Social Icons

sexta-feira, 18 de abril de 2014

W.A.K.O. - Discografia

Todos sabemos muito bem que o número de bandas de qualidade espalhadas por todo o território brasileiro é grande, mas infelizmente são ofuscadas pelo precário apoio dos selos nacionais. Não é nada incomum surgirem bandas cá e acolá que são "completas estranhas" entre seus compatriotas, mas lá fora, estão em ascensão rápida. Mas muitas vezes, também, determinada banda não tem muita propagação nem aqui, muito menos lá fora. A pouca divulgação e pouco apoio dificultam a revelação de bandas que por vezes têm mais qualidade e criatividade do que muita banda que tem os contatos certos e conseguem ter seus nomes divulgados. Mas isso não acontece somente no Brasil.
Da mesma forma que se for perguntado a qualquer estrangeiro que bandas grandes oriundas do Brasil existem no mundo da música pesada, a resposta imediata será "Angra e Sepultura" - por vezes, o contrário, e olhe lá, ou os um tanto mais atentos ainda chegam a conhecer outras, até pelo grande momento do Metal brasileiro, que está sendo bastante exportado -, em Portugal acontece coisa similar. Todos sabemos disso, pois ao pensarmos em bandas portuguesas, praticamente só vem Moonspell na cabeça. Para quebrar isso, aí vai mais uma prova de que Metal de qualidade em Portugal não se resume apenas a eles, embora sejam, de fato, os maiores.
W.A.K.O. (abreviação para "We Are Killing Ourselves") pode não ser tão conhecido quanto o Moonspell, mas são certamente uma das maiores bandas daquele país. Sua interessante mistura entre Death MetalThrash Metal e Groove Metal é bastante pesada e atraente, e a técnica dos músicos dispensa comentários.
A banda começou no início de 2001, em AlmeirimLisboa, resultado da união entre amigos de influências musicais similares. A primeira amostra da tentativa de fazer um som saiu no ano seguinte, quando lançaram a demo independente "Outrage". O trabalho teve boa repercussão e conseguiu colecionar um bom grupo de fãs.
O passo seguinte foi o lançamento do EP "Symbiotic Existence" em 2004, este disco que representou um avanço no que diz respeito a contatos e abrangência, pois foi lançado por um selo (Adrenaline Records) e contou com um produtor profissional, o Daniel Cardoso.
Desse momento em diante, foi questão de apenas decolar. Os contatos apareceram, as portas se abriram e a criatividade fluiu com mais liquidez. Após dedicarem algum tempo na composição de novas músicas, os "Manoéis" tiveram a oportunidade de gravar no UltraSound Studios, em Braga, e lançar o seu primeiro álbum de estúdio. Novamente produzido por Daniel Cardoso, o debut "Deconstructive Essence", distribuído em 2007 pela Recital Records, mostra-se um disco de sonoridade tipicamente moderna e muito bem trabalhada, exigindo respeito. A mistura entre os três gêneros é astuta: sonoridade meio quebrada, por vezes cadenciada, por vezes acelerada. Os instrumentos pulam de tempos em tempos do arrastado do Groove, passam pela rapidez do Thrash e vão até a violência do Thrash. Os vocais de Nuno Rodrigues são potentes e monstruosos; Transcorrem dos tons mais abertos do gutural rasgado e descem ao fechado, concluindo com um sonoro grunhido "de porco". O estilo de composição dessas linhas vocais também pende bastante para o Groove. No meio de porradas e cadências, há espaço também para alguma limpeza, a exemplo da faixa "My Misery", que é inteiramente cantada em vocal limpo.
A repercussão foi excelente, até por ser sido lançado a nível mundial pela Casket Music. Elevada ao status de "promessa", os portugueses rodearam Portugal, Espanha, Reino Unido e Estados Unidos nos tempos seguintes, divulgando o puta som que são capazes de fazer.
O ano de 2010 foi marcado pelo trabalho no próximo álbum. O foderoso "The Road To Awareness" veio à luz em 2011, após ter sido novamente gravado no UltraSound Studios, novamente produzido por Daniel Cardoso, mixado e masterizado em Nova Iorque por Josh Wilbur e distribuído pela Rastilho Records. Esse registro molda com mais maturidade a proposta do antecessor. É mais pesado, e o Groove está presente com mais intensidade, em consonância com a veia Death Metal que acrescenta um peso absurdo, principalmente por conta da técnica e energética bateria de Bruno Guilherme. A união de todos os elementos produziu uma sonoridade bastante moderna, podendo causar sentimento de familiaridade em quem ouve Metalcore ou Deathcore, até pela energia raivosa que passam. Fãs de Groove (como Gojira) também provavelmente gostarão, sem dúvida!
Os caras podem não ter repercussão tão grande, mas são fodas! Não é à toa que por toda sua trajetória até o momento, já chegaram a dividir palco com bandas como Sepultura, Paradise LostEntombedHavok, Moonspell, SouflyMunicipal WasteMegadeth, entre várias outras, e em diversos festivais foram banda principal. Headbangers mais conservadores podem acabar não curtindo esse estilo moderno, mas é sempre bom dar uma chance, pois há muita mistura de elementos clássicos aqui. Em meio à brisa vocal e instrumental do Groove tem muita porrada de Death na bateria, e isso se estende aos solos de guitarra. Eis aí então uma puta banda portuguesa, que atualmente conta com Nuno Rodrigues no vocal, João Pedro e André Sobral nas guitarras, André Landeck no baixo e Bruno Guilherme na bateria.


 Symbiotic Existence (EP) (2004)

01 - Temple of The Sick Degenerated Beast
02 - Unconsciousness
03 - Symbiotic Existence


 Deconstructive Essence (2007)

01 - Descent To...
02 - Abyss
03 - Eternal Spiral
04 - Death Wire, Blood Line
05 - My Misery
06 - Rebellion To Genocide
07 - Paradox Essence of Deconstructiveness
08 - Spectrum of Void
09 - Nihilist War God
10 - Unknown Life Form
11 - Untitled Track


 The Road of Awareness (2011)

01 - The Shape of Perfection
02 - Ship of Fools
03 - Dissonant Dark Dance
04 - Drifting Beyond Reality
05 - Extispicium
06 - The Shadows Collapse Within
07 - Coded Message of Death
08 - The Sorcerer
09 - Intersected To A Closer Premonition
10 - Coronation of Existence


Nenhum comentário:

Postar um comentário