lost Horizon é muito apegado à qualidade vocal do incrível vocalista sueco Daniel Heiman, que esteve na linha de frente da banda durante o período de mais intensa atividade (de 1999 a 2004) e lançou duas obras-primas: os álbuns "Awakening The World", de 2001, e o mais aclamado "A Flame To The Ground Beneath", de 2003. Comigo não é diferente, uma vez que a forma como canta e as notas que alcança me dão inveja!
Após deixar a glória do Lost Horizon para trás junto do guitarrista Fredrik Olsson em 2004, a dupla tratou de imediatamente fundar um novo projeto, que se chamou Heed. Só por ter Heiman, dá curiosidade.
Jörgen Olsson (baixo) e Mats Karlsson (bateria) uma vez recrutados recrutados, as atividades de composição tiveram início.
O resultado foi o único álbum lançado por eles, em 2005, intitulado "The Call", complementando o nome da banda ("heed" significa "ouvir", e "the call" significa "o chamado"... "ouça o chamado").
Quem cair de cabeça esperando um novo Lost Horizon, vai acabar se decepcionando. O disco não tem nem de perto todo aquele esplendor, mas é excelente. A abordagem dessa vez é mais genérica, mais tradicional. Superficialmente falando, parece com a maioria das bandas de Power Metal: som pesado, melódico, solos rápidos, linhas vocais harmônicas e refrões grudentos, fáceis de decorar. Para entender melhor a beleza do registro, várias audições são necessárias, para aí então perceber que Daniel Heiman segue caprichando com as cordas vocais com suas conhecidas altas notas e heroicos drives, mesmo que não tenha momentos de clímax como aconteceu diversas vezes nos tempos de sua ex-banda. Além disso, diferente do que fazia antes, passagens vocais mais agressivas do que qualquer uma antes vista são adotadas pelo vocalista.
O instrumental também recebe elementos extras, uma vez que influências de Hard Rock podem ser percebidas, e até mesmo o "gira-disco" de DJ é introduzido base das duas primeiras faixas. Não se espante com a última faixa, ela não tem quase 16 minutos porque, após 10 minutos de silêncio, entra a violenta faixa escondida "Heed The Call", que tem 1:14 de duração.
Inicialmente, o álbum foi lançado apenas no Japão no dia 21 de outubro de 2005, através da Bohus Entertainment. O lançamento na Europa só aconteceu 6 de setembro de 2006, via Metal Heaven Records.
Assim que o debut saiu no Japão, o baixista Jörgen Olsson e o baterista Mats Karlsson também saíram da banda. Após a adição do segundo guitarrista Martin Andersson, chegaram a ser substituídos pelo baixista Tommy Larsson e pelo baterista Ufuk Demir, porém o último só permaneceu até 2007, ano em que lançaram uma demo independente chamada "Demo 2007". Aliás, essa demo é bem diferente de algo esperado por um trabalho de Heiman, pois a banda executa um híbrido de Power e Heavy Metal que muitas vezes beira o Metalcore devido aos rasgados que o vocalista passa a usufruir.
O line-up ficou completo novamente com quando Patrick Räfling ocupou as baquetas, mas o projeto se desfez oficialmente em 2008, deixando como legado não mais que um álbum de tímida repercussão, embora seja muito bom, mesmo que deixe a desejar.
Infelizmente, depois do Heed, Daniel Heiman não fez mais nada no Metal. Pelo menos não amplamente conhecido. Está atualmente em uma banda chamada Lavett, mas não lançou nenhum disco ainda, por sinal. É uma pena que, após a glória do Lost Horizon, o "The Call" tenha sido um trampo que não tem condições de estar entre os mais lembrados do Power Metal. Mas quem gosta da vertente, sem dúvidas vai gostar. De verdade mesmo. Só não é nenhuma obra-prima.


 The Call (2005)

01 - Heed Hades
02 - I Am Alive
03 - Last Drop of Blood
04 - Ashes
05 - Enemy
06 - Salvation
07 - Tears of Prodigy (Fallen Angel)
08 - The Other Side
09 - Hypnosis
10 - Moments
11 - The Permanent End Celebration
12 - Nothing

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 Demo 2007 (Demo) (2007)

01 - Corona
02 - Remembered
03 - Running From The Shadows
04 - Faith and Blood

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