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terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Moonsorrow - Discografia

Gosta de imersão musical? Gosta de entrar no clima das músicas? De senti-las? Gosta de elementos que simulam outro tempo, outra era? Gosta de epicismo? E de agressividade, no meio disso tudo? É, cara, eu também. E esses finlandeses aqui unem todos esses elementos fenomenalmente. O Moonsorrow é bem conhecido entre a galera que gosta do Viking Metal, e essa fama é justificada por meio de uma sonoridade inabitual, entorpecente e seletiva, capaz de unir duas tribos diferentes: a dos sons folclóricos e dos sons melancólicos.
A magia da sonoridade reside em sua aura épica e profunda. É aquele tipo de coisa que expressa sentimentos mais profundos, encobertos, que exigem foco, atenção, e coração aberto. Te faz fechar os olhos e permitir que as vibrantes ondas dessa dopante musicalidade tomem conta de si.
Para ser capaz de atingir com tanta acuracidade os sentimentos mais profundos do ouvinte, esses caras de Helsinque unem elementos de Folk Metal (através do uso de instrumentos tradicionais finlandeses e teclados), e um Black Metal cadenciado que por diversos momentos soa Avant-garde, ou em outros, Depressive Suicidal. Uma das características mais marcantes é a longa duração das músicas, que manifestam diferentes emoções e contam com diferentes atmosferas no decorrer dos minutos. Teclados épicos, ríspidos riffs de guitarra, vocais guturais rasgados, flautas, acordeões, violas - e, como cereja no bolo, coros lúgubres que fazem imaginar guerreiros vikings com a mão direita sobre o peito cantando um hino orgulhosa e funebremente - são outras fortes marcas dessa maravilhosa banda pagã, cujo nome provém da música "Sorrows of The Moon", do reverenciado Celtic Frost.
Tudo começou em 1995, quando os primos Ville e Henri Sorvali começaram a compôr canções juntos. Revesando-se entre os instrumentos, suas criações não soavam muito como a banda viria a ser anos mais tarde, já que executavam um Black Metal com ênfase mais melódica. Dessa forma foi com as demos "Thorns of Ice" (composto em inglês, uma raridade), de 1996, e "Metsä" e "Promo", ambas de 1997. A silhueta do que a banda é hoje só foi começar a surgir em meio à névoa na demo "Tämä Ikuinen Talvi", que passa a contar com faixas de longa-duração e instrumentos folclóricos e suaves como harpas, acordeões, flautas, violões, etc. Para esse lançamento, inclusive (que, a exemplo da demo "Metsä", não é independente, mas lançada pela Meat Hook Productions), a dupla passa a ser um trio devido ao ingresso do baterista Marko Tarvonen, que também ficou responsável pelas linhas de violão.
A positiva resposta às demos e o ar promissor que a banda exalava despertaram o interesse da Plasmatica Records, com quem os finlandeses assinaram e lançaram o debut "Suden Uni" em fevereiro de 2001. O disco é bem o perfil do que a banda é e sempre viria a ser dali em diante, exceto pelo detalhe de que a característica Folk e guerreira é mais forte nesses estágios iniciais. Mostrando os primeiros sinais de crescimento do conjunto, cinco membros de sessão contribuíram com seus instrumentos para a atmosfera pagã. O disco foi muito bem recebido pelo público e pela mídia crítica especializada.
Logo em seguida, o guitarrista Mitja Harvilahti é recrutado, e mais um álbum foi lançado ainda em 2001, em novembro: o fodaço "Voimasta Ja Kunniasta", trabalho que arrisco dizer ser o mais épico já lançado por eles, pois os teclados são incessantes, propiciam uma rica atmosfera auroral e épica, fora o fato de que a banda introduz sons de guerra, como o 'tintilhar' da colisão de espadas e gritos de batalha. Depois do lançamento, e ainda no mesmo ano, ainda deu tempo do tecladista Markus Eurén ingressar no conjunto, e, com isso, o Moonsorrow passou a executar seus primeiros concertos.
É bem verdade que a banda cresceu e foi reconhecida por seus dois primeiros discos, mas o verdadeiro botão de ignição das turbinas foi o "Kivenkantaja", que chegou em 2003 através da Spikefarm Records. O próprio novo selo já demonstra esse avanço. A abordagem Folk e épica continuam muito bem ativas, mas apesar da aclamação, sou mais chegado nos lançamentos anteriores.
Em 2005 foi a vez de "Verisäkeet" vir à luz. Esse é um dos discos mais obscuros dos caras, pois sua atmosfera é bastante densa e noturna. Os riffs de guitarra ressoam crespamente, são mais cadenciados, enquanto os elementos Folk não recebem atenção na mesma intensidade dos discos anteriores. No entanto, inovações foram introduzidas, como sons ambientais no intervalo entre as faixas, como cantos de pássaros e o estalar de fogueiras. São 70 minutos de duração; o disco mais extenso dos rapazes.
Um ano mais tarde, o Moonsorrow se concretizou como uma banda grande ao assinar um contrato de dois álbuns com a poderosa Spinefarm Records. Sob esse contrato, veio o pesado e denso "V: Hävitetty" em 2007. Tendo o vocalista Thomas Väänänen (Thyrfing) como participação especial ao longo do disco, esse trabalho tem como ponto mais chamativo à primeira vista o fato dele ser uma sacanagem com quem tem Last.fm; é composto por apenas duas faixas: "Jäästä Syntynyt/Varjojen Virta", de 30 minutos de duração, e "Tuleen Ajettu Maa", de 26. Trata-se de um dos trampos mais negros e pagãos dos caras, recebendo gratas influências de Progressive Rock. Mas o lado Folk é ainda menos evidente aqui, apesar de estar presente. A tendência cadenciada, melancólica e atmosférica é ainda mais desenvolvida, e um epicismo mostra as caras aqui e ali. Um ótimo disco, entretanto!
Em abril de 2008 foi a vez do EP de longa duração "Tulimyrsky" chegar às prateleiras. A duração prolongada das músicas é marca da banda e se faz presente até mesmo aqui, fazendo deste um dos EPs mais longos que já conheci, com uma hora e oito minutos de duração. Seu conteúdo é dividido em cinco faixas, dentre as quais uma é inédita (a faixa-título), duas são regravações ("Taistelu" e "Hvergelmir") e as outras duas são covers das canções "Back To North" (Merciless) e "For Whom The Bell Tolls" (Metallica), ambas completamente transportadas para o estilo próprio do Moonsorrow. Isso é algo que sempre gosto nos covers, pois os torna autênticos. O do Metallica ficou muito foda, e quase irreconhecível, positivamente falando.
Por fim, o álbum mais recente é o maravilhoso "Varjoina Kuljemme Kuolleiden Maassa", de 2011. A alma do disco são os teclados constantes e atmosfericamente épicos, bem como a manutenção do peso e melancolia dos riffs arrastados e depressivos das guitarras, juntos a um vocal teatral e sofrido.
Eis aqui então uma banda que conquistou seu espaço por meio de uma mistura muito bem executada e sólida, com base e firmamento, provocando inércia sentimental no ouvinte, tal profunda é sua sonoridade. Por analogia, pode-se dizer que o Moonsorrow é um Agalloch ou Alcest com elementos Folk e épicos. Por consequência, tem capacidade para agradar ambas as tribos, provocando interesse no aprofundamento. E eu não poderia deixar de dizer, claro, como é de costume: certamente, uma banda com o selo Finlândia de qualidade.


 Metsä (Demo) (1997)

01 - Jo Pimeys Saa
02 - Fimbulvetr Frost
03 - Hvergelmir/Elivagar (Pakanavedet)


 Tämä Ikuinen Talvi (Demo) (1999)

01 - Taistelu Pohjolasta
02 - Vihreällä Valtaistuimella
03 - Talvi
04 - Luopion Veri
05 - Kuun Suru


 Suden Uni (2001)

01 - Ukkosenjumalan Poika
02 - Köyliönjärven Jäällä (Pakanavedet II)
03 - Kuin Ikuinen
04 - Tuulen Koti, Aaltojen Koti
05 - Pakanajuhla
06 - 1065: Aika
07 - Suden Uni
08 - Tulkaapa Äijät! (Bonus Track)


 Voimasta Ja Kunniasta (2001)

01 - Tyven
02 - Sankarihauta
03 - Kylän Päässä
04 - Hiidenpelto/Häpeän Hiljaiset Vedet
05 - Aurinko Ja Kuu
06 - Sankaritarina


 Kivenkantaja (2003)

01 - Raunioilla
02 - Unohduksen Lapsi
03 - Jumalten Kaupunki/Tuhatvuotinen Perintö
04 - Kivenkantaja
05 - Tuulen Tytär/Soturin Tie
06 - Matkan Lopussa


 Verisäkeet (2005)

01 - Karhunkynsi
02 - Haaska
03 - Pimeä
04 - Jotunheim
05 - Kaiku


 V: Hävitetty (2007)

01 - Jäästä Syntynyt/Varjojen Virta
02 - Tuleen Ajettu Maa


 Tulimyrsky (EP) (2008)

01 - Tulimyrsky
02 - For Whom The Bell Tolls (Metallica Cover)
03 - Taistelu Pohjolasta (2008 Version)
04 - Hvergelmir (2008 Version)
05 - Back To North (Merciless Cover)


 Varjoina Kuljemme Kuolleiden Maassa (2011)

01 - Tähdetön
02 - Hävitetty
03 - Muinaiset
04 - Nälkä, Väsymys Ja Epätoivo
05 - Huuto
06 - Kuolleille
07 - Kuolleiden Maa

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 Demos & Rarities (Compilation) (2014)

01 - Taistelu Pohjolasta
02 - Vihreällä Valtaistuimella
03 - Talvi
04 - Luopion Veri
05 - Kuun Suru
06 - Jo Pimeys Saa
07 - Fimbulvetr Frost
08 - Hvergelmir/Elivagar (Pakanavedet)
09 - Thrones of Ice
10 - Wolves (A Sculpture of Snow)
11 - Battlehymn
12 - Outro
13 - Vasaran Viha
14 - Pakanajuhla (Acoustic)

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