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segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Drakum - Discografia

Essa é uma banda de dar prazer de pegar no início. Qualidade e promessa de maravilhosos futuros álbuns não são utopia no que diz respeito ao Drakum. A banda foi formada no finzinho de 2009 em Barcelona, na Espanha, e parece ser uma presságio do Folk Metal tão bom quanto seus conterrâneos do Northland, que também estão começando a trilhar os árduos caminhos do sucesso e já possuem um álbum, lançado em 2010, autointitulado. Recomendadíssimo, diga-se de passagem!
O ano de 2010 foi inteiramente gasto na composição de músicas e caça de novos membros a fim de contar com um número de suficiente de músicos no line-up para um som medieval digno. Ao completar a formação com Javi Crosas no vocal e harpa, Marc Martínez e Feni nas guitarras, Alicia Escartín no baixo, Conrad Soler nas baquetas, Paula Mykhaylychenko nos teclados, e Caleb no violino, o conjunto rapidamente pôs o pé dentro do estúdio para a gravação de sua primeira demo.
Quando um amigo me apresentou, eu nem sabia o que esperar, ainda mais vendo que só tinham uma demo. É natural eu dar moral para bandas brasileiras que estão no início, mas estrangeiras, passo um tanto batido. Não se julga um livro pela capa, assim como não se julga um álbum por isso, ainda assim, achei atraente a beleza e qualidade da arte gráfica de uma simples demo. Não vou mentir, acontece com todo mundo: isso me impulsionou a ouvir logo, e não ficar empurrando com a barriga até sabe-se lá quando.
"Around The Oak", que saiu em fevereiro de 2011, deixa um verdadeiro gostinho de 'quero mais'. É crueldade contar com apenas três faixas, o que fatalmente te leva a repeti-las até decidir ouvir alguma outra coisa (provavelmente outra banda de Folk Metal). Quando ouvi pela primeira vez, fiquei satisfeito com  a alta qualidade da gravação. Sem chiados, sem saturações, mixado e masterizado profissionalmente, o que propicia uma limpa audição. A musicalidade madura e fantástica, o que indica que os músicos já têm bagagem. O que é sentido é uma forte sonoridade moldada pela óbvia atmosfera medieval mantida viva por meio dos frequentes e quase harmônicos violinos, adicionada por rápidos e técnicos solos de guitarra, bateria energética e vocais guturais fechados tipicamente bardos. São três faixas que mostram bem a competência dos músicos e o quão foda provavelmente o debut vai ficar.
Mesmo sem o primeiro álbum, o grupo já tem um certo reconhecimento zelando. O trabalho de divulgação é forte, feito através de excursões pela Espanha e pelas mídias sociais. Eles têm perfil em tudo o que se possa imaginar. A página no Facebook já conta com quase cem mil likes. Isso é bom, significa mais embalo e inspiração!
Atualmente a formação conta com o mesmo vocalista, guitarristas e violinista, porém, o restante foi alterado. O baixo fica a cargo de Jose Luis Parreño, a bateria com Xavi Puiggalí, os teclados com Albert Orozco e as diferentes flautas com Üri Bokskog (Oriol Canadés). A banda afirma estar planejando a gravação do debut, mas ficou apenas um ar de "vamos ver", nada concreto. Pessoalmente, aguardo ansioso. Espero que lancem o quanto antes! Quem sabe em 2014? Veremos. Enquanto isso, desfrutem de 11 minutos de música medieval da mais alta qualidade! Como eu disse, provavelmente quem ouvir, não vai ser uma vez só.


 Around The Oak (Demo) (2011)

01 - Around The Oak
02 - Absinthe
03 - The Wanderer

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 Torches Will Rise Again (2014)

01 - From Earth To Victory
02 - Around The Oak
03 - Whisky
04 - Shadow of Time
05 - The Wanderer
06 - Spirit
07 - Song For Your Death
08 - Absinthe
09 - Embers of Tomorrow
10 - Torches Will Rise Again

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domingo, 29 de setembro de 2013

Swashbuckle - Discografia

Quanto o assunto é sobre bandas com temática pirata, muito se relaciona a duas bandas principais: Running Wild e Alestorm. Além disso, no que diz respeito à sonoridade, imagina-se uma banda que execute gêneros compatíveis com o Folk Pirata, como o Heavy, o Power, ou até o Progressive Metal, por exemplo. Mas o que ninguém (ou poucos) imagina(m) é que exista uma banda que faça isso com Thrash Metal/Crossover. Pois é, esse é exatamente o caso desses estadunidenses do Swashbuckle, uma puta banda do ramo!
É bem verdade que a mistura não é feita com 100% de eficácia. Não sei se por vontade própria dos integrantes, ou pela própria limitação do Thrash Metal. Ainda assim, a sonoridade é muito foda, divertidamente pirata e só melhora a cada álbum. Apesar de não haver aquela mistura correta e simétrica, ou seja, se limitando a uma passagem de 'porrada', e a próxima de Folk, em seguida novamente 'porrada', os caras conseguem fazer um som convincente que pode gerar fãs.
Sua sonoridade oscila entre um Thrash Metal puro e Crossover, ambos apresentando influências de Death Metal, principalmente nos quesitos vocal e bateria. Portanto, temos músicas com a firmeza do Thrash, a frenética velocidade do Crossover, os cavernosos vocais do Death e backing vocals energéticos, enfeitados e harmonizados com passagens Folk, e principalmente diversas vinhetas no decorrer dos álbuns. É muito interessante!
Swashbuckle nasceu no início de 2005 em Mercer CountyNova JerseyEstados Unidos, através do encontro do guitarrista Justin Greczyn (apelidado Commodore RedRum) com o baixista e vocalista Patrick Henry (apelidado Admiral Nobeard) em um restaurante, onde surgiu a ideia de criar uma banda que mesclasse seus principais interesses: Thrash Metal e piratas. Pouco depois a dupla se une ao guitarrista Rowin' Joe Po e lançam sua primeira demo em agosto, que foi sequenciada por uma segunda demo intitulada "Yo Ho Demo", que saiu em agosto, já contando com o baterista Michael Soganic (apelidado Captain Crashride).
O resultado foi a aquisição de um contrato com o selo Bald Freak, abrindo alas para o lançamento do debut "Crewed By The Damned", no segundo semestre de 2006. Certamente um excelente disco, de alta qualidade. Porém, nota-se uma banda ainda com menos misturas piratas do que viriam a apresentar nos lançamentos seguintes, ou seja: mais peso, um direcionamento mais seco. Pouco após o lançamento, o guitarrista Rowin' Joe Po deixa o conjunto, fazendo da banda um trio.
Os tempos que se seguiram foram de divulgação de divulgação através de shows em festivais nos Estados Unidos e Europa, ao lado de bandas como KorpiklaaniMoonsorrow, Alestorm, Die Apokalyptischen ReiterEx Deo, entre outras, onde os caras conquistaram uma identidade marcada por suas roupas piratas e apresentações bem humoradas, chegando até mesmo a apontar para pessoas do público que não estão gostando do show e aplaudir mulheres com seios grandes.
Após estreitarem relações com o Ex Deo, ambas as bandas lançaram um split promocional em junho 2009 contendo uma música de cada um: "Romulus" do Ex Deo, e "Cruise Ship Terror", até então inédita, do Swashbuckle. A visibilidade que a banda ganhou com sua turnê é consequência de sua qualidade, o que fez com que os estadunidenses conseguissem um contrato com a poderosa Nuclear Blast.
Cerca de um mês depois, o segundo álbum de estúdio dos piratas vem à luz, agora sob o título "Back To The Noose". Notavelmente o disco é mais maduro, com os rapazes demonstrando mais técnica e dando um pouco mais de atenção para o lado musicalmente pirata por meio de várias vinhetas e passagens dentro das canções. Os arranjos também estão um pouco mais acessíveis, apesar das linhas vocais continuarem avassaladoras!
O ano de 2010 entra apresentando uma nova mudança no line-up decorrente da saída do baterista Captain Crashride a fim de ingressar no Non-Stop. Sua vaga ocupada por Paul Christiansen, conhecido como Bootsmann Collins. Mais tarde, em setembro, o terceiro álbum de estúdio é lançado, chamado "Crime Always Pays...". Particularmente, é o disco que mais gosto, por ser mais abrangente, pois a pegada firme tradicional se mantém, mas os arranjos estão ainda melhor trabalhados e menos simplórios, dando uma beleza adicional às faixas que não se limita apenas à técnica da bateria ou ao lado Folk. Aqui os caras são de fato atraentes, por isso, aconselho-o como primeira experiência para quem não os conhece.
O lançamento desembocou em uma turnê onde os caras chegaram a se apresentar no famoso festival 70.000 Tons of Metal, ao lado de renomadas bandas como Amon AmarthEnsiferumSabatonExodusObituaryTestamentSodom, entre várias outras.
Contudo, a estada do baterista Bootsmann Collins não durou muito, uma vez que já em 2011 deixou seu posto. Rapidamente Eric W. Brown, sob o apelido Legendary Pirate King Eric "The" Brown, preencheu o vazio.
Como já dito, a mistura pode até não ser 100% feita, mas isso não tira o fato de que o Swashbuckle é uma banda que vale a pena ouvir, pois tem grande potencial de agradar não apenas ao público não tão familiarizado com o Thrash, mas também os thrashers de cabeça mais aberta. "Bebei, amigos! Yo-ho!"


 Yo Ho Demo (Demo) (2005)

01 - Walk The Plank
02 - Drink Up
03 - Dead Men Tell No Lies
04 - Crewed By The Damned
05 - Set Sail
06 - Paradise Defined
07 - What A Ship Is


 Crewed By The Damned (2006)

01 - Under The Black Flag
02 - Welcome Aboard
03 - Drink Up
04 - Set Sail
05 - Walk The Plank
06 - What A Ship Is
07 - Dead Men Tell No Lies
08 - The Wooden World
09 - 'X' Marks The Spot
10 - Rum Runners
11 - Upon The Spanish Main
12 - The Bazaar
13 - Jolly Roger
14 - Paradise Defined
15 - Crewed By The Damned
16 - A Fool's Errand
17 - Pirate Jargon
18 - Nautical Nonsense


 Romulus/Cruise Ship Terror (Split) (2009)

01 - Ex Deo: Romulus
02 - Swashbuckle: Cruise Ship Terror


 Back To The Noose (2009)

01 - Hoist The Mainsail
02 - Scurvy Back
03 - Back To The Noose
04 - Cloudy With A Chance of Piracy
05 - We Sunk Your Battleship
06 - Rounds of Rum
07 - Carnivalé Boat Ride
08 - Rime of The Haggard Mariner
09 - Cruise Ship Terror
10 - No Prey No Pay
11 - La Leyenda
12 - Splash-N-Thrash
13 - The Grog Box
14 - The Tradewinds
15 - Attack!!!
16 - Peg-Leg Stomp
17 - Whirlpit
18 - All Seemed Fine Until...
19 - It Came From The Deep!
20 - Shipwrecked...
21 - Sharkbait (Hidden Track)


 Crime Always Pays... (2010)

01 - Slowly Wept The Sea
02 - We Are The Storm
03 - This Round's On YOU!
04 - Powder Keg
05 - Where Victory Is Penned
06 - Of Hooks & Hornswogglers
07 - A Time of Wooden Ships & Iron Men
08 - Crime Always Pays
09 - Raw Doggin' At The Raw Bar
10 - The Gallow's Pole Dancer
11 - Legacy's Allure
12 - At The Bottom of A Glass
13 - To Steal A Life
14 - You Bring The Cannon, We'll Bring The Balls
15 - Surf-N-Turf (For Piratical Girth)
16 - Rope's End

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 We Hate The Sea (EP) (2014)

01 - Beer Goggles
02 - I Hate The Sea (and Everything In It)
03 - Poop Deck Toilet Wreck
04 - Slaughter On International Waters

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sábado, 28 de setembro de 2013

Trillium - Discografia

Em 2011, a americana Amanda Somerville, já bastante conhecida por seus trabalhos ao lado de bandas como Aina, Avantasia, Epica, HDKKamelot, Shaman, entre muitas outras, iniciou um novo projeto em que seria a principal voz.
Ao lado de Amanda, os guitarristas Sander Gommans (ex-After Forever, HDK) e Sascha Paeth (Heavens Gate), tornaram-se os principais compositores do projeto, que receberia o nome de Trillium.
Completaram a formação: Olaf Reitmeier (violão), Simon Oberender (teclados) e Robert Hunecke-Rizzo (bateria). Sander e Sascha se encarregaram de executar as linhas de baixo.
Assim, ainda em 2011, veio o disco de estréia: Alloy, que tem as orquestrações e arranjos e feitos por Miro Rodenberg.
Como já era de se esperar, em Alloy temos uma boa exposição de todo o talento vocal de Amanda Somerville, com sua bela voz, que alcança notas altas, sem parecer forçado.
Apesar das promessas de que seriam vistas várias facetas de Amanda e que o disco flertaria entre vários estilos, é certo que, em linhas gerais, o álbum se estabelece no Symphonic Metal.
A primeira faixa, Machine Gun, lembra um pouco o Evanescence, e tem como destaque apenas o trabalho de Sander Gommans, com um ótimo solo de guitarra, sendo essa uma constante em todo o disco.
Na sequência, as coisas vão melhorando, começando com Coward, que se alguém disser que é uma música do Epica, vai enganar muita gente.
Estranhamente, quando mais a audição vai passando, mais você percebe que o negócio do Trillium é se voltar mais para uma linha mais pop e o Evanescence come solto.
Para melhorar um pouco as coisas, Jørn Lande dá o ar da graça na faixa Scream It, mas acaba não salvando o disco da decepção.
Enfim, fato é que os membros presentes poderiam ter feito muito mais e talvez, por toda a expectativa, o álbum não tenha atingido o resultado que se esperava. Amanda canta bem demais e é um pecado que num disco que leva a sua voz em todas as faixas, as composições sejam tão medianas.
Espero que nos próximos discos, o Trillum melhore bastante.
Em 2012, o projeto teve uma baixa, com o falecimento de Simon Oberender, no dia 27 de setembro, mas segue em frente.


 Alloy - 2011

01 - Machine Gun
02 - Coward
03 - Purge
04 - Utter Descension
05 - Bow To The Ego
06 - Mistaken
07 - Scream It (Feat. Jørn Lande)
08 - Justifiable Casualty
09 - Path Of Least Resistance
10 - Into The Dissonance (Lunatica Cover)
11 - Slow It Down
12 - Love Is A Illusion (Bonus Track)



Saint Deamon - Discografia

O Saint Deamon é um conjunto de Power Metal formado em 2006, na Suécia, por Tobias Lundgren (vocal), Toya (guitarra), Magnus "Nobby" Noberg (baixo) e Ronny Milianowicz. Ainda em 2006, Tobias foi substituído pelo brilhante Jan Thore Grefstad.
Apesar de ser uma banda nova, a maioria dos seus membros já eram bem experientes, Nobby e Ronny tocaram Dionysus, sendo que o último esteve também com o Sinergy. Já Jan Thore gravou dois álbuns com o Highland Glory.
Assim, a banda não teve muitas dificuldades em obter um contrato para lançar seu primeiro disco, o qual veio em 2008, chamado In Shadows Lost From The Brave.
O álbum acaba sendo uma grata surpresa, pois podemos conferir uma banda bem entrosada, num trabalho com ótimas letras e, em especial, pelo talento de Jan Thore, que tem grande amplitude vocal e se dá bem tanto nas passagens mais lentas, quanto nas faixas mais velozes.
Ainda que se possa dizer que o Metal Melódico é um estilo saturado e sem muitas novidades, o Saint Deamon apresenta suas particularidades, pois não investe naquela tecladeira insana e solos de guitarras intermináveis. Aqui, o grande foco é a música em si, sendo que há um enorme cuidado na produção, que soube destacar os riffs, as passagens da bateria e a amplitude vocal de Jan Thore.
Destaque para as faixas My Judas, My HeartThe Burden, Ride Forever, No Mans Land e Run For Your Life.
Em 2009, a banda lançou seu segundo disco: Pandeamonium. Muitos que analisaram o álbum de estréia, o compararam com o som feito pelo Highland Glory. Já em Pandeamonium a banda parece ter fortalecido sua própria identidade, com um peso maior nas linhas de guitarra e de baixo, o que fez com o álbum fuja um pouco do Power Metal, se aproximando mais do Heavy Metal. Faixas como The Only One Sane (com algumas estruturas que lembram My Judas) e Eyes Of The Devil, comprovam isso.
Após boas audições, é possível concluir que Pandeamonium é superior a In Shadows Lost From The Brave, sendo um verdadeiro passo à frente na carreira da banda.
Em 2011Oscar Nilsson assumiu a bateria e a banda iniciou o processo de composição do seu terceiro disco, ainda sem data para ser lançado.
Ainda em 2011, Jan Thore participou do programa "Ídolos" na Noruega, fazendo bastante sucesso ao chegar até as semifinais, comprovando o seu enorme talento.
Desde então, embora ainda esteja ativa, a banda não lançou nenhum trabalho e não tivemos grandes novidades.


 In Shadows Lost From The Brave - 2008

01 - The Exodus (Intro)
02 - My Judas
03 - In Shadows Lost From The Brave
04 - My Heart
05 - The Burden
06 - No Mans Land
07 - Ride Forever
08 - Black Symphony
09 - Deamons
10 - The Brave Never Bleeds
11 - My Sorrow
12 - Run For Your Life


 Pandeamonium - 2009

01 - Deception
02 - The Only One Sane
03 - Pandeamonium
04 - Eyes Of The Devil
05 - A Day To Come
06 - Way Home
07 - Fallen Angel
08 - The Deamon Within
09 - Oceans Of Glory
10 - Fear In A Fragile Mind



quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Magni Animi Viri - Discografia

Tem quem não pare pra pensar e curta o Symphonic Metal que vier, mas há quem sinta falta de algo um pouco mais, digamos, masculino. Vemos uma cena sinfônico-metálica dominada por intérpretes femininos, que se apresentam através de bandas que, apesar de espetaculares, têm parentescos muito próximos, fazendo com que suas sonoridades sejam bem parecidas e, em vista da grande quantidade de bandas no ramo, o gênero se torne saturado. Isso ocorre não apenas com o Symphonic Metal, mas também com o Power Metal e o Thrash Metal, o que limita a criatividade das bandas.
Enquanto conversava com um amigo sobre essa saturação, e claro, sobre o domínio feminino do gênero, "descobrimos" nossa necessidade de buscar uma banda que fizesse algo do tipo, mas utilizasse, ao invés de sopranos, os tenores. Uma das poucas bandas que conhecíamos até então que utilizava um pouquinho disso era o magnífico Haggard, mas precisávamos de mais. No meio dessa garimpagem internet adentro, dentre algumas bandas nada a ver que descobrimos e passamos a curtir, encontramos uma que satisfazia mais ou menos os pré-requisitos que procurávamos, e ela é exatamente o tema desse post: o erudito e respeitoso projeto italiano Magni Animi Viri e seu único álbum "Heroes Temporis", lançado em 2006.
Isso aqui é bastante desconhecido, apesar de belíssimo, por isso sequer informações sobre o ano de fundação estão disponíveis. Contudo, sabe-se que surgiu em Salerno, na Itália, por iniciativa dos pianistas Giancarlo Trotta e Luca Contegiacomo, que buscavam produzir um trabalho que mesclasse ópera com algo de Metal. Para tal, contaram com uma orquestra completa, a Orquestra Sinfônica Búlgara, comandada pelo Maestro Giacomo Simonelli, que também toma as rédeas na condução do coral. Dentre os oito músicos convidados nos diversos instrumentos musicais, destacam-se alguns mais relevantes como o guitarrista Marco Sfogli (James LaBrieCreation's End), o baixista Randy Coven, que já fez parte de bandas como Ark e Yngwie Malmsteen, e o baterista John Macaluso, que já tocou na carreira solo do James LaBrie (na época Mullmuzzler), com Yngwie Malmsteen, Ark, Riot, ao vivo pelo Symphony X, entre outras.
O resultado foi o único e independente álbum intitulado "Heroes Temporis", que chegou às vitrines em 2006, e que digo que preenche mais ou menos os requisitos que desejávamos porque ele não é exatamente aquilo que tínhamos em mente, algo como um Epica ou Nightwish com vocal tenor, apesar de ser lindo. Trata-se de um trabalho que retrata uma predominante musicalidade operística, onde fortes e maravilhosos vocais tenores cantando em latim e italiano, que por vezes alternam com um vocal feminino, enfeitam uma atmosfera de filme épico que trás junto de sua correnteza corais que lembram muito aos de bandas como Rhapsody of Fire, fazendo desse disco algo realmente poderoso e magnífico. O lado Symphonic Metal na verdade se resume à base, que conta com um participativo contrabaixo, guitarras base que raramente solam, e bateria que faz apenas o dever de casa. O resto, o lado erudito, é fenomenal! Sonoridade gostosa, cheia de classe, e dependendo da faixa, relaxante ou empolgante!
Se você procura algo nesse calibre, gosta de Música Clássica ou tem curiosidade no ramo, saiba que isso aqui é algo mágico, e vale a atenção, principalmente se procura vocais tenores. Se gostar de Therion, é mais um ponto positivo rumo ao deliciamento dessa obra!


 Heroes Temporis (2006)

01 - Colonna Sonora
02 - Heroes...
03 - ...Temporis
04 - Intus
05 - Finché
06 - Pensieri
07 - Tertia Viqilia
08 - Mai Più
09 - Desertanima
10 - Vorrei
11 - Come Un Falco
12 - Uritur
13 - Sai Cos'è?
14 - Immenso
15 - Fortis
16 - Senza Respiro
17 - Outro
18 - CS Instrumental


domingo, 22 de setembro de 2013

Circle II Circle - Discografia

O Circle II Circle foi fundado em 2001, em Tampa, Flórida, Estados Unidos, pelo ex-vocalista do Savatage, Zachary "Zak" Stevens.
Em 2000, o músico havia deixado o Savatage, alegando motivos familiares, mas já no ano seguinte estava compondo um material novo, com o auxílio do vocalista Jon Oliva (Savatage, Jon Oliva's Pain, Trans-Siberian Orchestra) e do guitarrista Chris Caffery (Savatage, Trans-Siberian Orchestra). Na criação de sua nova banda, Zak teve o apoio do produtor Dan Campbell, que o incentivou durante todo o processo, que acabou resultando no álbum Waiting In Silence, de 2003.
No álbum, Jon e Chris aparecem como membros adicionais, sendo que Zak é acompanhado por: Matt LaPorte (guitarra), Kevin Rothney (baixo e backing vocals), John Zahner (teclados) e Christopher Kinder (bateria).
Waiting In Silence tem uma sonoridade semelhante ao Savatage, o que já era de se esperar, pois foi composto por três ex-membros da banda. Isso não é nenhum demérito, pois o Savatage sempre será um dos maiores nomes do Progressive/Heavy Metal dos Estados Unidos.
O disco tem ótimos momentos, como nas faixas Out Of Reach, Watching In SilenceThe Circle. O álbum ainda tem algumas faixas que vão um pouco mais para o lado do Heavy Metal tradicional, como em Forgiven e Lies. No fim das contas, é um bom álbum, nada mais que isso. Fica a impressão que o disco poderia ter sido melhor, em razão da qualidade indiscutível dos nomes à frente do projeto.
Após o seu lançamento, a banda teve uma série de divergências e todos os músicos abandonaram Zak. Logo em seguida, eles foram convidados por Jon Oliva para ingressarem no Jon Oliva's Pain.
Para dar continuidade na carreira, Zak chamou um time de músicos, compostos por Andy Lee (guitarra), Evan Christopher (guitarra), Paul Mitch Stewart (baixo) e Tom Drennan (bateria).
Em 2005, a nova formação lança o compacto All That Remains e no mesmo ano sai o álbum The Middle Of Nowhere. Das dez composições do disco, oito levam mais uma vez os nomes de Stevens, Oliva e Caffery, ou seja, o resultado mais uma vez é semelhante ao som do Savatage. As outras duas são fruto da parceria entre Stevens e o guitarrista Bernd Aufferman (ex-Running Wild).
O álbum teve um resultado semelhante ao primeiro lançamento e, apesar do talento absurdo de Stevens, pode ser classificado como mediano. Talvez seja até uma injustiça, mas o Circle II Circle acaba sempre sendo comparado ao Savatage, então sempre fica a expectativa por algo realmente impactante.
As coisas começaram a melhorar em 2006, com Burden Of Truth, disco conceitual baseado na história dos supostos descendentes de Jesus. Não consegui confirmar isso, mas pela época do lançamento, Zak deve ter se inspirado na obra O Código da Vinci de Dan Brown.
Foi a primeira vez em que Zak assimiu o processo de composição sem a influência de Jon Oliva. O resultado do disco foi bem satisfatório, em especial pelas brilhantes A Matter Of TimeSentenced, com ótimas interpretações de Stevens.
O disco é bem melhor que seus antecessores, mas também tem suas falhas, principalmente pela produção, que é morna demais e tira o peso do álbum.
Após a lançamento do álbum, a banda saiu em turnê, tendo o suporte do tecladista Oliver Palotai (Kamelot).
Em 2008, veio o álbum Delusions Of Grandeur, que mostrou que o conjunto continuava em evolução. Mais pesado e direto que seu antecessor, o disco deu salto também em relação às composições, com destaques para Echoes, Fatal Warning, Dead Of Dawn, Waiting e Every Last Thing, faixas que colocam em evidência não apenas o talento de Stevens, mas de toda a banda.
Ainda em 2008, Evan Christopher deixou o Circle II Circle. Para o seu lugar, veio o guitarrista brasileiro Bill Hudson, que auxiliou a banda durante o restante da turnê. Em 2009, foi a vez de Tom Drennan deixar o posto de baterista, dando lugar para Johnny Osborn.
Com um novo baterista e dessa vez como um quarteto, a banda retornou ao estúdio para a gravação de Consequence Of Power, que sai em 2010.
Cada vez mais pesado, o disco destaca as ótimas linhas de baixo e o perfeito casamento com a bateria. Os vocais de Zak pareciam limitados, mas não comprometeram a qualidade do disco. O guitarrista Andy Lee, que com o passar do tempo assumiu o controle da banda com o vocalista, é um destaque à parte, com ótimas bases e solos, como na ótima faixa-título que, ao lado de Out Of Nowhere, são as melhores do disco.
Para a turnê de divulgação do disco, a banda contratou um segundo guitarrista: Rollie Feldman., mas o músico não permanece muito tempo, pois em 2011 a banda passou por uma grande reestruturação. Além do guitarrista, também deixaram o conjunto Johnny Osborn  e Andy Lee. Johnny foi rapidamente substituído por Jayson Moore, mas o músico sai da banda ainda em 2011.
Em 2012, o Circle II Circle passaria a ser um sexteto, com Zak (vocal), Mitch (baixo), Christian Wentz (guitarra), Henning Wanner (teclados) e Adam Sagan (bateria). O sexto membro é Bill Hudson, que retornava ao conjunto, dessa vez como membro fixo.
Com essa formação, lançaram recentemente o álbum Seasons Will Fall (2013). O disco tem um capricho todo especial com a produção, que ficou limpa e deu o destaque merecido para cada instrumento. Apesar de faixas serem mais diretas que nos tempos de Savatage, algumas músicas trazem boas recordações, como em Epiphany, End Of Emotion e na faixa-título.
O álbum é o melhor da carreira da banda até o momento, o que mostra que podem crescer ainda mais. É difícil separar o Circle II Circle do Savatage, pois embora venha ganhando uma identidade própria, o conjunto ainda tira grande parte das suas ideias da ex-banda de Zak.


 Watching In Silence - 2003

01 - Out Of Reach
02 - Sea Of White
03 - Into The Wind
04 - Watching In Silence
05 - Forgiven
06 - Lies
07 - Face To Face
08 - Walls
09 - The Circle
10 - Fields Of Sorrow

 All That Remains (EP) - 2005

01 - All That Remains (Single-Edit)
02 - In This Life
03 - Strung Out
04 - Shadows
05 - All That Remains (Album-Version)


 The Middle Of Nowhere - 2005

01 - In This Life
02 - All That Remains
03 - Open Season
04 - Holding On
05 - Cynical Ride
06 - Hollow
07 - Psycho Motor
08 - Faces In The Dark
09 - The Middle Of Nowhere
10 - Lost


 Revelations (EP) - 2006

01 - Revelations
02 - Who Am I To Be!
03 - The Black
04 - Burden Of Truth (Acoustically Enhanced)


 Burden Of Truth - 2006

01 - Who Am I To Be!
02 - A Matter Of Time
03 - Heal You
04 - Revelations
05 - Your Reality
06 - Evermore
07 - The Black
08 - Messiah
09 - Sentenced
10 - Burden Of Truth
11 - Live As One


 Every Last Thing (EP) - 2008

01 - Every Last Thing (Single Edit)
02 - Darkness Rising
03 - So Many Reasons
04 - Every Last Thing


 Delusions Of Grandeur - 2008

01 - Fatal Warning
02 - Dead Of Dawn
03 - Forever
04 - Echoes
05 - Waiting
06 - Soul Breaker
07 - Stay (Bonus Track)
08 - Seclusion
09 - So Many Reasons
10 - Chase The Lies
11 - Every Last Thing
12 - Darkness Rising (Bonus Track)


 So Many Reasons (EP) - 2008

01 - So Many Reasons
02 - Every Last Thing (Edit)
03 - Darkness Rising
04 - Every Last Thing


 Consequence Of Power (Limited Edition) - 2010

01 - Whispers In Vain
02 - Consequence Of Power
03 - Out Of Nowhere
04 - Remember
05 - Symptoms Of Fate (Bonus Track)
06 - Mirage
07 - Episodes Of Mania
08 - Redemption
09 - Take Back Yesterday
10 - Anathema
11 - Blood Of An Angel


 Full Circle: The Best Of Circle II Circle - 2012

CD 1:
01 - All That Remains
02 - Who Am I To Be
03 - Consequence Of Power
04 - Watching In Silence
05 - Dead Of Dawn
06 - Into The Wind
07 - In This Life
08 - Out Of Nowhere
09 - Revelations
10 - Blood Of An Angel
11 - Heal You
12 - Open Season
13 - Echoes
14 - Out Of Reach
15 - Forgiven


CD 2:
01 - Every Last Thing (Edit)
02 - The Circle
03 - Sentenced
04 - Take Back Yesterday
05 - The Middle Of Nowhere
06 - Soul Breaker
07 - Darkness Rising
08 - Into The Wind (Acoustic Version)
09 - Shadows
10 - Symptoms Of Fate
11 - Stay
12 - Watching In Silence (Live)
13 - Burden Of Truth (Acoustically Enhanced)
14 - Against The World
15 - Evermore (Live)
16 - Strung Out


 Seasons Will Fall - 2013

01 - Diamond Blade
02 - Without A Sound
03 - Killing Death
04 - Epiphany
05 - End Of Emotion
06 - Dreams That Never Die
07 - Seasons Will Fall
08 - Never Gonna Stop
09 - Isolation
10 - Sweet Despair
11 - Downshot
12 - Only Yesterday

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 Reign of Darkness - 2015

01 - Over-Underture
02 - Victim of The Night
03 - Untold Dreams
04 - It's All Over
05 - One More Day
06 - Ghost of The Devil
07 - Somewhere
08 - Deep Within
09 - Taken Away
10 - Sinister Love
11 - Solitary Rain

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Download (Zippyshare)


sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Skiltron - Discografia

É bem natural que, quando o tema seja bandas sul-americanas, as brasileiras recebam bastante destaque. Todos sabemos que temos grandes bandas aqui, e isso algumas vezes nos faz esquecermos de nossos vizinhos. Nas terras à esquerda do nosso imenso país existem excelentes bandas, e uma delas é o Skiltron.
É engraçado como o tempo passa... Eu conheci e ouvi um bocado esses caras há muitos anos, quando eles tinham apenas o primeiro álbum, "The Clans Have United", de 2006. Como na época tinha outros vícios, acabei deixando de lado, principalmente porque meu PC passou por uma formatação que me fez perder muitas bandas que só fui redescobrir anos mais tarde. Quando "desenterrei" esses argentinos, eles já tinham lançado o "The Highland Way", de 2010. Resolvi sacar o som, e vi como os caras tinham amadurecido!
Pois é, a banda é oriunda de Buenos Aires, capital da Argentina, e é um ótimo exemplar de que os hermanos também manjam do Metal Celta. Os caras fazem um excelente Folk Metal mesclado com Power/Heavy Metal, responsáveis principalmente por rápidos e técnicos solos que alternam entre as flautas e intensas gaitas de foles. Quem gosta do gênero e procura algo executado de forma um pocuo mais forte, aí vai uma boa pedida!
Apesar das informações oficiais mostrarem que o Skiltron foi fundado em 2004, as raízes na verdade afincam mais profundamente o solo até o ano de 1997, quando Emilio Souto (guitarra, mandolim, bouzouki, harpa, etc.) e Matias Pena (bateria) formaram a banda Century ao lado de outros dois amigos. Contudo, o projeto foi posto à parte quando ingressaram na banda Feanor, e entrou num hiato definitivo em 2001 quando seus dois amigos deixaram saíram. O projeto só retomou as atividades em 2004, quando mudaram o nome para Skiltron (derivado do termo "schiltron", que se refere à formação de soldados lanceiros que ficam na linha de frente nas batalhas com suas lanças e barreiras a fim de conter a cavalaria inimiga).
Apesar dos dois serem os únicos membros oficiais até então, chicotearam o burro e o projeto andou, tanto que ainda em 2004 lançaram a demo "Gathering The Clans", que conta com o vocalista Javier YuchechenFreddy MacKinlay nas gaitas e Gustavo Fluentes nas flautas, auxiliando a dupla. Emilio cuidou também das linhas de baixo.
Um contrato com a Underground Symphony foi obtido, e então o debut "The Clans Have United" emergiu, agora contando com o baixista Fernando Marty, fazendo da dupla um trio oficial. Vários músicos deram uma mãozinha a fim de alcançar a atmosfera Folk que desejavam, e um deles foi o vocalista Javier Yuchechen, que seguiu como membro não-oficial e gravou os vocais. Sua voz é muito boa, mas não daquele tipo que você respeita e sente sua presença. Meio que apenas faz seu dever de casa. Ainda assim, o disco é muito bom, Folk pra cacete! Mas isso viria a melhorar bem...
Em 2007, mais uma demo foi lançada, a exemplo da primeira, de forma independente: "The Blind Harry Demo". Aqui os caras mostram estão mais completos e maduros, a começar pelo line-up, que agora é mais extenso: Diego Valdez no vocal (esse faz diferença!), Emilio Souto na guitarra e mandolim, Juan José Fornés na segunda guitarra, Fernando Marty no baixo, Matias Pena na bateria, Esteban D'Antona na viola, Diego Spinelli nos diferentes tipos de flautas e Pablo Allen na gaita de foles escocesa. Com uma formação tão completa, já era de se esperar um próximo álbum bem completo, e de fato, foi o que ocorreu!
"Beheading The Liars" chegou de forma empolgante no ano de 2008, percebendo-se logo de cara que a clima medieval está ainda mais bem preenchido, coeso e criativo em razão dos diversos instrumentos folclóricos, mesmo que a gaita de foles se mostre predominante. Outro detalhe é o vocal de Diego Valdez, que caiu muito bem na sonoridade um pouco mais pesada, e que lembra bastante o vocal de Ronnie James Dio, e as guitarras se mostram ainda mais aparentes tanto em peso da distorção quanto em velocidade e virtuosidade dos solos. Para mim, o melhor álbum dos argentinos, com alta qualidade tanto musical quanto de gravação, mesmo se tratando de um trabalho independente!
No meio tempo até 2010, o flautista Diego Spinelli deixou o grupo, fazendo com que Pablo Allen se encarregasse de suas flautas, além da gaita de foles. Com isso, o trabalho de composição prosseguiu, e novamente de forma independente, chegou o terceiro e excelente álbum de estúdio, "The Highland Way". Apesar de continuar sendo o Skiltron desenvolvido e amadurecido do último lançamento, ao contrário dos demais, esse trabalho tem partes em que nenhum instrumento Folk toca. Mesmo breves, a lacuna é incômoda, ao menos a mim. Fora que a sonoridade está mais pesada e seca, fazendo com que em diversos momentos dentro de uma mesma música você se sinta dentro do clima medieval, e de repente isso seja tirado de você, em seguida, posto de volta. É estranho, ainda assim, um álbum de qualidade e que vale a pena ser ouvido!
Por razões não reveladas, todos os membros, exceto Emilio e Matias, que sempre foram os originais, deixaram o conjunto em 2011. Quatro, mais precisamente, incluindo o vocalista Diego Valdez, o que mais sinto falta nesse exílio em massa. O que fizeram, talvez por problemas de relacionamento com Emilio e Matias, foi fundar uma outra banda exatamente do mesmo cunho chamada Triddana, o que indica que o motivo da saída não foi por divergências musicais. Na tentativa de recompletar a formação, apenas o baixista Ignacio Lopez ingressou, e novamente, o Skiltron seguiu como trio voltando a contar com membros não-oficiais para composição e gravação de um próximo disco.
Há males que talvez venham para o bem, ou pelo meio-bem. "Into The Battleground" foi lançado em 2013 se mostrando uma fusão entre o antigo e o novo Skiltron: pega os fortes e empolgantes elementos Folk de "Beheading The Liars" e a forte pegada de "The Highland Way", criando um álbum excelente, apesar de se assemelhar mais com esse último! O vocalista principal é Tony Thurlow, mas há outras participações especiais de peso aqui também, como por exemplo a de Jonne Järvelä (Korpiklaani), cantando "The Rabbit Who Wanted To Be A Wolf", além do antigo vocalista Javier Yuchechen voltando a mostrar as caras na faixa "Loyal We Will Stand". O mais legal é que nesse álbum, a sonoridade tem momentos de beleza, não se resumindo apenas à fortes riffs e instrumentos Folk. Há cadenciadas de viola, partes mais tranquilas, algo que realmente aprecio. Bom demais! Para mim, o segundo melhor dos caras!
O Skiltron pode não ser a melhor banda Folk de todos os tempos, mas os caras fazem um trabalho competente, agradando principalmente àqueles que procuram um Folk com uma pegada mais pesada, que mas não chegue a ser um Death Metal como no caso do Eluveitie, e que também não seja tão leve e puxada para o Melódico como o Elvenking.


 Gathering The Clans (Demo) (2004)

01 - Gathering The Clans
02 - By Sword and Shield
03 - Sixteen Years After


 The Clans Have United (2006)

01 - Tartan's March
02 - By Sword and Shield
03 - Sixteen Years After
04 - This Crusade
05 - Rising Soul
06 - Pagan Pride
07 - Stirling Bridge
08 - Gathering The Clans
09 - Coming From The West
10 - Across The Centuries
11 - Spinning Jenny (Bonus Track)


 The Blind Harry (Demo) (2007)

01 - The Vision of Blind Harry
02 - Praying Is Nothing


 Beheading The Liars (2008)

01 - Skiltron
02 - The Beheading
03 - I'm What You've Done
04 - Praying Is Nothing
05 - Calling Out
06 - The Vision of The Blind Harry
07 - Hate Dance
08 - Sings Symbols and The Marks of Man
09 - Tiet The Spirit Be
10 - Fast and Wild
11 - CridesCrides (Calling Out) (Occttan Version)


 The Highland Way (2010)

01 - Bagpipes of War
02 - Between My Grave and Yours
03 - One Way Journey
04 - Awaiting Your Confession
05 - A Last Regret
06 - The Bonfire Alliance
07 - Storm In Largs
08 - St. Patrick's Death
09 - Through The Longest Way
10 - Join The Clan
11 - For Those Who Have Fallen In Battle


 Into The Battleground (2013)

01 - Brosnachadh
02 - Lion Rampant
03 - The Swordmaker
04 - On The Trail of David Ross
05 - Besieged By Fire
06 - The Brave's Revenge
07 - Merrsadh Air
08 - The Rabbit Who Wanted To Be A Wolf
09 - Loyal We Will Stand
10 - Prestonpans 1745
11 - Esbat


domingo, 15 de setembro de 2013

James LaBrie - Discografia

A voz de James LaBrie é uma daquelas que me acompanhou desde novinho, mas eu não sabia que era dele. Com a sorte de ter pais com bom gosto musical, a eclética playlist histórica deles sempre contou com músicas de época ou músicas que os agradassem de algum modo, principalmente oitentista, e, claro, Rock e Metal entravam na jogada até com certa frequência, apesar de não serem adeptos definitivos.
Dream Theater era uma das bandas que figurava no gosto deles, a partir de faixas como "Pull Me Under", "Another Day", "Under A Glass Moon" e "Metropolis". Eu muito ouvia eles ouvindo e curtia também, sem saber que banda era. Só na adolescência é que eu fui baixar os álbuns, pois ouvia avulsamente "Another Day" com alguma frequência e sentia a necessidade de me aprofundar. Comecei com o pé direito: "Images and Words", de 1992, meu preferido até hoje. Foi um flashback nostálgico absoluto, principalmente os riffs iniciais de "Under A Glass Moon". Foi aí que vi como a banda era foda, aprendi sobre os membros, me expandi aos demais álbuns e descobri quem era o proprietário daquela voz que me agradava desde pequeno. Esse é o cara!
Nascido em 5 de maio de 1963 em Penetanguishene, no estado de Ontário, no CanadáKevin James LaBrie ingressou no mundo musical desde bem cedo, tendo começado a cantar e tocar bateria aos 5 anos de idade, inspirado por seu pai. Era como uma "necessidade nervosa", pois desde os três anos já cantava músicas que tocavam no rádio (mesmo não sabendo as letras, cantando portanto as melodias) e batucava tudo que tinha na casa. Com as pessoas à sua volta notando seu talento com as cordas vocais mesmo sendo tão novo, fizeram o que aqui no Brasil não se faz: investiram. O jovem Kevin iniciou aulas de canto, seu professor o colocou na turma de canto, e ainda entrou numa banda com seu pai, tio e irmãos.
O jovem LaBrie cresceu bem influenciado. Ouvindo Rock, Metal e Música Clássica (bandas como MetallicaJourneyJudas PriestAerosmithVan Halen, e compositores clássicos como MozartVivaldi e Beethoven) e sabendo que o que realmente lhe interessava era o canto, parou de tocar bateria aos 17 anos. Aos 18, quando mudou-se para Toronto, sua vida musical começou a se agitar; fez parte de diversas bandas, algumas delas até sérias, quase conquistando contratos e tudo, como o Winter Rose, que tocava Glam. Foi nessa época que um empresário o avisou sobre o Dream Theater, banda nova iorquina que estava em busca de um vocalista. Correu atrás e o resultado todos conhecemos: fez renome mundial na história do Rock e Metal, principalmente Progressivos, ao lado do guitarrista John Petrucci, do baixista John Myung, do tecladista Jordan Rudess e do baterista Mike Portnoy (substituído em 2011 por Mike Mangini).
Além da banda principal, James LaBrie emprestou sua voz a diversas bandas e projetos por aí afora, tal como AyreonShadow GalleryFates WarningFrameshift, entre outros, e até mesmo faz parte do projeto True Symphonic Rockestra desde 2004.
Dentre seus diversos trabalhos e aparições, uma em especial eu demorei até demais para descobrir que existia: sua carreira solo, tema dessa publicação, que existe desde 1998. Até fui pego de surpresa quando vi, pois nem amigos viciados no Dream Theater jamais tinham comentado sobre comigo, e eu nunca tinha explorado o que LaBrie já havia feito além da banda, até porque os holofotes ficam mais direcionados para John Petrucci e Mike Portnoy.
Pois bem, na verdade, a carreira solo não começou solo, mas uma banda mesmo, apesar de não ser a vontade do vocalista. A gravadora achou que não era uma boa ideia pôr seu nome à frente, por isso, no princípio, sua carreira solo se chamou Mullmuzzler, palavra que define aquele que prevê os pensamentos dos outros antes mesmo que possam ser expressos em palavras. Contando com Mike Keneally na guitarra, Bryan Beller no baixo, Mike Mangini (SIM, ele mesmo) na bateria e Matt Guillory nos teclados, dois álbuns um tanto similares foram lançados sob esse nome: "Keep It To Yourself", em 1999, em "Mullmuzzler 2", de 2001. São dois discos fáceis de ouvir, não muito pesados (uma vez que são Progressive Rock), que contam com lindas canções compostas de forma que lembra principalmente o "Awake" (1994), do Dream Theater, ao menos aos meus ouvidos, o que faz esses trabalhos recomendados àqueles que têm como preferência a época inicial do grupo nova iorquino.
Interessante foi a transição do título da banda, que sempre essencialmente foi mesmo solo. No primeiro disco, era "Mullmuzzler". No segundo, "James LaBrie's Mullmuzzler", dando já uma referência a si próprio, uma vez que o Dream Theater já estava chegando às nuvens, e ao lançar o terceiro, por fim, já era levado puramente seu nome.
Após a saída do guitarrista Mike Keneally para a entrada de Marco Sfogli, veio então o álbum que representa o total controle do nome, bem como certa mudança na sonoridade, é o excelente "Elements of Persuation", lançado em 2005. Dessa vez, com um som mais firme, pesado e experimental, o que é apresentado é um Progressive Metal altamente acoplado com Heavy e Groove Metal, resultando em músicas de riffs bem graves. O disco conta também com um "sal a gosto", como a introdução de algo mais Nu Metal de forma esporádica, como na faixa "Alone", com travadas e "DJrismos", talvez até como remanescente do "Octavarium" do Dream Theater, lançado no mesmo ano e que também tem uma jogada mais moderna. Mas não é nada que atrapalhe os ouvidos dos ouvintes mais chatos. Certa cartada mais profunda e atmosférica também é notada, coisa que viria a ser cada vez mais utilizada nos discos seguintes. Não querendo tretar mas já tretando, a faixa "Crucify" me assusta. Quem quiser ouça de 1:21 até 1:40, e depois pegue a faixa "Fragile Equality" do Almah e ouça de 00:41 até 00:59 ou pode seguir até 01:26. Não tô acusando de nada, não entendo disso, mas é legal como as passagens se assemelham. Após o lançamento, mais alterações no line-up se sucederam com a saída do baixista Bryan Beller e do baterista Mike Mangini, cedendo vaga a Ray Riendeau e Peter Wildoer. Este último teria um impacto decisivo numa nova proposta musical que viria a seguir, pois o baterista também é vocalista, e seu vocal é o gutural rasgado.
Após lançar "Prime Cuts" em 2008, uma compilação com músicas inéditas, remixes e covers, seguiu-se mais um silêncio de dois anos até o lançamento de "Static Impulse", em 2010. Se alguém esperava algo ainda mais próximo do Dream Theater, acabou por não ser correspondido, pois a cada lançamento, mais se distancia. Dessa vez a sonoridade flerta mais com o Metalcore, mas mantendo uma pegada Groove e elementos de Progressive Metal, principalmente nos teclados. A explorada nos vocais guturais rasgados do baterista Peter é muito bem aproveitada, nos presenteando com um disco muito foda, a ponto de não atrapalhar nem que é mais distante dos rótulos "core", acredito. Aqui, o lado mais atmosférico é praticamente deixado de lado, criando um disco mais "seco".
Esse lado Metalcore veio a ser ainda mais explorado no álbum mais recente, o fantástico "Impermanent Resonance", que chegou em 2013. Certamente, o melhor disco dessa nova sonoridade. Não apenas o Metalcore está mais bem executado, demonstrando que LaBrie dominou o gênero, mas também está impactante devido à volta da pegada atmosférica, propiciando músicas profundas e viajantes com uma aura moderna e tecnológica, ao mesmo tempo em que são fortes e bem preenchidas. Outro ponto mais que notável é a sua performance vocal. Eu não ouvia ele cantando tão bem e com tanta vivacidade há muito tempo! O mais maneiro é que apesar das pesadas guitarras, a voz não ficou fora de sincronia como acontecia em alguns álbuns do Dream Theater como "Train of Thought", de 2003, onde você chega a pensar "cara, isso tá pesado demais pra voz dele." O trabalho é realmente foda! Vale muito a pena ouvir, independente de sua preferência musical!
Como extensão do "Impermanent Resonance", logo em janeiro de 2014 um EP foi lançado, intitulado "I Will Not Break". Ele contém as faixas bônus que posteriormente entraram no disco de 2013, bem como novas mixagens de faixas de álbuns anteriores. De forma geral, como o próprio nome "extended play" diz, ele soa exatamente da mesma forma do álbum.
Quando o assunto é a carreira solo, é complicado eleger um melhor álbum. Precisa-se dividir em duas fases: época Progressive Rock, época Metalcore. Isso pra ser rústico. Por isso, é preciso ouvir com pensamentos diferentes cada fase, tendo em mente quais são as propostas musicais e o que esperar. Particularmente, na primeira fase, "Mullmuzzler 2" é o melhor, e na fase atual, "Impermanent Resonance" é o top.
Ao longo de tantos anos de carreira, principalmente nos dias de hoje, ouvimos muita gente falando que James LaBrie não canta nada, críticas que para mim não têm procedência. O canadense é um grande músico, deixou sua marca na história do Metal e tanto sua voz quanto o Dream Theater influenciaram e ainda influenciam diversas bandas que surgiram posteriormente, pois são responsáveis pela moldagem do que Metal Progressivo é, por isso são a maior referência do estilo. Acredito ter cabimento sim dizer que tem determinadas músicas que são pesadas demais pra sua voz, mas dizer que ele é um mau vocalista... acho que não. O cara é foda! Essa voz magnífica e de fato única são carregadas por minha mente desde os tempos mais primórdios de minha vida. Respeito com o homem!


 Keep It To Yourself (1999)

01 - His Voice
02 - Statued
03 - Shores of Avalon
04 - Beelzebubba
05 - Guardian Angel
06 - Sacrifice
07 - Lace
08 - Slow Burn
09 - As A Man Thinks


 Mullmuzzler 2 (2001)

01 - Afterlife
02 - Venice Burning
03 - Confronting The Devil
04 - Falling
05 - Stranger
06 - A Simple Man
07 - Save Me
08 - Believe
09 - Listening
10 - Tell Me


 Elements of Persuasion (2005)

01 - Crucify
02 - Alone
03 - Freak
04 - Invisible
05 - Lost
06 - Undecided
07 - Smashed
08 - Pretender
09 - Slightly Out of Reach
10 - Oblivious
11 - In Too Deep
12 - Drained


 Prime Cuts (Compilation) (2008)

01 - Afterlife (Extended Version)
02 - Red Barchetta (Rush Cover)
03 - Shores of Avalon (Radio Mix)
04 - Vertebrates
05 - A Time and A Place (ELP Cover)
06 - This Time This Way
07 - His Voice
08 - As A Man Thinks
09 - A Simple Man
10 - No Returning


 Static Impulse (2010)

01 - One More Time
02 - Jekyll Or Hyde
03 - Mislead
04 - Euphoric
05 - Over The Edge
06 - I Need You
07 - Who You Think I Am?
08 - I Tried
09 - Just Watch Me
10 - This Is War
11 - Superstar
12 - Coming Home
13 - Jekyll Or Hyde (Demo Version) (Bonus Track)
14 - Coming Home (Alternate Mix) (Bonus Track)


 Impermanent Resonance (2013)

01 - Agony
02 - Undertow
03 - Slight of Hand
04 - Back On The Ground
05 - I Got You
06 - Holding On
07 - Lost In The Fire
08 - Letting Go
09 - Destined To Burn
10 - Say You're Still Mine
11 - Amnesia
12 - I Will Not Break
13 - Unraveling (Bonus Track)
14 - Why? (Bonus Track)

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 I Will Not Break (EP) (2014)

01 - I Will Not Break
02 - Unraveling
03 - Why?
04 - Coming Home (Alternate Mix)
05 - Jekyll Or Hyde (Demo Version)
06 - Just Watch Me (Demo Version)
07 - I Tried (Jason Miller Re-mix)
08 - Over The Edge (Mutrix Re-mix)
09 - Euphoric (NeonGenesis Re-mix)

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