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sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Tenochtitlan - Discografia

Ver bandas oriundas de certos países inóspitos e improváveis fazendo Metal de qualidade e introduzindo elementos de sua própria cultura na sonoridade é algo lindo e empolgante! Igualmente interessante é ver bandas de outros países, muitas vezes "incompatíveis" (pois a realidade natural é completamente diferente), se preocupando em fazer música que homenageie determinado povo ou período histórico, recente ou antigo. Vemos ambos os casos com alguma frequência, e o resultado muitas vezes é positivo.
É legal quando um músico é culto, se interessa por História e pelas diversas culturas de todos os tempos do planeta, e passa essa paixão para sua musicalidade. Sempre sai algo fiel e bem feito, independente do gênero principal executado. Quando esse músico viaja o mundo com frequência para sentir a pluralidade cultural, e sentir o interesse ferver, certamente, é muito melhor. Com essas características, conheço poucos músicos como o genial multi-instrumentista russo Valery Androsov, profissionalmente conhecido como Senmuth.
Muitos ficam impressionados com a extensão da discografia solo desse cara, afinal, é um dos músicos que têm o maior número de discos lançados na carreira solo na história. Eu também ficava, quando não estava acostumado a admirar o tamanho dela. Se você é um dos que se impressiona com isso, seria interessante parar pra pensar se ele tem projetos paralelos. Pensou? Sim, ele tem sim, e essa delícia aqui chamada Tenochtitlan é um deles.
O gênio Senmuth perde o interesse em projetos com bastante facilidade. Exatamente isso, aliado à sua incrível facilidade para fazer música (de alta qualidade e muito detalhadas, diga-se de passagem), o leva a ter uma carreira solo livre, além de trabalhar em projetos paralelos, para satisfazer outros interesses, temporários ou não.
No ano de 2004, em Moscou, na Rússia, Senmuth aliou-se a outros músicos para dar início a um projeto musical, algo incomum para ele, que gosta de trabalhar sozinho. Contudo, a proposta musical é bem familiar para o líder: os impérios da América Central e os povos do período pré-colombiano. Com isso, recrutou Brutal Harry para cuidar da guitarra e programação, Lefhander para ocupar a guitarra e vocal gutural rasgado e Eresh para cantar limpo e tocar os instrumentos de sopro, enquanto ele próprio se fez responsável pela guitarra, programação, e também vocal gutural rasgado. Assim nasceu o Tenochtitlan, nome dado em homenagem à Tenochtitlán, a mítica "metrópole" do Império Asteca, fundada em 1325 e conquistada pelos espanhóis no século XVI, se transformando onde hoje é a Cidade do México. A cidade era localizada em uma ilha no meio do lago Texcoco, sendo uma das três cidades aliadas que compunham a Tríplice Aliança, de certa forma equilibrando pacificamente uma forma de poder político. As outras duas cidades eram Tlacopan e Texcoco. Quem teve infância e jogou Age of Empires II: The Conquerors Expansion, com certeza sentiu uma nostalgia ao ler esse pedacinho de história nessa postagem.
Costumo dizer que o Senmuth tem, em sua carreira solo, uma musicalidade que a palavra "estranha" define bem. Talvez sua genialidade, seus interesses e o fato de ser autodidata influenciem de forma singular a forma como faz música. Dificilmente algo se parece com ele. Senmuth é Senmuth. Sem dúvidas, essa "estranheza" é passada também para o Tenochtitlan. Porém, enquanto sua carreira solo é mais aberta e composta por muitos discos passíveis da não apreciação do público headbanger, acredito bastante que o mesmo não vá ocorrer com essa banda, por ser mais fechada, um pouco mais Metal, e com temática bem centralizada e definida. Afinal, na carreira solo, o russo mistura uma porrada de elementos, preparando uma verdadeira salada. Aqui não, aqui as coisas são melhor definidas.
O Tenochtitlan é considerado um projeto virtual, pois as canções não foram compostas presencialmente, devido à distância entre os membros, acrescida por suas ocupações pessoais e profissionais. Todavia, isso não parece ter atrapalhado o desenvolvimento dessa belezinha que merece a atenção de todos, mesmo que ainda necessite carinho e compreensão do que está sendo feito por parte de quem não está acostumado com a estranha e obscura sonoridade Senmuth.
Você deve ouvir tendo em mente que a sonoridade executada é principalmente o Folk Metal, que se apresenta através dos diversos tipos de instrumentos tradicionais astecas e incas possíveis, principalmente de sopro, como a quena, a flauta doce, o berimbau de boca, a flauta peruana, o domra, tarka, entre outros. Contudo, esse Folk é empanado por um fenomenal Dark Ambient, tornando a atmosfera negra, espessa, densa, esmagadora. Isso ainda é complementado por elementos de Doom Metal, como cereja sobre o bolo. A fusão desses elementos cria um som ambiental, noturno, épico, e relaxante. Os vocais são alternados entre o limpo (que canta de forma mais nasal, lembrando de perto a vocais desérticos do Oriente Médio) e o gutural que pende entre fechado e rasgado. É áspero. Soa de forma bastante tribal. Todas as letras são cantadas em russo, mesmo que algumas faixas tenham nomes em inglês, maia ou nahuatl.
O primeiro álbum chegou já em 2005, sob o título "Эпоха Пятого Солнца", também tendo lançamentos com o nome "Epoch of The Sun". Esse e o próximo, "Chac Och-Ut", de 2006, são bastante assemelhados devido à forte atmosfera obscura que sobrecarrega suas redondezas. Porém, o terceiro disco "Tezcatl" se mostra mais aberto, com um Folk mais solto, diversificado e melhor trabalhado, e ainda com maior duração. Ao meu ver, o melhor disco, e também o que tem boa probabilidade de quem não conhece se apegar mais.
O Tenochtitlan havia passado, nos anos seguintes, por um hiato. A quebra do silêncio ocorreu em 2010, com o lançamento da single de três faixas "Нуаль". Poderia-se esperar, pela rapidez com que os músicos trabalham, um álbum nos meses seguintes, mas não foi o que ocorreu. O ótimo álbum "Сотворение Мира" saiu apenas em 2012, dando uma bela resgatada no épico e pesado ambientalismo executado nos primeiros discos.
Então aqui está mais uma discografia encabeçada pelo russo Senmuth, mais uma banda diferente de muita coisa que se ouve por aí, e mais uma excelente discografia. É o projeto do Senmuth que mais gosto! Acredito ter maior potencial agradar do que sua carreira solo, principalmente ao povo que curte um Shoegaze, Dark Ambient ou vertentes viajantes do tipo. Ouçam de cabeça aberta, e deliciem-se com essa maravilha épica e abundante em riqueza!


 Эпоха Пятого Солнца (Epoch of The Fifth Sun) (2005)

01 - Venus Rising (Intro)
02 - Ветры Солнца
03 - 1 366 560
04 - Тайны Пакаля…
05 - Ye Cham-El A-Em-Aan
06 - Теотиуакан
07 - Утренние Призраки Тикаля
08 - Дороги Ведут в Копан
09 - The Hymn of Huitzilopochtli


 Chac Och-Ut (2006)

01 - Och Vitz Ngui P'i Xo-xot
02 - Астлан: Путь Из Тёмного Камня
03 - Can Quitlaz In Huelic Xochimeh
04 - Место, Где Рождаются Боги
05 - Художник Тольтекский
06 - Эпоха Ягуара
07 - Haa Ki-Um U Poc Av
08 - Tsompantly
09 - Четыре Стороны Рая
10 - Ch'e'nal


 Tezcatl (2007)

01 - Nemiliztli & Miquiztli
02 - Teokalli
03 - Ix Chel
04 - Печаль Тонатиу
05 - Fatal Xihupohualli
06 - Lament Ol'antay
07 - Kal'Yal'Yapi
08 - Inti Raymi
09 - Haa-Ma Chah'-Been-Tzil
10 - Повелитель Майяпана
11 - Xayacatl
12 - Ayhara Killa
13 - Quetzali Dance
14 - Mihtohtli Citlalin
15 - Падение Ахау Ягуара
16 - Chanin Tiqsimuyu
17 - Tutamantan
18 - Icxiohtli
19 - Aymarkayi
20 - 2012


 Нуаль (Single) (2010)

01 - Тлальтекутли
02 - Сотворение Мира
03 - Нуаль


 Сотворение Мира (2012)

01 - Тлальтекутли
02 - Начало
03 - Сокол и Змей
04 - Нуаль
05 - Похороны Монтесумы
06 - Цветок Иш-Чель


quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Tierramystica - Discografia

Podem existir centenas, milhares de vertentes e sub-vertentes musicais de todas as categorias no mundo, mas, certamente, nenhuma promove um resgate cultural tão intenso quanto o Metal. É sempre super agradável ver que nosso estilo musical favorito, que geralmente é visto como marginalizado, pobre e agressivo, dar um belo soco na cara das opiniões ignorantes, resumindo as vertentes mais violentas a outras vertentes (a uma parte de um todo variado) que também têm algo interessante a expressar, mesmo que não agrade ao "público aberto".
Por outro lado, temos bandas de diferentes localidades do planeta resgatando culturas de todas as regiões e espaços temporais da História, e isso não necessariamente implica na obrigatoriedade do grupo ser oriundo daquela região ou cultura específica, mesmo que seja o que muitas vezes acontece. Basta ter interesse, estudo, e competência. Mais bonito ainda é ver brasileiros tomando essa iniciativa, em especial girando os holofotes pra uma civilização tão mítica, tão bela, e ao mesmo tempo, tão injustiçadamente esquecida, mesmo que estejam tão próximos de nós: os incas,  ou os povos andinos em geral. Não apenas eles, mas tudo que gira em torno dos povos pré-colombianos, temas espirituais e toda a questão dos conflitos da dominação espanhola também é retratada em forma de letra e música pela banda.
Não houve lenga-lenga; a banda surgiu em janeiro de 2008, em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, já com essa proposta fixa na cabeça dos guitarristas e fundadores Fabiano Müller e Alexandre Tellini. O nome escolhido foi o bonito Tierramystica, por motivos óbvios, mas ainda assim me desagrada um pouco, pois é situado na língua espanhola. Admiro e dou atenção a textos e documentários sobre os povos andinos, e sempre me entristeceu que tamanha riqueza cultural e estilo de vida diferenciado tenham sido destruídos por uma cruel dominação espanhola, seja diretamente (pela força), ou indiretamente (através das doenças que trouxeram consigo). Ter o nome (bem como algumas letras) em espanhol, na minha mente, simboliza veneração aos "vencedores", a história sendo contada por eles, e não por quem sofreu. Quando se inverte a primeira pessoa, o ponto de vista, algo realmente interessante pode aflorar. Entretanto, isso não chega a ser um grande problema. É apenas um detalhe. Acredito que seria mais interessante ter passagens e nome na antiga língua desse povo.
De fato, não é um grande problema, pois a musicalidade desses caras é uma coisa que dificilmente se ouve por aí: tudo é calcado no Power Metal, mas belamente complementado por um Folk que se manifesta através de diversos instrumentos, principalmente tradicionais dos povos da Cordilheira. Os incas tinham uma profunda ligação espiritual com a natureza à sua volta, seja ela a fauna ou a flora.  Isso os levava a venerá-la através dos instrumentos musicais, que emitiam seus sons por meio do sopro ou da água. Esses sons imitavam com bastante fidelidade os sons da natureza, principalmente os cantos das aves. A sonoridade do Tierramystica é muito assim; extremamente levado à base de ocarinas, quenas, algumas vezes a zampgona, e muito violão, craviola e charango, sem esquecer dos violinos (menos presentes, mas ainda assim, aparecem). A fusão dos elementos cria uma sonoridade que têm ápices mais fortes, solos velozes ao mesmo tempo em que o faz se sentir na natureza inca, algo feliz, pacífico. O lado Folk faz o "canto dos passarinhos dos instrumentos" ser um acompanhante integral da audição.
Não foi difícil, por sinal, montar a primeira formação do grupo. Contando com André Nascimento no vocal, Ricardo Chileno no backing vocal, violão, ocarina, charango, craviola e bombo legüero, Rafael Martinelli no baixo, Duca Gomes nas baquetas, Luciano Thumé nos teclados e Jesus Hernandes nas quenas, zampognas, ocarinas e charangos, além dos dois fundadores, a banda lançou ainda no ano de estreia o EP "New Eldorado", que contém duas faixas: "New Eldorado" e "Spiritual Song". Ambas viriam a compôr o álbum de estreia no futuro.
No ano de 2009, a banda sofreu baixa com a saída de Jesus Hernandes e do vocalista André Nascimento. Mas foi aí que Gui Antonioli, atual vocalista, ingressou. O posto de Jesus não foi reocupado; suas ocupações se subdividiram entre os demais membros. Dessa forma, o Tierramystica foi incluído na coletânea francesa "Another Story From Heaven 2009", lançou mais um EP (autointitulado) e recebeu o prêmio de "Banda Revelação 2009".
Já o ano de 2010 viu o lançamento do já aguardado debut "A New Horizon" em setembro, que tem uma bela capa como cartão de visitas e teve sua primeira tiragem se esgotando já em dezembro. Mais um membro faz parte do trabalho, o flautista Ademar Farinha, mas como membro não-oficial (ele também viria a participar nas apresentações ao vivo subsequentes, sempre tocando os instrumentos folclóricos). Os trabalhos anteriores e esse ótimo disco (com todo seu instrumental diferenciado interpretado pela voz de um vocalista de voz limpa que eleva o tom com facilidade e domínio e tem suave transição para tons mais graves) somados renderam aos gaúchos inesperadas e fantásticas surpresas. Por exemplo, os caras abriram todos os shows do Epica no Brasil, os três últimos do Scorpions, bem como alguns outros de Symphony XAngraPaul Di'AnnoSepultura, entre outros. Outros "achievements" foram positivos feedbacks da mídia crítica, como na Whiplash e Roadie Crew.
Dois mil e onze não teve novidades em lançamentos. Porém, o conjunto demonstrou sua ascensão ao excursionar pelo país ao lado de mais artistas relevantes como Andre MatosTarja Turunen, o extinto Symfonia, além de tocar em diversos festivais, entre eles o varginhense Roça N' Roll.
No ano seguinte, um DVD ao vivo gravado no Bar Opinião, em Porto Alegre, saiu. "A New Legend, A New Journey" é sinônimo de confiança no trabalho que está sendo feito, afinal, poucas bandas ousam lançar algo do tipo tão cedo!
Por fim, chega em 2013 mais um excelente álbum, o segundo da carreira dos caras: "Heirs of The Sun". Novamente, todos os elementos encontrados no debut se fazem presentes em sua bela sonoridade, fazendo desse disco uma extensão do anterior. Ele serviu muito como promoção da banda, pois muitos do que hoje os conhecem, foi devido a esse disco. 
Que o Tierramystica é uma ótima banda, disso não temos dúvidas. Todavia, confesso que os ouvi sob uma expectativa maior (apesar de não ser forte), e ela não foi correspondida da maneira como eu esperava. Confesso, também, que muitas vezes ouvi mais tentando gostar mais, pois a temática e os elementos são fodas teoricamente, mas a cozinha ainda não funcionou de modo magistral, mesmo que funcionem de forma excelente. Vejo muitos elogios, alguns até mais alongados, sobre a banda, mas não consegui ter essa mesma percepção que essas pessoas. Friso de uma vez que não estou falando que são ruins. O texto acima diz por si só. Mas tenho a sensação de que poderiam ser ainda mais que isso. Acho que ainda falta "aquele" álbum. Ainda falta "aquela" música, sabe?, algo realmente bombástico e que realmente seja um convite irrecusável. Isso, ao meu ver, eles ainda não têm. Quem sabe nos próximos álbuns? Talento e lucidez do que estão fazendo os gaúchos têm, e certamente, se o hepteto se mantiver junto por mais anos a fio, discos ainda mais fodas podem ser produzidos. Mesmo com essa minha percepção, dou como certo que muitos de vocês, caso não conheçam, vão se cativar. Não é pra menos que a banda vem fazendo sucesso ascendente, e muita gente gosta pra caralho. Vale mesmo a pena dar uma conferida! Os caras são excelentes!


 New Eldorado (EP) (2008)

01 - New Eldorado
02 - Spiritual Song


 Tierramystica (Promo) (EP) (2009)

01 - Nueva Castilla
02 - Golden Courtyard (Qorikancha)
03 - New Eldorado (Qapaq Ñan)
04 - Celebration To The Sun (Inti Raymi)
05 - Spiritual Song
06 - Winds of Hope (Suyanawayra)
07 - New Eldorado


 A New Horizon (2010)

01 - Nueva Castilla
02 - Golden Courtyard (Qorikancha)
03 - Celebration To The Sun (Inti Raymi)
04 - New Eldorado (Qapaq Ñan)
05 - Spiritual Song
06 - Winds of Hope (Suyanawayra)
07 - Wide Open Wings
08 - Away From The Dream
09 - The Final Rest


 Heirs of The Sun (2013)

01 - When A New Down Arrives
02 - Vision of The Condor
03 - Essence of Pride
04 - Myths of Creation
05 - Shine, Once Again
06 - Men of Earth
07 - Gate of Gods
08 - Rise of The Feathered Serpent
09 - Llanto de Mi Tierra
10 - Inti Sunset


terça-feira, 26 de novembro de 2013

Grand Funk Railroad - Discografia

Tem alguns conjuntos que o tempo acaba fazendo justiça à sua qualidade, revelando artistas e composições que se não tiveram o devido valor no momento em que foram lançados, após muita luta alcançaram o seu reconhecimento. Em outros casos, o tempo fez com que bandas irrepreensíveis e que tanto fizeram pela história do Rock fossem esquecidas, sendo que seus feitos e sucessos não são lembrados com tanta frequência. O Grand Funk Railroad enquadra-se nesse último exemplo. Seu trabalho é memorável e merece facilmente um lugar entre os melhores conjuntos de Rock dos Estados Unidos de todos os tempos.
Formado em 1968, em seu início o Grand Funk era um trio composto por  Mark Farner (vocal e guitarra), Don Brewer (bateria, vocal) e Mel Schacher (baixo). No ano seguinte, já assinavam com a Capitol Records e lançavam o seu primeiro álbum: On Time.
A banda queria um lançamento de impacto e não satisfeita com a arte da capa, destruiu cerca de trinta mil cópias do disco! A sonoridade de On Time já demonstrava o que era o Grand Funk Railroad: uma mistura de Blues e Rock N' Roll, com algumas pitadas de Rock Psicodélico.
O disco, considerado uma das melhores estreias da história do Rock, trazia dois grandes hits que se fazem presentes em shows da banda até os dias atuais: Time MachineHeartbreaker, que garantiram o sucesso do álbum e lhe renderam o disco de ouro.
Mais madura, a banda lança seu segundo trabalho, intitulado Grand Funk, ainda em 1969. O disco conhecido como "Vermelhão" ou "The Red Album", obteve resultados ainda melhores, apesar da produção ser bastante deficiente. Nesse disco, temos outros clássicos como Please Don't Worry, Mr. Limousine DriverInside Looking Out.
A banda não perdeu o pique, e já em 1970, vem Closer To Home, que mesmo não tendo atingido o mesmo resultado de seu antecessor, obteve grande sucesso, em especial pela faixa I'm Your Captain (Closer To Home), um dos grandes hinos dos anos 70 e uma das composições mais marcantes do Grand Funk Railroad.
Aproveitando o bom momento, lançam o ao vivo Live Album, ainda em 1970, disco que ficou conhecido pela platéia insana que acompanha a banda, sendo que até hoje há boatos de que durante a mixagem, o som do público foi aumentado de propósito.
Em 1971, vem o álbum Survival, que mostrou uma produção mais caprichada e limpa, e uma evolução no conjunto em relação à performance de estúdio e às letras. Ainda naquele ano, lançariam o seu maior álbum: E Pluribus Funk, o famoso disco da moeda, que já chama a atenção para maravilhosa e marcante arte da capa,  que traz o disco embalado numa moeda prateada, estampada com o rosto dos integrantes.
O disco já abre com Footsompin' Music, que se tornaria um dos maiores hits do conjunto e prossegue com clássicos como I Come TumblimPeople Let's Stop The War. Se a abertura com o Footsompin' Music é inesquecível, o melhor estava no final: Loneliness, faixa que pode ser considerada com a Stairway To Heaven do Grand Funk, e que além de emocionante, foi uma fusão perfeita entre Rock e Orquestra e que é capaz de emocionar até os mais durões.
A banda estava em seu auge e os primeiros problemas passaram a acontecer, com o rompimento com o seu empresário e produtor Terry Knight, que acompanhava o conjunto desde os seus primeiros passos. O Grand Funk decidiu encerrar o contrato com o Terry em razão do mesmo abusar das finanças recebidas pelo grupo.
Sem o empresário e produtor, o conjunto se viu obrigado a caminhar com as próprias pernas, e o resultado por ser conferido em Phoenix, de 1972. Apesar do grande sucesso com Rock N' Roll Soul, em linhas gerais o disco deixou a desejar. Com o acréscimo do tecladista Craig Frost, que aparece como músico convidado, eram nítidas as mudanças na sonoridade, que estava mais sofisticada e voltada para a parte instrumental. Além disso, o disco era arrastado e desanimado, representando perfeitamente o estado da banda naquele momento.
O conjunto precisava mostrar trabalho e agora como um quarteto, com a inclusão de forma definitiva de Craig Frost, voltam ao estúdio para a gravação de We're An American Band, que é lançado em 1973. O disco mais voltado para o lado comercial, acertou em cheio, sendo que a faixa-título se tornou o maior hit da banda. Com We're An American Band, o Grand Funk se tornou uma unanimidade entre público e crítica e atingiu o status de supergrupo.
Shinin' On, de 1974, tentou repetir o sucesso do disco anterior, mas apesar da boa faixa-título e da ótima The Locomotion, o resultado como um todo foi decepcionante, mostrando pela primeira vez uma banda pouco criativa.
O conjunto não tinha descanso, e ainda 1974 lança mais um álbum: All The Girls In The World Beware!!!, investindo pesado num mercado mais Pop e comercial. O resultado mais uma vez não agradou e num disco cheio de altos e baixos, salvam-se as faixas Bad TimeSome Kind Of Wonderful.
Ainda que a fase não fosse das melhores, é nesse período que a banda grava seu melhor registro ao vivo: Caught In The Act, lançado em 1975.
Em razão das pressões da gravadora pelo lançamento de um novo álbum, um Grand Funk pouco inspirado retornou aos estúdios em 1976, mas o desgaste e desmotivação fizeram com que decidissem encerrar as atividades antes mesmo do lançamento do disco. Born To Die, cujo o nome e a capa não foram escolhidos por acaso, acabou não sendo uma despedida digna para o conjunto, pois é muito abaixo da média.
A aposentadoria digna viria com Good Singin', Good Playin', também de 76, que somente foi lançado em razão do gás que a banda ganhou, com a produção de Frank ZappaJust Couldn't Wait já mostrava que a banda não estava para brincadeira, sendo que o disco prossegue com as brilhantes Don't Let 'Em Take Your GunOut To Get You (com claras influências de Zappa). Após o lançamento do disco, a banda encerrou oficialmente suas atividades, deixando para trás uma era de ouro e que jamais seria revivida.
Sem o Grand Funk Railroad, Mark Farner partiu para a carreira solo, lançando dois discos, e os demais integrantes fundaram o Flint, que chegou a gravar um álbum que não veio a ser lançado.
Em 1981, Mark e Don reativam o Grand Funk novamente como um trio, com Dennis Bellinger no baixo. No mesmo ano, soltam Grand Funk Lives, disco mediano e que mostrava uma banda sem um direcionamento específico, em que somente as faixas Queen Bee (que faz parte do filme Heavy Metal) e Good Times tiveram alguma repercussão.
O disco seguinte, What's Funk, de 1983, trazia influencias daquela década, com a utilização de elementos eletrônicos e foi o grande fracasso comercial e de crítica do Grand Funk, sendo o último disco de estúdio lançado pelo conjunto.
A banda decide colocar um ponto final em sua carreira, sendo que  Farner continuou como um artista solo e se tornou um artista cristão e Brewer passou a excursionar com Bob Seger na Silver Bullet Band.
Em 1996, a banda se reune com os três membros originais para uma série de apresentações. Em 1997, fazem a gravação de um álbum ao vivo, chamado Bosnia, que conta com a participação especial de Peter Frampton. Os valores arrecadados com o álbum foram destinados para as vítimas da guerra naquele país.
Em 1998, Farner deixa a banda, o que torna o seu futuro incerto. Em meio às restruturações, Brewer e Schacher recrutam o vocalista  Max Carl, o guitarrista  Bruce Kulick (Kiss) e o tecladista Tim Cashion e caiem na estrada.
Desde então, o conjunto realiza apresentações esporádicas, mas se mantém ativo, sendo que não há nenhuma informação a respeito de um novo álbum de inéditas.


 On Time - 1969

01 - Are You Ready
02 - Anybody's Answer
03 - Time Machine
04 - High On A Horse
05 - T.N.U.C.
06 - Into The Sun
07 - Heartbreaker
08 - Call Yourself A Man
09 - Can't Be Too Long
10 - Ups And Downs
11 - High On A Horse (Original Version - Bonus Track 2002)
12 - Heartbreaker (Original Version - Bonus Track 2002)


 Grand Funk - 1969

01 - Got This Thing On The Movie
02 - Please Don't Worry
03 - High Falootin' Woman
04 - Mr. Limousine Driver
05 - In Need
06 - Winter And My Soul
07 - Paranoid
08 - Inside Looking Out


 Closer To Home - 1970

01 -  Sin's A Good Man's Brother
02 -  Aimless Lady
03 -  Nothing Is The Same
04 -  Mean Mistreater
05 -  Get It Together
06 -  I Don't Have To Sing The Blues
07 -  Hooked On Love
08 -  I'm Your Captain (Closer To Home)
09 -  Mean Mistreater (Alternate Mix - Bonus Track 2002)
10 -  In Need (Live - Bonus Track 2002)
11 -  Heartbreaker (Live - Bonus Track 2002)
12 -  Mean Mistreater (Live - Bonus Track 2002)

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 Live Album - 1970

01 -  Introduction
02 -  Are You Ready
03 -  Paranoid
04 -  In Need
05 -  Heartbreaker
06 -  Inside Looking Out
07 -  Words Of Wisdom
08 -  Mean Mistreater
09 -  Mark Say's Alright
10 -  T.N.U.C.
11 -  Into The Sun

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 Survival - 1971

01 - Country Road
02 - All You've Got Is Money
03 - Comfort Me
04 - Feelin' Alright
05 - I Want Freedom
06 - I Can Feel Him In The Morning
07 - Gimme Shelter
08 - Country Road (Demo - Bonus Track)
09 - Feelin' Alright (Demo - Bonus Track)
10 - All You've Got Is Money (Demo - Bonus Track)


 E Pluribus Funk - 1971

01 - Footstompin' Music
02 - People, Let's Stop The War
03 - Upsetter
04 - I Come Tumblin'
05 - Save The Land
06 - No Lies
07 - Loneliness


 Phoenix - 1972

01 - Flight Of The Phoenix
02 - Trying To Get Away
03 - Someone
04 - She Got To Move Me
05 - Rain Keeps Fallin'
06 - I Just Gotta Know
07 - So You Won't Have To Die
08 - Freedom Is For Children
09 - Gotta Find Me A Better Day
10 - Rock & Roll Soul

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 Mark, Don & Mel - 1969-71 (Compilation) - 1972

01 - Time Machine
02 - Into The Sun
03 - Heartbreaker
04 - Fellin' Alright
05 - Footstompin' Music
06 - Paranoid
07 - Loneliness
08 -  Are You Ready (Live)
09 - Mean Mistreater (Live)
10 - T.N.U.C. (Live)
11 - Inside Looking Out
12 - Closer To Home

 We're An American Band - 1973

01 -  We're An American Band
02 -  Stop Lookin' Back
03 -  Creepin'
04 -  Black Licorice
05 -  The Railroad
06 -  Ain't Got Nobody
07 -  Walk Like A Man
08 -  Loneliest Rider
09 -  Hooray
10 -  The End
11 -  Stop Lookin' Back (Acoustic Mix - 2002 Bonus Track)
12 -  We're An American Band (Remix - 2002 Bonus Track)

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 Shinin' On - 1974

01 - Shinin' On
02 - To Get Back In
03 - The Loco-Motion
04 - Carry Me Through
05 - Please Me
06 - Mr. Pretty Boy
07 - Gettin' Over You
08 - Little Johnny Hooker


 All The Girls In The World Beware!!! - 1974

01 - Responsibility
02 - Runnin'
03 - Life
04 - Look At Granny Run Run
05 - Memories
06 - All The Girls In The World Bew
07 - Wild
08 - Good & Evil
09 - Bad Time
10 - Some Kind Of Wonderful

 Caught In The Act (Live) - 1975

01 - Introduction, Foot Stompin' Mu
02 - Rock & Roll Soul
03 - Closer To Home
04 - Heartbreaker
05 - Some Kind Of Wonderful
06 - Shinin' On
07 - The Loco-Motion
08 - Black Licorice
09 - The Railroad
10 - We're An American Band
11 - T.N.U.C.
12 - Inside Looking Out
13 - Gimme Shelter

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 Born To Die - 1975

01 -  Born To Die
02 -  Dues
03 -  Sally
04 -  I Fell For Your Love
05 -  Talk To The People
06 -  Take Me
07 -  Genevieve
08 -  Love Is Dyin'
09 -  Politician
10 -  Good Things


 Good Singin', Good Playin' - 1976

01 - Just Coudn't Wait
02 - Can You Do It
03 - Pass It Around
04 - Don't Let Em Take Your Gun
05 - Miss My Baby
06 - Big Buns
07 - Out To Get You
08 - Crossfire
09 - 1976
10 - Releasa Your Love
11 - Goin For The Pastor
12 - Rubberneck [#]


 Grand Funk Hits (Compilation) - 1976

01 - Rock & Roll Soul
02 - We're An American Band
03 - Walk Like A Man
04 - Bad Time
05 - Some Kind Of Wonderful
06 - The Loco-Motion
07 - Shinin' On
08 - Sally
09 - Take Me
10 - To Get Back In


 Grand Funk Lives - 1981

01 - Good Times
02 - Queen Bee
03 - Testify
04 - Can't Be With You Tonight
05 - No Reason Why
06 - We Gotta Get Out Of This Place
07 - Y.O.U.
08 - Stuck In The Middle
09 - Greed Of Man
10 - Wait For Me


 What's Funk? - 1983

01 - Rock'n'roll American Style
02 - Nowhere To Run
03 - Innocent
04 - Still Waitin'
05 - Borderline
06 - El Salvador
07 - It's A Man's World
08 - I'm So True
09 - Don't Lie To Me
10 - Life In Outer Space


 The Best Of Grand Funk - 1990

01 - Sin's A Good Man's Brother
02 - Heartbreaker
03 - Mr. Limousine Driver
04 - Closer To Home
05 - Are You Ready
06 - Time Machine
07 - Nothing Is The Same
08 - Aimless Lady
09 - Got This Thing On The Move
10 - Inside Looking Out

 Collectors Series (Compilation) - 1991

01 - Time Machine
02 - Heartbreaker
03 - Inside Looking Out
04 - I'm Your Captain
05 - Mean Mistreater
06 - Feelin' Alright
07 - Gimme Shelter
08 - Footstompin' Music
09 - Rock & Roll Soul
10 - We're An American Band
11 - Walk Like A Man (You Can Call Me Your Man)
12 - The Loco-Motion
13 - Shinin' On
14 - Some Kind Of Wonderful
15 - Bad Time


 Bosnia (Live) - 1997

CD 1:
01 - 2001- A Space Odyssey
02 - Are You Ready
03 - Rock 'N Roll Soul
04 - Footstompin' Music
05 - Time Machine
06 - Medley: Paranoid / Sin's A Good Man's Brother / Mr. Limousine Driver
07 - Heartbreaker
08 - Aimless Lady
09 - T.N.U.C.
10 - Inside Looking Out
11 - Shinin' On
12 - The Loco-Motion
13 - We're An American Band

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CD 2:
01 - Overture
02 - Mean Mistreater
03 - Some Kind Of Wonderful
04 - To Get Back In
05 - Bad Time
06 - I'm Your Captain/Closer To You
07 - Loneliness

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 Heavy Hitters! (Compilation) - 1999

01 - Closer To Home
02 - Footstompin' Music
03 - Mean Mistreater
04 - Are You Ready
05 - Feelin' Alright
06 - Heartbreaker
07 - Gimme Shelter
08 - Time Machine
09 - Upsetter
10 - Mr. Limousine Driver
11 - Get It Together
12 - Got This Thing On The Move

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 The Anthology -  Thirty Years Of Funk (1969-1999) - 1999

CD 1:
01 - Getting Into The Sun
02 - Can't Be Too Long
03 - Got This Thing On The Move
04 - Time Machine
05 - High On A Horse
06 - Mr. Limousine Driver
07 - Sin's a Good Man's Brother
08 - Aimless Lady
09 - Mean Mistreater
10 - I'm Your Captain - Closer To Home
11 - Are You Ready (Live)
12 - Paranoid (Live)
13 - Inside Looking Out (Live)

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CD 2:
01 - Feelin' Alright
02 - Gimme Shelter
03 - I Can Feel Him In The Morning
04 - I Can't Get Along With Society
05 - Upsetter
06 - Loneliness
07 - Trying To Get Away
08 - Walk Like A Man (You Can Call Me Your Man)
09 - Creepin'
10 - We're An American Band
11 - Hooray
12 - End
13 - To Get Back In
14 - Destitute And Losin'

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CD 3:
01 - Shinin' On
02 - Locomotion
03 - Some Kind Of Wonderful
04 - Bad Time
05 - Footstompin' Music (Live)
06 - Rock & Roll Soul (Live)
07 - Heartbreaker (Live)
08 - Take Me
09 - Sally
10 - Love In Dyin'
11 - Can You Do It
12 - Pass It Around
13 - Crossfire
14 - Queen Bee
15 - We Gotta Get Out Of This Place (Live)
16 - Pay Attention To Be
17 - All I Do
18 - In The Long Run

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 Live, The 1971 Tour - 2002

01 - Intro
02 - Are You Ready
03 - Footstopin' Music
04 - Paranoid
05 - I'm Your Captain/Closer To Home
06 - Hooked On Love
07 - Get It Together
08 - T.N.U.C.
09 - Inside Looking Out
10 - Gimme Shelter
11 - Into The Sun

 Classic Masters (Compilation) - 2002

01 -  We're An American Band
02 - Time Machine
03 - Walk Like A Man (You Can Call Me Your Man)
04 - Some Kind Of Wonderful
05 - Gimme Shelter
06 - Shinin' On
07 - Heartbreaker
08 - Rock & Roll Soul
09 - The Loco-Motion
10 - Footstompin' Music
11 - Mean Mistreater (Live)
12 - Feelin' Alright
13 - Take Me
14 - Bad Time
15 - I'm Your Captain


 Greatest Hits - 2006

01 -  We're An American Band
02 - Time Machine
03 - Walk Like A Man (You Can Call Me Your Man)
04 - Some Kind Of Wonderful
05 - Shinin' On
06 - Heartbreaker
07 - Rock & Roll Soul
08 - The Loco-Motion
09 - Footstompin' Music
10 - Mean Mistreater (Live)
11 - Take Me
12 - Bad Time
13 - I'm Your Captain
14 - Inside Looking Out

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 The Millennium Collection- 20th Century Masters (Compilation) (2014)

01 - We're An American Band
02 - Some Kind of Wonderful
03 - The Loco-Motion
04 - Bad Time
05 - Shinin' On
06 - Walk Like A Man (You Can Call Me Your Man)
07 - Footstompin' Music
08 - Mean Mistreater
09 - Rock & Roll Soul
10 - Closer To Home (I'm Your Captain)

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segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Texas Hippie Coalition - Discografia

Vira, mexe, e algo que tenha alguma relação com o peculiar e característica estado do Texas, no Estados Unidos, surge. E geralmente, quando ele é influência, é sinal de música/banda foda, independente de ter mais ou menos peso. Um exemplo que vem crescendo muito são os caras do Texas Hippie Coalition, que com seu auto-proclamado "Red Dirt Metal", que na verdade consiste no Southern Metal/Hard Rock com algumas pitadas de Post-Thrash Metal, vêm conquistando fãs a cada lançamento, a cada excursão. Não é demais dizer que é merecido, pois a cozinha funciona perfeitamente. Além dos rápidos solos, o maior chamativo é o vocalista Big Dad Ritch, que impõe respeito através de uma voz raçuda, presencial, rasgada, e que em muitas puxadas lembra ao Phil Anselmo (Pantera), o que evidencia sua principal influência. Outras, de forma geral, são bandas e artistas como ZZ TopJohnny Cash e, claro, Black Label Society.
Tudo começou em 2004 na pequena cidade de Denison, no Texas através da união entre o vocalista Big Dad Ritch e o baixista John Exall, que desejavam iniciar uma banda característica, mas estavam encontrando problemas para completar o line-up. Nesse princípio, a banda passava por muita instabilidade na formação, mas não os impedia de executar shows. O problema maior (que acabou por se tornar uma solução) era que, por Denison ser uma cidade pequena, a quantidade de músicos disponíveis também é pequena, forçando bandas concorrentes a trabalharem juntas para viajarem à cidades maiores como Dallas, afim de apresentar seu som. Foi assim que, de uma das bandas rivais, o guitarrista Randy Cooper se juntou à dupla.
Tempos depois, após Michael Hayes juntar-se ao trio, a banda começou a trabalhar em seu debut. Mesmo sem um baterista fixo (e não há informações sobre quem gravou as linhas do instrumento), o excelente álbum independente "Pride of Texas" foi lançado em 2008, colhendo positivas críticas da mídia e rendendo uma turnê de costa a costa estadunidense.
Pouco depois, o recém-ingressado guitarrista saiu da banda, pois algo relevante ocorreu. A ascensão do THC nos EUA deu maior "poder de aquisição" aos texanos, a começar pelo recrutamento do guitarrista Alden "Crawfish" Nequent, que fazia parte de outra banda que estava em plena turnê, além do baterista Ryan Bennett, que impressionou mais do que Satnes Allen durante as audições.
A seguir, agora não mais contando com o guitarrista Alden Nequent, a banda lançou o "Rollin'" em 2010, o primeiro com um selo, a Carved Records. Produzido por Dave Prater, que já trabalhou com bandas como Dream Theater e Firehouse, o álbum segue os mesmos moldes de seu antecessor, não apresentando tanto avanço no que diz respeito à maturidade, mas ainda assim, mais um disco foda! Ele alcançou o top 10 da CMJ Loud Rock Chart, e foi tocado em diversas estações de rádio em se país.
Alterações no line-up se sucedem: sai o baterista Ryan Bennett, entra Tim Braun. Um segundo guitarrista também é adicionado, o talentoso Wes Wallace. Chegando no ano de 2012, os caras já contavam com algum material para compôr seu terceiro álbum de estúdio. Chegaram a lançar, em maio, a puta single "Turn It Up", produzida por Bob Marlette (responsável também pela produção do álbum), famoso por ter trabalhado com bandas como SeetherBlack Sabbath e Alice Cooper. O mini-CD fez sucesso, chegando ao top 40.
O álbum "Peacemaker" saiu mais tarde em agosto, novamente via Carved Records, dessa vez apresentando um som mais desenvolvido e mais convincente do que nunca, confirmando a expectativa causada pela single, que demonstra com fidelidade o direcionamento de todo o álbum: forte, desenvolvido, maduro, destruidor. Aos meus ouvidos, o melhor, e provavelmente para os fãs também. Atualmente o grupo encontra-se em turnê, tendo inclusive passado pelo Brasil em abril de 2013.
Texas Hippie Coalition tem competência suficiente para conquistar fãs com relativa facilidade, e crescer muito ainda. Especialmente fãs de suas influências (já citadas mais acima) e de um som texano que soe daquele tipo de Metal "pé na porta" em bar faroeste, devem dar uma checkada no som desses caras, pois vão se cativar com ainda maior facilidade pelo som dos caras!


 Pride of Texas (2008)

01 - No Shame
02 - Clinched Fist
03 - Pissed Off Mad About About It
04 - Troublesome Times
05 - Drug Dealer
06 - Tx Tags
07 - Leavin'
08 - Crawlin
09 - Closure
10 - River Bottom


 Rollin' (2010)

01 - Intervention
02 - Flawed
03 - Rollin'
04 - Jesus Freak
05 - Pissed Off and Mad About It
06 - Groupie Girl
07 - Saddle Sore
08 - Cocked and Loaded
09 - Back From Hell
10 - Beg


 Peacemaker (2012)

01 - Hands Up
02 - Damn You To Hell
03 - 8 Seconds
04 - Outlaw
05 - Turn It Up
06 - Wicked
07 - Don't Come Lookin'
08 - Sex & Drugs & Rock and Roll
09 - Paw Paw Hill
10 - Peacemaker
11 - Think of Me

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 Ride On (2014)

01 - El Diablo Rojo
02 - Splinter
03 - Monster In Me
04 - Go Pro
05 - Rock Ain't Dead
06 - Bottom of The Bottle
07 - Rubbins Racin'
08 - Ride On
09 - Fire In The Hole
10 - I Am The End

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domingo, 17 de novembro de 2013

Diamond Head - Discografia

A NWOBHM foi fundamental na história do Heavy Metal, sendo responsável pelo surgimento de novos gigantes na Inglaterra, tais como o Judas Priest e o Iron Maiden. Alguns outros conjuntos importantes dessa geração acabaram não atingindo o estrelato, mas acabaram reconhecidas pelas influências que tiveram para as gerações futuras e pelo respeito que obtiveram de outros músicos, é o caso do Diamond Head.
A banda foi formada em 1976 por Sean Harris (vocal), Brian Tatler (guitarra), Colin Kimberley (baixo) e Duncan Scott (bateria). 
Após o lançamento de duas demos e de conseguir se firmar no cenário underground, o que rendeu apresentações como banda de suporte para o Iron Maiden e o AC/DC, o Diamond Head partiu para a gravação do primeiro álbum, lançado em 1980, sob o nome de Lightining To The Nations. O debut acabaria sendo considerado o melhor disco da carreira da banda, graças a clássicos como, Lightning To The Nations, The Prince, Am I Evil? e Helpless.
A mistura perfeita do Heavy/Speed Metal, agradou a todos e fez com o conjunto obtivesse um contrato com uma gravadora maior, seguindo com o lançamento de Borrowed Time. O investimento no álbum se deu desde a arte da capa, até todos os detalhes da produção. Novamente a banda obteve um resultado muito satisfatório, com destaque para as faixas: In The Heat Of The Night, Call Me e Borrowed Time.
Em seguida, o conjunto decidiu mudar um pouco seu direcionamento musical, buscando uma veia mais experimental e progressiva. O resultado pode ser conferido em Canterbury, de 1983. Não bastasse um problema com as primeiras vinte mil cópias, que em razão de defeito na prensagem, faziam os vinis pularem, os fãs não aprovaram as mudanças no som.
Durante a gravação do disco, a banda passou por uma divisão, que acabou resultando nas saídas de Colin Kimberley e Duncan Scott, que foram substituídos por Merv Goldsworthy (baixo) e Robbie France (bateria). A banda ainda contratou o tecladista Josh Phillips-Gorse.
Os problemas de Canterbury não impediram que o Diamond Head seguisse com uma grande turnê, apesar disso, acabaram sendo demitidos pela gravadora MCA,  o que resultou no fim do conjunto e 1985.
Apesar da inatividade, a banda permaneceu sendo mencionada por bandas como Metallica e Megadeth, que sempre destacavam a importância do Diamond Head em suas carreiras.
Em 1990 Tatler e Harris começaram a escrever canções para um novo álbum e em 1991 o Diamond Head voltou para a estrada com Karl Wilcox na bateria e Eddie Moohan no baixo.
Enquanto trabalhava no novo álbum, o Diamond Head fez uma apresentação memorável em Birmingham (Inglaterra), em que tocaram em conjunto os clássicos Helpless e Am I Evil?.
Em 1993, finalmente surgiu um novo álbum de inéditas, chamado Death And Progress, com contribuições de Tony Iommi do Black Sabbath e Dave Mustaine do Megadeth. A banda estava bem, e problemas internos afetaram o álbum, que não atingiu o resultado esperado. Na sequencia, o conjunto decidiria encerrar suas atividades novamente, mas antes disso, deixou um presente para os fãs, com um grande show de despedida, que pode ser conferido no álbum Evil Live de 1994.
A banda retornaria somente em 2000, com Harris e Tatler, acompanhados do guitarrista Floyd Brennan. O Diamond Head fez algumas apresentações acústicas que resultaram no compacto First Cuts Acoustic.
Com os retornos de Moohan e Wilcox, a banda partiu para uma nova turnê, na qual tocaram pela primeira vez nos Estados Unidos. Em 2002, Floyd foi substituído por Adrian Mills. O conjunto iniciou o processo de composição de um novo álbum e surgiram novos problemas internos. Dessa vez eles não culminariam no fim da banda, mas no término da parceria entre Harris e Tatler, com a saída do vocalista.
Os outros membros apoiaram Tatler e a banda seguiu em frente com a entrada de Nick Tart. Assim, lançaram o álbum All Will Be Revealed, em 2005. O disco foi mais direto que seus antecessores e tratou de temas como o divórcio e o alcoolismo. Apesar de parecer algo bibliográfico, a banda deixou claro que isso era apenas uma coincidência.
Em 2006, foi a vez de Mills sair da banda, dando lugar para Andy "Abbz" Abberley, consolidando a formação que se mantém até os dias atuais.
Logo em 2007 voltam com outro álbum de inéditas: What's In Your Head?, que consolidou a nova formação, em especial, Nick Tart.
Em 2012, Brian Tatler deixou claro o quanto o Metallica foi importante para o Diamond Head, informando que o fato da banda de Thrash sempre tocar covers deles e manterem os mesmos na cena, fez com o que o Diamond Head pudesse permanecer ativo. Além disso, disse que sem o apoio do Metallica, a banda não teria todo o prestígio que acabou alcançando com o passar dos anos.
O conjunto continua ativo, como uma verdadeira lenda da NWOBHM, ocupando o posto que tanto fizeram por merecer.


 Lightning To The Nations - 1980

01 - Lightning To The Nations
02 - The Prince
03 - Sucking My Love
04 - Am I Evil?
05 - Sweet And Innocent
06 - It's Electric
07 - Helpless
08 - Shoot Out The Lights
09 - Streets Of Gold
10 - Waited Too Long
11 - Play It Loud
12 - Diamond Lights
13 - We Won't Be Back
14 - I Don't Got

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 Diamond Lights (EP) - 1981

01 - Diamond Lights
02 - We Won't Be Back
03 - I Don't Got
04 - It's Electric

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 Four Cuts (EP) - 1982

01 - Call Me
02 - Trick Or Treat
03 - Dead Reckoning
04 - Shoot Out The Lights

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 Borrowed Time - 1982

01 - In The Heat Of The Night
02 - To Heaven From Hell
03 - Call Me
04 - Lighting To The Nations
05 - Borrowed Time
06 - Don't You Ever Leave Me
07 - Am I Evil?
08 - In The Heat Of The Night (Extended Version)
09 - Dead Reckoning (Extended Version)
10 - Don't You Ever Leave Me (Single Version)
11 - Trick Or Treat
12 - In The Heat Of The Night (Single Version)
13 - Dead Reckoning (Single Version)

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 Live In London 1981 (Fanclub Tape) - 1982

01 - We Won't Be Back (Cuts-in)
02 - Helpless
03 - In The Heat Of The Night
04 - Lighting To The Nations
05 - To Heaven From Hell
06 - Don't You Ever Leave Me

 Canterbury - 1983

01  - Makin' Music
02  - Out Of Phase
03  - The Kingmaker
04  - One More Night
05  - To The Devil His Due
06  - Knight Of The Swords
07 - Ishmael
08  - I Need Your Love
09  - Canterbury


 Behold The Beginning (Compilation) - 1986

01 - Am I Evil?
02 - It's Electric
03 - The Prince
04 - Sucking My Love
05 - Streets Of Gold
06 - Play It Loud
07 - Shoot Out The Lights
08 - Sweet And Innocent
09 - Waited Too Long
10 - Helpless


 Am I Evil (Compilation) - 1987

01 - Am I Evil?
02 - Heat Of The Night
03 - Don't You Ever Leave Me
04 - Borrowed Time
05 - To Heaven From Hell
06 - Dead Reckoning
07 - Lightning To The Nations
08 - Sucking My Love


 Sweet And Innocent (Compilation) - 1988

01 - It's Electric
02 - The Prince
03 - Sweet And Innocent
04 - Sucking My Love
05 - Streets Of Gold
06 - Play It Loud
07 - Shoot Out The Lights
08 - Waited Too Long
09 - Helpless


 The Friday Rock Show Sessions - Live At Reading - 1992

01 - Sweet And Innocent
02 - Don't You Ever Leave
03 - Am I Evil?
04 - In The Heat Of The Night
05 - Borrowed Time
06 - Don't You Ever Leave Me
07 - Sucking My Love
08 - Play It Loud


 Singles (Compilation) - 1992

01 - Helpless
02 - Sweet & Innocent
03 - Streets Of Gold
04 - The Prince
05 - Sucking My Love
06 - Waited Too Long
07 - Play It Loud
08 - It's Electric
09 - Trick Or Treat
10 - Dead Reckoning
11 - Shoot Out The Light
12 - In The Heat Of The Night (Single Version)
13 - Makin' Music (Long Version)
14 - Play It Loud (Live)
15 - Sucking My Love (Live)


 Death And Progress - 1993

01 - Starcrossed (Lovers Of The Night)
02 - Truckin'
03 - Calling Your Name (The Light)
04 - I Can't Help Myself
05 - Paradise
06 - Dust
07 - Run
08 - Wild On The Streets
09 - Damnation Street
10 - Home

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 Evil Live - 1994

CD 1:
01 - Am I Evil?
02 - Dust
03 - Truckin'
04 - To The Devil His Due
05 - Sucking My Love
06 - Run
07 - To Heaven From Hell
08 - Helpless

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CD 2 (Extras):
01 - Good Lovin' Gone Bad (Bad Company Cover)
02 - This Flight Tonight (Joni Mitchell Cover)
03 - Rock The Nation (Montrose Cover)
04 - Good Rockin' Tonight (Montrose Cover)
05 - Sweet Silence (Mr Big Cover)
06 - Feels Good
07 - Kiss Of Fire
08 - Let Me Down Easy

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 Helpless (Compilation) - 1996

01 - It's Electric
02 - Dead Reckoning
03 - Streets Of Gold
04 - Borrowed Time
05 - Helpless
06 - In The Heat Of The Night
07 - Don't You Ever Leave Me (Single Version)
08 - Lighting To The Nations

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 To Heaven From Hell (Compilation) - 1997

01 - Dead Reckoning
02 - Heat Of The Night
03 - Borrowed Time
04 - Don't You Ever Leave Me
05 - To Heaven From Hell

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 The Best Of - 1999

01 - It's Electric
02 - Shoot Out The Lights
03 - Helpless
04 - Sucking My Love
05 - In The Heat Of The Night
06 - Call Me
07 - Lighting To The Nations
08 - Borrowed Time
09 - Am I Evil?
10 - Makin' Music
11 - Out Of Phase
12 - Ishmael
13 - To The Devil His Due

 Live In The Heat Of The Night - 2000

01 - Lightning To The Nations
02 - Feels Good
03 - I Can't Help Myself
04 - In The Heat Of The Night
05 - Calling Your Name
06 - She Comes Down
07 - Sucking My Love
08 - Let Me Down Easy
09 - Borrowed Time
10 - Run
11 - To Heaven From Hell
12 - Makin' Music
13 - Home
14 - Medley: Helpless/My Generaton/Oh Well/Hocus Pocus/Riff RaffIt's Electric

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 Diamond Nights (Compilation) - 2000

01 - We Won't Be Back
02 - Sweet And Innocent
03 - Streets Of Gold
04 - The Prince
05 - Helpless
06 - I Don't Got
07 - Lightning To The Nations
08 - Play It Loud
09 - It's Electric (Remix)
10 - Am I Evil?
11 - Waited Too Long
12 - Sucking My Love
13 - Shoot Out The Lights
14 - It's Electric
15 - Diamond Lights

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 Acoustic First Cuts (EP) - 2002

01 - Lightning To The Nations
02 - Run
03 - In The Heat Of The Night
04 - Ishmael

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 Am I Evil - Anthology (Compilation) - 2004

CD 1:
01 - Am I Evil?
02 - Lightning To The Nations
03 - The Prince
04 - It's Electric
05 - Sucking My Love
06 - Helpless
07 - Shoot Out The Lights
08 - We Won't Be Back
09 - Don't Got
10 - Play It Loud
11 - Dead Reckoning
12 - In The Heat Of The Night
13 - To  Heaven From Hell


CD 2:
01 - Call Me
02 - Borrowed Time
03 - Makin'g Music
04 - Out Of Phase
05 - To The Devil His Due
06 - Knight Of The Swords
07 - Ishmael
08 - Truckin'
09 - Calling Your Name
10 - I Can't Help Myself
11 - Run
12 - Home
13 - To Heaven From Hell (Live)
14 - To The Devil His Due (Live)
15 - Lightning To The Nations (Acoustic)


 All Will Be Revealed - 2005

01 - Mine All Mine
02 - Give It To Me
03 - Nightmare
04 - Fallen Angel
05 - Alimony
06 - Lost At Sea
07 - Broken Pieces
08 - All Will Be Revealed
09 - Dead Or Living
10 - Drinkin Again
11 - Come Alive
12 - Muddy Waters

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 It's Electric (Live) - 2006

01 - Am I Evil? (Intro)
02 - It's Electric
03 - Give It To Me
04 - The Prince
05 - Mine All Mine
06 - Lightning The Nation
07 - Fallen Angel
08 - To The Devil His Due
09 - Alimony
10 - I Can't Help Myself
11 - Sucking My Love
12 - Streets Of Gold
13 - Helpless
14 - Am I Evil?
15 - In The Heat Of The Night


 What's In Your Head? - 2007

01 - Skin On Skin
02 - I Feel No Pain
03 - This Planet And Me
04 - Reign Supreme
05 - Killing Me
06 - Tonight
07 - Pray For Me
08 - What's In Your Head
09 - Nothing To Loose
10 - Calling Out
11 - Victim

Live At The BBC - 2010

CD 1:
01 - Borrowed Time
02 - Don't You Ever Leave Me
03 - Sweet And Innocent
04 - Lightning To The Nation
05 - Am I Evil?
06 - In The Heat Of The Night
07 - Borrowed Time
08 - Don't You Ever Leave Me
09 - Sucking My Love
10 - Play It Loud

Download

CD 2:
01 - Borrowed Time
02 - In The Heat Of The Night
03 - Sucking My Love
04 - To Heaven From Hell
05 - Play It Loud
06 - Am I Evil?
07 - Dust
08 - Truckin
09 - To The Devil His Due
10 - Sucking My Love
11 - Run
12 - To Heaven From Hell
13 - Helpless


 Am I Evil?: The Best Of - 2013

01 - Am I Evil?
02 - Lightning To The Nations
03 - Sweet And Innocent
04 - Borrowed Time
05 - Out Of Phase
06 - To The Devil His Due
07 - Sucking My Love
08 - Makin' Music
09 - Dead Reckoning
10 - Play It Loud
11 - Truckin'
12 - In The Heat Of The Night
13 - To  Heaven From Hell
14 - Call Me
15 - I Can't Help Myself
16 - Don't You Ever Leave Me

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