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segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Vanir - Discografia

Um dos estilos dentro do Metal que se encontram mais em alta nos tempos modernos, certamente, é o Viking Metal. A onda de sentir-se viking e glorificar e trazer de volta ao presente histórias, sons e esplendor de outrora pegou firme entre os headbangers, aumentando consideravelmente o número de apreciadores do gênero, bem como, por consequência, o número de bandas. Como fã do Metal tocado de forma artística, principalmente quando são introduzidos instrumentos externos e letras ricas em cultura e tradição, é natural que eu cultive uma atenção especial para esse tipo de coisa. Afinal, considero o desenvolvimento da compatibilidade de um estilo agressivo como o Metal com outros elementos que, a princípio, parecem nada a ver, uma das maiores conquistas dos bangers, conquista essa obtida por músicos atrevidos, ousados, inspirados, e sobretudo, competentes.
Embora a maioria das bandas de Viking Metal venham da Finlândia e Escandinávia, a popularidade do gênero é tão grande no mundo todo que bandas do gênero têm surgido também em países que nada tem a ver com o norte da Europa. Isso fortalece também as próprias bandas oriundas dos países vikings, levando também novas a surgirem.
Uma banda bem nova, mas que vem fazendo um trabalho maravilhoso é o Vanir, conjunto oriundo de Roskilde, na Dinamarca, e fundado em 2009. Inspirados no grupo de deuses da Mitologia Nórdica conhecido como "Vanir" (compreendidos por Njorðr, Frey e Freyja, que acabaram por entrar em guerra com outro grupo de deuses, os Æsir) para titular a banda, e em vikings, Mitologia Nórdica e bebedeiras para ilustrar suas letras, esses caras fazem um som com uma corpulenta veia Folk bastante levada através de flautas, violas e gaitas de foles, caracterizando bastante o que, de forma bem-humorada, os brasileiros chamam de "Forró Metal", enquanto o lado Metal apresenta um Death Metal mais melódico, típico do Viking Metal.
O primeiro registro dos dinamarqueses surgiu já em 2010: a demo independente "Jörmungandr". Após o lançamento, a assinatura de um contrato com o selo Mighty Music aconteceu, abrindo as portas para uma maior visibilidade para o lançamento do debut "Særimners Kød", que ocorreu no ano seguinte, em 2011.
Esse primeiro disco é conciso e cristalino. Une com perspicácia a proposta lírica e todos os elementos instrumentais necessários para criar uma atmosfera taberneira e dançarina, trazendo à sua imagem felizes vikings bebendo hidromel em seus chifres e muita bagunça! Tudo através dos fortes riffs das cordas e dos vocais guturais, que por hora se fecham em característica Death Metal, e hora se abrem um pouco mais, se aproximando de uma técnica mais usada no Thrash Metal. No princípio do disco, talvez pela letra ser cômica, a sonoridade é bem engraçada. É animada, com risadas e um modo bastante bêbado e zoneado, lembrando bastante ao Trollfest. Mas é apenas no início mesmo, pois no decorrer do álbum, a coisa vai ficando mais séria e ríspida, demonstrando um lado mais épico e prepotente por parte dos dinamarqueses. É possível notar muito coro épico, bem como a presença dos pianos e violinos. Basicamente, o instrumento folclórico que mais mostra as caras é a gaita de foles, que acaba por ser o principal responsável por transmitir a atmosfera viking dançarina e determinada.
Não obstante o primeiro disco ser foda e dar a confiança de que os caras sabem o que fazem, veio rapidamente em 2012 o segundo álbum, intitulado "Onwards Into Battle", um disco que apresenta músicas cantadas também em inglês, e não apenas em dinamarquês como é o caso dos registros anteriores. Esse álbum conseguiu ser ainda melhor do que o primeiro devido a uma mais coesa manutenção da atmosfera e versatilidade e rodízio dos instrumentos folclóricos, bem como pelas linhas vocais estarem compostas de forma mais atraente e de melhor assimilação. O lado cômico não é apresentado aqui. A sonoridade é mais séria, e também mais pesada, com destaque para a bateria, que faz mais que o dever de casa, varia com habilidade e ainda muito deixa transparecer as porradas dos pedais duplos, algo que particularmente acho muito bonito. É um disco mais aberto e mais fácil de gostar do que o primeiro, e de forma merecida, claro. No seu decorrer, é música pegada atrás de música pegada, algumas apresentando até uma influência Punk nas bases instrumentais (como "By The Hammer They Fall"). Porém, de forma inesperada, a última faixa, "Sons of The North" é uma semi-balada e cantada em vocal limpo, grave. A calmaria e o modo como a voz canta soam fúnebres, heróicos, tristes, como se um grande guerreiro tivesse caído em batalha. É linda, simplesmente linda, fechando de modo épico esse maravilhoso álbum. Portanto, é o recomendado para aqueles que desejam conhecer os dinamarqueses.
Esses caras ainda podem lançar muitos excelentes álbuns ainda no futuro. Mostraram-se apurados e desenvolveram uma sonoridade rica e sólida, merecendo, desde já, o reconhecimento como uma banda de qualidade, que não pode faltar na biblioteca daqueles que gostem do Viking/Folk Metal.
A formação atual conta com Martin Holmsgaard Håkan no vocal (era baterista, mas em 2013 tornou-se vocal, substituindo o até então vocalista e tecladista Andreas Bigom), Lasse Guldbæk Jensen e Philip Kaaber na guitarra, Lars Bundvad no baixo e Sara Oddershede nos instrumentos folclóricos. Não há um baterista por enquanto.


 Jörmungandr (Demo) (2010)

01 - The Ascendance of The Wyrm
02 - Jörmungandr
03 - Togtet
04 - Høsten
05 - Hymers Krus


 Særimners Kød (2011)

01 - Af Braget Æt
02 - Gildet
03 - Elverkongens Brud
04 - Særimners Kød
05 - Rejsen Til Udgårdsloke
06 - Suttungs Mjød
07 - Lokes Listighed
08 - Niddings Dom
09 - Holmgang
10 - Togtet
11 - Langt Over Havet


 Onwards Into Battle (2012)

01 - Dark Clouds Gather
02 - Onwards Into Battle
03 - Thyrfing
04 - By The Hammer They Fall
05 - Tveskægs Hævn
06 - Brigands of Jomsborg
07 - Æresdød
08 - Vinlandsfærd
09 - Warriors of Asgard
10 - Hlidskjalf Gynger
11 - Raise Your Horns
12 - Fimbul
13 - Sons of The North

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 The Glorious Dead (2014)

01 - Fall of The Eagle
02 - March of The Giants
03 - Written In Blood
04 - The Glorious Dead
05 - I Valkyriernes Skød
06 - Overlord
07 - The Flames of Lindisfarne
08 - Blood Sacrifice
09 - The God Emperor

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