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quarta-feira, 31 de julho de 2013

Hatchet - Discografia

Essa é pra quem curte um bom e pegado Thrash Metal! A forma como o estilo é executado por esses estadunidense é potente e sólida. Quem é fã do Slayer pode dar uma atenção especial, pois a influência que exerce no Hatchet é gritante! Outra influência também perceptível é a do Testament, bem como do Thrash oitentista em geral. Ao ouvi-los, uma sensação de retrospectiva pode ser sentida, pois o que é tocado é bem resgatador do passado.
O Hatchet foi formado no ano de 2006 em Bay Area, na Califórnia. Inicialmente, o intuito era não somente fazer música, mas também ajudar a fortalecer a cena californiana. A primeira demo foi lançada ainda no ano de estreia, intitulada "Frailty of The Flesh", responsável por dar à banda uma base autoral para apresentar nos concertos.
Já em 2007, os rapazes ganharam forte respeito do underground devido ao fato de se esforçarem para realizar shows, e ainda sempre tentando trazer outras bandas de Thrash que estavam começando sua carreira, ajudando-as a se firmar. O respeito regional acabou alcançando a vizinhança, principalmente Los Angeles, onde começaram a criar laços de amizade com outras bandas e trazê-las para Bay Area, diversificando os line-ups dos festivais. Esse mesmo ano ainda testemunhou o lançamento de mais dois discos: : a segunda demo, intitulada "Frailty Demo" e o primeiro EP, autointitulado, responsáveis por consolidar a ascensão regional dos caras.
Os rios da boa receptividade por parte do público e da técnica que esbanjavam desembocaram no mar de um contrato com a Metal Blade Records, abrindo alas para o lançamento do excelente debut "Awaiting Evil". O trabalho é um primeiro passo dado de modo belo e certeiro, demonstrando que a banda veio para somar e fazer boa música dentro de seu gênero. Riffs pesados, pegados, com muita variação, solos que esbanjam técnica e criatividade e uma gritante influência do Slayer, como já mencionado no topo dapostagem. Acredito que isso defina bem esse primeiro registro. Talvez demonstrarem de forma tão vívida suas influências possa ser algo a se criticar, mas não algo a diminuir o brilho de um ótimo álbum. A mídia crítica soltou palavras positivas e os fãs também seguiram a maré, abraçando a banda e apoiando. Três turnês em território estadunidense, como sempre, auxiliando bandas emergentes, sucederam ao lançamento.
Após sofrerem alteração na formação e migrarem para a The End Records, o Hatchet voltou ao estúdio para trabalhar em seu próximo álbum, que viria a ser lançado somente um bom depois depois, já no ano de 2013. "Dawn of The End" conseguiu bater seu antecessor com classe, trazendo uma musicalidade mais energética, mais pesada, e solos ainda mais velozes. De fato é perceptível o surgimento da maturidade, mas o grupo ainda se mostra um tanto incapaz de deixar suas influências de lado e criar uma identidade completamente própria. Contudo, é fato que esse álbum já apresenta um pouco menos de Slayer do que "Awaiting Evil", o que pode indicar que no futuro o conjunto talvez venha a desenvolver gradativamente sua própria musicalidade.
Julz Ramos (vocal e guitarra), Clark Webb (guitarra), Travis Russey (baixo) e Eli Lucas (bateria). Essa é a formação atual do Hatchet. Esses são os responsáveis pela excelente musicalidade apresentada, que soma belamente ao acervo do gênero. Os thrashers são muito fiéis ao que ouvem, e sinceramente, ficam felizes até com os trabalhos mais ou menos. Partindo desse pressuposto, com certeza vão pirar ao som raivoso desses caras!


 Awaiting Evil (2008)

01 - Darkening Skies
02 - Frailty of The Flesh
03 - Sealed Fate
04 - Frozen Hell
05 - Attack Imminent
06 - The Morlock's Tomb
07 - Storm The Gates
08 - The Dead Will March
09 - Awaiting Evil


 Dawn of The End (2013)

01 - After The Dark
02 - Silenced By Death
03 - Screams of The Night
04 - Fall From Grace
05 - Revelations of Good and Evil
06 - Signals of Infection
07 - Dawn of The End
08 - Sinister Thoughts
09 - Welcome To The Plague
10 - Vanishing Point

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 Fear Beyond Lunacy (2015)

01 - Where Time Cannot Exist
02 - Living In Extinction
03 - Lethal Injustice
04 - In Fear We Trust
05 - Killing Indulgence
06 - Dead and Gone
07 - Tearing Into Hell
08 - Prophet of Delusion
09 - The World Beyond
10 - Frozen Hell

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segunda-feira, 29 de julho de 2013

Opeth - Discografia

Toda vez que alguém nos pergunta a razão de não colocarmos um índice com gêneros no site, penso nas dificuldades que teríamos para rotular algumas bandas, pois além de não possuírem um gênero específico, mudaram a sua sonoridade várias vezes, é o caso do Opeth.
A origem da banda remete ao ano de 1988, na Suécia, quando foi criado o Eruption. O conjunto limitava-se a tocar covers de nomes como Bathory e Death. A formação base da banda era Mikael Åkerfeldt (vocal e guitarra), Nick Döring (guitarra), Jocke Horney (baixo) e Anders Nordin (bateria). Jocke logo saiu, para ser substituído por Stephan Claesberg.
Em 1990, foi decretado o fim do Eruption e Mikael Åkerfeldt juntou-se ao vocalista David Isberg, no Opeth, que havia acabado de ser criado. A ideia de David era utilizar Mikael como baixista, mas o músico não avisou aos outros membros da banda, o que os desagradou e os levou a abandonar o barco, sobrando apenas David e Mikael.
A dupla lançou uma demo em 1991, denominada The Gate. Logo em seguida, conseguiram completar o line-up, com as entradas dos ex-membros do Erupion, Anders (bateria) e Nick (baixo). Além disso, contaram com o ingresso do guitarrista Andreas Dimeo.
O Opeth começou a ensaiar para as apresentações ao vivo, mas o resultado não estava sendo muito satisfatório, o que levou Andreas e Nick a deixarem o conjunto, sendo substituídos por Kim Petterson (guitarra) e Johan DeFarfalla (baixo).
Ainda explorando o som ficado no Death Metal, o Opeth começou a agradar, fazendo apresentações ao lado de outros nomes que se destacariam no futuro, como Therion e At The Gates.
Quando o som do Opeth começava a ganhar uma identidade própria, novas mudanças aconteceram com as saídas de Johan DeFarfalla e logo em seguida de David Isberg e Kim Petterson. Para o lugar de Kim, veio Peter Lindgren, que tocava baixo e guitarra. Já os vocais, passaram a ser assumidos por Mikael Åkerfeldt.
Em 1994, o Opeth entrou em estúdio para a gravação do seu primeiro álbum, contando com o auxílio dos baixistas Stefan Guteklint e Johan DeFarfalla.
O debut foi lançado em 1995, chamado Orchid. Apesar de ainda focar no Death Metal, o álbum já dava mostrar do potencial do Opeth, com passagens mais complexas, como na clássica Forest Of October, o que aproximava a banda de um som mais progressivo, o que ficaria ainda mais evidente no próximo trabalho.
Morningrise, de 1996, dá mostras que de o Opeth firmava-se no Progressive Death Metal, prova disso é que todas as faixas passam dos dez minutos. Nesse disco a banda adicionou trechos épicos, além de melodias complexas, que precisavam de várias audições para serem compreendidas. Destaque para Black Rose Immortal, e seus mais vinte minutos e para a balada To Bid You Farewell, que suas melodias melancólicas. O vocal limpo de Åkerfeldt, ainda não era o ideal, mas casou bem com o trabalho. Quem gravou as linhas de baixo nesse disco foi Johan DeFarfalla, sendo sua última contribuição para a banda.
No álbum seguinte aconteceu a primeira mudança significativa na banda, com a saída de Anders Nordin, sendo as baquetas assumidas por Martín Lopez. Além disso, o próprio Åkerfeldt assumiu também o baixo. Assim, nasceu My Arms, Your Hearse, em 1998. O disco tem uma atmosfera obscura, exposta até mesmo em sua capa. Trata-se do primeiro trabalho conceitual do Opeth, sendo que no fim de cada faixa há uma referência para a seguinte. Em linhas gerais, trata-se de um álbum mais acessível que os anteriores, com temas marcantes, como April Ethereal, When, Demon Of The Fail, Creedence e Karma.
Com My Arms, Your Hearse, teve-se a clara impressão de que a banda evoluía a cada trabalho, sendo que o fato de soar mais acessível não era uma crítica, pois se deu em razão do Opeth incrementar o seu som com novos elementos, que ajudaram a formar a sonoridade clássica da banda.
O passo final para a afirmação foi Still Life, lançado em 1999. O disco marca a entrada do baixista Martín Mendez. Mais uma vez trata-se de um álbum conceitual, com uma produção bem superior aos seus antecessores, o que valorizou as nuanças e harmonias, além de equilibrar com os momentos mais extremos. Além disso, em Still Life é possível notar elementos de gêneros paralelos ao Metal, como Jazz, Blues e Rock Progressivo, mas o destaque ainda vai para as tradicionais Godhead's Lament e White Cluster, nesse álbum que é considerado por todos como um dos melhores da carreira da banda.
Os elementos não tradicionais presentes em Still Life tornaram-se ainda mais evidentes em Blackwater Park, de 2001, tanto que o título do álbum vem do nome de uma banda alemã de Rock Progressivo.
O álbum ainda tinha seus momentos mais brutais, como na faixa Leper Affinity, mas focava em outras vertentes, como na balada acústica Harvest, que mostrava a evolução vocal de Åkerfeldt. Já a faixa-título expõe toda a aura progressiva do conjunto, concluindo um trabalho que se tornou um marco na carreira do Opeth, pois foi o primeiro a ser comercializado fora da Europa.
Os trabalhos seguintes, foram lançados quase que simultaneamente, com Deliverance em 2002 e Damnation em 2003. O primeiro traz uma das melhores performances guturais de Åkerfeldt, na faixa Wreath, que lembra bastante o trabalho do Morbid Angel. Para contrapor Wreath, temos mais uma bela balada, com a faixa A Fair Judgement.
Já Damnation é um dos álbuns mais difíceis de se rotular na carreira do Opeth, pois temos faixas muito diversificadas. Temos o lado progressivo na faixa To Rid Disease, um clima mais nostálgico e melancólico em Windowpane e até uma balada quase Pop em In My Time Of Need. Enfim, Damnation é o responsável pelo conjunto ter alcançado novos fãs, sendo que a maioria dos ouvintes antigos entenderam a proposta apresentada. O álbum marca, ainda, um uso maior de sintetizadores nas composições, tocados pelo produtor Steven Wilson, o que resultou na contratação do tecladista Per Wilberg para as apresentações ao vivo.
A inclusão de Per Wilberg teve enorme impacto no álbum seguinte, Ghost Reveries, de 2005, o que resultou num clima mais denso que nos discos anteriores, além de trazer uma sonoridade mais moderna. Na faixa The Grand Conjuration, a banda expôs o seu lado mais Doom. Outra faixa interessante e diferente é Atonement, uma redenção ao psicodelismo, que lembra o Led Zeppelin. A faixa ainda traz um verdadeiro show de Wilberg no mellotron. O Opeth se reinventou mais uma vez, mas sem perder suas raízes.
Ghost Reveries, marcou o último registro do baterista Martín López. Em 2007, ocorreu uma nova baixa, com a saída de Peter Lindgren, ficando apenas Åkerfeldt da formação do primeiro álbum.
Para repor as perdas, vieram Martin Axenrot e Fredrik Åkesson, respectivamente. Com essa formação, lançaram o ótimo Watershed, em 2008, disco que marca a imersão da banda no Rock Progressivo, o que seria exposto em sua totalidade em 2011, com Heritage. O disco frustou alguns pela ausência dos vocais guturais, embora o resultado final seja surpreendente, com faixas muito agradáveis e ao mesmo tempo complexas.
Após o lançamento de Heritage, Per Wilberg deixou o conjunto, sendo substituído por Joakim Svalberg.
A referência no início do texto segue valendo, o Opeth é uma banda indescritível, que precisa ser conhecida e apreciada, para se entender do que se trata, afinal de contas pedir para alguém que desconheça o som, juntar o Morbid Angel com Yes, não é tarefa das mais fáceis!


 Orchid - 1995

01 - In Mist She Was Standing
02 - Under The Weeping Moon
03 - Silhouette
04 - Forest Of October
05 - The Twilight Is My Robe
06 - Requiem
07 - The Apostle In Triumph
08 - Into The Frost Of Winter


 Morningrise - 1996

01 - Advent
02 - The Night And The Silent Water
03 - Nectar
04 - Black Rose Immortal
05 - To Bid You Farewell
06 - Eternal Soul Torture


 My Arms, Your Hearse - 1998

01 - Prologue
02 - April Ethereal
03 - When
04 - Madrigal
05 - The Amen Corner
06 - Demon Of The Fall
07 - Credence
08 - Karma
09 - Epilogue
10 - Circle Of The Tyrant (Celtic Frost Cover)
11 - Remember Tomorrow (Iron Maiden Cover)


 Still Life - 1999

01 - The Moor
02 - Godhead's Lament
03 - Benighted
04 - Moonlapse Vertigo
05 - Face Of Melinda
06 - Serenity Painted Death
07 - White Cluster


 Blackwater Park - 2001

01 - The Leper Affinity
02 - Bleak
03 - Harvest
04 - The Drapery Falls
05 - Dirge For November
06 - The Funeral Portrait
07 - Patterns In The Ivy
08 - Blackwater Park
09 - Still Day Beneath The Sun (Bonus Track)
10 - Patterns In The Ivy II (Bonus Track)


 Deliverance - 2002

01 - Wreath
02 - Deliverance
03 - A Fair Judgement
04 - For Absent Friends
05 - Master's Apprentices
06 - By The Pain I See In Others

 Damnation - 2003

01 - Windowpane
02 - In My Time Of Need
03 - Death Whispered A Lullaby
04 - Closure
05 - Hope Leaves
06 - To Rid The Disease
07 - Ending Credits
08 - Weakness


 Lamentations (Live At Shepherds Bush Empire 2003) - 2003

CD 01

01 - Windowpane
02 - In My Time Of Need
03 - Death Whispered A Lullaby
04 - Closure
05 - Hope Leaves
06 - To Rid The Disease
07 - Ending Credits
08 - Harvest
09 - Weakness

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CD 02

01 - Master's Apprentices
02 - The Drapery Falls
03 - Deliverance
04 - The Leper Affinity
05 - A Fair Judgement

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 Ghost Reveries - 2005

01 - Ghost Of Perdition
02 - The Baying Of The Hounds
03 - Beneath The Mire
04 - Atonement
05 - Reverie - Harlequin Forest
06 - Hours Of Wealth
07 - The Grand Conjuration
08 - Isolation Years
09 - Soldier Of Fortune (Deep Purple Cover)

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 The Roundhouse Tapes (Live) - 2007

01 - When
02 - Ghost Of Perdition
03 - Under The Weeping Moon
04 - Bleak
05 - Face Of Melinda
06 - The Night And The Silent Water
07 - Windowpane
08 - Blackwater Park
09 - Demon Of The Fall

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 Watershed - 2008

01 - Coil
02 - Heir Apparent
03 - The Lotus Eater
04 - Burden
05 - Porcelain Heart
06 - Hessian Peel
07 - Hex Omega
08 - Derelict Herds (Åkerfeldt, Per Wiberg - Bonus Track)
09 - Bridge Of Sighs (Robin Trower Cover - Bonus Track)
10 - Den Ständiga Resan (Marie Fredriksson - Bonus Track)


 In Live Concert At The Royal Albert Hall - 2010

01 - The Leper Affinity
02 - Bleak
03 - Harvest
04 - The Drapery Falls
05 - Dirge For November
06 - The Funeral Portrait
07 - Patterns In The Ivy
08 - Blackwater Park
09 - Forest Of October
10 - Advent
11 - April Ethereal
12 - The Moor
13 - Wreath
14 - Hope Leaves
15 - Harlequin Forest
16 - The Lotus Eater


 The Devil's Orchard - Live At Rock Hard Festival 2009 - 2011

01 - The Devil's Orchard
02 - Intro
03 - Heir Apparent
04 - Ghost Of Perdition
05 - The Leper Affinity
06 - Hessian Peel
07 - Deliverance


 Heritage - 2011

01 - Heritage
02 - The Devil's Orchard
03 - I Feel The Dark
04 - Slither
05 - Nepenthe
06 - Haxprocess
07 - Famine
08 - The Lines In My Hand
09 - Folklore
10 - Marrow Of The Earth

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 Pale Communion - 2014

01 - Eternal Rains Will Come
02 - Cusp of Eternity
03 - Moon Above, Sun Below
04 - Elysian Woes
05 - Goblin
06 - River
07 - Voice of Treason
08 - Faith In Others
09 - Solitude (Live) (Bonus Track)
10 - Var Kommer Barnen In (Live) (Bonus)

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sexta-feira, 26 de julho de 2013

Happy Days - Discografia

Quando um amigo me pediu para buscar links da discografia do Happy Days por aí para ele há um tempo, eu, pelo nome, pensei "putz, um cara que curte Metal Extremo me pedindo banda Emo?" Tive esse pré-conceito inicial até porque meu irmão curte umas coisas com nomes parecidos, hahaha... Mas acabou que vi qual vertente era, e achei bastante cômico.
...E é pra ser cômico mesmo. O título é uma mera e bem-humorada ironia de uma banda cuja marca é a ausência do humor. O único membro da banda (que inicialmente era apenas um projeto), o multi-instrumentista A. Morbid, inspirou-se em uma série de comédia estadunidense dos anos 70/80 que leva o mesmo nome. O seriado conta com personagens eufóricos, bem-humorados, o que não tem absolutamente nada a ver com o que Morbid executa, pegando quem apenas ouve falar de surpresa, esperando uma coisa e sendo outra. Como podem ver no princípio do texto, eu fui uma dessas vítimas.
Com o intuito de levar um projeto solo, A. Morbid iniciou os trabalhos com o triste Happy Days em 2007, na FlóridaEstados Unidos. Ainda nesse primeiro ano, três demos foram lançadas em sequência: "A World of Pain", "Alone and Cold" e "Drowning In Negativity". Todas independentes, e com uma qualidade de gravação um tanto tensa. O pior é pensar que isso viria a ser uma marca registrada na maior parte do tempo da banda.
Em 2008, o baterista Karmageddon chegou, fazendo do solo uma dupla. Entretanto, talvez de forma egoísta, Morbid nunca creditou seu parceiro como membro da banda. De qualquer modo, a parceria rendeu mais dois trabalhos no mesmo ano que dessa vez não são meras demos, e sim dois álbuns propriamente ditos: "Melancholic Memories" e "Defeated By Life", via Midwinter Records e Self Mutilation Services, respectivamente. Por algum motivo, mesmo com contratos com gravadoras em mãos e provavelmente melhores condições de instalação e tecnologia, os discos saíram com qualidade indesejável. Não sei dizer se é de propósito, mas certamente isso gera toda uma climatização, um ar ainda mais depressivo, incrivelmente complementando perfeitamente com acordes lentos, arrastados, muito distorcidos, neblinosos e vocal desesperado, medonho, depressivo, triste. Eu admito que ouvi uma música e meia do "Melancholic Memories" e senti forte necessidade de mudar de banda, tanto pela qualidade quanto pelo fato de não ser um dos meus gêneros favoritos. Mas ainda bem que não desisti deles e insisti...
Mais dois lançamentos marcam o ano subsequente. O primeiro deles é a split "Children of Failure", compilação compartilhada entre Happy DaysBlack HateFornicatus e All The Cold. Em seguida, mais um álbum de estúdio, o terceiro, se une à coleção: o igualmente melancólico "Happiness Stops Here...", herdeiro de qualidade que deixa a desejar (apesar de ter melhorado bem) e da mesma atmosfera pessimista. Ainda assim, alguma melhora na qualidade pode ser percebida, bem como um certo amadurecimento.
Buscando mais divulgação conjunta, em 2010 mais uma split é lançada (dessa vez ao lado do Eindig), intitulada "The First Step Towards Suicide". A seguir, pela primeira vez o Happy Days passa um ano em branco.
Somente em 2012 é que o quarto álbum de estúdio foi lançado, sob agradáveis novidades, aprimoramentos e um belo título: "Cause of Death: Life". Foi graças a esse trampo que eu dei a devida atenção aos caras e gostei de verdade. Não só a qualidade instrumental agora é enfim relevante, mas a banda como um todo deu largos passos evolutivos. A maturidade bateu à porta e pediu para entrar se oferecendo pra fazer faxina; as composições são mais ricas, gerando faixas com mais detalhes, como ainda mais desesperados gritos de lamento, mais choro, mais sofrimento. Até mesmo diálogos foram introduzidos. Em "Abigail", a briga de um casal que termina um namoro conturbado e desprovido de amor é tensa! A inspiração foi tanta que trabalho contém dois CDs, somando um total de uma hora e quarenta e cinco minutos de aura negra e depressiva, e o melhor: não-massante. Particularmente, indico esse para quem estiver curioso, até porque o Depressive Suicidal Black Metal pode ser uma novidade para muitos.
Todavia, mesmo que eu não seja capaz de degustar tanto os trabalhos anteriores ao "Happiness Stops Here..." devido a sua qualidade e por me darem um incômodo tédio, com certeza tem gente que vai curtir. tendo duas "fases sonoras" diferentes, o Happy Days pode agradar tanto aos que desejam conhecer o estilo com boa qualidade, quanto os que são fãs de Black Metal de qualidade mais "underground", afinal, muitos ouvem exatamente por isso, que também é uma questão de gosto e compreensível. Eu mesmo gosto de algumas coisas desse tipo, como alguns trabalhos do DarkthroneRotting Christ... Então está aí. Desfrutem do Happy Days!


 A World of Pain (Demo) (2007)

01 - Introduksjon Og Døende
02 - Welcome (To A World of Pain)
03 - Lidende
04 - No Point In Living...
05 - Dens Nettop Begonia


 Alone and Cold (Demo) (2007)

01 - Alone and Cold
02 - End All Happiness
03 - Endless Suffering


 Drowning In Negativity (Demo) (2007)

01 - Nedslåttheten
02 - Jeg Er Ikke Noe...
03 - Tiggeren For Nei Barmhjertighet
04 - En Annen Dag... En Annen Død...


 Melancholic Memories (2008)

01 - Drowning In Razorblades
02 - The Beginning
03 - Neglect...
04 - Slowly and Painfully
05 - Sneni (Trist Cover)


 Defeated By Life (2008)

01 - Emotionaly Torn From Within
02 - The Painful Truth
03 - Hurt, Destroyed and Torn... There's Nothing Left
04 - A World of Pain
05 - Defeated By Life
06 - Hate Life (Life Neglected Cover)
07 - Trnový Labyrint (Trist Cover)


 Children of Failure (Split) (2009)

01 - Fornicatus: Years of Angst
02 - Fornicatus: My Grave
03 - Black Hate: Soledad
04 - Black Hate: Alone and Cold
05 - Happy Days: Dying Alone Done
06 - All The Cold: Coldly To Heart
07 - All The Cold: New Day Without Me


 Happiness Stops Here... (2009)

01 - Don't Go
02 - My Brutus
03 - What It Feels To Be Unloved
04 - Sovnlose Netter I Mitt Isolatrom
05 - Letting Go
06 - No Tomorrow
07 - Take Me Away


 The First Step Towards Suicide (Split) (2010)

01 - Happy Days: Clinging Onto A Chance of Happiness
02 - Happy Days: A Bleak Future That Awaits Us
03 - Happy Days: Too Sick To Speak (Instrumental)
04 - Happy Days: Screams That Go Unheard (Test Subjects)
05 - Eindig: De Nacht
06 - Eindig: Ter Aarde
07 - Eindig: As Tot Stof, Stof Tot As
08 - Eindig: Bloedspoor


 Cause of Death: Life (2012)

CD 1:
01 - Happy Days
02 - Broken
03 - Cold Aggression
04 - For These Wounds Will Never Be As Deep As This Emptiness
05 - Industrial Melancholy
06 - Alone and Cold
07 - No Point In Living
08 - Take Me Away
09 - Abigail
10 - Abwärts (Freitod Cover)

CD 2:
01 - This Will Hurt
02 - Heroin Is Good For You
03 - Agony Becomes Unforgettable Seering Emptiness
04 - No Solution
05 - Forever Asleep (Dead)


 The Great Depression I (Split) (2013)

01 - Psychonaut 4: My Despair Can't Be Explained
02 - Psychonaut 4: Wor(l)d of Pain and Hate
03 - Happy Days: Reaching Without Consequence
04 - Happy Days: Serenity The Deceiver
05 - Dodsferd: Death Has Always Been The God of Man
06 - Dodsferd: Million Deaths Inside

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 The Great Depression II (Split) (2014)

01 - Kanashimi: 葬歌 - The Funeral Song
02 - Kanashimi: Sorrow Memories
03 - Kanashimi: Woe
04 - Kanashimi: Fragile Hope
05 - Happy Days - Guilty
06 - Happy Days - Mental Collapse (In Stellar Sphere Misery)
07 - Happy Days - Hallowed By Lunacy
08 - Happy Days - Swan Song Decadence
09 - Happy Days: Life Goes On...

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quinta-feira, 25 de julho de 2013

Chrome Division - Discografia


Tem certas bandas que já nascem com status de gigantes. Algumas podem até não corresponder às expectativas, mas o rebuliço criado em todo delas lhe dá uma condição da qual não merecem e eu fico puto com esse tipo de babação.
Quando o Chrome Division foi criado, pensei que seria um projeto caça-níquel, apenas para os músicos fazerem algo diferente e ganharem um bom dinheiro. Quebrei a cara! A banda fez um trabalho muito foda! Embora possam soar não originais, exploram o bom e velho Rock 'n' Roll!
O projeto foi criado em 2004, por Shagrath (Dimmu Borgir) e Lex Icon (The Kovenant). Logo após a sua formação, surgiu a informação de que o vocalista do Dimmu Borgir iria priorizar o trabalho como guitarrista, deixando os vocais em segundo plano, o que fez com que a expectativa pelo primeiro álbum aumentasse, pois não se tinha visto muito sobre os seus dotes como guitarrista.
Antes mesmo de aparecerem com algum material pronto, os fundadores comentaram que fariam um som bem diferente do Symphonic Black Metal do Dimmu e do Industrial Metal do Kovenant.
Enquanto a banda se encorpava, Lex Icon foi obrigado a deixá-la, pois seus compromissos com o The Kovenant, estavam fazendo com que não pudesse se dedicar ao Chrome.
Em 2006, lançam seu primeiro álbum, Doomsday Rock 'N' Roll, tendo como membros: Eddie Guz (vocal), Ricky Black (guitarra), Björn Luna (baixo) e Tony White (bateria), além Shagrath na guitarra.
O disco traz um Heavy Metal pesado e sujo, semelhante ao Motörhead. Calcado no Metal dos anos 80, conseguiram criar um som que pode não ser inovador, mas que tem a receita certa para agradar os fãs da música pesada.
Mantendo a mesma formação, a banda lançou seu segundo álbum em 2008, chamado Booze, Broads And Beelzebub, que manteve a mesma essência de seu antecessor. Ainda que não causasse o mesmo impacto do debut, o disco seguiu com boas composições e esbanjando o seu Rock irreverente e ao mesmo tempo brutal.
Para a sua terceira empreitada, o Chrome trouxe o vocalista Shady Blue (Susperia) e lançaram em 2011, o disco 3rd Round Knockout.
Não é possível saber se a entrada de Shady contribuiu para isso, mas é fato que 3rd Round Knockout mostrou-se mais acessível e comercial, com influências de Blues e Southern Rock, além de uma maior ênfase nos refrões.
O resultado final foi mais uma vez bastante satisfatório, sendo que o projeto começou a tornar-se uma banda fixa, com uma identidade própria, pois as claras referências ao Motörhead, passaram ser deixadas em menor evidência.
Sem dúvidas, o Chrome Division é um conjunto em ascendência e que auxilia a manter em alta o bom e velho Rock 'N' Roll, com um som pesado e técnico, mas ao mesmo tempo festeiro, algo que agrada aos fãs de diversas vertentes. Vale a pena ouvir!


 Doomsday Rock 'N' Roll - 2006

01 - Doomsday Overture
02 - Serial Killer
03 - Hate
04 - Trouble With The Law
05 - Chrome Division
06 - Here Comes Another One
07 - 1st Regiment
08 - Breathe Easy
09 - The Angel Falls
10 - Till The Break Of Dawn
11 - We Want More
12 - When The Shit Hits The Fan

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 Booze, Broads And Beelzebub - 2008

01 - The Second Coming
02 - Booze, Broads And Beelzebub
03 - Wine Of Sin
04 - Raven Black Cadillac
05 - Life Of A Fighter
06 - The Devil Walks Proud
07 - Hate This Town
08 - The Boys From The East
09 - Doomsday Rider
10 - Lets Hear It
11 - Sharp Dressed Man
12 - Bad Broad (Good Girl Gone Bad)
13 - Raise Your Flag

 3rd Round Knockout - 2011

01 - Bulldogs Unleashed
02 - 7 G-Strings
03 - Join The Ride
04 - Unholy Roller
05 - Zombies & Monsters
06 - Fight
07 - The Magic Man
08 - Bulldogs Unleashed
09 - Ghost Riders In The Sky
10 - Satisfy My Soul

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 Infernal Rock Eternal - 2014

01 - Good Morning Riot
02 - Endless Nights
03 - (She's) Hot Tonight
04 - The Absinthe Voyage
05 - Lady Of Perpetual Sorrow
06 - The Moonshine Years
07 - No Bet For Free
08 - On The Run Again
09 - Mistress In Madness
10 - Reaper On The Hunt
11 - You're Dead Now
12 - OI
13 - Dirty Dog (Bonus Тrack)



A Pale Horse Named Death - Discografia Comentada

À primeira vista, a coisa mais chamativa nessa banda é o nome. "Uma Cavalo Pálido Chamado Morte" é um título que soa ao mesmo tempo bonito e mortífero. Em seguida, vem suas capas, retratando imagens tristes e depressivas. Pois bem, é essa linha que a sonoridade dos caras segue mesmo.
Foi em Nova Iorque, nos Estados Unidos, no ano de 2010 que o A Pale Horse Named Death foi dado a luz. O motivo de seguirem a linha do Doom Metal com elementos de Gothic Metal se dá pelo fato da banda ter sido criada por Sal Abruscato, ex-baterista do Type O Negative. Ao firmar parceria com Matt Brown, rapidamente a banda entrou em processo de composição musical.
De forma quase imediata, logo em meados de 2011 o excelente debut "And Hell Will Follow Me" foi lançado. A limitada formação com Sal cuidando dos vocais, guitarras e bateria, e Matt do baixo, além das guitarras também, não atrapalhou a qualidade desse ótimo disco. Afinal, bons músicos são bons músicos, e existem bandas fodas que são levadas com apenas um músico. A sonoridade é depressiva mas não tão forte assim como o adjetivo sugere, até porque tem bandas muito mais fortes nesse sentido. Mas certamente o ar é obscuro, em 'preto e branco', melancólico. Trás um sentimento negativo de morte, ao mesmo tempo que dá até pra sentir um cheiro imaginário de corpo em decomposição. Apesar dos riffs arrastados, do vocal que mescla perfeitamente com a atmosfera e de solos que mesmo que rápidos e precisos são profundos, a banda é longe de ser enjoativa. Isso se dá graças ao fato de que sua aura tem o fundo preenchido, o que concede peso e vivacidade, correndo da monotonia.
Pouco depois, ainda em 2011, a formação é complementada com a entrada do guitarrista Eddie Heedles, e em 2013, chega o baixista Dave Bizzigotti. Mas 2013 não foi apenas o ano da banda passar de uma dupla para um quarteto; foi também o ano do lançamento do segundo álbum de estúdio "Lay My Soul To Waste", cujos moldes do primeiro disco são reutilizados, rendendo canções de melodia fúnebre que geram o mesmo sentimento de solidão e arrependimento, porém, um pouquinho mais pegadas, o que torna o disco um pouco mais rápido de se ouvir, pelo menos na minha percepção, mesmo que ele tenha apenas 4 minutos a menos de duração em relação ao anterior, que tem 54 minutos totais. O maior reflexo disso são os solos, executados com muita perícia e vividez, o que acabam sem querer indo contra a sonoridade mais negativa. Contudo, é mais um excelente disco.
De fato, uma excelente banda que pode agradar à parcela que curte uma musicalidade mais "down". A sonoridade é Doom, mas o vocal puxa mais para o Gothic, fazendo dos guturais uma carta muito raramente utilizada. Mas quem gosta de Doom Metal com elementos góticos, algo como o Type O Negative, Novembers DoomOpethParadise Lost, ou bandas relacionadas, certamente vai se curtir o A Pale Horse Named Death, que está em ascensão e começando a se tornar comum entre os admiradores do gênero.

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 And Hell Will Follow Me (2011)

01 - And Hell Will Follow Me
02 - As Black As My Heart
03 - To Die In Your Arms
04 - Heroin Train
05 - Devil In The Closet
06 - Cracks In The Wall
07 - Bad Dream
08 - Bath In My Blood (Schizophrenia In Me)
09 - Pill Head
10 - Meet The Wolf
11 - Serial Killer
12 - When Crows Descend Upon You
13 - Die Alone

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 Lay My Soul To Waste (2013)

01 - Lay My Soul To Waste
02 - Shallow Grave
03 - The Needle In You
04 - In The Sleeping Death
05 - Killer By Night
06 - Growing Old
07 - Dead of Winter
08 - Devil Came With A Smile
09 - Day of The Storm
10 - DMSLT
11 - Cold Dark Mourning

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sexta-feira, 19 de julho de 2013

Delta - Discografia

Que o Brasil rouba a cena quando o assunto é Metal na América do Sul, isso é inegável. Temos bandas impecáveis em nosso território, bandas que muitas vezes têm mais prestígio lá fora do que no próprio solo tupiniquim. Mas talento e bandas poderosas não se resumem à terra verde e amarelo; Pode ter certeza de que esse é o caso do Delta. Os caras vêm do canto esquerdo do nosso continente, de um país vertical e montanhoso que possui uma forte cena underground, mas muito mais consumidora (principalmente de Metal Extremo) do que exportadora de Metal: o Chile.
Enraizado em Santiago, capital chilena, o Delta é uma maravilhosa banda que executa um apaixonante Progressive Metal com elementos Neoclássicos. A formação teve iniciativa do guitarrista Rodrigo Guerra e do tecladista Nicolás Quinteros no ano de 2003. Pouco depois o baixista Santiago Kegevic se juntou aos rapazes. Entretanto, a estabilidade não duraria muito tempo; após a entrada do segundo e virtuoso guitarrista Jorge Sepúlveda, o fundador Rodrigo Guerra desligou-se do conjunto, dando a oportunidade para Benjamín Lechuga ocupar seu posto. Junto com o novo guitarrista, o talentoso vocalista Felipe del Valle chegou, completando a formação, por ora.
Esse line-up, mesmo sem baterista oficializado, iniciou os trabalhos de composição que resultaram no álbum "Apollyon Is Free", lançado em 2004. O disco é fodão! Um belo pontapé inicial. Os membros não demonstravam tanto aquela técnica progressiva que bandas mais maduras da vertente demonstram, com solos super técnicos, cheios de escalas alucinantes e rapidez. Contudo, é de fato um Progressive Metal bem feito e rústico, ainda precisando ser lapidado, mas que não deixou de transmitir um álbum agradável. Se você vier a conhecê-los através desse álbum, talvez não estranhe o vocal. Aqui ele é um tanto "normal" e não recebe tanto destaque, mesmo que o Felipe demonstre talento. Mas a banda viria a crescer, amadurecer e desenvolver-se, e muito!
Após a chegada do debut, enfim os chilenos encontraram o baterista Andrés Rojas, completando finalmente a formação. Com isso, durante os anos de 2004 e 2005, o grupo apresentou diversos shows, chegando até mesmo a abrir para o Stratovarius.
Entrando em 2006, o trampo para um novo álbum começou a ser feito. Demorou um pouco, mas "Black & Cold" chegou em maio de 2007 com autoridade. O álbum demonstra um maravilhoso e agradável amadurecimento da musicalidade, apresentando uma sonoridade mais aberta, mais limpa, músicas mais "grudentas" (pois ficam na cabeça e são de fácil digestão) e um Progressivo com muito mais cara de Progressivo. A voz de Felipe del Valle também melhorou, e essa melhora pode ser confundida com piora caso você venha a conhecê-los por esse disco ou pelos próximos; sua voz aguda pode não soar legal de início. Mas após umas três músicas você se acostuma, entra no clima do que está sendo tocado, e começa a curtir muito. Felipe se encaixaria bem em uma banda de Hard Rock/Glam tranquilo e calmo, mas também não deixa a desejar no Prog. Aqui ele já demonstra mais técnica, mais garra e domínio, bem como o resto da banda já começa a entrar na dança do amadurecimento também, principalmente as guitarras, introduzindo aquelas típicas quebradas progressivas. O instrumental fica daquele jeito técnico, feliz e 'engraçadinho' típico de Progressive Metal de qualidade. Algum tempo depois, por razões próprias, o guitarrista Jorge Sepúlveda deixa o conjunto. Enquanto isso, o Delta consegue a honra de excursionar com o Symphony X e o Vision Divine.
O ano de 2008 também foi importante para o crescimento dos chilenos. Abriram show para o Dream Theater, lançaram o álbum "Crashbreaker" e o DVD "Live At The Beginning". Quando uma banda está com grande repercussão e receptividade, um DVD sempre cai bem. Com tamanho talento e fodásticas músicas, não tinha como o Delta não colher os frutos e forma de resenhas na internet, ter suas músicas tocadas em algumas estações de rádio, ganhar fã-clube e aparecer na revista Rolling Stone. Quanto ao álbum, novamente, um maravilhoso e virtuoso disco para agradar a qualquer fã de música bem feita ou progressiva.
Tempos depois, novamente o line-up sofre instabilidade: o baixista de longa data Santiago Kegevic deixa o Delta. Sua vaga foi posteriormente ocupada por Marcos Sánchez. Com tudo resolvido, novamente o conjunto volta ao estúdio para trabalhar em mais um disco.
As novidades só começaram a sair em 2010, mas, como sempre, foram muito bem-vindas, pois impressionantemente o Delta se superou, na minha opinião. Em junho daquele ano sai o EP "Desire Within", aperitivo exato do que viria a ser o álbum que seria lançado no mês seguinte. Eu aconselho fortemente esse trabalho para aqueles que desejam conhecê-los e precisam de uma referência inicial. Ele traz uma grande e mais clara influência de Dream Theater e um tanto de Symphony X, as músicas estão mais envolventes e cheias de quebradas, viradas e escalas, e o vocal de Felipe está mais desenvolvido e fantástico que nunca! Esses elogios se estendem de forma direta ao "Deny Humanity", quinto álbum de estúdio, lançado já em agosto. Essa sonoridade mais limpa e aberta complementam lindamente a atmosfera aberta e cristalina de um mundo do século XXVIII. Gosto muito quando as bandas tratam de temas assim. Ele me lembra ao "The Perfect Machine" do Vision Divine, lançado em 2005, que para mim é o melhor dos italianos, onde um lindo Progressivo com Power (fica a dica). O mesmo tipo de atmosfera encontrada nele é encontrada em "Deny Humanity". Na minha opinião, o melhor disco dos chilenos. Nesse mesmo ano eles ainda abriram um show para o Sonata Arctica.
Três anos mais tarde, foi a vez de "The End of Philosophy" chegar. Aqui é adotada uma postura um pouco mais agressiva que seu antecessor, mas igualmente foda, mantendo o status de uma excelente banda de Prog da América do Sul, que merece ser ouvida.
Então aí vai uma banda que impõe respeito com profissionalismo e virtuosidade. Uma banda sensacional, com guitarristas afiados, tecladista sedento por velocidade e vocalista poderoso e diferenciado, dono de agudos que fariam qualquer um engasgar e perder o ar. O melhor é que mesmo cantando alto e tendo facilidade nos agudos, Felipe del Valle é bastante pontual e não solta a pérola à toa, o que deixa a sonoridade mais distante de ser enjoativa. Recomendo altissimamente o Delta, uma surpresa sublime para mim tanto pelo fato de serem do Chile quanto pelo fato de que quando baixei, duvidei da qualidade. Felizmente a banda me encantou!


 Apollyon Is Free (2004)

01 - Nitroduction/Why Are You So Far?
02 - The Truth
03 - Apollyon Is Free
04 - Infinite Sadness
05 - Enigma
06 - Encheiresin Naturae
07 - Face The World
08 - Fly Away
09 - Two Faces
10 - Burning Soul
11 - Schizophrenia


 Black & Cold (2007)

01 - Man Behind The Masquerade
02 - Choir of Loss
03 - My Turn
04 - Two Bullets
05 - Song For The Opressed
06 - I Can't
07 - Solfreludio
08 - Black & Cold
09 - Contrapunto I:
10 - On A Thread
11 - Burning Soul (Bonus Track)


 Crashbreaker (2008)

01 - Crashbreaker
02 - Blind
03 - Who I Am?
04 - Beyond Anger
05 - Face2Face
06 - Lone Wolf
07 - Let's Reach The Sky
08 - My Other Side
09 - Hell In A Cell
10 - Back Again
11 - Regrets


 Desire Within (EP) (2010)

01 - Desire Within
02 - Doors Keep Spinning
03 - I Met A Girl On The Net Last Night
04 - Ghost Busters (Ray Parker Jr. Cover)


 Deny Humanity (2010)

01 - Fatal Error
02 - Over and Over Again
03 - Revolution
04 - Desire Within
05 - Doors Keep Spinning
06 - Perfect Insanity
07 - Fragile
08 - 2702
09 - Virtual Life
10 - God Or Science
11 - The Human Touch

 The End of Philosophy (2013)

01 - The End of Philosophy
02 - New Philosophy
03 - No More
04 - Darkened Skies
05 - Frozen Heart
06 - Farewell
07 - Fear Syndrome
08 - Nostalgia
09 - Like A Man
10 - Bringers of Rain
11 - Why Are You So Far? (Bonus Track)

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