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sexta-feira, 31 de maio de 2013

Souls of We - Discografia

Essa postagem vai possivelmente agradar aqueles que curtem os trampos do guitarrista George Lynch, como no Dokken ou Lynch Mob. Trata-se da banda Souls of We, também conhecida como George Lynch's Souls of We, que executa Hard Rock, como é o costume dos trabalhos do Lynch.
O embrião da banda remonta desde o fim do Dokken em 1989 e o princípio do Lynch Mob, na época em que estavam caçando um vocalista. London LeGrand vivia enviando fitas com audições para Lynch, mas nenhuma resposta voltava. Acabou que um tempo depois, Lynch se encontrou co LeGrand, que estava trabalhando como estilista capilar em Los Angeles. O guitarrista o presentou então com uma fita demo contendo canções novas.
O tempo então foi passando; George Lynch formou o projeto Stonehouse, seguido pelo projeto Microdot, aí sim com o vocalista London LeGrand, mas nessa época (em 2002), o front man acabou também entrando no Brides of Destruction, ao lado de Nikki Sixx (Mötley Crüe) e Tracii Guns (L.A. Guns), onde permaneceu até seu hiato em 2006.
Após o hiato, LeGrand formou o Rockstars On Mars, seguido pelo Band of Flakes, esse ao lado de George Lynch, além do baixista Jason Slater (Snake River Conspiracy) e do baterista Scot Coogan (colega de LeGrand no Brides of Destruction). O projeto, mal-sucedido, não iria adiante se dependesse dos demais membros além do LeGrand, mas ele não desistiu e continuou compondo material.
Foi então que algumas alterações na formação foram feitas com a vinda do baixista Johny Chow (Fireball Ministry e Systematic) e do baterista Yael (ex-Tom Morello e Alex Skolnick). Esse foi o nascimento do Souls of We, cujo nome foi dado devido a uma de suas letras, em 2007.
Os ano seguinte foi marcado pelo preparo dos trabalhos para o debut, que contou com materiais de projetos passados como Stonehouse, Microdot e Band of Flakes. Foi então que em 2008, o ótimo "Let The Truth Be Known" foi lançado. Um contrato com a Shrapnel Records foi obtido, provocando o relançamento do álbum sob o título "George Lynch's Souls of We". Na minha opinião, o disco é muito bom, mas não é um trabalho extremamente cativante, ainda mais quando se tem o Dokken em mente. Mas vale a coleção e o conhecimento.
Já em 2009, o baterista Yael deixou o conjunto, cedendo vaga para Jordan Mancino (As I Lay Dying), que segue com a banda até hoje. Uma turnê ao lado do Black Label Society e Sevendust sucedeu ao lançamento, mas foi cancelada por razões financeiras.
Em fevereiro de 2010, George Lynch anunciou no Twitter que ele e LeGrand estavam começando a compor novas canções juntos e que entrariam em estúdio no mesmo mês para a gravação do segundo álbum. Porém, até hoje, nada novo veio à luz.


 Let The Truth Be Known (2008)

01 - Let The Truth Be Known
02 - January
03 - Skeleton Key
04 - Everything I Want
05 - Key of Noise
06 - Sorry To Say
07 - Crawling
08 - St Jude
09 - Gandhi's Got A Gun
10 - Push It
11 - Pyscho Circus
12 - Nork 13
13 - Adeline
14 - Under The Dead Tree


quinta-feira, 30 de maio de 2013

Velhas Virgens - Discografia

A maior banda independente do Brasil! Mais de vinte e cinco anos na estrada dedicados ao bom e velho Rock 'n' Roll, sem nenhum auxílio da mídia na divulgação de seus trabalhos, essa é a Velhas Virgens!
A banda surgiu em 1986, quando "Paulão" de Carvalho (na época baixista), conhece Alexandre "Cavalo" Dias (guitarra) e ambos dão início ao conjunto. Completam a formação inicial: Celso (irmão de Paulão) nos vocais e Rick na bateria. O posto de baterista foi alterado várias vezes, até que nos início dos nos anos noventa, Mário Sérgio se fixa no instrumento. Nessa mesma época, Celso deixa o conjunto, o que faz com o que Paulão assuma os vocais e a gaita, além de permanecer como baixista. Também entra para a banda o guitarrista Fabiano, que fica até 1993, quando é substituído por Caio "The Kid" Andrade.
Em 1994, a banda inicia o processo de gravação do primeiro álbum chamado Foi Bom Pra Você?, que é lançado no ano seguinte. O disco é uma mistura Blues com Hard Rock, voltado para temática sacana e bem humorada, falando geralmente de cerveja, mulher e Rock 'n' Roll, paixões que a banda faz questão de exaltar e que seriam a marca do Velhas em toda sua trajetória.
Na estréia encontram-se as presenças de Pit Passarell do Viper, Oswaldo Vecchione do Made In Brazil, Eduardo Araújo e Marcelo Nova do Camisa de Vênus.
Com o aumento das apresentação ao vivo, a vocalista e performer Cláudia Lino passa a acompanhar a banda nas turnês.
Em 1996, Edu Gago assume o posto de baixista e faz com que Paulão se dedique somente aos vocais e a gaita.
No ano seguinte sai o segundo disco: Vocês Não Sabem Como é Bom Aqui Dentro! O álbum também está recheado de participações especiais, sendo elas: Roger do Ultraje a Rigor, que canta com Paulão a sádica Mulher do Diabo, que conta ainda com a presença do baixista ex-Ultraje Serginho Petroni, Rita Lee em Beijos de CorpoSérgio Hinds da banda O Terço na faixa Pão Com Cerveja, um dos clássicos do Velhas.
Em 1998 sai Edu para a entrada de Tuca "Pés-de-Arara" no baixo. A banda parte então para a gravação do terceiro disco, mas o péssimo momento do mercado nacional faz com que apareçam grandes dificuldades, o que leva Cavalo a abrir sua própria gravadora, a Gabaju Records.
Esse momento que vivenciaram é exposto na faixa de título de Senhor Sucesso de 1999, que faz uma critica direta ao mercado fonográfico, quanto ao seu lado mercantilista e comercial.
O bom humor e a diversão também estão presentes no álbum, aliadas a ótimas baladas, o que demonstra que o conjunto havia amadurecido, o que fez com que o álbum foi muito bem recebido pelos fãs.
Em razão de não terem uma grande gravadora por trás do disco, a saída para divulgar o trabalho foi o álbum à venda em bancas de jornais. Para chamar ainda mais a atenção o disco vinha acompanhado de um poster duplo e uma revista em quadrinhos com personagens inspirados nos integrantes.
Senhor Sucesso contou com as presenças de Adriana Lessa, Célso Viáfora, Luís Carlini, Mário Ribeiro e  Neto Botelho.
Os próximos lançamentos viriam em 2001, com álbum Revellion e o excelente Abre As Pernas Ao Vivo.
Em 2003, é a vez de um novo álbum de inéditas: Com a Cabeça no Lugar. Embora o título do disco tem duplo sentido (óbvio em se tratando de Velhas Virgens), fato é que a banda de fato estava mais madura, embora as composições ainda abordassem os temas que tanto gostam. Ainda assim, essa fase não agradou os fãs, que acharam o disco "politicamente correto".
Para recuperar terreno, lançaram em 2004, o ótimo Carnavelhas, que é uma mistura de Rock com marchinhas de Carnaval.
A redenção viria em 2006, com Cubanajarra, álbum de inéditas que marca os vinte anos de carreira da banda e que foi um resgate à sonoridade inicial, com letras diretas e um Rock sem frescura!
Em 2008, comemorando os mais de vinte anos de carreira, lançam o ao vivo Nós Somos As Velhas Virgens! 21 Anos.
No ano seguinte, veio mais um álbum de inéditas, o sensacional Ninguém Beija Como As Lésbicas, que traz a brilhante O Amor é Outra Coisa.
Carnavelhas 2: Do Love Story até a Av.São João, de 2011, é uma verdadeira homenagem à cidade de São Paulo e tem um som na mesma linha do primeiro Carnavelhas, ou seja, a fusão de Rock e Samba. Nesse disco temos a presença de Paulo Miklos (Titãs), na faixa Adão e Eva, que conta um história muito engraçada! Praticamente todas as faixas falam de alguma forma sobre a terra da garoa, fazendo desse verdadeiro tributo à São Paulo um dos melhores álbuns das Velhas.
A cartada mais recente da trupe é Carnavelhas 3 - Bebadoriso, que saiu em 2013. Eu detesto Carnaval, mas é impressionante como Velhas consegue trazer faixas cativantes, com letras criativas e que são de fácil digestão.
Atualmente, as Velhas são: Paulão (vocais e gaita), Alexandre "Cavalo" Dias (guitarra), Roy Carlini (guitarra e filho da lenda do Rock brasileiro Luiz Carlini), Tuca Paiva (baixo), Simon Brow (bateria) e Juliana Kosso (backing vocals)


 Foi Bom Pra Você? - 1995

01 - Só Pra Te Comer
02 - Vamos Beber
03 - De Bar Em Bar Pela Noite
04 - Blues À Perigo
05 - Excesso De Quorum
06 - Quanto Mais Quente Melhor
07 - Morena Lucifer
08 - Cerveja Na Veia
09 - E O Que É Que A Gente Quer (B.U.C.E.T.A.)
10 - Minha Vida É O Rock 'n' Roll
11 - What You Said
12 - A Gang
13 - Maldita Ressaca
14 - Essa Tal De Tequila


 Vocês Não Sabem Como é Bom Aqui Dentro! - 1997

01 - Vocês Não Sabem Como é Bom Aqui Dentro
02 - A Mulher Do Diabo
03 - Abre Essas Pernas
04 - Já Dizia O Raul
05 - Beijos De Corpo
06 - Madrugada E Meia
07 - Eu Bebo Sim
08 - Uns Drinks
09 - Siririca Baby
10 - Eu Não Quero Mais
11 - Vampiro
12 - Pão Com Cerveja
13 - Selvagens Do Asfalto
14 - Não Vale Nada
15 - Sweet Blues For You


 Senhor Sucesso - 1999

01 - Senhor Sucesso
02 - A Minhoca que Acendia o Rabo
03 - Rafaela, Eu Amo a Sua Mãe
04 - A mulher que Não Vai Mais Voltar
05 - Muito Bem Comida
06 - Domingo na Praia
07 - Blues do Velcro
08 - Balada pra Mulher Nenhuma
09 - Essa Tal de Tequila
10 - Se Você tem Dinheiro
11 - Dignidade
12 - Estar Só
13 - O Verdadeiro Amor


 Reveillon - 2001

01 - Samba Da Natassja Kinski
02 - O Que É Bom Tá Guardado
03 - Marcha Do Tira A Roupa
04 - Aposentadoria De Malandro
05 - O Que É Que Você Tem Na Boca, Maria
06 - Essa Tal De TPM
07 - Hino Dos Solteiros
08 - Só Pra Sacanear
09 - Homem De Bigode Cheiroso


 Abre Essas Pernas Ao Vivo - 2001

01 - Senhor Sucesso
02 - Muito Bem Comida
03 - Só Pra Te Comer
04 - Rafaela, Eu Amo Sua Mãe
05 - A Mulher do Diabo
06 - Uns Drinks
07 - Siririca Baby
08 - Buceta
09 - Madrugado e Meia
10 - Abre Essas Pernas
11 - Não Vale Nada
12 - Blues De Velcro
13 - De Bar Em Bar
14 - A Minhoca & Beijos De Corpo
15 - Safadeza Pura
16 - Tuda Puta Mora Longe
17 - Baba Lobo Baba
18 - Blues Do Vinho Branco


 Com a Cabeça no Lugar - 2003

01 - Introdução
02 - Se Deus Não Quisesse
03 - Enfia Ni Mim
04 - D.J. (Geração Putz Putz)
05 - Todo Mundo Loko
06 - Um Homem Lindo
07 - Tô Correndo (Pra Encontrar O Meu Amor)
08 - Vamos Viver No Bar
09 - Prostitua
10 - Cunhadinha
11 - Márcia E Amanda
12 - Pane Seca
13 - Maria Chutera
14 - Fernando Pessoa Blues
15 - Quase Famosos


 Carnavelhas - 2004

01 - Cueca, Não!
02 - Samba Da Natasja Kinski
03 - O Que É Bom Tá Guardado
04 - Mauro, Eu Mesmo E Eu
05 - Marcha Do Tira A Roupa
06 - Aposentadoria De Malandro
07 - Eu Tô Aí Neste Bundão
08 - O Que É Que Você Tem Na Boca, Maria
09 - Essa Tal De TPM
10 - Hino Dos Solteiros
11 - Homem Do Bigode Cheiroso
12 - É No Couro
13 - Só Pra Sacanear
14 - Tem Português No Samba
15 - Se Não Fosse o HIV
16 - Aposentadoria De Malandro (Samba)
17 - Homem Do Bigode Cheiroso (Completa)

 Cubanajarra - 2006

01 - Cubanajarra
02 - Gim no Pingado
03 - As Mulheres e Nelson Rodrigues
04 - Dinheiro Pra Torrar
05 - Esse Seu Buraquinho
06 - Seu Garçom
07 - Mea Culpa
08 - Tudo Que a Gente Faz é Para Ve Se Come Alguém
09 - Arca de Noé
10 - Bafo de Jibóia
11 - Cretina
12 - Paulão Foi Pro Bar
13 - Quero Te Ver Gozar Pelo Cu


 Nós Somos as Velhas Virgens! 21 Anos (Ao Vivo) - 2008

01 - Cubanajarra
02 - Só Pra te Comer
03 - Tudo Que a Gente Faz
04 - Toda Puta Mora Longe
05 - Essa Tal de Tequila
06 - Seu Garçom
07 - A Mulher do Diabo
08 - Se Deus não Quisesse
09 - D.J.
10 - Um Homem Lindo
11 - Esse Seu Buraquinho
12 - Dinheiro Pra Torrar
13 - Abre Essas Pernas
14 - Não Vale nada
15 - Pão Com Cerveja
16 - A Minhoca Que Acendia o Rabo
17 - Beijos de Corpo


 Ninguém Beija Como As Lésbicas - 2009

01 - O Gênio da Garrafa
02 - A Boca, a Boceta e a Bunda
03 - Bunda Boa
04 - Ninguém Beija Como as Lésbicas
05 - Essa Mulher só Quer Viver na Balada
06 - Cafajeste
07 - Bortolotto Blues
08 - A Última Partida de Bilhar
09 - FDP
10 - Eu Bebo pra Esquecer
11 - Velho Safado
12 - Strip & Blues
13 - Palavras do Mentor
14 - O Amor é Outra Coisa


 Carnavelhas 2 - Do Love Story a Avenida São João - 2011

01 - Introdução
02 - Marcha do Diabo
03 - Um Chopps e Dois Pastel
04 - Praia de Paulista
05 - São Paulo Meu Amor, Minha Menina
06 - DNA de Malandro
07 - Nos Bares da Vila Madalena
08 - Feijuca na Madruga
09 - SP Pornô
10 - Em Tese
11 - Adão e Eva
12 - Taca Silicone na Japa
13 - A Nêga
14 - Turnê do Chopp
15 - Eu Nasci Aqui
16 - Hino do Terra Nova
17 - Nos Bares da Vila Madalena
18 - Samba do Arnesto

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 Carnavelhas 3 - Bebadoriso - 2013

01 - Pro Samba Não Se Acabar
02 - Proíbe Que Eu Gosto
03 - Marcha Da Catifunda
04 - Carmemiranda
05 - Como Zé Bonitinho
06 - Samba Do Mussum E Do Seu Madruga
07 - Didi Mocó
08 - Síndrome Da Velha Surda
09 - Ofélia, Eu?
10 - Marcha Do Bullying
11 - No Banco Da Praça
12 - Eta Criola Difíci
13 - Balança Mas Não Cai
14 - Hino Da Eterna Bebedeira

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 Todos Os Dias A Cerveja Salva A Minha Vida! - 2014

01 - Balada Para Charlie Harper (Todos Os Dias A Cerveja Salva Minha Vida)
02 - Pau No Meu Cu
03 - Meus Problemas Com A Bebida
04 - Matadora de Aluguel
05 - Dedo Duro, Puxa Saco e Covarde
06 - A História de Kid Marreta
07 - Uma Lágrima No Rosto
08 - O Que Seria do Rock
09 - Eu Era Mais Feliz Quando Era Triste
10 - Sexy Hot
11 - Você Foi Feita Pra Mim
12 - Rua da Golada

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KrukGard [ КрукГард ] - Discografia

A cena russa, em crescente ascensão, vem contando com diversas bandas promissoras, principalmente quando o assunto é Folk Metal. Eu gosto bastante dos conjuntos que vêm daquele imenso país. Seu modo de fazer Metal é diferente, é próprio, particular. Essa identidade é acentuada pelo fato de que a maioria das bandas de lá compõe as letras em sua língua materna mesmo, o que acho brilhante, ainda mais quando o assunto é Folk Metal, pois é um estilo cheio de cultura, cheio de tradição, que pede uma linguagem também anciã.
Uma das bandas em ascensão é o КрукГард, ou transliterando, KrukGard, um grupo formado em 2011 na cidade de Ryazan, sob o nome de Rujana. O nome foi rapidamente modificado. Ela é nova e desconhecida, ao ponto de ter sequer o line-up divulgado, ou de sequer ter uma página na Encyclopaedia Metallum. Eu não faço ideia de como descobri esses caras em 2012, sinceramente. A única coisa que sei é que eu gostei pra caralho de os ter descoberto, pois sua sonoridade é fantástica e bastante promissora.
Seu único trabalho lançado por enquanto é o EP intitulado "Танец огня", que saiu em outubro de 2012. Típico Folk Metal russo mesclado com Death Metal, propiciando uma sonoridade forte e pegada em meio a diversos instrumentos tradicionais russos, refletindo belos flashes de Arkona na época de seus primeiros álbuns, por exemplo. Vocalmente falando, ocorre frequentemente a alternância entre limpos e guturais, como manda a tradição russa do gênero.
Espero que os caras venham a lançar mais discos em breve. Até postei no mural deles no Facebook que estou ansioso por isso, mas eles só curtiram. Digo com segurança que eles são fodas, e que têm capacidade para agradar tanto a gregos quanto a troianos, principalmente aos fãs de Folk, pois é uma das bandas mais ricas sonoramente que eu conheço da vertente. Aguardemos o que o futuro nos reserva!


 Танец огня (EP) (2012)

01 - Хозяин луны
02 - Драконий рёв
03 - Темный эль
04 - Менестрель
05 - Танец огня

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Christopher Lee - Discografia

Christopher Lee... esse senhor merece todo o respeito que o mundo pode oferecer. A imagem à esquerda retrata com exatidão um belo adjetivo para o homem: um rei. Ao ouvir seu nome, talvez alguns não façam ideia de quem seja ele, ou nunca tenham ouvido falar, mas com certeza já o viram por aí. Na geração dos meus avós e meus pais, Christopher Lee foi eternizado como o melhor personagem de Conde Drácula da história do cinema até então, através de uma sequência de filmes sobre o rei dos vampiros nas décadas de 50, 60 e 70, entre outros diversos filmes estrelados por ele.
Nos tempos modernos, no novo milênio, na minha geração, com certeza, todos já o viram interpretar o mago Saruman na trilogia d'O Senhor dos Anéis, de J. R. R. Tolkien. Pois é, é ele mesmo.
Christopher Frank Carandini Lee nasceu em 27 de maio de 1922 em Londres, na Inglaterra. Seu legado nos cinemas ultrapassou a marca de oito décadas e 300 filmes. Foi um homem mais do que bem-sucedido na vida profissional. Mas o Sir não era coroado apenas na indústria cinematográfica. Christopher Lee, mesmo com idade avançada, era vívido. Incansável. Insaciável. Um homem ambicioso, que por sinal nunca se deu por satisfeito. Mesmo consagrado tanto popularmente quanto por diversas premiações, ele não parava. Por isso, com certeza, vivia se realizando também na vida pessoal... e isso se estende ao mundo da música.
Sua voz baixa (em termos de notas musicais) têm tudo a ver, a princípio, com Música Erudita, gênero no qual ele cantava com extrema maestria e beleza. Sua carreira musical teve o pontapé inicial exatamente nessa vertente. Já que a postagem é sobre ele, então estou trazendo toda a magnífica discografia, incluindo os discos não-Metal. Logo, todos poderão desfrutar, caso estejam interessados (e não se arrependerão, caso se interessem nas obras-de-arte) de todos os discos de Christopher Lee.
Encabeçando essa maravilhosa discografia, vem o magnífico "Christopher Lee Sings Devil, Rogues & Other Villains", lançado no ano de 1996, já com Lee por volta dos 74 anos de idade. O disco é lindo e clássico, uma grande pedida para quem gosta e se delicia com essa vertente, principalmente pelo fato da set-list contar com covers de diversas peças e compositores clássicos como Wolfgang Amadeus MozartGilbert & SullivanCharles GounodRichard Wagner, entre outros, variando entre sinfonias compostas de forma mais pesada e obscura, às mais "allegro" e até mesmo até as vertentes mais cômicas. Uma delícia de classe!
A sequência se dá apenas em 2006, quando mais um sensacional álbum de covers saiu, intitulado "Revelation". Dessa vez, são regravações de músicas de época que são executadas, contando com a mesma perícia vocal de mestre do Lee. Disco leve, relaxante e maravilhoso de se ouvir. Nessa época, já fazia pelo menos dois anos que o ator estava se envolvendo com o Metal.
Para quem é ligado no Metal Melódico, Christopher Lee não é nenhuma novidade, pelo menos audivelmente. É sabido, de forma geral, que ele trabalhou com o Manowar no álbum "Battle Hymns MMXI" de 2010, assim como é mais sabido ainda que desde 2004, já trabalhava o épico Rhapsody of Fire, narrando suas épicas sagas e dando um clima ainda mais medieval e cinematográfico à sonoridade daquela banda. Porém, o ator e músico não usa sua grave e impactante voz apenas para narração; ele também é capaz de usá-la para cantar Metal, e muito bem, principalmente quando eleva o tom. Mas claro, não é nenhum agudo á lá Michael Matievich (Steelheart) da vida, pois seu tom é gravíssimo, baixo. Mas a experiência de ouvi-lo cantando o gênero musical mais amado do planeta é peculiar e orgulhosa.
Seu primeiro contato com o Metal aconteceu ao cantar em dueto com Fabio Lione (Rhapsody of Fire, Vision Divine) na linda single "The Magic of The Wizard's Dream", faixa que fez parte do álbum "Symphony of Enchanted Lands II - The Dark Secret", de 2004, cuja single intitulada com o nome da faixa só saiu em 2005. Desde então ele foi se envolvendo cada vez mais com o Metal, influenciando-se principalmente pelo Rhapsody.
Com isso, em 2010 aconteceu algo realmente interessante e atrativo para quem curte Metal Épico: vem à luz o álbum "Charlemagne: By The Sword and The Cross", que é um disco estupendo, bombástico e épico. Ele não é exatamente Metal; apenas as duas últimas faixas contam com distorções de guitarra, segundo o que meus não tão treinados ouvidos detectam. Mesmo assim, o trabalho é frequentemente rotulado como Symphonic Metal. A produção é pesada e fantástica, contando com duas bandas de Metal, uma orquestra de 100 membros, além de vocalistas convidados especialmente para determinados trechos da história. É realmente foda todo o clima medieval, o classicismo da estruturação das canções, sem mencionar a carga histórica do que é narrado, pois sim, o disco é muito mais narrado do que cantado, ao lado de outras vozes com o mesmo clima "Age of Empires", como a de Christina Lee.
A história narrada versa sobre o rei Charlemagne, também conhecido como Carlos O Grande, ou Carlos I. Ele teve sua ascensão no século VIII, foi o primeiro Rei dos Francos, o primeiro Imperador Romano Sagrado, e por sua vez, o primeiro imperador do oriente europeu desde a queda do Império Romano do Oriente na segunda metade do século V. A história conta que o rei fez campanha contra os saxões e bávaros, impondo o Cristianismo por onde passava, conquistando o oriente e centro europeu. Frequentemente creditado como o responsável pela unificação da Europa, propiciando um verdadeiro renascimento cultural, religioso e artístico, desenvolvendo um sentimento de identidade, nacionalismo. Inclusive, as monarquias francesa e germânica são consideradas descendentes de seu reinado. Sua supremacia teve fim em 814, quando morreu.
O que ninguém esperava é que uma sequência sobre Charlemagne fosse construída, e muito menos que seria na configuração "Heavy Metal". Cem por cento Heavy Metal. Provocando positiva ansiedade e curiosidade, o álbum "Charlemagne: The Omens of Death" foi anunciado em 2013. Seu lançamento aconteceu no dia 27 de maio, data em que completou 91 anos de idade. O line-up conta, além de Christopher Lee nos vocais, com o jovem guitarrista guatemalteco Hedras Ramos, seu pai, o baixista Hedras Ramos Sr., e o baterista inglês Ollie Usiskin. Os arranjos das linhas de guitarra foram compostos por Richie Faulkner (Judas Priest), e novamente, vários vocalistas convidados especiais foram convocados.
O álbum saiu merecendo adjetivos já esperados: épico, magnífico, forte, pesado. A minha primeira experiência ao ouvir foi estranha, pois a segunda faixa "Charles The Great", que é quando começa de fato a contar a história, o modo como Christopher Lee canta me lembrou (e ainda lembra) de forma clara o Falcão cantando "The Mummy" no Massacration. Hahahaha... Com todo respeito à Lenda, mas é que parece mesmo, confiram ao baixar! Mas essa impressão fica apenas com essa faixa, que é foda! O restante do disco também é brilhante e envolvente, com orquestras sempre presentes e solos de guitarra técnicos e rápidos. Os refrões são cantados em coro, evidenciando o flerte com o Rhapsody of Fire. Muito interessante também é o próprio Christopher Lee interpretando Charlemagne na faixa "The Betrayal", comandando seu exército. Lembra vividamente essa cena d'O Senhor dos Anéis. Enfim, um disco que vale muito a pena guardar na memória!
É uma enorme pena que no dia 7 de junho de 2015, Christopher Lee tenha vindo a falecer por insuficiência cardíaca e respiratória.
Christopher Lee, que foi ator, cantor, além de escritor, sem sombra de dúvidas merece uma atenção e respeito que atravessa gerações. Uma lenda capaz de nos surpreender com trabalhos fantásticos, seja na indústria cinematográfica quanto na fonográfica. A prova de que o tempo envelhece o corpo, mas não a sanidade, se você mantiver sua cabeça ativa e permanecer saudável. Com trabalhos completamente "metalizados", o ato de curvar em reverência a esse rei há de ser ainda mais inclinado. Que o som de Saruman em Isengard inunde vossos ouvidos!


 Christopher Lee Sings Devils, Rogues & Other Villains (1996)

01 - A More Humane Mikado (Gilbert & Sullivan Cover)
02 - Mack The Knife (Die Dreigroschenoper Cover)
03 - Non Più Andrai (Wolfgang Amadeus Mozart Cover)
04 - The Clock Scene (Modest Moussorgsky Cover)
05 - Serenade (Charles Gounod Cover)
06 - Ghostriders In The Sky (Written By Stan Jones)
07 - Hagen's Watch (Richard Wagner Cover)
08 - Epiphany (From Sweeny Todd)
09 - Le Veau D'Or (Charles Gounod)
10 - I Stole The Prince (Gilbert & Sullivan Cover)
11 - Credo In Un Dio Crudel (Giuseppe Verdi Cover)
12 - Song of The Flea (Modest Moussorgsky Cover)
13 - The Streets of Laredo
14 - Donner's Song (Richard Wagner Cover)
15 - Man of La Mancha

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 Revelation (2006)

01 - The Impossible Dream (The Quest Cover)
02 - I, Don Quixote (Man of La Mancha Cover)
03 - Carmencita (Quiero Y No Quiero Querer Cover)
04 - The Toreador March (Flamenco Cover)
05 - O Sole Mio (It's Now Or Never Cover)
06 - High Noon
07 - Wanderin' Star
08 - Oh What A Beautiful Mornin'
09 - Name Your Poison
10 - Toreador March (Heavy Metal Mix)
11 - The Little Drummer Boy
12 - Silent Night
13 - My Way
14 - Behind The Music (with Christopher Lee)

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 Charlemagne: By The Sword and The Cross (2010)

01 - Overture
02 - Act I: Intro
03 - Act I: King of The Franks
04 - Act II: Intro
05 - Act II: The Iron Crown of Lombardy
06 - Act III: Intro
07 - Act III: The Bloody Verdict of Verden
08 - Act IV: Intro
09 - Act IV: The Age of Oneness Out of Diversity
10 - Act V: Intro
11 - Act V: Starlight
12 - Finale
13 - Iberia
14 - The Bloody Verdict of Verden (Instrumental)

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 A Heavy Metal Christmas (EP) (2012)

01 - The Little Drummer Boy
02 - Silent Night

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 Charlemagne: The Omens of Death (2013)

01 - The Portent
02 - Charles The Great
03 - The Siege
04 - Massacre of The Saxons
05 - Dawning of A New Age
06 - Let Legend Mark Me As The King
07 - The Betrayal
08 - The Devil's Advocate
09 - The Ultimate Sacrifice
10 - Judgement Day

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 Metal Knight (EP) (2014)

01 - I, Don Quixote
02 - The Impossible Dream
03 - The Toreador March
04 - My Way (Radio Edit)
05 - I, Don Quixote (Extended Version)
06 - The Impossible Dream (Extended Version)
07 - The Toreador March (Extended Version)

Download (Ulozto)
Download (Zippyshare)

 Darkest Carols, Faithful Sing (Single) (2014)

01 - Darkest Carols, Faithful Sing
02 - Darkest Carols, Faithful Sing (Extended Vocals)
03 - Darkest Carols, Faithful Sing (Instrumental)

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segunda-feira, 27 de maio de 2013

Anklav Snov [ Анклав Снов ] - Discografia Comentada

Quem se aprofunda no Metal e chega ao "escafundéu de Judas" acha muita coisa que realmente vale a pena conhecer. Muitas vezes, eu, pelo menos, baixo as coisas bem desconfiado. Afinal, tem bandas que encontro por aí que não dá pra ouvir sequer meia música. Entretanto, sob muita camada de terra e compactação geológica, sempre encontramos as pérolas. Esse é o caso dessa banda russa chamada Анклав Снов, ou, transliterando, Anklav Snov.
Pelo menos pelo que eu venho percebendo, a cena russa está em bela ascensão, e o mais interessante é que as bandas dificilmente cantam em inglês, o que mantém uma identidade e gera curiosidade nos ouvintes do resto do mundo.
Anklav Snov é uma banda bastante recente. Seu embrião surgiu em 2008 com a formação da banda Vampire's Crypt, que incluía alguns membros do que viria a ser a banda tema dessa postagem. Contudo, o grupo se desfez em janeiro de 2009. O resto do ano foi marcado pelo silêncio, apesar dos músicos tocarem em outras bandas, mas de modo descompromissado.
No entanto, em 2010, na cidade de Bryansk, os guitarristas Vladislav Tarakanov e Nikita Konyashkin, o baixista Kirill Balykov e o baterista Ivan Demin se reuniram e decidiram começar a fazer um som. Mais tarde foi a vez do vocalista Evgeniy Pchelyakov chegar, seguido, por último, pelo tecladista Daria Erokhina, fechando assim o line-up da banda que decidiram chamar de Анклав Снов (Enclave dos Sonhos, em português). O grupo então começou a trabalhar em composições próprias, mas o projeto acabou sendo abandonado. Infelizmente, no fim daquele ano, a banda acabou perdendo boa parte de sua formação, o que atrasou de verdade os seus objetivos.
Somente em 2012 que o Anklav Snov foi ressurgir com uma formação que levava a sério o trabalho; o único da formação inicial que se manteve foi o vocalista Evgeniy Pchelyakov, que passou também para a guitarra. Complementando a configuração, vieram o guitarrista Serg, o baixista Sergey, o baterista Roman Verkhutin, além da agradável adição da violinista Elena Motorina, que viria a ter parte decisiva na sonoridade da banda. Com isso, os trabalhos então tiveram reinício e o primeiro fruto foi a single "Ночные тени", lançada no mesmo ano, de forma independente. O disco rendeu um contrato com o selo Satanath Records, tornando a possibilidade do lançamento de um álbum ainda mais próxima do conjunto.
No dia 28 de abril de 2013, nasce o debut "Дорога В Неизбежность", que é maravilhoso. É, pois é, o nome é impronunciável mesmo, fazer o quê. Ele retrata com exatidão e competência a proposta musical da banda: fazer Doom Metal. Contudo, o disco não é apenas Doom, apesar de sua sonoridade ser levada na base da palhetada, sem teclados, apenas com o violino dando uma base linda e sensual às canções. É possível notar também influências do Death Metal, além de uma pitadinha de Folk Metal. Principalmente pela influência do Death, a instrumentalidade é mais forte, mais firme. Os riffs são arrastados, mas nem tanto quanto no Doom tradicional, criando um disco á lá Tristania antigo, com uma atmosfera densa e noturna. Em se tratando dos vocais, as passagens são muito bem divididas, com alternâncias entre os vocais limpos que são ótimos, cantando em tom médio, e os vocais guturais, que sem eles, não se faz um Doom tão envolvente nesse estilo específico. Pra quem gosta da vertente, com certeza o Anklav Snov é uma excelente pedida. Esperemos que esses russos continuem a nos presentear com mais álbuns de qualidade no futuro!

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 Дорога В Неизбежность (2013)

01 - Дорога в Неизбежность
02 - Доктор Для Твоей Души
03 - Ночные Тени
04 - Кладбище Живых
05 - Когда Опустятся Руки
06 - Анклав Снов
07 - Шестнадцатое Мая
08 - Проснитесь (feat. Сергей Морозов)
09 - Иллюзия Цветного Мира

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 То, Чего Не Вернуть Никогда (2015)

01 - Ich Sterbe...
02 - Храм Свободы
03 - Фатум
04 - То, Чего Не Вернуть Никогда
05 - Последний Рассвет
06 - Они Все Знают
07 - Гори!
08 - Вьюга
09 - Midnight Madness (Lake of Tears Cover)

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domingo, 26 de maio de 2013

Dorsal Atlântica - Discografia

O Dorsal Atlântica é um dos conjuntos mais importantes da história do Metal brasileiro, pois além da grande relevância dos seus trabalhos, o Dorsal foi responsável por dos primeiros registros fonográficos da música pesada no Brasil, o split Ultimatum lançado ao lado do Metalmorphose.
Em 1981, no Rio de Janeiro, surgiu o embrião do Dorsal, a banda Ness, que tocava covers de Ted Nugent, Kiss, Made In Brazil e Black Sabbath. O conjunto havia sido criado para tocar num sarau no final de ano do colégio Acadêmico. Após a apresentação, seus membros decidiram que queriam ser músicos, sendo criado o Dorsal Atlântica. Seus fundadores eram Carlos "Vândalo" Lopes (vocal e guitarra) e Claudio "Cro-Magnon" Lopes (baixo). No início de sua carreira, o posto de baterista foi ocupado por diversos nomes: Marcelo Farias, Maurício e Marquinhos, até se estabilizar com Marcos Animal em 1983.
Em 1984, a banda gasta suas economias, vende amplificadores e discos para viabilizar a gravação do split com o Metalmorphose.
O álbum foi lançado no primeiro dia do Rock In Rio, em 1985, e foi o marco inicial para o Metal carioca. O Dorsal trazia um som com velocidade e crueza, solos, vocal irado meio esgarniçado, fazendo uma verdadeira fusão entre o Punk e o Metal. Muitos atribuem ao conjunto ser um dos principais responsáveis pela união de dois movimentos que não se davam: o Punk/Hardcore e Metal.
Logo em seguida, Marcos deixa o conjunto para a entrada de Roberto Moura, que não permanece muito tempo e é substituído por Toninho "Hardcore" em 1986, selando aquela que seria considerada a formação clássica da banda.
Ainda em 1986, o conjunto fecha um contrato com uma gravadora paulista e lança o disco Antes do Fim, um dos maiores clássicos do Metal nacional, apesar de ter sido gravado às pressas. O álbum é homogêneo, com seus dez hinos, repletos de temas polêmicos, algo que se tornaria uma característica marcante da banda.
O final de 86 foi marcado por um show como banda de abertura para o Venom no Maracanãzinho.
Em 1987, lançam seu segundo álbum: Dividir e Conquistar. Embora ainda fossem inexperientes e imaturos, o resultado final foi muito bom. A maioria dos fãs queriam a banda ainda mais rápida e pesada, mas o Dorsal tinha outras idéias, buscando evoluir o seu som.
O álbum foi bastante controverso, pois embora a qualidade em geral estivesse melhor, alguns discordaram de algumas mudanças. A banda ganhou diversos prêmios com o álbum e saiu em turnê pelo Brasil, tocando em locais como Manaus, Teresina e Belém. Além disso, seguiram as apresentações como banda de abertura, com Nasty Savage, Exumer e Motörhead.
Em 1988, lançam o compacto Cheap Tapes From Divide And Conquer. Embora o seu respeito no cenário underground só crescesse, o conjunto passava por dificuldades financeiras.
Searching For The Light de 1990, foi uma tentativa da banda de conseguir arrecadar um bom dinheiro no mercado americano. Mas o Dorsal nunca recebeu um centavo com as vendas do álbum no exterior. Apesar disso, o conjunto ousava mais uma vez. Sobre o álbum o vocalista Carlos Vândalo afirmou:
"O tema principal da ópera versa sobre a injustiça - social – nacional e as conseqüências de tantos desmandos em um possível futuro dominado por bicheiros, traficantes e uma elite insensível. O esporte favorito das futuras gerações é o surfe ferroviário e o carnaval serve para controlar o excesso de pobres, através de extermínio em massa transmitido pela Embratel, direto da praça da Apoteose. Bem... esse é um baita resumo da história."
Insatisfeito com os rumos da banda, Toninho deixa as baquetas e para o seu lugar vem Guga. O Dorsal continuava realizando shows ao lado de grandes nomes, entre eles Testament e Kreator, mas o interesse pelas bandas locais começava a diminuir.
Em 1992, Musical Guide From The Stellium foi gravado em Belo Horizonte e, pela primeira vez, a banda teve uma produção profissional. A Dorsal investiu em temas esotéricos e musicalidade pesada-progressiva-psicodélica, dando mais um nó na cabeça dos desavisados.
O álbum seguinte, Alea Jacta Est, veio em 1994, e conta a história de um Cristo negro e favelado nascido no Rio de Janeiro. A ótima repercussão e as excelentes críticas renderam ao Dorsal sua primeira turnê pela América do Sul.
Cláudio Lopes deixa o Dorsal em 1996 e para seu lugar vem Angelo Arede. Já sem o lendário baixista, a banda viajou para a Inglaterra, disposto a fazer o seu trabalho mais pesado. O nome Straight deu o tom. O disco era mais voltado para o Hardcore, mas as letras eram sentimentais, refletindo os problemas pessoais de seu líder.
Em seguida, Alexandre Farias assumiu o baixo. Em 1999, a banda lança ao vivo Terrorism Alive. Dois anos depois, a Dorsal encerra suas atividades.
Em 2012, após diversos pedidos dos fãs, Carlos Vândalo reativa a banda e chama os membros da formação clássica, Claudio "Cro-Magnon" Lopes e Toninho "Hardcore".
Como a banda não tinha condições financeiras para bancar um novo disco, apostaram no sistema de crowd funding (vaquinha).
Assim, o álbum intitulado 2012, viu a luz do dia no final do ano. E o disco não decepcionou! Assim como ocorreu com o Taurus, mesmo após tanto tempo afastados, a energia e as boas ideias estavam presentes! O disco tem todas as qualidades que consagraram a banda, com um toque especial: o álbum está muito mais bem produzido que os primeiros lançamentos!
Goste o ouvinte ou não, é impossível não reverenciar esse monstro, que contribuiu significativamente para a história do Metal Nacional! Vamos torcer para que possam seguir em frente, nem que para isso outras e outras vaquinhas se façam necessárias!


 1a Demo - 1982

01 - Ela Não Acaba Assim
02 - Guerra


 Dorsal Atlântica & Metalmorphose - Ultimatum (Split) - 1985

01 - Metalmorphose: Cavaleiro Negro
02 - Metalmorphose: Nosso Futuro
03 - Metalmorphose: Harpya
04 - Metalmorphose: Complexo Urbano
05 - Metalmorphose: Desejo Imortal
06 - Dorsal Atlântica: Império de Satã
07 - Dorsal Atlântica: Catástrofe
08 - Dorsal Atlântica: Armagedon
09 - Dorsal Atlântica: Princesa do Prazer
10 - Dorsal Atlântica: Heavy Metal

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 Antes Do Fim - 1986

01 - Caçador Da Noite
02 - HTLV-3
03 - Álcool
04 - Depressão Suicida
05 - Vorkuta
06 - Joseph Mengele
07 - Guerrilha
08 - Inveja
09 - Morte Aos Falsos


 Dividir E Conquistar - 1987

01 - Tortura
02 - Vitória
03 - Violência é Real
04 - Metal Desunido
05 - Lucrecia Borgia
06 - Morador Das Ruas
07 - Velhice
08 - Preso ao Passado

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 Victory (Single) - 1988

01 - Victory
02 - Dweller Of The Streets

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 Cheap Tapes From Divide And Conquer - EP - 1988

01 - Desunited Metal
02 - Victory
03 - Dweller Of The Streets
04 - Oldness (Cut On Reissue Edition)
05 - Lucrecia Borgia
06 - Torture
07 - Violence Is Real
08 - Tied To The Past
09 - Victory (Single Version)


 Searching For The Light - 1990

01 - Hierarchic Democracy
02 - Fighting In Gangs
03 - Misery Spreads
04 - Not To Leave The Power
05 - Only One Of Them (Must Be Left)
06 - Gathered Prisoners
07 - Childish Boots And Steps
08 - The Ones Left Scream
09 - History Starts (To Take A Route)


 Musical Guide From Stellium - 1992

01 - Intro
02 - Razor's Edge
03 - Recycle Yourself
04 - The Hidden And Unexpected
05 - Kali Yuga (From Vishnu Purana)
06 - Seven Races
07 - Rock Is Dead
08 - Warrior
09 - My Generation
10 - Prision Cell Stage
11 - Thy Will Be Done

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 Alea Jacta Est - 1994

01 - Thy Kingdom Come
02 - Give People A Chance
03 - R.I.P. (Racism, Ignorance, Prejudice)
04 - Straitgate
05 - Raise The Dead
06 - Human Rights
07 - Virtual Reality
08 - Last Act
09 - Black Messiah
10 - Loyal Legion Of The Admirers
11 - Life Goes On (Vidcom Experiences)
12 - Take Time
13 - Summary Condemnation
14 - Tribute To Gauguin


 Straight - 1996

01 - 6h45 PM
02 - Sign Of The Times
03 - God Complex
04 - Rapist
05 - Straight
06 - Who The Fuck Do You Think You Are
07 - Dor
08 - All The Women (I've Loved)
09 - Black Mud
10 - Carniceria
11 - H.I.V.
12 - Extreme Conditions
13 - Corporate Discrimination
14 - Madness
15 - Seasons Of Decay
16 - Walls
17 - Bollocks
18 - Blood Pact
19 - In Line
20 - Heretic (Jacques de Molay)
21 - Mothers Of Tomorrow
22 - Racial Patterns
23 - Success And Fall

Omnisciens: Tributo Ao Dorsal Atlântica - 1996

01 - Headhunter D.C. - Alcool
02 - Avalon - Princesa do Prazer
03 - Restless - Guerrilha
04 - Insanity - Violenca é real
05 - Decomposed God - Fighting The Gangs
06 - Endoparasites - Caçador da Noite
07 - Mystical Vision - Tortura
08 - Genocidio - Joseph Mengele
09 - The Outsiders - Presos Comuns Amontoados Como Animais
10 - No Return - Raise The Dead
11 - G.S. Truds - Razor's Edge
12 - Tumulto - Thy Kingdom Come
13 - Jack Daniel's Incorporation - Vitoria

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 Terrorism Alive - 1999

01 - Sign Of The Times
02 - God Complex
03 - Rapist
04 - Who The Fuck Do You Think You Are
05 - Dor
06 - All The Women (I've loved)
07 - Black Mud
08 - Velhice
09 - Vitória
10 - The Ones Left Screaming
11 - H.I.V.
12 - Madness
13 - Blood Pact
14 - Caçador Da Noite
15 - Thy Kingdom Come
16 - Take Time
17 - Tortura
18 - Guerrilha
19 - Império de Satã
20 - Catástrofe
21 - Armagedon
22 - Princesa do Prazer
23 - Heavy Metal
24 - Morte Aos Falsos (Live 1985)


 Pelagodiscus Atlanticus (Coletânea) - 2002

01 - Princesa Do Prazer
02 - Abandono O Seu Deus
03 - Ela Não Acaba Assim
04 - Guerra
05 - Caçador Da Noite
06 - HTLV- 3
07 - Joseph Mengele
08 - Tortura
09 - Guerrilha
10 - Rádio Australiana
11 - Lucrecia Borgia
12 - Desunited Metal
13 - Hierarchic Democracy
14 - Childish Boots And Steps
15 - The Hidden And Unexpected
16 - Seven Races
17 - Velhice
18 - Take Time
19 - Straitgate
20 - Black Messiahloyal Legion Of The Admirers
21 - Cold Melancholy
22 - Who The Fuck Do You Think You Are
23 - In Line
24 - Heretic
25 - Mothers Of Tomorrow
26 - Walls
27 - Crianças Em Extinção
28 - Psychic
29 - Molested
30 - Files
31 - Global Village
32 - Psychic (Remix)


 Ultimatum Outtakes 1982-1985 (Coletânea) - 2002

01 - Catastrofe (Rio 02-01-1985)
02 - Armagedon (Rio 02-01-1985)
03 - Princesa Do Prazer (Rio 02-01-1985)
04 - Dorsal Atlântica (Rio 20-10-1984)
05 - Hecatombe (Rehearsal)
06 - Periferia (São Paulo 07-05-1985)
07 - Radio Italiana
08 - Morte Aos Falsos (Rehearsal)
09 - Tortura (Rehearsal)
10 - Catastrofe (Rio 19-05-1984)
11 - Princesa Do Prazer (Rio 19-05-1984)
12 - Catastrofe (Rio 17-11-1984)
13 - Abandono O Seu Deus (Rio 17-11-1984)
14 - Princesa Do Prazer (Rio 17-11-1984)
15 - Armagedon (Rio 17-11-1984)
16 - Morte Aos Falsos (Lambari MG 20-07-1985)

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 Antes Do Fim... Depois Do Fim - 2005

01 - Caçador da Noite
02 - HTLV-3
03 - Álcool
04 - Depressão Suicida
05 - Vorkuta
06 - HTLV-3 (reprise)
07 - Joseph Mengele
08 - Guerrilha
09 - Inveja
10 - Morte aos Falsos


 2012 - 2012

01 - Meu Filho Me Vingará
02 - Stalingrado
03 - A Invasão Do Brasil
04 - Eu Minto, Todo Mundo Mente
05 - Colonizado Entreguista
06 - Corrupto Corruptor
07 - 168 BPM
08 - Contenda
09 - Comissão Da Verdade
10 - Operação Brother Sam
11 - Jango Goulart
12 - Imortais

 Imperium - 2014

01 - Ave Imperium (Intro)
02 - Imperium
03 - Amaldiçoados
04 - Mestres (Ficam Cegos, Surdos São os Servos)
05 - Crise (Anunciada Antes da Verdade Revelada)
06 - Grotesca Essa Terra É
07 - Centro, Direita, Esquerda
08 - Deus Que Dança
09 - Perfídia
10 - Exilium
11 - Vos Perdoo Me Perdoem
12 - Ave Imperium (Grand Finale)