Social Icons

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Arandu Arakuaa - Discografia Comentada

Sempre ouvi muita conversa (fiada, algumas vezes) acerca do fato de bandas de determinado país tocarem um gênero como o Folk Metal falando da história e/ou cultura de outra nação. No Brasil mesmo muito se critica bandas que fazem Celtic Folk MetalPagan Folk MetalViking Metal e similares, encarando-os como símbolos de falta de patriotismo, não-reconhecimento dos valores culturais, tradicionais e históricos de nossa terra e, em casos extremos, em termos 'falaschianos', "chuparrolação de gringo". O mais 'interessante' nessa história é que, geralmente, esse tipo de crítica provém de pessoas alheias à tradição indígena, tornando-os candidatos não muito elegíveis para uma conversa crítica sobre valorização e apreciação dos ricos sais minerais de nossas raízes. Não estão totalmente equivocados, todavia, uma vez que é bem verdade que o brasileiro tende a não valorizar (ou valorizar menos) as origens tribais de sua terra.
Particularmente, nunca vi problema numa banda desejar fazer música 'Folk à moda europeia', com letras sobre celtas, vikings, teutões, bávaros, gauleses, entre outros povos. Privá-los de tal seria veto da liberdade de expressão e interesse. Não é porque um indivíduo é brasileiro que ele não vai poder se interessar e se inspirar em outras culturas, até porque um olhar um pouco mais profundo poderia ser aplicado na questão, já que os portugueses (que colonizaram o Brasil) são descendentes de celtas e a própria língua portuguesa, além do desmembramento do latim, sofreu influências principalmente do grego e do gaulês. Portanto, de alguma forma, falar sobre determinados povos também é falar um pouco sobre nós (embora eu não esteja desconsiderando a imigração maciça de italianos, alemães, e outros para o nosso país).
De qualquer forma, não há nada de errado nisso, embora os críticos ainda tenham um ponto de razão ao dizer que os ancestrais do Brasil deveriam ser valorizados (e por consequência, as ONGs em defesa dos índios seriam mais fortes, numerosas e expressivas).
Interessantemente, em Brasília, nossa capital federalZândhio Aquino fundou em abril de 2008 uma banda por meio da qual expressaria não apenas as origens tupis do país, mas também sua própria influência baseada em seus sinceros e apaixonados interesses consequentes do fato de ter sido criado em contato com índios, com música raiz ao fundo como trilha sonora.
Movido por seu nato interesse, Zândhio ainda cedo se interessou em ler "A Arte Gramática da Língua Mais Falada da Costa do Brasil" (Coimbra, 1595), livro escrito pelo padre jesuíta José de Anchieta, fruto de seu contato com índios executando sua missão como jesuíta, que envolvia educar, medicar, e catequizar. Aprendeu tupi antigo com os índios, ensinou-os o latim, e registrou o idioma no mencionado livro (o registro de novas línguas era uma tradição missionária), por meio do qual Zândhio absorveu seu conhecimento na língua anciã, embora também saiba um pouco de xerente por causa das aldeias que ele tem contato.
Com base em tanta inspiração orgânica, surgiu o Arandu Arakuaa, o tipo de banda de Metal que estava em falta no Brasil. Apropriadamente nomeada no idioma tupi, o nome significa "saber dos ciclos do céu" ou "sabedoria do cosmos". Seguindo a correnteza de forma impressionante, todas as letras também são compostas em tupi, resultando em um som ainda mais enraizado, fiel e inusitado.
Os primeiros estágios da banda foram difíceis. Zândhio encontrou muita dificuldade para estabilizar a formação, levando-o a gravar demos sozinho, acreditando no seu projeto. Somente no período entre outubro de 2010 e fevereiro de 2011 é que essa incômoda fase teve fim devido a entrada da vocalista Nájila Cristina, do baixista Saulo Lucena e do baterista Adriano Ferreira, complementando as guitarras e violas de Zândhio. Essa formação conseguiu, finalmente, lançar seu primeiro trabalho oficial: o EP-demo homônimo, contendo quatro faixas, em junho de 2012.
Infelizmente, a qualidade da gravação não é tão boa, não chegando a ser exatamente uma experiência empolgante. Ainda assim, mesmo com a rústica gravação, a temática diferente, a ousadia das letras em tupi e a mistura de elementos indígenas foram interessantes o suficiente para me manter ligado na banda. Sabia que eles seriam bem melhores no álbum de estreia... e de fato foram.
Após passarem um tempo concluindo as canções, entraram no Braodband Studio entre fevereiro e abril de 2013 para a gravação do debut. Produzido por Caio Duarte (vocalista do Dynahead), "Kó Yby Oré" veio a ser lançado de forma independente no dia 3 de setembro do mesmo ano, apresentando relevantes avanços em relação ao EP. Com uma sonoridade melhor emoldurada e de qualidade, álbum muito bem produzido e músicas concluídas, a apreciação ficou muito mais fácil e convidativa. A primeira impressão provavelmente é de estranheza. Além da temática diferente, o som também simplesmente não se parece com nada (me refiro ao lado Metal mesmo), tornando o Arandu Arakuaa uma banda difícil de rotular. É meio que uma mistura entre um seco Groove Metal com elementos de Heavy MetalDoom Metal e até Death Metal, que compartilham o ambiente, seja ao mesmo tempo ou paralelamente, com o lado Folk Metal da sonoridade, manifestado através de muita viola, teclado para a base, muita percussão, e instrumentos tradicionais indígenas como o maracá (um chocalho em forma de martelo). Igualmente interessante é que não apenas a cultura indígena é valorizada, mas também a nordestina, pois muitos trechos são tocados em ritmo de baião.
O universo vocal também é um âmbito que merece atenção. Ambos os tipos de vocais são executados: os guturais rasgados e o limpo, todos executados pela própria Nájila Cristina. Os rasgados são agressivos e geralmente em ritmo quebrado, enquanto os limpos são suaves e celestes, transmitindo uma sensação de aldeia em paz e céu tranquilo. Realmente viajante. Os backing vocals também se fazem merecedores de destaque nesse quesito vocal, uma vez que não poderiam ser de outra forma: tribais. No decorrer do disco, ouve-se gritos tribais em coro, como em volta de uma fogueira, ou se irritando de alguma forma, ou realizando alguma forma de ritual. Em músicas como "Gûyrá", por exemplo, é lindo como a voz tribal de Zândhio canta em ritmo indígena com os demais coros por baixo.
No mesmo mês de lançamento do debut, o grupo passou a contar com mais um guitarrista: Allison Wladmir.
Ouvir ao trabalho do Arandu Arakuaa é a certeza de transporte para nossas próprias raízes. É mergulhar nas vísceras de nosso próprio organismo patriota. É renovador. Certamente, é uma tarefa complicada rotular a banda, mas independente de rótulos, o que fazem é algo que deve ser muito bem recebido principalmente pelo público headbanger brasileiro. A sonoridade é complexa. Vai ser preciso repetir a dose algumas vezes para melhor assimilar as canções, ainda assim, é bom pra caralho. É bem verdade, também, que não é um trabalho esplêndido, magnífico, mas é realmente muito foda, composto com autoridade e um grande ponto de partida. É fácil perceber o potencial da banda, e o quanto ainda crescerão e aprimorarão sua própria sonoridade no decorrer dos anos, caso continuem firmes - e espero de todo coração que sim.
Aqui está, portanto, uma genuína manifestação em forma de música e Metal de uma cultura subestimada por séculos a fio, como a dos índios. Não deixem de apoiar a banda comprando o material! O álbum custa R$ 10,00 em mãos e R$ 15,00 com frete, e pode ser adquirido através do e-mail aranduarakuaa@gmail.com, ou através de contato feito pelo Facebook oficial da banda. Não deixem de curtir a página! É o Metal brasileiro em sua própria Renascença!

|    Official Website    |    Facebook Page    |
|    YouTube Channel    |    Soundcloud    |


 Arandu Arakuaa (EP) (2012)

01 - Kunhãmuku'ĩ
02 - Moxy Peẽ Supé Anhangá
03 - Auê!
04 - Tupinambá

 Kó Yby Oré (2013)

01 - T-atá Îasy-pe
02 - Aruanãs
04 - A-kaî T-atá
05 - O-îeruré
06 - Tykyra
07 - Tupinambá
09 - Auê!
10 - A-î-Kuab R-asy
11 - Kaapora
12 - Gûyrá
13 - Moxy Peẽ Supé Anhangá

 Wdê Nnãkrda (2015)

01 - Watô Akwẽ
02 - Nhandugûasu
04 - Dasihâzumze
05 - Padi
06 - Wawã
07 - Ĩwapru
08 - Nhanderú
09 - Ĩpredu
10 - Sumarã
11 - Povo Vermelho

Harppia - Discografia

Em 1982 surgiu na capital paulista, uma banda disposta a fazer Rock n' Roll no Brasil, era a Via Láctea. No ano seguinte, adotaram o nome de Harppia. No seu início, a formação era Jack Santiago (vocal), Hélcio Aguirra (guitarra), Marcos Patriota (guitarra), Ricardo Ravache (baixista) e Zé Henrique (bateria).
Investindo no Heavy Metal, a banda começou a ganhar popularidade em São Paulo sendo que, em 1984, começou a realizar apresentações em locais maiores, como na Praça do Rock, Lira Paulistana e Rainbow Bar. Já naquela época, a banda executava a faixa Salém (A Cidade Das Bruxas), que se tornaria um dos maiores clássicos do conjunto.
Em 1985, o Rock In Rio fez com as gravadoras começassem a olhar para a bandas de Metal nacional, o que favoreceu o Harppia, que foi contratado pela Baratos Afins e lança seu debut: A Ferro E Fogo, já com Tibério "Luthier" Correia na bateria. O álbum chamou a atenção pelo pioneirismo e se tornou uma das peças fundamentais do Metal no Brasil.
Na sequencia, a banda iniciou uma verdadeira maratona de apresentações e, em 1987, lança seu segundo trabalho, chamado 7, com  Percy Weiss (vocal), Filippo Lippo (guitarra), Flávio Gutok (guitarra), Cláudio Cruz (baixo) e Tibério Correia (bateria). Assim como em A Ferro E Fogo, as letras são em português e falam de temas como guerras, magia negra e o cotidiano. A banda estava mais afiada, com a parte instrumental mais técnica, o que pode ser observado nos riffs e nos solos.
O Harppia passou mais de dez anos sem lançar um álbum de inéditas, até que, em 1997, veio Harppia's Flight, que não conseguiu alcançar o mesmo resultado dos dois primeiros lançamentos.
Em 2008, a banda gravou seu primeiro registro ao vivo, gravado na Virada Cultural para mais de cinquenta mil pessoas e lançado em dvd.
O Harppia segue na estrada, sendo reverenciado pela sua importância e pioneirismo, representando com muita dignidade o Metal Nacional.
A formação atual conta com Tibério Luthier (bateria), Aya Mae (guitarra), Anderson Bosco (baixo) e Regis Madman (vocal).


 A Ferro E Fogo - 1985

01 - Harpago
02 - Salém (A Cidade Das Bruxas)
03 - Náufrago
04 - A Ferro E Fogo
05 - Incitatus
06 - Asas Cortadas


 7 - 1987

01 - Na Calada Da Noite
02 - Voz Da Consciência
03 - Magia Negra
04 - Balada
05 - Guerras
06 - AIDS
07 - Sete


 Harppia's Flight - 1997

01 - Harppia's Flight (Instrumental)
02 - Hiddem Wisdom
03 - Army Of The Strangers
04 - Don't Ask For Death
05 - Last Chance
06 - Without Return
07 - This Is My History



quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Firehouse - Discografia

Firehouse certamente é conhecido por uma grande gama de pessoas, principalmente as que são ligadas no que fazia sucesso nos anos 80 e 90. Eu mesmo, graças ao bom gosto musical dos meus pais, conheço-os porque alguns de seus hits como "I Live My Life For You" e "When I Look Into Your Eyes" fazem parte da playlist deles. E não é pra menos, uma vez que são verdadeiras pérolas, perfis do que o Firehouse é (no que diz respeito a músicas baladas, pelo menos).
Apesar das baladas terem ido longe e sobreviverem até os dias de hoje, não apenas disso a banda sobreviveu. É bem verdade que são mais uma banda daquelas que chegaram, digamos, "atrasadas" (pelo menos em se tratando de lançamentos. Foi fundada em nos anos 80, mas começou a lançar discos a partir de 1990), fazendo algo que fez sucesso na década anterior (o Hard Rock), mas ainda assim eles tiveram hits fortes como "Don't Treat Me Bad", "All She Wrote", "Reach For The Sky", e mais uma balada como "Love of A Lifetime", fazendo um forte nome para si.
Geralmente, bandas de Hard Rock que chegam nos anos 90 tendem a, se não acabar, mudarem de gênero, principalmente embarcando na onda Grunge da década, o que fatalmente aconteceu com o Warrant, por exemplo. Contudo, o Firehouse não embarcou nessa. Chegaram sim a acrescentar outros elementos na sonoridade, mas não era o Grunge, e sim o Alternative Rock, mas mantendo viva uma base Hard Rock. É bem verdade que, pelo menos ao meu ver, a qualidade musical desceu, mas pelo menos a mudança não foi tão horrenda. O que interessa, de qualquer modo, é que essa é uma excelente banda que costuma ser relacionada nos assuntos sobre Hard Rock antigo de forma merecida.
Na verdade, as raízes do Firehouse infincam fundo no solo da história, remontando ao ano de 1984, época em que a banda do guitarrista Bill Leverty, chamada White Heat, precisava de um baterista. Já haviam feito 20 audições, e nenhum havia correspondido às expectativas, até que se impressionaram com Michael Foster, que chegou a eles após ler o anúncio. Rapidamente o chamaram para integrar a equipe, e os shows começaram por clubes de Rock. Em um desses clubes, uma banda chamada Maxx Warrior contava com um vocalista particularmente interessante aos ouvidos de Leverty e Foster. Ele era Carl J. Snare, com sua voz belamente aguda, com leves e ocasionais rasgados e determinada. Ficaram realmente interessados em contar com aquele vocalista, impressionados com sua técnica. Tão logo o Maxx Warrior acabou, Levery e Foster não perderam tempo e chamaram ele e o baixista Perry Richardson, que também integrava a banda.
No fim da década, o White Heat mudou-se para Charlotte, na Carolina do NorteEstados Unidos, onde começaram a tocar em hotéis, e gravar demos no quarto de Bill Leverty. Pouco depois, o nome da banda ganhou marca registrada (não por eles), levando-os a mudá-lo. Assim nasce, em 1989, oficialmente, o Firehouse. O primeiro contrato profissional foi obtido ainda em dezembro daquele ano, quando Michael Caplan, da Epic Records, saiu de Nova Iorque apenas para ver um dos shows, e prontamente oferecer-lhes o contrato, que foi aceito. Logo, o grupo já estava em estúdio com o produtor David Prater (Dream Theater) gravando material para o debut.
Logo o primeiro disco ganhou largas e positivas repercussões mídia afora. "Firehouse", lançado em 1990, é um excelente disco de estreia, daqueles de Hard que valem a pena serem escutados. Foi tão bem sucedido que foi à platina dupla pela RIAA, além de ter rendido à banda diversos prêmios como o American Music Award para Melhor Banda de Hard Rock/Heavy Metal em 1991; Melhor Nova Banda de 1991 pelas revistas Metal Edge Magazine e Young Guitar Magazine, além do mesmo título pela revista Music Life Magazine em uma enquete em 1992. O maior sucesso individual foi a single "Love of A Lifetime", música balada amplamente tocada pelas estações de rádio, alcançando a posição 3 nas paradas e vendendo 500 mil cópias. No Canadá, Japão e Cingapura, o disco foi à ouro.
O segundo álbum chegou já em 1992, intitulado "Hold Your Fire". Comercialmente falando, não foi tão bem sucedido quanto o debut, apesar de três singles terem feito sucesso e vendido bastante ("Sleeping With You", "Reach For The Sky" e "When I Look Into Your Eyes"). Somente nos EUA, vendeu quase 900 mil cópias, além de ter ido a ouro. Talvez as vendagens foram menores pelo início da queda do Hard e ascensão do Grunge. Todavia, ao meu ver, "Hold Your Fire" é o melhor disco da banda. É mais pesado, mais maduro, mais empolgante e melhor construído e produzido. Isso sem falar nos hits, que são melhores do que os anteriores, além de "When I Look Into Your Eyes" ser minha música preferida deles.
Em 1995 chegou mais um fodaço e bem sucedido álbum. "3", produzido por Ron Nevison (Ozzy OsbourneHeartLed ZeppelinEurope, etc.), reconquistou o clamor da mídia e fez sucesso pra cacete não apenas nos Estados Unidos, mas no mundo afora, principalmente Ásia (continente onde o disco foi a ouro em diversos países). A primeira e linda single balada "I Live My Life For You" chegou ao top 20 nos Estados Unidos, levando o vocalista Snare a orgulhosamente dizer que foram a única banda do gênero a alcançar o top 20 sem ter que fazer drásticas mudanças por causa da mudança na indústria musical. É verdadeira a ideia de que o Firehouse não deixou de fazer Hard Rock em "3", mas houve mudanças. A sonoridade ficou mais limpa e ganhou um clima mais alternativo, acessível e comercial. Mas isso, felizmente, não retira a qualidade desse excelente disco.
A seguir, já em 1996, chegou "Good Acoustics". Produzido pelo próprio guitarrista Bill Leverty e indo a ouro em seis países, trata-se de um lindo álbum que revisa seus maiores sucessos em arranjos completamente acústicos, e também conta com quatro novas músicas.
Foi então que a gravadora passou a divulgá-los muito pouco nos Estados Unidos devido à queda do Hard Rock e estilos que repercutiram bem nos anos 80. Isso provocou insatisfação no Firehouse, levando-os a romper o contrato e assinar com o selo japonês Pony Canyon. Essa foi uma cartada oportunista por parte do conjunto, já que a banda mantinha grande fama e prestígio pela Ásia. Por meio do novo selo, lançaram o fraco álbum "Category 5", um título até irônico. Não é de todo ruim, mas é bem abaixo do que os caras haviam lançado até então. É bem calmo, comportado, cheio de baladas, bastante alternativo, e não chega a encher tanto os olhos. Curiosamente, fez sucesso pra cacete na Ásia, rendendo uma extensiva turnê que perdurou ao longo de 1998 e 1999. A turnê também teve uma extensiva perna nos Estados Unidos em 1998. Um dos shows asiáticos, realizado no dia 22 de abril de 1999 em Osaka, no Japão, foi gravado e lançado mais tarde naquele ano sob o título "Bring 'Em Out Live". Registro bom demais, mostrando para aqueles que ainda não os havia ouvido ao vivo que a banda tem competência e muita fidelidade ao próprio som em palco!
Entrando nos anos 2000, o conjunto sofreu sua primeira baixa. O baixista e fundador Perry Richardson saiu por conflitos pessoais. Sua vaga foi ocupada por Bruce Waibel (ex-The Gregg Allman Band). Com ele, lançaram o álbum "O2" mais tarde naquele ano. Novamente, um bom álbum, o trabalho mantém a veia alternativa. O lado bom é que revela de forma mais convincente o Hard Rock, porém, de uma forma mais modernizada. Como o novo baixista Bruce Waibel havia tocado por 10 longos anos com o The Gregg Allman Band, ele acabou não se adaptando novamente a turnês e ficou cansado. Logo, saiu da banda para passar mais tempo com a família, e infelizmente veio a falecer aos 45 anos em 2003.
O próximo baixista foi o brasileiro Dário Seixas, que participou da composição e gravação do álbum "Prime Time", lançado em 2003. Ao meu ver, é melhor que o anterior, o que justifica as positivas críticas em relação a ele. É mais pesado, mais Hard Rock do que Alternativo, e dota de excelentes faixas. Apesar de não ser o álbum preferido de qualquer fã, é um cuja audição não é um desperdício de tempo, pois é muito bom. Dário também permaneceu por pouco tempo. Seu substituto veio a ser então Allen McKenzie.
Apesar do relativo sucesso de "Prime Time", era notável que o Firehouse estava caminhando a passos cada vez mais lentos. Até por isso não chega a ser uma novidade que os anos que sucederam ao disco tenham transcorrido silenciosamente, comercialmente falando. A banda só fez shows (principalmente na Ásia, como de costume) e deu algumas entrevistas. Chegaram a anunciar um novo álbum em 2007, mas anos se passaram e a promessa não se concretizou imediatamente. Foi somente em 2011 que isso foi ocorrer, e não exatamente da forma que se esperava. "Full Circle", o nono álbum de estúdio dos caras, saiu recheado de críticas negativas vindas tanto da mídia quanto dos fãs. Muitas das faixas que o compõem são antigos hits sob uma nova roupagem, complementados por algumas ocasionais faixas novas. Notas baixas, muita reclamação e gritos de que a banda estava encerrando a carreira modelaram o cenário.
Desde então, nada de fato relevante aconteceu na carreira do Firehouse. É uma pena que tenham lançado álbuns tão fodas no início da carreira, e mesmo que não tenham sido tão absurdos na mudança de sonoridade (até porque se apoiavam bastante no fato de que os asiáticos os amam e gostam do que fazem com seu Hard), é mais uma banda a não manter vivo o mesmo clamor e sucesso comercial e público do início da carreira. É mais uma banda que, infelizmente, apenas sobrevive hoje. Circulam rumores de que a banda está para acabar, mas nada realmente concreto vem à tona. Mas o que importa de verdade é que, apesar dos apesares, estamos falando de uma excelente banda que nos presenteou com álbuns que valem a pena demais serem ouvidos, e que com certeza os fãs de Hard e vertentes similares os prestigiam. Caso você tenha se esquecido da existência desses caras, aqui está uma bela oportunidade de sentir nostalgia e viver um fodástico flashback!


 Firehouse (1990)

01 - Rock On The Radio
02 - All She Wrote
03 - Shake and Tumble
04 - Don't Treat Me Bad
05 - Oughta Be A Law
06 - Lover's Lane
07 - Home Is Where The Heart Is
08 - Don't Walk Away
09 - Seasons of Change
10 - Overnight Sensation
11 - Love of A Lifetime
12 - Helpless


 Hold Your Fire (1992)

01 - Reach For The Sky
02 - Rock You Tonight
03 - Sleeping With You
04 - You're Too Bad
05 - When I Look Into Your Eyes
06 - Get In Touch
07 - Hold Your Fire
08 - The Meaning of Love
09 - Talk of The Town
10 - Life In The Real World
11 - Mama Didn't Raise No Fool
12 - Hold The Dream


 3 (1995)

01 - Love Is A Dangerous Thing
02 - What's Wrong?
03 - Somethin' 'Bout Your Body
04 - Trying To Make A Living
05 - Here For You
06 - Get A Life
07 - Two Sides
08 - No One At All
09 - Temptation
10 - I Live My Life For You


 Good Acoustics (1996)

01 - You Are My Religion
02 - Love Don't Care
03 - In Your Perfect World
04 - No One At All
05 - Love of A Lifetime
06 - All She Wrote
07 - When I Look Into Your Eyes
08 - Don't Treat Me Bad
09 - Here For You
10 - I Live My Life For You
11 - Seven Bridges Road


 Category 5 (1998)

01 - Can't Stop The Pain
02 - Acid Rain
03 - Bringing Me Down
04 - Dream
05 - Get Ready
06 - If It Changes
07 - The Day, The Week, and The Weather
08 - The Nights Were Young
09 - Have Mercy
10 - I'd Do Anything
11 - Arrow Through My Heart
12 - Life Goes On


 Bring 'Em Out Live (Live) (1999)

01 - Intro
02 - Overnight Sensation
03 - All She Wrote
04 - Lover's Lane
05 - Hold Your Fire
06 - Dream
07 - When I Look Into Your Eyes
08 - Acid Rain
09 - Bringing Me Down
10 - Don't Walk Away
11 - Love of A Lifetime
12 - Reach For The Sky
13 - I Live My Life For You
14 - Here For You
15 - Don't Treat Me Bad


 Super Hits (Compilation) (2000)

01 - Love of A Lifetime
02 - Don't Treat Me Bad
03 - Reach For The Sky
04 - Love Is A Dangerous Thing
05 - When I Look Into Your Eyes
06 - Rock On The Radio
07 - All She Wrote
08 - Somethin' 'Bout Your Body
09 - Trying To Make A Living
10 - In Your Perfect World


 O2 (2000)

01 - Jumpin'
02 - Take It Off
03 - The Dark
04 - Don't Fade On Me
05 - I'd Rather Be Making Love
06 - What You Can Do
07 - I'm In Love This Time
08 - Unbelievable
09 - Loving You Is Paradise
10 - Call of The Night


 Prime Time (2003)

01 - Prime Time
02 - Crash
03 - Door To Door
04 - Perfect Lie
05 - Holding On
06 - Body Language
07 - I'm The One
08 - Take Me Away
09 - Home Tonight
10 - Let Go


 Full Circle (2011)

01 - Overnight Sensation
02 - Shake and Tumble
03 - Hold The Dream
04 - All She Wrote
05 - Love of A Lifetime
06 - Don't Treat Me Bad
07 - Reach For The Sky
08 - When I Look Into Your Eyes
09 - You Are My Religion
10 - I Live My Life For You
11 - Christmas With You


quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Journey - Discografia

São Francisco é uma cidade que sempre teve forte ligação com a música, passando de centro da Psicodelia nos Estados Unidos ao marco do Thrash Metal da Bay Area. Foi nessa localidade que surgiu, em 1973, a banda Rhythm Section Golden Gate que tinha como intuito acompanhar artistas daquela região. O conjunto foi fundado pelo guitarrista Neil Schon e pelo tecladista/vocalista Gregg Rolie, ambos com experiência ao lado de Carlos Santana. Logo em seguida, juntaram-se a eles dois músicos que vinham da banda de Rock Progressivo Frumious Bandersnatch: Ross Valory (baixo) e George Tickner (guitarra). Por fim, veio o baterista Prairie Prince ex-The Tubes.
Antes de mesmo de realizar suas primeiras apresentações, o conceito original foi modificado e o conjunto decidiu seguir sua carreira de forma autônoma, sem depender de outros artistas. Assim, foi realizado um concurso de rádio para a escolha de um nome para o conjunto, o que acabou sendo um fracasso. Um dos roadies da banda, chamado John Villanueva sugeriu o nome Journey, que acabou sendo aceito pela banda.
Nessa mesma época, Prairie Prince retornou para o The Tubes e o Journey trouxe o experiente Ansley Dunbar, que havia tocado com nomes como Frank Zappa e John Lennon.
Após algumas apresentações, o novo line-up conseguiu um contrato com a Columbia Records em 1974 e se preparou para o lançamento de seu primeiro disco, homônimo, que sairia em 1975. A banda investiu pesado na instrumentação e na onda do Jazz-Rock que era febre na época. Apesar de possuir um time de músicos de primeira linha, o debut acabou não emplacando, sendo um dos discos mais distintos de sua carreira, por foca o Rock Progressivo, o que pode ser observado em faixas como Of A Lifetime, Kohoutek, Topaz e Mystery Mountain.
Após o lançamento do disco, Tickner deixou o conjunto que passou a ser um quarteto. Com a nova formação, soltaram o segundo álbum em 1976, chamado Look At The Future. A banda tentou buscar uma sonoridade mais direta e focada, mas o resultado foi semelhante ao do primeiro álbum, como demonstra a faixa-título e também I'm Gonna Leave You, faixas progressivas e experimentais. Apesar da semelhança entre os sons dos álbuns, as vendas foram melhores, mas nada muito significativo. Além disso, o talento de Gregg Rolei como vocalista passou a ser questionado, o que levou o restante da banda a fazer aulas de canto, para que pudessem apoiar Gregg e acrescentar mais harmonias às músicas do Journey.
O resultado disso pode ser visto em Next, de 1977, em que Neil Schon chega a assumir os vocais de duas faixas. O disco começa a mudar um som dos dois primeiros álbuns, buscando um som mais acessível. 
Como mais uma vez a banda não deslanchou, a gravadora os pressionou para que encontrassem um frontman, bem como para que trabalhassem um som mais popular, a exemplo do que o Boston estava fazendo. A banda encontrou em Steve Perry o substituído ideal, mas como o vocalista tinha compromissos com o Alien's Project e o Journey precisava encerrar a turnê que fazia com o ELP, o jeito foi trazer um quebra galho. Assim, Robert Fleischman (ex-Edgar Winter e Vinnie Vincent Invasion) foi o escolhido. Até que dentro dos palcos o resultado foi positivo, sendo que Robert passou até a compor canções com o grupo, mas fora dele, teve inúmeros problemas de relacionamento com os demais integrantes e acabou dispensado.
Assim, era a deixa que faltava para Steve Perry, filho de portugueses, assumir os vocais do Journey e se tornar a voz do conjunto.
O primeiro disco com Perry foi Infinity, de 1978, e graças ao talento do novo membro e à abordagem mais comercial da banda, o álbum foi primeiro a atingir as paradas de sucesso, graças a hits como Lights e Wheel In The Sky.
Ainda era cedo, mas o Journey havia dado um passo importante para a criação de um estilo novo, que trazia as influências do Rock Progressivo, com o Hard Rock, mas de uma forma mais acessível para tocar nas rádios, era o início do AOR.
Parte do sucesso do "novo" Journey foi creditada ao produtor Thomas Ray Baker, que lhes auxiliou no direcionamento que deveriam seguir.
A banda ficou bastante satisfeita com o resultado atingido, exceto Ansley Dunbar, que preferiu deixar o conjunto e ir para o Jefferson Starship.
Para o posto de baterista vem Steve Smith, e a banda retorna ao estúdio para gravar Evolution, que sai em 1979. O disco teve um resultado parecido com o seu antecessor, mostrando que a banda começa a se estabilizar como uma grande do estilo. Os bons resultados de Evolution poder ser atribuídos ao mega hit Lovin', Touchin', Squeezin', que foi amplamente divulgado pela mídia e tocado nas rádios de todo o país. Outra faixa a atingir o topo das paradas foi Any Way You Want It.
O ano de 1980 foi movimentado para a banda, com a gravação do primeiro disco ao vivo (Capture, lançado em 1981), além da trilha-sonora do filme Dream, After Dream, além do lançamento do álbum Departure.
Surpreendentemente, Gregg Rolie saiu do Journey e para o seu lugar veio Stevie "Keys" Roseman, que "ajeitou" a faixa The Party's Over (Hopelessly In Love) para o álbum Capture. Porém, por indicação do próprio Gregg Rolie, a banda escolhe Jonathan Cain como seu substituto definitivo. E o Journey saiu ganhando e muito! Além do talento de Jonathan como tecladista, o mesmo era um exímio compositor e iria contribuir significativamente com a era de ouro da banda.
Em 1981, vem o primeiro disco da nova formação: Escape, que se tornou o maior sucesso comercial da banda, graças a hits eternos como Who's Cryin' Now, Open Arms e... Don't Stop Believin'. Com tais faixas, o Journey alcançava o estrelato e se tornava uma das maiores bandas dos Estados Unidos, com uma popularidade significativa em todo o mundo. O som dos teclados de Cain combinado com a guitarra de Schon e os vocais de Perry marcaram uma geração e serviram de inspiração para outras bandas.
O álbum seguinte, Frontiers, de 1983, foi outro marco na carreira da banda, sendo considerado por boa parte dos como a obra-prima do Journey, graças à faixas como Separate Ways (World's Apart), Faithfully e Send Her My Love. O disco só não conseguiu atingir o primeiro lugar nas paradas pois naquela mesma época havia sido lançado um disquinho chamado Thriller, de um tal de Michael Jackson. Naquele momento o Journey impressionava a todos não apenas pelos seus trabalhos em estúdio, mas também pelas apresentações ao vivo, que tinham uma enorme aparelhagem e telões (algo incomum na época).
Após o fim da turnê de Frontiers, a banda resolveu fazer uma pausa para recuperar as energias, pois os últimos anos haviam sido intensos para todos os membros. Durante esse período, Steve Perry gravou seu primeiro disco solo, chamado Street Talk, que atingiu boas vendas e teve inúmeras críticas positivas.
O Journey retornaria no final de 1984, mas as coisas não eram mais as mesmas, conflitos internos começaram a surgir, vez que Perry queria produzir o próximo álbum, mas não contava com o apoio de Ross Valory e Steve Smith. A solução encontrada pela banda foi demitir os dois músicos. Os substitutos de Ross e Steve foram Randy Jackson e Larrie Londin. Além disso, Perry passava por problemas pessoais, em razão de sérios problemas de saúde de sua mãe.
Em 1986 veio o disco Raised On Radio, que também vendeu muito bem e teve quatro grandes hits: Be Good To Yourself, I'll Be Alright Without You, Girl Can't Help It e Suzanne.
Mike Baird assumiu as baquetas durante a turnê de divulgação do álbum, que foi gravada e transformada em um documentário pela MTV. Em 1987, a Perry e Schon estavam desmotivados e decidiram encerrar as atividades da banda provisoriamente.
Com o fim do Journey, cada músico seguiu o seu caminho, Schon e Cain iriam passar o resto de 1987 colaborando com artistas como Jimmy Barnes e Michael Bolton antes de se juntarem com os ex- companheiros de Cain na banda The Babys, John Waite e Ricky Phillips, para formar o supergrupo Bad English, com o baterista Deen Castronovo, em 1988.
Steve Smith dedicou o seu tempo a suas bandas de jazz, e juntou-se com Ross Valory e o tecladista Gregg Rolie para criar o The Storm com o cantor Kevin Chalfant e guitarrista Josh Ramos.
Em 1991, com o fracasso do Bad English, Schon e Castronovo formariam o Hardline, conjunto de Glam Metal com os irmãos Johnny e Joey Gioeli.
Perry se tornou definitivamente um artista solo e saiu em turnê, vindo a lançar um segundo álbum chamado For The Love Of Strange Medicine, em 1994. Nesse altura, Perry via que era melhor ser frontman de uma banda, do que ser artista solo. Além disso, o vocalista via que os fãs de seus shows queriam ouvir as músicas do Journey.
Perry foi obrigado a se afastar dos palcos, em razão de problemas respiratórios, o que fez com que pudesse refletir sobre sua carreira. Nessa época, o músico recebeu uma ligação da gravadora Columbia, indagando sobre um possível retorno do Journey. Assim, o vocalista se reuniu com Cain e Schon e o Journey voltou em 1995, com os retornos de Ross Valory e Steve Smith.
Em 1996, lançaram o álbum Trial By Fire, que trouxe os hits Message Of Love e When You Love A Woman, e foi muito bem recebido pelo público e pela crítica. Infelizmente, Perry sofreu um acidente no Havaí, enquanto praticava alpinismo, o que impediu que o Journey pudesse sair em turnê.
Como a recuperação de Perry estava muito demorada, o vocalista achou melhor deixar o Journey, o que aconteceu em 1998. Com o isso, a banda trouxe Steve Augeri (ex-Tall Stories), para ser o seu substituto. Com a partida de Perry, Steve Smith opta por não seguir com o Journey e retorna para sua banda de jazz (Vital Information), e é substituído por Deen Castronovo, ex-companheiro de Schon no Bad English.
Arrival, de 2001, marcava a estréia da nova formação em estúdio, e apesar de ausência de Perry ser bastante sentida, a banda conseguiu entregar um bom álbum, amparada na faixa All The Way. Um ponto negativo do disco é o excesso de baladas, que deixou a coisa meio morna.
A banda teve alguns problemas na turnê de divulgação do disco, com o cancelamento de algumas datas, mas seguiu na estrada, sendo que em 2002, lançaram o compacto Red 13.
Em 2003, a banda saiu em uma grande turnê ao lado de nomes como REO Speedwagon e Styx. Dois anos depois, o Journey foi indicado para a calçada da fama e lançou o álbum Generations, que marcava os trinta anos de carreira e trouxe uma curiosidade, todos os integrantes da banda assumia os vocais de pelo menos uma faixa do disco, que é mais pesado que seus antecessores e foi muito bem recebido por todos.
Steve Augeri deixa o Journey em 2006 em razão de uma infecção de garganta crônica, adquirida durante as apresentações com o Def Leppard.
Para cumprir os compromissos, o espetacular Jeff Scott Soto foi contratado, permanecendo com a banda até de 2007.
Após uma grande procura por um novo vocalista, a banda encontrou o substituto ideal em Jeremey Hunsicker, que fazia parte de uma banda tributo do Journey e se tornou conhecido de Cain e Schon pelos vídeos do Youtube.
A banda então se reuniu para iniciar o processo de composição do próximo álbum, mas as coisas não saíram como o esperado e Hunsicker deixou a banda, mas receberia o seu crédito com a faixa Never Walk Away, que viria a ser lançada no disco.
No final de 2007, a banda anunciou que o seu vocalista seria o filipino Arnel Pineda, que também fazia parte de uma banda de tocava covers do Journey, encontrado pela internet.
Com a nova formação, lançaram o álbum Revelation em 2008. E o tal de Pineda provou que mandava bem demais! Prova disso é que, além do álbum de inéditas, Revelation vem com um segundo disco contendo os clássicos da banda na voz de Pineda.
Em 2011, lançaram outro álbum de inéditas, chamado Eclipse, que apesar das vendas pouco significativas, é um ótimo álbum, conforme comprovam as faixas Edge Of The Moment, Resonale e Venus. Além disso, é possível observar que Eclipse traz vários elementos de Progressive Rock, o que nos faz recordar da sonoridade da banda antes da entrada de Steve Perry.
Em 2012, foi lançado um documentário chamado Don't Stop Believin' que conta a história da escolha de Pineda como vocalista da banda.
Hoje, o conjunto pode não ter o respeito e reconhecimento de outros tempos, mas para aqueles que sabem o que a era de ouro do AOR representou, o Journey estará sempre entre os grandes.
Gostaria que pudessem vir ao Brasil em breve, pois essa é uma daquelas bandas que eu gostaria de ver de perto.


 Journey - 1975

01 - Of A Lifetime
02 - In The Morning Day
03 - Kohoutek
04 - To Play Some Music
05 - Topaz
06 - In My Lonely Feeling/Conversations
07 - Mystery Mountain


 Look Into The Future - 1976

01 - On A Saturday Nite
02 - It's All Too Much
03 - Anyway
04 - She Makes Me (Feel Alright)
05 - Youre On Your Own
06 - Look Into The Future
07 - Midnight Dreamer
08 - I'm Gonna Leave You


 Next - 1977

01 - Spaceman
02 - People
03 - I Would Find You
04 - Here We Are
05 - Hustler
06 - Next
07 - Nickel & Dime
08 - Karma


 Infinity - 1978

01 - Lights
02 - Feeling That Way
03 - Anytime
04 - La Do Da
05 - Patiently
06 - Wheel In The Sky
07 - Somethin To Hide
08 - Winds Of March
09 - Can Do
10 - Opened The Door


 Evolution - 1979

01 - Majestic
02 - Too Late
03 - Lovin', Touchin', Squeezin'
04 - City Of The Angels
05 - When Youre Alone (It Ain't Easy)
06 - Sweet And Simple
07 - Lovin' You Is Easy
08 - Just The Same Way
09 - Do You Recall
10 - Daydream
11 - Lady Luck


 Departure - 1980

01 - Any Way You Want It
02 - Walks Like A Lady
03 - Someday Soon
04 - People And Places
05 - Precious Time
06 - Where Were You
07 - I'm Cryin'
08 - Line Of Fire
09 - Departure
10 - Good Morning Girl
11 - Stay Awhile
12 - Homemade Love
13 - Natural Thing
14 - Little Girl

Download

 Dream After Dream (Soundtrack) - 1980

01 - Destiny
02 - Snow Theme
03 - Sandcastles
04 - A Few Coins
05 - Moon Theme
06 - When The Love Has Gone
07 - Festival Dance
08 - The Rape
09 - Little Girl


 In The Beginning 1975-1977 (Compilation) - 1980

01 - Of A Lifetime
02 - Topaz
03 - Kohoutek
04 - On A Saturday Night
05 - It's All Too Much
06 - In My Lonely Feeling
07 - Mystery Money
08 - Spaceman
09 - People
10 - Anyway
11 - You're On Your Own
12 - Look Into The Future
13 - Nickel And Dime
14 - I'm Gonna Leave You


 Captured (Live) - 1981

01 - Majestic
02 - Where Were You
03 - Just The Same Way
04 - Line Of Fire
05 - Lights
06 - Stay Awhile
07 - Too Late
08 - Dixie Highway
09 - Feeling That Way
10 - Anytime
11 - Do You Recall
12 - Walks Like A Lady
13 - La Do Da
14 - Lovin', Touchin', Squeezin'
15 - Wheel In The Sky
16 - Any Way You Want It
17 - The Partys Over (Hopelessly In Love)

Download

 Escape - 1981

01 - Don't Stop Believin'
02 - Stone In Love
03 - Who's Crying Now
04 - Keep On Runnin'
05 - Still They Ride
06 - Escape
07 - Lay It Down
08 - Dead Or Alive
09 - Mother, Father
10 - Open Arms


 Frontiers - 1983

01 - Separate Ways (Worlds Apart)
02 - Send Her My Love
03 - Chain Reaction
04 - After The Fall
05 - Faithfully
06 - Edge Of The Blade
07 - Troubled Child
08 - Back Talk
09 - Frontiers
10 - Rubicon
11 - Only The Young (Bonus Track)
12 - Ask The Lonely (Bonus Track)
13 - Liberty (Bonus Track)
14 - Only Solutions (Bonus Track)


 Raised On Radio - 1986

01 - Girl Can't Help It
02 - Positive Touch
03 - Suzanne
04 - Be Good To Yourself
05 - Once You Love Somebody
06 - Happy To Give
07 - Raised On Radio
08 - I'll Be Alright Without You
09 - It Could Have Been You
10 - The Eyes Of A Woman
11 - Why Can't This Night Go On Forever
12 - Girl Can't Help It (Live - Bonus Track)
13 - I'll Be Alright Without You (Live - Bonus Track)

Download

 Greatest Hits - 1988

01 - Only The Young
02 - Don't Stop Believin'
03 - Wheel In The Sky
04 - Faithfully
05 - I'll Be Alright Without You
06 - Any Way You Want It
07 - Ask The Lonely
08 - Who's Crying Now
09 - Separate Ways (Worlds Apart)
10 - Lights
11 - Lovin', Touchin', Squeezin'
12 - Open Arms
13 - Girl Can't Help It
14 - Send Her My Love
15 - Be Good To Yourself


 The Ballade (Compilation) - 1991

01 - Open Arms
02 - Lights
03 - Too Late
04 - Faithfully
05 - I'll Be Alright Without You
06 - Patiently
07 - Who's Crying Now
08 - After The Fall
09 - The Eyes Of A Woman
10 - Opened The Door
11 - Good Morning Girl
12 - Stay Awhile
13 - Still They Ride
14 - Send Her My Love
15 - Why Can't This Night Go On Forever


 Time³ (Compilation) - 1992

CD 1:
01 - Of A Lifetime
02 - Kohoutek
03 - I'm Gonna Leave You
04 - Cookie Duster
05 - Nickel & Dime
06 - For You
07 - Velvet Curtain/Feeling That Way
08 - Anytime
09 - Patiently
10 - Good Times
11 - Majestic
12 - Too Late
13 - Sweet And Simple
14 - Just The Same Way
15 - Little Girl
16 - Any Way You Want It
17 - Someday Soon
18 - Good Morning Girl

Download

CD 2:
01 - Where Were You
02 - Line Of Fire
03 - Homemade Love
04 - Natural Thing
05 - Lights
06 - Stay Awhile
07 - Walks Like A Lady
08 - Lovin', Touchin', Squeezin'
09 - Dixie Highway
10 - Wheel In The Sky
11 - The Partys Over (Hopelessly In Love)
12 - Don't Stop Believin'
13 - Stone In Love
14 - Keep On Runnin'
15 - Who's Cryin' Now
16 - Still They Ride
17 - Open Arms
18 - Mother, Father

Download

CD 3:
01 - La Raza Del Sol
02 - Only Solutions
03 - Liberty
04 - Separate Ways (Worlds Apart)
05 - Send Her My Love
06 - Faithfully
07 - After The Fall
08 - All That Really Matters
09 - The Eyes Of A Woman
10 - Why Can't This Night Go On Forever
11 - Once You Love Somebody
12 - Happy To Give
13 - Be Good To Yourself
14 - Only The Young
15 - Ask The Lonely
16 - With A Tear
17 - Into Your Arms
18 - Girl Can't Help It
19 - I'll Be Alright Without You

Download

 Trial By Fire - 1996

01 - Message Of Love
02 - One More
03 - When You Love A Woman
04 - If He Should Break Your Heart
05 - Forever In Blue
06 - Castles Burning
07 - Don't Be Down On Me Baby
08 - Still She Cries
09 - Colors Of The Spirit
10 - When I Think Of You
11 - Easy To Fall
12 - Can't Tame The Lion
13 - It's Just The Rain
14 - Trial By Fire
15 - Baby I'm Leavin' You
16 - I Can See It In Your Eyes (Bonus Track)

Download

 Greatest Hits Live - 1998

01 - Don't Stop Believin'
02 - Separate Ways
03 - After The Fall
04 - Lovin, Touchin, Squeezin'
05 - Faithfully
06 - Who's Cryin' Now
07 - Any Way You Want It
08 - Lights
09 - Stay Awhile
10 - Open Arms
11 - Send Her My Love
12 - Still They Ride
13 - Stone In Love
14 - Escape
15 - Line Of Fire
16 - Wheel In The Sky


 Arrival - 2001

01 - Higher Place
02 - All The Way
03 - Signs Of Life
04 - All The Things
05 - Loved By You
06 - Livin' To Do
07 - World Gone Wild
08 - I Got A Reason
09 - With Your Love
10 - Lifetime Of Dreams
11 - Live And Breathe
12 - Nothin' Comes Close
13 - To Be Alive Again
14 - Kiss Me Softly
15 - We Will Meet Again

 The Essencial Journey (Compilation) - 2001

CD 1:
01 - Only The Young
02 - Don't Stop Believin'
03 - Wheel In The Sky
04 - Faithfully
05 - Any You Want It
06 - Ask The Lonely
07 - Who's Crying Now
08 - Separate Ways (Worlds Apart)
09 - Lights
10 - Lovin', Touchin', Squeezin'
11 - Open Arms
12 - Girl Can't Help It
13 - Send Her My Love
14 - When You Love A Woman
15 - I'll Be Alright Without You
16 - After The Fall

Download

CD 2:
01 - Chain Reaction
02 - Message Of Love
03 - Somethin' To Hide
04 - Line Of Fire
05 - Anytime
06 - Stone In Love
07 - Patiently
08 - Good Morning Girl
09 - The Eyes Of A Woman
10 - Be Good To Yourself
11 - Still They Ride
12 - Baby I'm A Leavin' You
13 - Mother, Father
14 - Just The Same Way
15 - Escape
16 - The Party's Over (Hopelessly In Love)

Download

 Red 13 (EP) - 2002

01 - Intro - Red 13 - State Of Grace
02 - The Time
03 - Walking Away From The Edge
04 - I Can Breathe

Download

 Generations - 2005

01 - Faith In The Heartland
02 - The Place In Your Heart
03 - A Better Life
04 - Every Generation
05 - Butterfly (She Flies Alone)
06 - Believe
07 - Knowing That You Love Me
08 - Out Of Harms Way
09 - In Self-Defense
10 - Better Together
11 - Gone Crazy
12 - Beyond The Clouds
13 - It's Never Too Late

 Revelation - 2008

CD 1 (New Songs):
01 - Never Walk Away
02 - Like A Sunshower
03 - Change For The Better
04 - Wildest Dream
05 - Faith In The Heartland
06 - After All These Years
07 - Where Did I Lose Your Love
08 - What I Needed
09 - What It Takes To Win
10 - Turn Down The World Tonight
11 - The Journey (Revelation)

Download

CD 2 (Greatest Hits - Pineda Vocals):
01 - Only The Young
02 - Don't Stop Believin'
03 - Wheel In The Sky
04 - Faithfully
05 - Any Way You Want It
06 - Who's Crying Now
07 - Separate Ways
08 - Lights
09 - Open Arms
10 - Be Good To Yourself
11 - Stone In Love


 Eclipse - 2011

01 - City Of Hope
02 - Edge Of The Moment
03 - Chain Of Love
04 - Tantra
05 - Anything Is Possible
06 - Resonate
07 - She's A Mystery
08 - Human Feel
09 - Ritual
10 - To Whom It May Concern
11 - Someone
12 - Venus


 Greatest Hits 2 - 2011

01 - Stone In Love
02 - After The Fall
03 - Chain Reaction
04 - The Partys Over (Hopelessly In Love) (Live)
05 - Escape
06 - Still They Ride
07 - Good Morning Girl
08 - Stay Awhile
09 - Suzanne
10 - Feeling That Way
11 - Anytime
12 - Walks Like A Lady
13 - Little Girl
14 - Just The Same Way
15 - Patiently
16 - When I Think Of You
17 - Mother, Father (Live In Houston, 1981)
18 - Don't Stop Believin' (Live In Houston, 1981)


domingo, 22 de dezembro de 2013

Ankhalimah - Discografia Comentada

Sempre insisto muito na qualidade do Metal brasileiro. Sempre faço questão de realçar a magnificência das bandas de nosso território nacional, e, ainda em primeira instância, dar apoio. Não por "obrigação", mas por merecimento. É tanta coisa brilhante que nossa cena tem, em todas as vertentes, em todo o país, que é possível abater-se ao pensamento de que aqui, em casa, essas bandas de músicos criativos, habilidosos e competentes, não recebam tanto reconhecimento, enquanto muitas vezes, lá fora, se tornam gigantes. Tudo bem, algumas são novas e ainda têm que trilhar o caminho em direção ao topo, mas ainda assim, é brilhante como temos grupos reluzentes aqui.
Para eu falar isso tudo, já ficou claro que essa postagem disserta sobre mais uma banda que merece as vibrações dos tímpanos dos headbangers, em especial aqueles que são fãs de algo mais artístico, erudito, clássico, épico. Pois é. Como se trata de Metal, e fiz relação com elementos operísticos, não é difícil adivinhar que o gênero gritante aqui é o Symphonic Power Metal. É ele mesmo. E poderoso. Composto com maestria.
Em meio a um mercado absolutamente congestionado, com diversas bandas fazendo 'covers' umas das outras e não conseguindo (ou não almejando) oferecer nada de diferente ao estilo (e claro que me refiro ao Symphonic e ao Power Metal, bem como a fusão), ainda me impressiona que existam bandas que se destacam, e mais impressionante ainda, que me fazem repetir audições. Faço tal afirmação pois sou definitivamente cansado dos dois gêneros. Na minha adolescência, foram uma constante. Hoje, com a saturação e a falta de criatividade (apesar das ótimas bandas), exploro outras terras mais longínquas, algo que certamente é engrandecedor. Soterrado sob camadas de bandas, acrescidas do fato de ainda serem novos, o Ankhalimah é um conjunto que já merece maior reconhecimento e saída do quase anonimato.
Na cidade de Niterói, região metropolitana do Rio de Janeiro, nasceu, em julho de 2007 e de forma descompromissada e amistosa, o Ankhalimah, cujo nome é uma interessante fusão entre três palavras: "Ankh" (conhecido símbolo da vida egípcio), "Kalimah" (palavra árabe retirada dos Seis Kalimahs do Islã) e "Ancalima" (palavra da língua élfica Sindarin, d'O Silmarillion de J.R.R. Tolkien. Significa " o mais brilhante" ou "o mais radiante"). O vocalista Guilherme Klausner e o guitarrista Yuichi Inumaru, fundadores, não tinham pretensão alguma além de ocuparem-se como um mero hobby. Com isso, a primeira formação contou também com Gabriel Martins na segunda guitarra, Victor Hugo Lopes no contrabaixo e Cadu Franco na bateria.
Em vista que a banda não era séria e cada membro tinha seus próprios afazeres (como estudos, principalmente), os primeiros tempos foram bem conturbados no que diz respeito à estabilidade da formação. Membros iam e vinham. Alguns saíam por questões de direcionamento musical, outros, por brigas, tal como ocorreu entre os dois fundadores, desembocando na saída de Yuichi. Todavia, pouco depois eles fazem as pazes e voltam a tocar juntos no projeto. O período também foi marcado pelo início de projetos e bandas paralelas, demonstrando ainda pouca seriedade com o Ankhalimah.
O auge do incômodo da instabilidade foi em 2010, quando a banda não suportou a instabilidade e os problemas frequentes entre antigos e novos membros, e se desfragmentou por completo, levando os músicos a se dedicarem a outros projetos. Por exemplo, o guitarrista Arthur Fernandes (que chegou em meio a tempos conturbados e saiu um pouco antes do fim da banda) e o fundador Yuichi Inumaru formaram o Metais de Transição, enquanto o também recém-chegado guitarrista Pedro Drummond e o vocalista e fundador Guilherme Klausner iniciaram o Neon Black.
Naquela época, de forma prática, o Metais de Transição funcionava melhor que o Ankhalimah. Contudo, no finzinho de 2010, a banda encontrou seu fim, o que levou Yuichi a ter a ideia de profissionalizar sua paralisada ex-banda. Para isso, contou com a colaboração do vocalista Guilherme e do guitarrista Arthur novamente, baseado na convicção de que essa formação seria fixa e unida. E assim foi. O máximo que ocorreu foi a entrada do tecladista Caio Dieguez (Scarlet Horizon) em 2011, ano em que o projeto foi oficialmente reativado, e nenhum outro membros oficial foi adicionado. Passaram a contratar músicos para auxiliá-los, eliminando, assim, problemas de ego, e finalmente os cavalos começaram a puxar a carroça efetivamente.
Com norte traçado, os trabalhos de composição de material autoral tiveram início em maio de 2011. Ao longo de um ano de trabalho, demos foram lançadas, e a sonoridade desenvolvida e cada vez mais caracterizada, moldando o veloz amadurecimento. Algumas das faixas até tinham sido compostas em tempos anteriores, mas ganharam uma cara completamente nova. Pegando 'emprestado' o baterista Tauanã Guarino, o Ankhalimah finalmente estava pronto para entrar em estúdio para gravar o debut no segundo semestre de 2012, trabalho árduo concluído no fim do ano.
Produzido por Marcelo Oliveira (Hydria) e repleto de classe e vibrações interessantes, o debut "I" foi lançado de forma independente em janeiro de 2013 através da disponibilização para download grátis em seu site oficial. O nome "I" faz alusão tanto à palavra "eu" quanto ao número 1, simbolizando ao longo do álbum a reflexão filosófica do conflito do homem que vive no ego, separado da unidade.
Sonoramente falando, o registro é maravilhoso o suficiente para capturar a atenção de todos que são adeptos do estilo, quiçá de fora também. Guilherme Klausner, apesar de não elevar às alturas o tom de sua voz como reza o "código do intérprete vocal de Power Metal", mostra-se dono de uma voz bela e de tom médio a grave que se encaixou muito bem em uma sonoridade que explora bombásticos teclados, fortes coros e muitos momentos de turbulência, momentos esses que ele tende a "agressivar" a voz. O interessante é que o álbum conta com uma sonoridade realmente pegada, com bateria participativa e variada, bumbos que não param de tomar porrada, guitarras frenéticas e solos habilidosos e velozes que duelam com os solos dos teclados. Por vezes, a atmosfera super preenchida cede espaço a pianos, violinos, entre outros instrumentos, e até mesmo momentos de calmaria ao som de violão (quando não se trata de faixas exclusivamente baladas).
Cá está mais uma banda que, de fato, utiliza seus instrumentos, sua criatividade e seu conhecimento de maneira acima da média, exalando uma musicalidade rica e maravilhosa. Mais uma banda brasileira de qualidade para o nosso acervo. Estejam prontos para uma experiência formosa e neoclássica!

|    Official Website    |    Facebook Page    |
|    Twitter    |    YouTube Channel    |    Soundcloud    |


 I (2013)

01 - Ankhalimah
02 - Radiant
03 - Two Edged
04 - Edge of Madness
05 - For Our Best
06 - Magnetic
07 - Nell Mezzo del Camim
08 - Prison of Vices
09 - Vampire
10 - Plot Against Humanity
11 - Valentine

Ouvir (YouTube)
Ouvir (Soundcloud)