Social Icons

sexta-feira, 7 de março de 2014

Dominattion - Discografia

Costumo dizer que o Brasil está passando por sua própria renascença no quesito "música pesada". São excelentes e promissoras bandas surgindo em todos os cantos do país que chegam aos nossos ouvidos não apenas pela qualidade ou promessa de som de qualidade, mas também devido à insistente e incansável divulgação por meio da internet, que impulsiona essas bandas de forma efetiva, em larga escala, e barata.
Entretanto, mesmo que vivamos em uma era que facilite a ascensão e exposição das bandas que estão apenas começando sua história, fazer música no Brasil continua um negócio complicado, ainda que existam músicos talentosos às pampas. Se já é difícil para bandas oriundas das grandes capitais, imagine só como é para quem vem do interior. Atualmente, o interior brasileiro tem mostrado sua força com bandas suas bandas, que estão ganhando o mundo, mas não é uma tarefa fácil. Aqui na região serrana do Rio de Janeiro não é diferente, e eu diria que aqui é estranhamente mais difícil do que o comum. Mesmo assim, o gosto pela música, e pelo Metal, mais especificamente, não morre, pois a cena é grande. Exatamente por isso, surgem bandas, não apenas aqui, mas em todo o interior nacional, que lutam contra as dificuldades e procuram manifestar sua arte.
Em Nova Friburgo, aqui na serra do Rio de Janeiro, existe uma banda que tem propensão a fazer excelentes trabalhos e merece sincera atenção. E essa banda atende pelo nome de Dominattion. Nascida no fim de 2008 por iniciativa de cinco rapazes, a sonoridade é calcada num Thrash Metal forte, bem construído, e acima de tudo, um tanto aberto, pois apresenta também um lado mais melódico levado pelo Rock, e estilo de linhas vocais não tão comuns nesse estilo.
A primeira formação contava com Welber Nunes no vocal, Léo Mira e Erick Eller nas guitarras, Rafael Marques no contrabaixo e Diego Chermaut na bateria, mas por pouco tempo, pois já no primeiro semestre de 2009, o grupo sofreu suas primeiras baixas com as saídas do guitarrista Léo Mira e do baterista Diego Chermaut. As baquetas rapidamente se depositaram nas mãos de Marco Antônio de Abreu, que participou das gravações de "Scream of The War" e "Eye For An Eye", as primeiras canções do conjunto friburguense.
Com a chegada de Bruno Eller no início de 2010, o line-up volta a ficar completo, com duas guitarras, e o primeiro show foi realizado no III Festival da Cultura Rock. Porém, o grupo seguiu tendo dificuldades para manter a formação, pois o baixista Rafael Marques saiu e teve sua vaga conquistada por Zeone Martins, que excursionou com a banda, tocando em diversos festivais regionais, mas também não ficou muito. Até o fim de 2010 ainda foi tempo deste e do baterista Marco Antônio desligarem-se, abrindo alas para Waslley Thuler e André Vieira, respectivamente, fazerem valer suas chances.
Já o ano de 2011 foi caracterizado por avanços na situação da banda. Não apenas deram continuidade às suas aparições em festivais pela região (em um deles, tendo a honra de ser uma das bandas de abertura para o show do Torture Squad em Nova Friburgo), mas também focaram nos trabalhos de composição de seu primeiro trabalho. Afim de alcançar uma maior excelência no trabalho, decidem reformular novamente a formação, o que culminou na saída do baixista Waslley Thuler. Seu espaço foi preenchido, de forma não-oficial, por Luan Victor. O rapaz também participou do único show feito pela banda em 2012, realizado no Antigo Fórum, no centro da cidade, onde foram apresentadas, na íntegra, as faixas que estariam presentes no vindouro EP, que já tinha o nome "The Real Face" definido.
Na sequência, o baterista Marco Antônio regressa à banda no início de 2013, mesma época em que o baixista Paulo Ricardo da Silva também é contratado, tendo como atrativo seu 7 Strings Freatless Bass, permitindo à banda explorar novas opções sonoras. Paulo Ricardo morava em Macaé, a pouco menos de duas horas de distância de Nova Friburgo, o que dificultava os encontros para os ensaios. Mas isso não os impediu de participar de diversos eventos pelas Regiões dos Lagos e Serrana, mesmo que apenas um ensaio tenha sido realizado.
No dia 7 de dezembro do mesmo ano, enfim, o EP "The Real Face" foi oficialmente lançado durante um show comemorativo em Nova Friburgo. A produção fonográfica ficou a cargo de Guilherme Heringer, ao passo de que a arte gráfica da capa é de autoria de Edu Nascimento, que se mostrou talentosíssimo ao compreender a mensagem de cunho crítico das letras e criar uma capa simplesmente sensacional. Sonoramente falando, pra começar, a qualidade produção não é das melhores do mundo, ainda assim, é clara e boa. Isso não chega a atrapalhar a experiência, e o melhor é que dá pra desfrutar dos solos tranquilamente. Quanto à performance, como dito, é uma forma um pouco diferente de compôr Thrash Metal. De fato, a atmosfera é do gênero, tocado de forma frenética, com rápidos riffs, bateria pegada, solos habilidosos e estonteantes, vocais raivosos, e, como cereja sobre o bolo, bases de violão que geram uma bela alternância na aura. Mas o principal diferencial está no fato de, além de alguns solos mais cadenciados e harmônicos como em "Welcome To The Real Life", as linhas vocais combinam vocal gutural rasgado com vocais limpos, produzindo uma sensação de Metalcore. A característica avassaladora do gênero se mostra uma provável influência para Welber Nunes, que impõe agressividade nos rasgados e prova ter recursos adicionais com as linhas limpas, muito embora elas não me agradem. Instrumentalmente, o grupo tem solidez, e felizmente se mostram competentes o bastante para serem ainda melhores. Mas na parte vocal, pode ser que alguns não se apeguem tanto. Gosto muito quando um disco termina do mesmo jeito que começa, e nisso, o Dominattion acertou em cheio: a intro "World's Bleeding" começa com trovões, e a última faixa "Welcome To The Real Life" termina com eles.
Liricamente, "as músicas abordam temáticas de prequestionamentos em relação a humanidade, em como o ser humano age de forma destrutiva (não respeitando um ao outro) , de forma religiosa (empurrando suas doutrinas de massacre durante toda a história, em nome de um único ser) e de forma política (onde a corrupção é camuflada pela tradição)."
Atualmente, os friburguenses estão em turnê de divulgação de seu primeiro EP, e estão com planos futuros de lançar o primeiro álbum de estúdio. Quando a hora chegar, certamente será um ótimo disco, assim como o EP deixou subentendido. O Dominattion encontrou muitas dificuldades (não apenas de estabilização da formação) para conseguir lançar o EP, e essas dificuldades são conhecidas por qualquer banda que esteja começando. O mínimo que podemos fazer por bandas que têm excelência, são independentes e nacionais, é conhecê-las e divulgá-las, e esses caras merecem as atenções dos ouvidos alheios!
Se algum dos nossos usuários é produtor, promove eventos underground, ou conhece alguém que promove, ou qualquer coisa que possa dar a possibilidade desses caras de tocar na sua cidade ou região, divulgar seu som e te dar a oportunidade de assisti-los ao vivo, por favor, não deixe de entrar em contato com a banda. Deixarei aqui informações mais diretas do Dominattion:

|    Facebook Profile    |    Facebook Page    |    TNB    |

SHOWS & IMPRENSA:

E-mail: bruno_eller_cruz@hotmail.com
Facebook: facebook.com/bruno.eller.7


 The Real Face (EP) (2013)

01 - World's Bleeding
02 - Alive To Death Again
03 - Eye For An Eye
04 - Cursed Nation
05 - Welcome To The Real Life

Um comentário: