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quarta-feira, 28 de maio de 2014

X Japan - Discografia

Eu não sou dos maiores fãs das coisas imateriais vindas do Japão. Na verdade, tenho alguma resistência a coisas asiáticas em geral. Não me enchem muito os olhos. Embora reconheça a inegável riqueza cultural de milhares de anos de história, meu problema para gostar de coisas japonesas reside em todos os âmbitos: na própria cultura, na língua, nos comerciais de TV, nos animes (gosto de poucos)... e até mesmo na música. Mesmo sendo Metal, costumo não conseguir apreciar, apesar de que nesse caso posso ser perdoado, pois muito headbanger também não gosta de bandas de lá, exceto algumas que se destacam por motivos óbvios de qualidade.
Para o povo japonês, o Metal é uma válvula de fuga para a pressão de viver em uma sociedade frenética e extremamente organizada e disciplinada. É liberdade, mas geralmente não por motivos revoltosos. Sua ligação com o estilo é estreita e apaixonada. Prova disso é a certa facilidade que as bandas encontram de fazer sucesso por lá, e os vários discos ao vivo gravados no país, lançados por diversas bandas ocidentais.
A importação da indústria da música pesada no mercado japonês certamente influenciou esse e aquele indivíduo a apreciá-la, mas nada foi tão forte na propagação quanto a banda que é considerada pioneira do Heavy Metal no Japão, e uma grande exceção pessoal de minha parte no que diz respeito ao Metal naquele conjunto de ilhas: o fantástico X Japan.
A princípio, como sempre, encontrei resistência a finalmente começar a ouvir, e após ouvir, a me aprofundar. Até para organizar os arquivos da discografia para postar aqui, levei meses. E mais alguns meses pra ouvir. E mais alguns pra me aprofundar de fato... Mas não muito tempo pra ficar maravilhado, uma vez que tudo se assimilou e me acostumei com a grandeza do que fazem.
Esse marco na história do Heavy Metal japonês foi fundado em 1982 em Chiba, sob o simples nome provisório X, por iniciativa do baterista e talentoso tecladista e compositor Yoshiki, ao lado do vocalista Toshi. Pois é, bastante cedo. Nessa época, no ocidente, o que estourava era o New Wave of British Heavy Metal, a onda do momento, e esse foi exatamente o estilo inicial dos caras. Apesar de terem começado de forma genérica, com um Heavy Metal tradicional aqui, uma pegada Hard Rock ali, e uma levada Speed interessante, o que marcaria eles na história não apenas do Metal japonês, mas do Metal mundial, seria a ousadia tanto musical quanto visual.
No Japão existe uma espécie de estilo visual que se chama kei. Ele é equivalente ao estilo Glam do ocidente, com roupas mais afeminadas, maquiagem e cabelos insanos e embolados, porém, de forma mais trabalhada e artística, lembrando as maquiagens tradicionais japonesas. Acredita-se que antes do X Japan, o visual kei não existia, e, segundo eles, estavam apenas se vestindo da forma que bem queriam. Se não foram os fundadores, certamente foram os popularizadores do visual, provocando uma verdadeira febre.
Enquanto o marco visual da banda era o estilo kei, o musical viria a ser a introdução de uma forte veia neoclássica nas canções, com suas orquestrações emocionantes, bem como suas músicas baladas sentimentais. Não é brincadeira a forma como faixas baladas como "Say Anything", "Unfinished" e "Endless Rain", tocam a alma e afloram as emoções. É uma arma fortíssima deles, e isso em meio a músicas com pegada firme, criando uma quebra de clima, mas muito bem-vinda.
Atualmente, orquestrações no meio metálico são a coisa mais normal do mundo, mas em vista da época em que o X Japan começou a fazer isso (no início dos anos 90), era incomum, e no Japão, revolucionário. Essa identidade visual e musical, aliadas às letras que frequentemente alternam o inglês e sua língua nativa, viriam a influenciar de forma pesada e quase obrigatória, direta ou indiretamente, a todas as bandas japonesas que seguissem uma linha mais melódica. Bandas como Versailles e Galneryus são grandes exemplos disso.
Naturalmente, tudo começou por baixo, mas cresceu de forma exponencial. O primeiro nome, X, era apenas provisório, enquanto pensavam em algo mais chamativo, mas acabou que, com a propagação do nome da banda pelo público e as frequentes apresentações ao vivo em Tóquio a partir de 1985 (mesmo com um line-up frequentemente instável), o nome pegou e já estava intimamente definindo a banda.
Com Toshi nos vocais, Terry e Tomo nas guitarras, Atsushi Tokuo no baixo e Yoshiki na bateria e piano, o primeiro lançamento da banda foi a demo independente de três músicas "I'll Kill You", em 1984. Ao longo dos três anos seguintes, uma porrada de demos foi lançada, engordando o repertório logo cedo.
Em abril de 1986, Yoshiki fundou seu próprio selo independente em benefício da banda, a Extasy Records, e através dele, lançaram algumas singles e demos. Rapidamente foram ganhando reconhecimento e participando de splits e festivais que os davam um pouco mais de visibilidade, como o Rock Monster, em 1987.
Agora composta por, além dos fundadores, os guitarrista Pata e Hide, e o baixista Taiji, o primeiro álbum de estúdio saiu, via o próprio selo, em 1988. "Vanishing Point" é fodástico! A gravação pode não ser cem por cento satisfatória, mas muito boa de se ouvir. Apresentam uma capa digna de Hard Rock, mas uma seca e veloz sonoridade Speed Heavy Metal de impressionar aos puristas com seus ágeis solos sem exageros. Podem fazer algo ocidental, mas não forçado. Pelo contrário, pois é bem natural e confortável... Tão confortável que até coube a introdução de um estilo mais de arte marcial japonesa em "Give Me The Pleasure" e "I'll Kill You", além do amanhecer do abuso do piano, como em "Alive" e "Unfinished...", que ainda não estava "pronta", como o próprio título sugere. Não é de se surpreender que a primeira prensagem de 10 mil cópias tenha se esgotado logo na primeira semana. A The Vanishing Tour Vol. 2 sucedeu ao lançamento com 24 shows em 20 diferentes locais.
Já no ano seguinte, 1989, o quinteto trouxe à luz seu segundo álbum, "Blue Blood", agora pela Sony Music Entertainment. O trampo segue, de certa forma, linha similar ao debut, ao mesmo tempo em que se mostra mais versátil. Ao meu ver, o conjunto da obra ficou melhor no anterior, mesmo que este também seja ótimo. A partir daqui o X Japan já começa a apresentar suas primeiras maravilhosas baladas. As lindíssimas "Endless Rain" e "Unfinished" (enfim de fato "pronta") são alternativas de muito bom gosto em meio a um álbum veloz e pegado. A primeira tendência ao Progressivo também mostra as caras a partir da faixa de quase 12 minutos "Rose of Pain", e da instrumental "Xclamation", e até mesmo uma interessante levada Punk é sofre abuso em "Orgasm". O disco rendeu a eles o prêmio "Grand Prix Novo Artista do Ano" do quarto evento anual do Japan Gold Disc Awards em 1990.
O tremendo sucesso que já estavam começando a pavimentar os guiou em um voo direto para Los Angeles em 1990 para a gravação do terceiro disco de estúdio. No regresso ao Japão, tiveram de contar com apoio militar para conter a multidão que os ovacionava no aeroporto.
"Jealousy" foi lançado em julho de 1991, demonstrando alguma nova postura. Enquanto algumas faixas continuavam focando no excelente Heavy Metal que executam, outras se rendiam ao Hard Rock, como "Miscast" e "Desperate Angel". Novamente, as impactantes baladas sentimentais marcam presença; geralmente, as canções nessa linha da banda são à base de piano, com algum instrumento extra como o violino de "Unfinished", mas dessa vez a calmaria é apoiada sobre os sons de um violão em "Voiceless Screaming". Já a belíssima "Say Anything", que fecha o disco, volta ao piano.
O álbum chegou ao topo das paradas após vender mais de 600 mil cópias, e mais tarde passando da marca de um milhão. Em dezembro daquele ano, o X se apresentaria com uma orquestra em palco no NHK Hall em Shibuya, Tóquio.
A formação vinha estabilizada nos últimos anos, mas esse equilíbrio foi perturbado com a saída do baixista Taiji em 1992. Oficialmente, o motivo foi explicado pela banda como sendo por divergências musicais, mas o próprio Taiji discorda em sua biografia, dizendo que na verdade ele saiu por vontade própria por não concordar com a diferença superior de cachê que o líder Yoshiki ganha em relação aos demais membros da banda. Heath (ex-Media Youth) ocupou sua vaga.
Ainda em 1992, a banda finalmente explodiu com força fora do Japão, dando-lhes a oportunidade de assinar com um selo estrangeiro, o estadunidense Atlantic Records. Isso levou o nome a ser alterado para a forma como é atualmente, X Japan, afim de evitar conflitos de marca com uma banda Punk estadunidense de mesmo nome.
O quarto álbum de estúdio é peculiar em todos os aspectos. "Art of Life" foi lançado em 1993, e ao ouvi-lo, você não tem escolha senão ouvi-lo por inteiro. Afinal, ele é composto apenas pela faixa-título, com seus 29 minutos de duração. Caso você não conheça, não se preocupe. É garantido que o tempo passará rápido, pois é um trabalho Progressivo, pesadamente orquestrado, sentimental, técnico e magnífico. Foi a partir daqui que as orquestrações entraram de cabeça na sonoridade do X Japan, algo bastante incomum pra época. Posteriores bandas japonesas de Symphonic Power Metal seriam muito influenciadas por essa obra fenomenal.
Novamente um disco do conjunto chega ao número um nos charts, porém, não houve uma turnê de divulgação. Foram apenas três shows realizados no ano, e então os músicos rumaram em direção a carreira solo. As atividades no X Japan só voltaria de verdade a partir de novembro de 1995, quando, já com o próximo álbum pronto (mas ainda não lançado), iniciaram a turnê de divulgação Dahlia Tour 1995-1996. Nesses tempos, a banda praticamente deixou de lado o visual kei e ficaram mais casuais.
Em 1996, o álbum "Dahlia" foi lançado, após uma sessão de singles que apresentavam como seria o disco. Mais um trabalho muito lindo, de fato, mas muito mais calmo que os demais. Mantém a veia neoclássica, o que torna a sonoridade com ainda mais classe, mas ele é bem estranho. Muito pouco dos antigos reflexos do Speed Heavy Metal dos primeiros discos aparecem, são muito tímidos, e ainda músicas como "Wriggle" e "Drain" não agradam muito por sua veia Dance/Pop. Eventualmente, o álbum também chegou ao topo das paradas nas vendagens. De certa forma, tudo parecia estar indo cada vez melhor para a banda... sim, para a banda, mas não dentro dos corações de alguns integrantes.
No dia 22 de setembro de 1997, Yoshiki, Hide, Pata e Heath organizaram uma conferência onde anunciaram que o X Japan encerraria suas atividades, até pelo impacto da saída do vocalista Toshi, alegando que a vida de um astro do Rock não o satisfaz emocionalmente. Por isso, decidiu deixar o conjunto e seguir uma carreira mais simples e tranquila. Shows de despedida foram realizados no Tokyo Dome (local que frequentemente a banda faz shows), sendo que o último dos cinco shows consecutivos no local ocorreu no dia 31 de dezembro de 1997 (a banda tinha o costume de sempre tocar lá nas viradas de ano). Ele foi registrado e lançado em disco sob o título "The Last Live" em 2001.
O fim do X Japan fez os membros da formação final se dedicarem a seus próprios afazeres solo, enquanto a gravadora lançava consecutivas compilações e lives para fazer dinheiro e manter viva a história da maior banda de Heavy Metal do Japão.
Na manhã do dia 2 de maio de 1998, o guitarrista Hide foi encontrado morto, enforcado com uma toalha, em seu apartamento no distrito de Minami-Azabu, em Tóquio, após passar a noite inteira bebendo. No dia anterior, havia gravado um programa de televisão com amigos da banda Spread Beaver, e saído pra beber a seguir. Isso ocorreu apenas cinco dias após seu regresso de Los Angeles, onde ficou por três meses.
Muitos anos se passaram sem que houvesse esperança de um retorno do X Japan. Entretanto, a brasa foi soprada quando, em novembro de 2006, o vocalista Toshi visitou o tecladista Yoshiki em Los Angeles para compôr a música "Without You", em memória a Hide. A dupla então anunciou oficialmente, em 2007, que estavam trabalhando em um "novo projeto", e estariam interessados em realizar uma nova turnê, começando em Los Angeles, e gostariam de contar com a participação de Heath e Pata. Todos juntos, gravaram a faixa em memória a Hide, utilizando gravações de linhas de guitarra deixadas pelo músico. Toda a atividade acabou resultando no retorno definitivo da banda! Uma série de shows em memória a Hide aconteceram subsequentemente.
Reunidos e precisando de um segundo guitarrista para ocupar o posto de Hide, o X Japan anunciou no dia 15 de janeiro de 2008 a entrada de Sugizo como guitarrista solo, e já no dia seguinte realizaram um show no Tokyo Dome, onde tocaram mais uma música inédita, "Jade". Uma cacetada de shows foram realizados até 2010, incluindo uma participação no Lollapalooza no Grand Park, em Chicago.
Em janeiro de 2011, assinaram um contrato de três anos com a EMI, que distribuiria a single "Jade", lançada no oficialmente naquele ano, bem como o próximo álbum, pelos Estados Unidos. Mais shows preencheram a agenda, passando inclusive pela América do Sul (Argentina, Brasil e Peru) e pelo México. Atualmente a expectativa é que um novo álbum seja lançado nos próximos anos, mas tudo está declaradamente atrasado.
O X Japan é, sem sombras de dúvidas, uma banda para curvar o corpo em reverência. Um verdadeiro fenômeno. Um divisor de águas no Japão que separou a música pesada de lá em duas eras: pré-X Japan, e pós-X Japan. Se uma pessoa não gostar deles em estúdio, a coisa muito provavelmente será diferente ao vê-los ao vivo. Muitas bandas fazem shows, mas poucas fazem um espetáculo. E espetáculo é exatamente o que esses caras oferecem! Apresentações cheias de energia, apaixonadas... incríveis! Não é à toa que têm fãs devotos dentro e fora do Japão. Se você ainda não conhece o X Japan, agora tem uma boa oportunidade!
É bem verdade que em meio ao Metal tem um estilo inevitavelmente japonês de cantar e compor as linhas vocais, mas isso é instintivamente escrito no código genético deles devido a forte cultura. Não chega a soar como J-Rock tradicional, mas tem rastros, simplesmente por serem japoneses. Pode ser que, mesmo que não se torne viciado, respeitará muito ao Yoshiki e companhia!


 I'll Kill You (Demo) (1984)

01 - I'll Kill You
02 - We Are X
03 - Stop Bloody Rain


 Feel Me Tonight (Demo) (1985)

01 - Stab Me In The Back
02 - Feel Me Tonight #1
03 - Feel Me Tonight #2


 Endless Dream (Demo) (1985)

01 - Endless Dream
02 - Kurenai
03 - Lady In Tears
04 - Stop Bloody Rain


 X Live (Demo) (1985)

01 - Kurenai
02 - Endless Dream
03 - Lady In Tears
04 - Stop Bloody Rain


 オルガスム (EP) (1986)

01 - オルガスム
02 - Time Trip Loving
03 - X


 Vanishing Vision (1988)

01 - Dear Loser
02 - Vanishing Love
03 - Phantom of Guilt
04 - Sadistic Desire
05 - Give Me The Pleasure
06 - I'll Kill You
07 - Alive
08 - Kurenai
09 - Unfinished...


 紅 (Kurenai) Sonic Sheet (Demo) (1988)

01 - 紅 (Kurenai) (Sonic Sheet Version)


 Blue Blood (1989)

01 - Prologue: World Anthem
02 - Blue Blood
03 - Week End
04 - Easy Flight Rambling
05 - X
06 - Endless Rain
07 - 紅 (Kurenai)
08 - Xclamation
09 - オルガスム (Orgasm)
10 - Celebration
11 - Rose of Pain
12 - Unfinished

Bonus CD:
01 - Blue Blood (Instrumental Version)
02 - Week End (Instrumental Version)
03 - X (Instrumental Version)
04 - Endless Rain (Instrumental Version)
05 - Kurenai (Instrumental Version)
06 - Celebration (Instrumental Version)
07 - Rose of Pain (Instrumental Version)
08 - Unfinished (Instrumental Version)


 Jealousy (1991)

01 - Es Dur のピアノ線 (Es Dur No Piano Sen)
02 - Silent Jealousy
03 - Miscast
04 - Desperate Angel
05 - White Wind From Mr. Martin (Pata's Nap)
06 - Voiceless Screaming
07 - Stab Me In The Back
08 - Love Replica
09 - Joker
10 - Say Anything

Bonus CD:
01 - Silent Jealousy (Instrumental Version)
02 - Miscast (Instrumental Version)
03 - Desperate Angel (Instrumental Version)
04 - Voiceless Screaming (Instrumental Version)
05 - Stab Me In The Back (Instrumental Version)
06 - Joker (Instrumental Version)
07 - Say Anything (Instrumental Version)


 Symphonic Blue Blood (Compilation) (1991)

01 - Rose of Pain (Instrumental Version)
02 - Endless Rain (Instrumental Version)
03 - X (Instrumental Version)
04 - Unfinished (Instrumental Version)
05 - オルガスム (Orgasm) (Instrumental Version)
06 - Easy Fight Rambling (Instrumental Version)
07 - 紅 (Kurenai) (Instrumental Version)
08 - Blue Blood (Instrumental Version)
09 - Endless Rain #2 (Instrumental Version)


 Symphonic Silent Jealousy (Compilation) (1992)

01 - Say Anything (Instrumental Orchestral Version)
02 - White Wind From Mr. Martin (Pata's Nap) (Instrumental Orchestral Version)
03 - Stab Me In The Back (Instrumental Orchestral Version)
04 - Love Replica (Instrumental Orchestral Version)
05 - Miscast (Instrumental Orchestral Version)
06 - Joker (Instrumental Orchestral Version)
07 - Es Dur のピアノ線 (Es Dur No Piano Sen) (Instrumental Orchestral Version)
08 - Silent Jealousy (Instrumental Orchestral Version)


 A Music Box For Fantasy (Yoshiki) (Compilation) (1992)

01 - Prologue
02 - Blue Blood
03 - 紅 (Kurenai)
04 - Unfinished
05 - Stab Me In The Back
06 - X
07 - Week End
08 - Es Dur のピアノ線 (Es Dur No Piano Sen)
09 - Silent Jealousy
10 - Say Anything
11 - Rose of Pain
12 - オルガスム (Orgasm)
13 - Endless Rain
14 - Epilogue


 Art of Life (1993)

01 - Art of Life


 X Singles (Compilation) (1993)

01 - Kurenai (Deep Red)
02 - 20th Century Boy (Live Version)
03 - Endless Rain
04 - X (Live Version)
05 - Week End (New Alternate Version)
06 - Endless Rain (Live Version)
07 - Silent Jealousy
08 - Sadistic Desire (New Version)
09 - Standing Sex
10 - Joker (Edit Version)
11 - Say Anything
12 - Silent Jealousy (Live Version)


 On The Verge of Destruction (Live) (1995)

CD 1:
01 - Prologue: World Anthem (S.E.)
02 - Silent Jealousy
03 - Sadistic Desire
04 - Desperate Angel
05 - Standing Sex
06 - Week End
07 - Yoshiki Drum Solo
08 - Hide's Room
09 - Voiceless Screaming

CD 2:
01 - Piano Solo
02 - A Piano String In Es Dur
03 - Unfinished
04 - Celebration
06 - Kurenai (Deep Red)
07 - Joker
08 - X
09 - Endless Rain


 Dahlia (1996)

01 - Dahlia
02 - Scars
03 - Longing (Togireta Melody)
04 - Rusty Nail
05 - White Poem I
06 - Crucify My Love
07 - Tears
08 - Wriggle
09 - Drain
10 - Forever Love (Acoustic)


 Live Live Live (Tokyo Dome 1993-1996) (Live) (1997)

CD 1:
01 - Prologue
02 - Blue Blood
03 - Sadistic Desire
04 - Week End
05 - Rose of Pain (Acoustic Version)
06 - Tears (Acoustic Version)
07 - Standing Sex
08 - Count Down - X
09 - Endless Rain

CD 2:
01 - Amethyst
02 - Rusty Nail
03 - Dahlia
04 - Crucify My Love
05 - Scars
06 - White Poem I
07 - Drain
08 - Say Anything (Acoustic Version)
09 - Tears
10 - Forever Love


 Ballad Collection (Compilation) (1997)

01 - Forever Love
02 - Longing (Unchained Melody) (Edit Version)
03 - Endless Rain
04 - Crucify My Love
05 - Alive
06 - Say Anything
07 - Unfinished
08 - Tears (Edit Version)
09 - Forever Love (Last Mix)
10 - The Last Song (Memorial Track)


 Art of Life Live (Live) (1998)

01 - Art of Life


 On Piano (Compilation) (1998)

01 - Forever Love
02 - Longing
03 - Endless Rain
04 - Crucify My Love
05 - Alive
06 - Say Anything
07 - Unfinished
08 - Tears
09 - The Last Song


 On Guitar (Compilation) (1998)

01 - The Last Song
02 - Longing
03 - Endless Rain
04 - Unfinished
05 - Crucify My Love
06 - Alive
07 - Say Anything
08 - Tears
09 - Amethyst
10 - Forever Love


 Perfect Best (Compilation) (1999)

CD 1:
01 - Prologue (World Anthem)
02 - I'll Kill You
03 - Blue Blood
04 - Rusty Nail
05 - Say Anything (Acoustic)
06 - Vanishing Love
07 - Tears (X Japan Version)
08 - Art of Life (Radio Edit)
09 - Kurenai
10 - Stub Me In The Back (Live Alternate Version 9/4/88)
11 - Standing Sex
12 - Dahlia

CD 2:
01 - Week End
02 - Sadistic Desire
03 - Endless Rain
04 - Forever Love
05 - Orgasm
06 - X (Count Down X)
07 - The Last Song


 Rose & Blood (Indies of X) (Compilation) (2001)

01 - Introduction
02 - Dangerous Zone
03 - Shadows
04 - Light Breeze
05 - Rose and Blood
06 - Black Devil
07 - Not True
08 - End of The World


 The Last Live (Live) (2001)

CD 1:
01 - Amethyst
02 - Rusty Nail
03 - Week End
04 - Scars
05 - Dahlia
06 - Drum Break
07 - Drain
08 - Piano Solo

CD 2:
01 - Crucify My Love
02 - Longing (Togireta Melody)
03 - Kurenai
04 - Orgasm
05 - Drum Solo
06 - Forever Love

CD 3:
01 - Prologue (World Anthem)
02 - X
03 - Endless Rain
04 - Curtain Call (Say Anything)
05 - The Last Song
06 - Epilogue (Tears)


 Trance X (Compilation) (2002)

01 - Silent Jealousy (Phil Reynolds and Steve Blake Remix)
02 - Kurenai (Taka & Moz Mix Edit)
03 - Scars (Nuw Idols 'Scars To Enlightenment Mix')
04 - Art of Life (Stephane K Remix)
05 - Dahlia (Umek 'Recycled' Remix)
06 - Rusty Nail (Oliver Ho Remix)
07 - Tears (Valentino Kanzyanzi's Breakbeat Mix)
08 - Crucify My Love (Mr. Bishi Remix)
09 - Longing (Jk Theory 'Hard Trace' Remix)
10 - Standing Sex (Wm Ptamigan Remix)
11 - Endless Rain (DJ Tokunaga Remix)

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 Scalet Love Song (Buddha Mix) (Single) (2011)

01 - Scarlet Love Song (Buddha Mix)

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 Jade (Single) (2011)

01 - Jade

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 The World: 初の全世界ベスト (Compilation) (2014)

CD 1:
01 - Silent Jealousy
02 - Rusty Nail
03 - Scars
04 - Endless Rain
05 - Weekend
06 - 紅 (Kurenai)
07 - Forever Love
08 - Dahlia
09 - Amethyst (The Last Live~Saigo no Yoru~Live Version)
10 - X (The Last Live~Saigo no Yoru~Live Version)
11 - Without You (Live Version)

CD 2:
01 - Art of Life

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 Born To Be Free (Single) (2015)

01 - Born To Be Free

Download (Ulozto)
Download (Zippyshare)

Um comentário:

  1. Banda genial e extremamente subestimada em função da imagem que se tem da música oriental. Sem mencionar o fato de que é um dos raríssimos casos em que as performances live superam as de estúdio. Indispensável para todos que já cansaram das fórmulas prontas e de chupações de arranjo.

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