Social Icons

domingo, 31 de março de 2013

Haggard - Discografia

Haggard! O espetacular e cheio de classe Haggard! Uma banda ou uma orquestra? Eu diria que ambos! Pode crer que qualquer foto dos caras que você encontre, são todos membros oficiais. É uma das bandas que mais têm membros oficiais. Contudo, dificilmente as fotos estão sempre com o mesmo line-up, pois o movimento é constante. Difícil estabilizar uma formação que conta com pelo menos 17 membros, variando pra mais ou pra menos. Mas com certeza isso não afeta a qualidade do conjunto, que é literalmente cheio de classe, com letras cheias de cultura. Quem acompanhar as letras desses caras podem vir a aprender coisas realmente interessantes, como a vida do físico, matemático, astrônomo e filósofo Galileu Galilei.
Eu era moleque ainda quando ouvi o Haggard pela primeira vez. Foi paixão à primeira ouvida. É muita classe! É aquele tipo de banda que faz eu sentir um orgulho imenso do meu gosto musical. Sempre gostei de bandas que misturam Música Erudita em sua sonoridade. Mas tem um detalhe com o Haggard: tem vezes que eles não fazem uma mistura propriamente dita. Muitas vezes eles têm passagens de pura Música Clássica, e passagens de um forte Death Metal, obscurecendo o lado Clássico. Mas tem vezes que a fusão sai perfeita. Talvez isso seja a real proposta dos caras, ou talvez seja acidente de percurso mesmo. Há quem critique isso, mas eu não vejo problema nenhum, pois gosto de ambos os gêneros musicais. O charme do Haggard, além da sonoridade, são os vocalistas, que exibem diversas extremidades de vocal. Por exemplo, o vocalista e guitarrista Asis Nasseri tem um gutural literalmente cavernoso. Não é fácil ouvir um gutural tão fechado quanto o desse cara. Além dele, os vocais eruditos se fazem presentes como os sopranos de Susanne EhlersVeronika Kramheller e Manu, e o barítono de Nikolaus e tenor de Fiffi Fuhrmann, propiciando ao ouvinte uma experiência de transição para um teatro onde está acontecendo um concerto de Música Clássica, ao mesmo tempo em que a agressividade de um Death Metal de riffs arrastados também toma conta do jogo. Além dos dois gêneros, o Folk também se faz presente, responsável pelo lado medieval da sonoridade. O máximo que vou falar sobre o line-up é isso, pois com as constantes mudanças e as informações imprecisas sobre ele, fica traiçoeiro ter alguma certeza.
Haggard foi fundado no ano de 1989 em Munique, na Alemanha. A proposta musical inicial era de fazer apenas Death Metal. Tanto que os primeiros trabalhos (a demo "Introduction" de 1992 e o EP "Progressive" de 1994) seguem essa linha. Todavia, no meio do caminho pensaram maior e resolveram não mudar o direcionamento da sonoridade, mas complementá-lo. É aí que o Folk e a Erudita entram na jogada. Com essa proposta, as demos "Once... Upon A December's Dawn" e "And Thou Shalt Trust... The Seer" foram lançadas em 1995 e 1996, respectivamente, e o debut homônimo à demo anterior foi lançado em 1997. "And Thou Shalt Trust... The Seer" é mais tranquilo do que seus sucessores, uma vez que apresenta uma atmosfera bastante medieval com lindas canções, e uma orquestra a fim de tomar conta do espaço, meio que engolindo o Death Metal, apesar de ele se fazer presente, e de forma agressiva pelos vocais guturais.
Entretanto, o disco que alavancou o Haggard no cenário headbanger foi "Awaking The Centuries", o álbum seguinte, lançado no início de 2000. Aqui já dá pra você aprender algo de verdade, pois ele foi composto baseado nas profecias de Nostradamus. Sonoramente falando, ele é demais! O lado Death Metal se desenvolveu bastante, se apresentando de forma mais agressiva e constante, mas com um belo alinhamento com o lado Erudito e Folk, produzindo um álbum foda e melhor dividido. Detalhe que a banda sempre tem algumas vinhetas entre as faixas, sempre eruditas. O sucesso de "Awaking The Centuries" foi grande, principalmente em países como o México, onde rendeu um puta show que foi registrado e lançado em vídeo e álbum ao vivo em 2001, recebendo o nome de "Awaking The Gods".
O disco mais fascinante dos caras, na minha opinião, o que mais gosto por diversos motivos é o "Eppur Si Muove", lançado em 2004. Seu lado erudito continua fascinante, mas de um modo obscuro. Essa densa atmosfera é reforçada pelos pesados e arrastados riffs do Death Metal com um gutural cavernoso que dá um charme negro às canções. Todos os tipos de vocal são utilizados de forma pontual e fascinante, produzindo as melhores canções que os caras já fizeram, todas em um único álbum. Os elogios não ficam só por aí. O trabalho, que é conceitual, é uma narração da trajetória da vida científica de Galileu Galilei, lutando para provar que a Igreja Católica estava equivocada e que suas teorias, inclusive o reforço do heliocentrismo proposto por Copérnico, estavam corretas. Até o nome do disco faz alusão a sua vida, pois "eppur si muove" significa "contudo, se move", frase que Galileu teria sussurrado antes de dar uma de espertinho e tirar o seu da reta ao negar suas descobertas à Igreja frente à "Santa" Inquisição. Fez certo, melhor prisão domiciliar perpétua e continuar os estudos do que morrer. A primeira canção dos caras que ouvi está nesse álbum, a fodástica "The Observer". Outras faixas lindas, poderosas, fantásticas e sucessos absolutos também compõem o acervo, como "All'inizio È La Morte", "Per Aspera Ad Astra", "Eppur Si Muove" e a belíssima "Herr Mannelig". Com certeza, um disco recomendadíssimo!
Por fim, em 2008, o fodaço "Tales of Ithiria" é lançado. Novamente, um disco da qualidade do Haggard. Perfeito e com classe! O diferencial é que o lado erudito está mais forte, ainda mais desenvolvido, talvez por acontecer de forma inevitável mesmo pelo natural amadurecimento da banda. Além disso, belas narrações executadas por Mike Terrana (baterista em bandas como Axel Rudi Pell e Tarja Turunen) e sua poderosa e grave voz foram adicionadas, tornando o álbum realmente épico, parecendo até as narrações de Christopher Lee no Rhapsody of Fire. O disco é conceitual, novamente, mas dessa vez se tratando de uma fantasia composta pelo vocalista gutural e guitarrista Asis Nasseri. O nome inicialmente seria "A Dark Winter's Tale", mas a mudança de título acabou ocorrendo. Outro grande álbum, de fato!
O Haggard certamente é uma banda/orquestra diferenciada no underground, pois seu lado erudito não é apenas para base, como geralmente é nas outras bandas, mas têm participação decisiva e integral no som. Um conjunto diferente e fascinante, que impõe respeito. Apesar de já fazer um tempo desde seu último lançamento, eles seguem na ativa, e espero que mais álbuns sejam lançados no futuro!


 Progressive (EP) (1994)

01 - Charity Absurd
02 - Mind Mutilation
03 - Incapsuled
04 - Progressive...
05 - Daddy Was Her First Man


 And Thou Shalt Trust... The Seer (1997)

01 - The Day As Heaven Wept
02 - Origin of A Crystal Soul
03 - Requiem In D-Minor
04 - In A Pale Moon's Shadow
05 - Cantus Firmus In A-Minor
06 - De La Morte Noire
07 - Lost (Robin's Song)
08 - A Midnight Gathering (Outro)


 Awaking The Centuries (2000)

01 - Intro: Rachmaninov: Choir
02 - Intro: Pestilencia
03 - Chapter I: Heavenly Damnation
04 - Chapter II: The Final Victory
05 - Chapter II: Saltorella La Manuelina
06 - Chapter III: Awaking The Centuries
07 - Chapter III: Statement Zur Lage der Musica
08 - Chapter IV: In A Fullmoon Procession
09 - Chapter IV: Menuett
10 - Chapter V: (Part I) Prophecy Fullfilled, (Part II) And The Dark Night Entered
11 - Chapter V: Courante
12 - Chapter V: Rachmaninov: Choir


 Awaking The Gods: Live In Mexico (Live) (2001)

01 - Intro: Rachmaniov Choir
02 - Medieval Part
03 - Lost (Robin's Song)
04 - Prophecy Fulfilled/And The Dark Night Entered
05 - Menuett
06 - Origin of A Crystal Soul
07 - Awaking The Centuries
08 - Courante
09 - In A Fullmoon Procession
10 - The Final Victory
11 - In A Pale Moon's Shadow


 Eppur Si Muove (2004)

01 - All'inizio È La Morte
02 - Menuetto In Fa-Minore
03 - Per Aspera Ad Astra
04 - Of A Might Divine
05 - Gavotta In Si-Minore
06 - Herr Mannelig (Short Version)
07 - The Observer
08 - Eppur Si Muove
09 - Largetto: Epilogo Adagio
10 - Herr Mannelig (Long Version)


 Tales of Ithiria (2008)

01 - The Origin
02 - Tales of Ithiria
03 - From Deep Within
04 - Upon Fallen Autumn Leafs
05 - In des Königs Hallen
06 - La Terra Santa
07 - Vor dem Sturme
08 - The Sleeping Child
09 - Hijo de La Luna (Mecano Cover)
10 - On These Endless Fields
11 - The Hidden Sign


sexta-feira, 29 de março de 2013

Anathema - Discografia Comentada

O Anathema surgiu em Liverpool, Inglaterra, em 1990, sob o nome de Pagan Angel, formado pelos irmãos Vincent (vocal e guitarra), Daniel (guitarra) e James Cavanagh (baixo), juntamente com seus amigos John Douglas (bateria) e Darren White (vocal).
Após o lançamento de uma demo e algumas apresentações, Daniel altera o nome da banda para Anathema. A banda grava mais duas demos e consegue o primeiro contrato com uma gravadora. Nessa época, James deixa o conjunto para se dedicar aos estudo e é substituído por Duncan Patterson.
Em seguida, lançam o EP The Crestfallen, que causou uma grande alvoroço no cenário underground pela originalidade do som da banda. Desde seu início, o Anathema investia no Doom Metal, agregando outras influências, como Venom.
Serenades, de 1993, primeiro álbum de estúdio, apresentou o Death/Doom que marcou o início da carreira da banda, com muito peso nas guitarras e vocal gutural. A atmosfera pesada que envolvia as canções chamava a atenção, tornando sua sonoridade densa e perturbadora, como na clássica Lovelorn Rhapsody. Em certos momentos, a banda deu mostras de sua versatilidade, como na faixa J'ai Fait Une Promesse, que tem vocais femininos executados por Ruth Wilson e em Sleepless, que tem passagens com vocais mais limpos. Se hoje o álbum pode não chamar tanto a atenção, o mesmo foi pioneiro na época do seu lançamento, por mesclar diversos estilos distintos, como o Death Metal e a música erudita.
Após Serenades, a banda sai em sua primeira turnê fora da Inglaterra, tocando na Bélgica e na Holanda, junto com At The Gates e Cradle Of Filth.
Em 1994, fazem três apresentações no Brasil.
O compacto Pentecost III, de 1995, marca o último trabalho de Darren White à frente da banda. Em seguida, os vocais seriam assumidos por Vincent Cavanagh.
Com a nova formação, lançam The Silent Enigma, ainda em 1995. O álbum foi um enorme sucesso, sendo um dos trabalhos mais relevantes da banda, pois marcou uma transição em som, pois o mesmo estava mais elaborado e reflexos de novas influências, como o Gothic e o Rock Progressivo.
Se The Silent Enigma, marcou diversas mudanças no som da banda, Eternity, de 1996, foi a afirmação do conjunto, investindo ainda mais no Rock Progressivo, mas ainda sendo uma banda típica de Doom Metal. Destaque para a interpretação soberba do vocalista Vincent Cavanagh, que mostrou que a mudança na formação foi muito positiva para a banda.
John Douglas, deixou o Anathema após o lançamento de Eternity, em razão de seus problemas com drogas, sendo substituído por Shaun Steels.
O Anathema seguiu em frente e com a nova formação veio Alternative 4, que sai em 1998. Novamente, mostrando que não tinham medo de inovar, o conjunto migra para o som mais experimental, com destaque maior para os teclados e ausência de vocais guturais. Embora seja um disco soberbo, era evidente que o Anathema havia se afastado totalmente do Doom Metal, passando ser uma banda de Progressive/Alternative Rock.
Em razão das mudanças, a banda foi muito criticada pela mídia e pelos fãs. O impacto disso também foi interno, pois o baixista Duncan Patterson, que já vinha se desentendendo com Daniel Cavanagh desde Eternity, resolve deixar o Anathema.
Para dar continuidade na banda, Martin Powell (ex-violinista e tecladista do My Dying Bride), que já havia participado de algumas apresentações, é efetivado na banda, mas não chega à gravar com o conjunto deixando-o em 1999, indo para o Cradle Of Filth. Já para o posto de baixista vem Dave Pybus.
Judgement, de 1999, deixou os experimentalismos de lado, mas manteve o direcionamento dado em Alternative 4, sendo mais um álbum criticado na época, embora tenha seus bons momentos, como nas faixas Parisienne Moonlight e Emotional Winter.
Les Smith, assume o posto de tecladista e parte com a banda para uma grande turnê, sendo que pela primeira vez, passariam pelos Estados Unidos.
Em 2001, a banda lança mais um álbum: A Fine Day To Exit. O disco se aprofunda ainda mais no Rock Progressivo, com claras influências do Pink Floyd.
Descontente com o resultado do trabalho, Dave Pybus, deixa a banda e vai para o Cradle Of Filth (mais um!).
O futuro do Anathema passou a ser duvidoso, principalmente após o Daniel Cavanagh, dizer que iria se dedicar ao seu trabalho solo, chamado Lid e que já havia lançado um disco em 1997.
Porém, a banda seguiu em frente. Para a vaga de baixista, houve o retorno de James Cavanagh.
A Natural Disaster, de 2003, trouxe elementos típicos de Doom Metal, com sua atmosfera densa e melancólica, misturada com o Rock Progressivo dos anos 70, em um dos melhores álbuns de sua carreira.
Somente em 2010, o conjunto voltaria a lançar um álbum de inéditas, com We're Here Because We're Here, que conta com grandes influências do Rock Alternativo.
Com Daniel Cardoso, no lugar de Lee Smith, a banda lança o álbum Weather Systems em 2012, e em 2013 chega os lindos discos ao vivo "Untouchable" (que é o CD) e "Universal" (que é o DVD), que contam com a participação de uma orquestra.
É certo que o Anathema busca prender a atenção com composições hipinóticas, que fazem o ouvinte viajar, mas que tem aquele toque sentimental e depressivo típico do Doom Metal.
Embora musicalmente tenham se afastado de suas origens, o conjunto continua emplacando grandes trabalhos, principalmente para aqueles que tem a mente aberta o suficiente para entender o que a banda quer passar.

|    Official Website    |    Facebook Page    |
|    Twitter    |    ReverbNation    |


 An Iliad Of Woes (Demo) (1990)

01 - The Lord of Mortal Pestilence
02 - Memento Mori
03 - In The Name of The Father
04 - Echoes of Terror

 All Faith Is Lost (Demo) (1991)

01 - Crestfallen
02 - At One With The Earth
03 - All Faith Is Lost
04 - They Die

 The Crestfallen (EP) (1992)

01 -  ... And I Lust
02 - The Sweet Suffering
03 - Everwake
04 - Crestfallen
05 - They Die

 Serenades (1993)

01 - Lovelorn Rhapsody
02 - Sweet Tears
03 - J'ai Fait Une Promesse
04 - They (Will Always) Die
05 - Sleepless
06 - Sleep In Sanity
07 - Scars Of The Old Stream
08 - Under A Veil (of Black Lace)
09 - Where Shadows Dance
10 - Dreaming - The Romance

Ouvir (Spotify)

 Pentecost III (EP) (1995)

01 - Kingdom
02 - Mine Is Yours To Drown In (Ours In The New Tribe)
03 - We, The Gods
04 - Pentecost III
05 - Memento Mori

Ouvir (Spotify)

 The Silent Enigma (1995)

01 - Restless Oblivion
02 - Shroud of Frost
03 - ...Alone
04 - Sunset of The Age
05 - Nocturnal Emission
06 - Cerulean Twilight
07 - The Silent Enigma
08 - A Dying Wish
09 - Black Orchid

Ouvir (Spotify)

 Eternity (1996)

01 - Sentient
02 - Angelica
03 - The Beloved
04 - Eternity (Part I)
05 - Eternity (Part II)
06 - Hope
07 - Suicide Veil
08 - Radiance
09 - Far Away
10 - Eternity (Part III)
11 - Cries On The Wind
12 - Ascension
13 - Far Away (Acoustic)
14 - Eternity (Part II) (Acoustic)

Ouvir (Spotify)

 My Dying Bride & Anathema (Split) (1998)

01 - Anathema: One of The Few
02 - Anathema: Better Off Dead
03 - Anathema: Goodbye Cruel World
04 - My Dying Bride: Roads
05 - My Dying Bride: Some Velvet Morning

 Alternative 4 (1998)

01 - Shroud of False
02 - Fragile Dreams
03 - Empty
04 - Lost Control
05 - Re-Connect
06 - Inner Silence
07 - Alternative 4
08 - Regret
09 - Feel
10 - Destiny

Ouvir (Spotify)

 Alternative Future (EP) (1998)

01 - Fragile Dreams
02 - Empty
03 - Alternative 4

 Judgement (1999)

01 - Deep
02 - Pitiless
03 - Forgotten Hopes
04 - Destiny Is Dead
05 - Make It Right (F.F.S)
06 - One Last Goodbye
07 - Parisienne Moonlight
08 - Judgement
09 - Don't Look Too Far
10 - Emotional Winter
11 - Wings of God
12 - Anyone, Anywhere
13 - 2000 & Gone

Ouvir (Spotify)

 A Fine Day To Exit (2001)

01 - Pressure
02 - Release
03 - Looking Outside Inside
04 - Leave No Trace
05 - Underworld
06 - Barriers
07 - Panic
08 - A Fine Day To Exit
09 - Temporary Peace

Ouvir (Spotify)

 Resonance (Compilation) (2001)

01 - Scars of The Old Stream
02 - Everwake
03 - J'Fait Une Promesse
04 - Alone
05 - Far Away (Acoustic)
06 - Eternity (Part 2)
07 - Eternity (Part 3) (Acoustic)
08 - Better Off Dead
09 - One of The Few
10 - Inner Silence
11 - Goodbye Cruel World
12 - Destiny
13 - The Silent Enigma (Orchestral)
14 - Angelica (Live Budapest 1997)
15 - Horses

Ouvir (Spotify)

 Resonance 2 (Compilation) (2002)

01 - Lovelorn Rhapsody
02 - Sweet Tears
03 - Sleepless 96
04 - Eternal Rise of The Sun
05 - Sunset of Age
06 - Nocturnal Emission
07 - A Dying Wish
08 - Hope
09 - Cries In The Wind
10 - Fragile Dreams
11 - Empty
12 - Nailed To The Cross/666

Ouvir (Spotify)

 A Natural Disaster (2003)

01 - Harmonium Just
02 - Balance
03 - Closer
04 - Are You There
05 - Childhood Dream
06 - Pulled Under At 2000 Meters A Second
07 - A Natural Disaster
08 - Flying
09 - Electricity
10 - Violence

Ouvir (Spotify)

 Hindsight (Compilation) (2008)

01 - Fragile Dreams
02 - Leave No Trace
03 - Inner Silence
04 - One Last Goodbye
05 - Are You There!
06 - Angelica
07 - A Natural Disaster
08 - Temporary Peace
09 - Flying
10 - Unchained (Tales of The Unexpected)

Ouvir (Spotify)

 We're Here Because We're Here (2010)

01 - Thin Air
02 - Summer Night Horizon
03 - Dreaming Light
04 - Everything
05 - Angels Walk Among Us
06 - Presence
07 - A Simple Mistake
08 - Get Off Get Out
09 - Universal
10 - Hindsight
11 - Angels Walk Among Us (Demo Mix)
12 - Presence (Demo Mix)
13 - A Simple Mistake (Demo Mix)
14 - Dreaming Light (Orchestral Version)
15 - Universal (Orchestral Version)
16 - Everything (Demo Mix)

Ouvir (Spotify)

 Falling Deeper (Compilation) (2011)

01 - Crestfallen
02 - Sleep In Sanity
03 - Kingdom
04 - They Die
05 - Everwake
06 - J’ai Fait Une Promesse
07 - Alone
08 - We The Gods
09 - Sunset of Age

Ouvir (Spotify)

 Weather Systems (2012)

01 - Untouchable, Part 1
02 - Untouchable, Part 2
03 - The Gathering of The Clouds
04 - Lightning Song
05 - Sunlight
06 - The Storm Before The Calm
07 - The Beginning and The End
08 - The Lost Child
09 - Internal Landscapes

Ouvir (Spotify)

 Untouchable (Live) (2013)

01 - Untouchable, Pt. 1
02 - Untouchable, Pt. 2
03 - Thin Air
04 - Dreaming Light
05 - The Storm Before The Calm
06 - Everything
07 - A Simple Mistake
08 - The Beginning and The End
09 - Universal
10 - Closer
11 - A Natural Disaster
12 - Flying

 Universal (Live) (2013)

01 - Untouchable Part 1
02 - Untouchable Part 2
03 - Thin Air
04 - Dreaming Light
05 - Lightning Song
06 - The Storm Before The Calm
07 - Everything
08 - A Simple Mistake
09 - The Beginning and The End
10 - Universal
11 - Closer
12 - A Natural Disaster
13 - Deep
14 - One Last Goodbye
15 - Flying
16 - Fragile Dreams
17 - Panic
18 - Emotional Winter/Wings of God
19 - Internal Landscapes
20 - Fragile Dreams

A Night At The Union Chapel (Live):
01 - Kingdom
02 - Thin Air
03 - Angels Walk Among Us
04 - A Natural Disaster
05 - Fragile Dreams

Ouvir (Spotify)

 Untouchable (EP) (2014)

01 – Untouchable (Parts 1&2) (Studio Version)
02 – Untouchable (Parts 1&2) (Live with the Plovdiv Philharmonic Orchestra)

 Distant Satellites (2014)

01 - The Lost Song (Part 1)
02 - The Lost Song (Part 2)
03 - Dusk (Dark Is Descending)
04 - Ariel
05 - The Lost Song (Part 3)
06 - Anathema
07 - You're Not Alone
08 - Firelight
09 - Distant Satellites
10 - Take Shelter

Ouvir (Spotify)

 A Sort of Homecoming (Live) (2015)

CD 1:
01 - The Lost Song Part 2
02 - Untouchable Part 1
03 - Untouchable Part 2
04 - Thin Air
05 - Dreaming Light
06 - Anathema
07 - Ariel
08 - Electricity

CD 2:
01 - Temporary Peace
02 - The Beginning and The End
03 - Distant Satellites
04 - Take Shelter
05 - Internal Landscapes
06 - A Natural Disaster
07 - Fragile Dreams

Ouvir (Spotify)

quarta-feira, 27 de março de 2013

Powerwolf - Discografia

Powerwolf é uma banda que a cada álbum vem ganhando mais e mais reconhecimento, e no momento dessa postagem, já é uma das sensações da cena dos últimos anos, e de forma muito merecida.
Eu não sou de me apegar com facilidade a uma banda. Eu conheço, eu curto, ouço vez ou outra e assim vou conhecendo. Mas viciar mesmo é com poucas. É só se eu me impressionar e a banda fizer algo diferente, algo ainda não feito no Metal, ou fizerem de forma superior algo já existente e diferente. Com certeza esse é o caso desses alemães.
Eles nunca se desviaram da proposta de música, então ao ouvi-los - caso você não os conheça -, já saberá o que esperar: um fodástico Power Metal com atmosfera "religiosa". Não no sentido do White Metal, mas no sentido que as canções têm uma atmosfera de igreja medieval, com refrões em coro e muita, muita passagem em latim. De algum modo, trás à sua cabeça uma igreja iluminada à luz de velas com as janelas brilhando com a luz dos relâmpagos enquanto uma forte chuva cai, ao mesmo tempo em que é possível imaginar vultos de vampiros e lobisomens passando por essas janelas. Sim, bem viajante, bem obscuramente fantasioso. Pelo menos é o que vem na minha cabeça. Os teclados mestrados por Falk Maria Schlegel têm participação decisiva nesse ambiente, e a super e única voz de Attila Dorn caem perfeitas para a sonoridade; Canto em tom alto com rasgadura na voz. Suas letras são uma suruba entre religiosidade, vampirismo e lobisomens, dando uma ideia de batalha pelo controle entre as partes. Diversos trechos, principalmente os em latim, são algum tipo de oração ou apelação a Deus, feitos de forma obscura e ameaçadora em uma densa atmosfera. A vestimenta dos integrantes também segue a linha: sempre de preto e vestidos de padres ou ícones religiosos, lotados de acessórios cristãos e pó branco no rosto. A maioria deve relacioná-los ao Ghost, mas por favor, sem essa... são propostas, musicalidades e temáticas totalmente distintas, não cabendo a comparação e sobrando apenas a questão do gosto pessoal.
Essa fantástica banda nasceu em Saarbrücken, na Alemanha, no ano de 2003, por iniciativa dos "irmãos" Matthew Greywolf (guitarrista) e Charles Greywolf (baixista e guitarrista base). Ambos tocavam juntos fazia anos, então a ideia de fundar uma banda do gênero veio à mente, concretizando o Powerwolf. Os primeiros a completar a formação foram o baterista francês Stéfane Funèbre, seguido pelo tecladista Falk Maria Schlegel. Contudo, a posição de vocalista permanecia vaga, pois nenhum vocalista ficou por muito tempo. Enquanto o cantor apropriado não era encontrado, o conjunto já se adiantava ao escrever o material.
Durante um feriado na Romênia, os "irmãos" Greywolf conheceram o romeno Attila Dorn, que estudou Ópera Clássica na Academia Musical de Budapeste. Não foi difícil chegar à conclusão de que seria interessante ter um vocalista como ele na banda, e assim ele o cantor foi contratado e o line-up se completou.
Após todo o processo de conclusão das composições, em 2005 foi lançado o excelente debut "Return In Bloodred", que já apresenta bem a banda como ela é, mesmo que os álbuns subsequentes sejam melhores trabalhados e mais "pegajosos", pois os refrões grudam na cabeça. A temática desse primeiro disco foi bastante influenciada pelo vocalista, que é amante das histórias de lobisomens romenos. Apesar de excelente, é um trabalho um pouquinho mais modesto que os outros, mas que não fica tanto pra trás assim. A banda viria a amadurecer bastante!
A sequência se deu em 2007 com a chegada de mais um excelente álbum, belamente intitulado "Lupus Dei". Esse álbum só não é exatamente uma referência para quem quer conhecer eles porque duas obras-primas viriam a sucedê-lo, começando pelo foderoso "Bible of The Beast", de 2009. Há quem considere o melhor álbum da banda, mas eu fico numa dúvida cruel entre ele e o próximo. De fato, o trabalho é completamente a cara do grupo, com músicas fortes, muito melódicas, muito "religiosas". É o disco que demonstra o quanto os caras amadureceram e dominaram sua própria sonoridade, rendendo um espetáculo de álbum. Vide faixas como "Raise Your Fist, Evangelist", "Catholic In The Morning... Satanist At Night", "Seven Deadly Saints" e "Wolves Against The World". Isso é só um demonstrativo do disco, pois ele é perfeito do início ao fim.
Em 2010, uma troca de bateristas aconteceu com a saída de Stéfane Funèbre, que foi prontamente substituído por Tom Diener. O novo integrante só chegaria a gravar o álbum seguinte, também saindo logo em seguida. Roel van Helden foi quem ocupou o posto.
No exato embalo de "Bible of The Devil", de forma intencional, o fantástico "Blood of The Saints" chegou em 2011 nos mesmos moldes, e de forma igualmente foda. A essa altura a banda já estava muito bem conhecida, principalmente pela massiva promoção do videoclipe da faixa "We Drink Your Blood". Também fui "vítima" dessa promoção, por isso esse foi o primeiro álbum que ouvi. Não só por isso, mas por uma questão de sonoridade e maturidade do conjunto mesmo, eu recomendaria esses dois álbuns para quem quer conhecê-los.
O ano de 2012 veio com mais novidades, começando pelo EP/split "Wolfsnaechte Tour EP", que contém quatro faixas divididas entre Powerwolf (cuja música "Living On A Nightmare" é inédita), Mystic ProphecyStormwarrior e Lonewolf. Mais tarde foi a vez do lançamento do ótimo primeiro live da banda,  intitulado "Alive In The Night", com um excelente setlist. Para a turnê, o guitarrista de sessão Fabian Schwarz foi contratado, permanecendo apenas até o fim dela.
Já o ano de 2013 traria mais lançamentos para o público. Para começar, o aperitivo para o próximo álbum de estúdio: o EP "The Rockhard Sacrament". Ele nos mostra o Powerwolf fantástico de sempre, exceto pela adição de alguns elementos extras em sua musicalidade, principalmente no que diz respeito à bateria, pois a velocidade e o jeito tocado são dignos do Death Metal. Isso certamente proporciona uma musicalidade mais rápida e pegada, exatamente o que é feito nas até então inéditas "Amen & Attack" e "In The Name of God", que também demonstram um novo domínio sobre sua própria musicalidade. Isso se estende às guitarras, que dessa vez, de forma muito bem-vinda, solam. O disco também conta com um cover de "Headless Cross" do Black Sabbath, que caiu perfeitamente no estilo dos rapazes, além de "Nightcrawler" do Judas Priest, que todo mundo já tá careca de regravar. Também ficou ótima no "Lupus Power Metal" dos alemães. As outras duas, fechando o extended play, são "Living On A Nightmare", que pra quem é fã, não é nenhuma novidade pois ela faz parte do split EP lançado em 2011 ao lado do Mystic ProphecyStormwarrior e Lonewolf, e por fim, novamente "Amen & Attack", mas agora em uma linda versão orquestral.
Foi no fim de julho que veio o absolutamente aguardadíssimo e poderoso como sempre "Preachers of The Night", que trouxe o mesmo Powerwolf de sempre, mas fidelizando com os elementos adicionais já apresentados no EP aperitivo. Mas de forma geral, nenhuma surpresa, já que o estilo do conjunto é característico e qualquer mudança brusca pode descaracterizá-los.
Dois anos mais tarde foi a vez do álbum "Blessed & Possessed" vir à público, novamente sob grande clamor dos fãs. O trabalho segue a tendência iniciada em "Bible of The Beast" e a complementação com solos investida a partir de "Preachers of The Night". Disco fantástico, melódico e grudento, cheios de coros em latim e verdadeiros hinos, exatamente como se espera dos rapazes. Além da excelente musicalidade, as felizes novidades ficam por conta do CD bônus incluso na edição limitada, já que trás uma lista de 10 faixas covers de grandes canções de grandes bandas e artistas como Gary Moore, Iron Maiden, Savatage, Black Sabbath, entre vários outros!
Então aqui eis uma discografia que sei que era aguardada por muitos, claro que não à toa. Os bangers que os conhecem sabem bem do que estou falando. Como havia dito, os caras têm uma sonoridade única e diferente no meio metálico, e isso dá um diferencial muito importante. Quem gosta de Power Metal ou simpatiza com bandas de latente diferencial, podem baixar sem medo. Os lobos estão à solta!


 Return In Bloodred (2005)

01 - Mr. Sinister
02 - We Came To Take Your Souls
03 - Kiss of The Cobra King
04 - Black Mass Hysteria
05 - Demons and Diamonds
06 - Montecore
07 - The Evil Made Me Do It
08 - Lucifer In Starlight
09 - Son of The Morning Star


 Lupus Dei (2007)

01 - Intro: Lupus Daemonis
02 - We Take It From The Living
03 - Prayer In The Dark
04 - Saturday Satan
05 - In Blood We Trust
06 - Behind The Leathermask
07 - Vampires Don't Die
08 - When The Moon Shines Red
09 - Mother Mary Is A Bird of Pray
10 - Tiger of Sabrod
11 - Lupus Dei


 Bible of The Beast (2009)

01 - Opening: Prelude To Purgatory
02 - Raise Your Fist, Evangelist
03 - Moscow After Dark
04 - Panic In The Pentagram
05 - Catholic In The Morning... Satanist At Night
06 - Seven Deadly Saints
07 - Werewolves of Armenia
08 - We Take The Church By Storm
09 - Ressurrection By Erection
10 - Midnight Messiah
11 - St. Satan's Day
12 - Wolves Against The World


 Blood of The Saints (2011)

01 - Opening: Agnus Dei
02 - Sanctified With Dynamite
03 - We Drink Your Blood
04 - Murder At Midnight
05 - All We Need Is Blood
06 - Dead Boys Don't Cry
07 - Son of A Wolf
08 - Night of The Werewolves
09 - Phantom of The Funeral
10 - Die, Die, Crucified
11 - Ira Sancti (When The Saints Are Going Wild)

Download

 Wolfsnaechte 2012 Tour EP (Split) (2011)

01 - Powerwolf: Living On A Nightmare
02 - Mystic Prophecy: World of Emptiness
03 - Stormwarrior: Metal Legacy (Live)
04 - Lonewolf: Army of The Damned

 Alive In The Night (Live) (2012)

01 - Lupus Daemonis (Intro)
02 - Sanctified With Dynamite
03 - Prayer In The Dark
04 - Raise Your Fist, Evangelist
05 - We Drink Your Blood
06 - Werewolves of Armenia
07 - Dead Boys Don't Cry
08 - Resurrection By Erection
09 - Saturday Satan
10 - Lupus Dei

 The Rockhard Sacrament (EP) (2013)

01 - Amen & Attack
02 - In The Name of God
03 - Headless Cross (Black Sabbath Cover)
04 - Nightcrawler (Judas Priest Cover)
05 - Living On A Nightmare
06 - Amen & Attack (Orchestra Version)

Download

 Preachers of The Night (2013)

CD 1:
01 - Amen & Attack
02 - Secrets of The Sacristy
03 - Coleus Sanctus
04 - Sacred & Wild
05 - Kreuzfeuer
06 - Cardinal Sin
07 - In The Name of God (Deus Vult)
08 - Nochnoi Dozor
09 - Lust For Blood
10 - Extatum Et Oratum
11 - Last of The Living Dead

CD 2 - The Sacrilege Symphony:
01 - Amen & Attack (Orchestral Version)
02 - Coleus Sanctus (Orchestral Version)
03 - Kreuzfeuer (Orchestral Version)
04 - Cardinal Sin (Orchestral Version)

Download

 Blessed & Possessed (2015)

01 - Blessed & Possessed
02 - Dead Until Dark
03 - Army of The Night
04 - Armata Strigoi
05 - We Are The Wild
06 - Higher Than Heaven
07 - Christ & Combat
08 - Sanctus Dominus
09 - Sacramental Sister
10 - All You Can Bleed
11 - Let There Be Night

Bonus CD:
01 - Touch of Evil (Judas Priest Cover)
02 - Conquistadores (Running Wild Cover)
03 - Edge of Thorns (Savatage)
04 - Power and Glory (Chroming Rose Cover)
05 - Out In The Fields (Gary Moore Cover)
06 - Shot In The Dark (Ozzy Osbourne Cover)
07 - Gods of War Arise (Amon Amarth Cover)
08 - The Evil Men Do (Iron Maiden Cover)
09 - Headless Cross (Black Sabbath Cover)
10 - Nightcrawler (Judas Priest Cover)

Download (Ulozto)
Download (Zippyshare)

Gloryhammer - Discografia

E eis que surge mais uma banda (ou nesse caso, um projeto) de Epic Power Metal! Eu, particularmente, sou saturado com o Power Metal, pois muitas bandas estão surgindo e a maioria não oferece nada de novo ao gênero, fazendo músicas que são literal e puramente "mais do mesmo". Contudo, existem expoentes que não tem como você não dar uma chance e ouvir, e não elogiar. Um desses casos é o fantástico Gloryhammer!
Gloryhammer é um grandiosos projeto escocês idealizado em 2010, encabeçado por Christopher Bowes, consagrado como vocalista e tecladista do Alestorm, que todos conhecemos, foderosa banda de Pirate Metal. Dessa vez, ele saiu da "pirataria" e resolveu explorar o Power Metal épico, coisa que ele sempre quis fazer. Logo, pôs as mãos na massa para fazer esse projeto rolar, seguindo a linha do Rhapsody of Fire e Fairyland.
Para compôr a formação, chamou o vocalista Thomas Winkler, cujo vocal me impressionou, pois é perfeito para o gênero e não é enjoativo e chato como é o das novas bandas de Power Metal que estão surgindo. Também fizeram soma à formação o guitarrista Paul Templing, o baixista James Cartwright e o baterista Ben Turk. Christopher Bowes ficou com a função de apenas tecladista. Com esse line-up, ficaram prontos para nos contar as histórias sobre o reino de Fife, que se situa numa Escócia medieval fantasiosa onde reinam a mágica e a feitiçaria negra. As histórias onde o herói Angus McFife trava uma épica guerra contra Zargothrax, um mago negro, para libertar o povo de Dundee!
O aperitivo que antecedeu o lançamento foi o videoclipe da faixa "Angus McFife", que foi ao ar no dia 7 de março de 2013, onde já é demonstrada a jogava épica tanto no som quanto na vestimenta dos integrantes, que variam entre guerreiros e magos. Mais tarde naquele mês, no dia 29, o debut "Tales From The Kingdom of Fife" conhece a luz do dia e se apresenta de forma gloriosa!
Ao ouvir o disco, eu estava esperando algo épico mesmo, coisa que eu estava com saudade de ouvir, mas nada aparecia. Mas esse álbum saciou a minha sede! Épico do início ao fim! Ouvir na íntegra me fez apreciar ainda mais o vocal de Thomas Winkler. Muito foda! Ele não era conhecido por meio de nenhuma banda, mas agora sem dúvidas conseguiu seu reconhecimento por meio de uma voz em tom mais baixo e com raça e altos tons nos pré-refrões e refrões, que levam um coro consigo, onde sua voz se destaca, como manda o manual do Power Metal. Sem dúvidas, Gloryhammer é o que o gênero estava precisando!


 Tales From The Kingdom of Fife (2013)

01 - Anstruther's Dark Prophecy
02 - The Unicorn Invasion of Dundee
03 - Angus McFife
04 - Quest For The Hammer of Glory
05 - Magic Dragon
06 - Silent Tears of Frozen Princess
07 - Amulet of Justice
08 - Hail To Crail
09 - Beneath Cowdenbeath
10 - The Epic Rage of Furious Thunder
11 - Wizards! (Bonus Track)

Download

 Space 1992: Rise of The Chaos Wizards (2015)

01 - Infernus Ad Astra
02 - Rise of The Chaos Wizards
03 - Legend of The Astral Hammer
04 - Goblin King of The Darkstorm Galaxy
05 - The Hollywood Hootsman
06 - Victorious Eagle Warfare
07 - Questlords of Inverness, Ride To The Galactic Fortress!
08 - Universe On Fire
09 - Heroes (of Dundee)
10 - Apocalypse 1992

Bonus CD:
01 - Main Title
02 - The Attack On Triton
03 - Angus McFife XIII's Theme
04 - An Evil Wizard Does A Quest
05 - The King of California
06 - Ser Proletius Returns
07 - Lords of Space and Time
08 - To Claim Space Throne
09 - An Epic War Is Fight
10 - Dundee Will Fall

Download (Ulozto) (CD 1)
Download (Ulozto) (Bonus CD)

Download (Zippyshare) (CD 1)
Download (Zippyshare) (Bonus CD)

Bryan Adams - Discografia Comentada

Farofa, por assim dizer. Muita farofa, eu sei. Os nomes e letras de algumas músicas chegam a me deixar intrigado como "If You Wanna Leave Me (Can I Come Too?)" e "Please Forgive Me", mas faz parte. O que importa é que Bryan Adams é foda demais! Um ícone no Rock romântico, e uma pessoa admirável, por sinal. Eu cresci ouvindo músicas como "Heaven", "Summer of '69", "Run To You", "Straight From The Heart", entre várias outras, pois meus pais ouviam bastante, então consequentemente conheço e como se trata de canções belíssimas, e claro, Rock, acabei me apegando mais depois de mais velho.
Bryan Adams não se destaca apenas como músico multi-instrumentista de Melodic Rock; ele também é ator, fotógrafo, compositor, produtor musical e ativista social. Tem inúmeros prêmios e indicações e uma carreira em que dizer que é bem sucedida é eufemismo. Mas por sinal, não é tão bem sucedido na vida amorosa, o que é estranhamente normal com músicos românticos, haha... Divorciado, pai de duas filhas: Mirabella Bunny (nascida em 22 de abril de 2011) e Lula Rosylea (nascida em 14 de fevereiro de 2013). Bryan Adams também tem fortes convicções pessoais, o que o leva inclusive a um forte altruísmo por meio de sua própria fundação, a "The Bryan Adams Foundation", que almeja levar a educação a diversas partes do mundo, acreditando que esse é o maior presente que uma criança pode ter. Isso é apenas a ponta do iceberg das diversas atividades de caridade executadas por ele ao longo de décadas. Bryan Adams também é vegetariano e ateu. Fico muito feliz de ver um ateu fazendo a diferença no mundo ao seu modo, pois é uma verdadeira amostra que bondade não vem do céu, nem de inspiração divina, mas de sua própria consciência, que independe de religiões. A bondade é humana.
Enfim, falando agora do que interessa, um pouco de sua introdução no mundo musical e sua carreira. Bryan Adams nasceu em KingstonOntárioCanadá, em 5 de novembro de 1959, filho de pais imigrantes da Inglaterra. Sempre viajou muito ao redor do mundo, em especial Europa e Oriente Médio, devido ao fato de seu pai ser diplomata.
Seu interesse pela música começou cedo, aos 14 anos, quando trabalhava lavando pratos para juntar grana para comprar uma guitarra. Se ele fazia isso, era porque seus pais não davam mole, faziam o jovem Bryan Adams suar pra conseguir suas próprias coisas. Ele começou a surgir na música ensaiando com sua própria banda em um porão alugado de sua mãe em North Vancouver, até que decidiu também ser vocalista enquanto não arrumassem um, mas isso nunca aconteceria. Até os 18 anos, o garoto trabalhou com algumas bandas e gravou demos, fazendo boa reputação. Chegou a gravar um álbum com o Sweeney Todd, intitulado "If Wishes Were Horses", com apenas 16 anos. Tiveram canções demos suas que ganharam regravações de outros artistas antes mesmo dele lançar um álbum ou ter assinatura com alguma gravadora.
Já em 1978, com 18 anos, conheceu Jim Vallance por causa de um amigo em comum, e esse foi o início de uma longa parceria. Jim era baterista e compositor da banda Prism, e havia saído recentemente dela. Ele então se juntou com Bryan Adams e os dois começaram a trabalhar juntos, formando a banda dessa postagem, que leva o nome do, até então, jovem garoto.
O primeiro álbum saiu em fevereiro de 1980, autointitulado. Esse é o disco mais distante de quem o Bryan Adams viria a ser como músico, na minha opinião. Traços que são característica dele hoje em dia podem ser observados, mas as canções são um tanto rudimentares. Até sua voz é diferente, sem aquela rouquidão, que é sua marca. Uma voz mais moleca é apresentada, mesmo que a essa altura ele já estivesse na casa dos 20 anos de idade.
O Bryan Adams que todos conhecemos começou a brotar mesmo a partir de seu próximo lançamento, intitulado "You Want It, You Got It", e lançado em 1981. As canções agora se mostram melhor trabalhadas, com passagens melhor arranjadas, e enfim o charmoso rouco começa a ser utilizado em seu vocal. Por consequência, excelentes músicas foram produzidas como "Lonely Nights", "Fits Ya Good" e "You Want It, You Got It".
O sucesso internacional, que levou ao aumento das vendas de "You Want It, You Got It" e ao reconhecimento das canções desse álbum, veio a partir de 1983 quando o fantástico "Cuts Like A Knife" chegou às vitrines, seguido pelo incrível "Reckless" no ano subsequente. O alcance internacional sem dúvidas é justificado, pois são os dois álbuns que produziram os maiores hits da carreira do músico e que são tocadas nas rádios de flashback até hoje, além de, é claro, serem os trabalhos que mais gosto de escutar, até porque aí situam as principais faixas que cresci ouvindo. O primeiro nos presenteia com "This Time", "Straight From The Heart", "Cuts Like A Knife", "Let Him Know" e "The Best Was Yet To Come", por exemplo, e o segundo é poderoso, pois das 10 faixas, pelo menos 7 foram hits absolutos, sendo que as outras três são igualmente excelentes! Entre os maiores sucessos estão as clássicas "Heaven", "Summer of '69", "Somebody", "Run To You", "It's Only Love", que contou com a ilustre participação da fera Tina Turner. Extraordinariamente foda! O disco então rendeu ao cantor uma extensiva turnê mundial de duração de dois anos.
A sequência de sucessos continuou com o lançamento de "Into The Fire", em 1987, que trouxe ao top 10 faixas como as grandes "Heat of The Night" e "Hearts On Fire".
Interessante que em 1989, Bryan Adams gravou os backing vocals no álbum "Dr. Feelgood" do Mötley Crüe, assim como na faixa "Whatever It Takes" da Belinda Carlisle, presente em seu álbum "Runaway Horses". Belinda Carlisle é também famosa por sua canção "Heaven Is A Place On Earth", que é um de seus destaques, que inclusive recebeu uma fodástica regravação pelo Elvenking no álbum "Two Tragedy Poets... and A Caravan of Weird Figures", de 2008, versão conhecida pelos headbangers.
A bem sucedida estrada musical do músico seguiu à toda com o lançamento do lindo "Waking Up The Neighbours" em 1991, apresentando novos e absolutos hits como "Do I Have To Say The Words?", "(Everything I Do) I Do It For You" e "Can't Stop This Thing We Started". Mais uma extensa turnê mundial sucedeu o lançamento, que a exemplo dos discos anteriores, vendeu rapidamente e teve algumas canções no topo das paradas mundiais. Inclusive "(Everything I Do) I Do It For You" figurou por 16 semanas consecutivas no topo das paradas no Reino Unido.
Em novembro de 1993 saiu a compilação que me levou ao contato não-intencional (por meus pais ficarem ouvindo) e meu primeiro contato intencional com o Bryan Adams, chamada "So Far So Good", pois temos uma cópia física. O disco contém os maiores hits de até então, acrescidos da linda "Please Forgive Me". A compilação foi novamente ao topo das paradas no Reino Unido, Austrália e Alemanha. A sequência de belos e bem sucedidos lançamentos teve sequência com "18 Til I Die" (1996) e "On A Day Like Today" (1998), contendo hits como "The Only Thing That Looks Good On Me Is You" e "Let's Make A Night To Remember", "Cloud Number Nine" e "When You're Gone", gravada em dueto com Melanie C. (The Spice Girls).
Encerrando o milênio com o pé direito, veio a compilação "The Best of Me" em 1999, apresentando os sucessos que alcançaram as maiores posições nas principais billboards do mundo, além de duas novas canções: "The Best of Me" e "Don't Give Up".
Sua primeira atuação relevante no novo milênio foi fora do comum: o músico escreveu e atuou na trilha sonora para o filme "Spirit: Stallion of The Cimarron", da DreamWork. "Here I Am" foi sucesso absoluto, alcançando o top 5 no Reino Unido e top 20 na Alemanha. Álbum mesmo só foi sair em 2004, o excelente "Room Service", seis anos após o último, mostrando que Bryan Adams ainda estava com tudo, e ainda mais maduro. O disco foi sucedido pelo lançamento da compilação de dois discos "Anthology" em 2005, que traz uma nova versão de "When You're Gone" (em dueto com Melanie C., novamente), e em seguida o álbum "11", cujo nome diz tudo: o 11º álbum de estúdio de sua carreira. Ele é o que eu mais gosto do novo milênio, pois dá pra ver de modo claríssimo que mesmo com tantos anos tendo se passado, Bryan Adams continua a fazer música na mesma qualidade, com seu estilo característico intacto.
O disco mais recente é o "Bare Bones", de 2010, um lindo disco acústico. Interessante que em 2011 ele se apresentou no Nepal, se tornando o primeiro artista internacional a tocar naquele país, organizado pela ODC Network.
Enfim, Bryan Adams é um exímio artista. Um cara que impõe o máximo de respeito não só como músico, mas também como pessoa. Bem sucedido em sua carreira musical, com 20 Juno Awards entre 56 nomeações, 15 nomeações ao Grammy Award em uma vitória na categoria "Melhor Música Escrita Especialmente Para Uma Animação Ou Televisão". Além disso, também ganhou MTV, ASCAP e American Music Awards e vendeu mais de 100 milhões de cópias no mundo todo, o que faz dele um dos músicos que mais vendeu discos em todos os tempos, além de diversos outros prêmios. Como pessoa, tem sua própria fundação, que tenta melhorar a vida de milhares de crianças no mundo por meio da educação. O cara faz a diferença à sua maneira. Põe a mão na massa, corre atrás, é puro. Isso é algo a se admirar em qualquer ser humano. Eu fico muito feliz por conhecer a carreira dele, e admirar seu trabalho desde pequeno. Sem dúvidas, Bryan Adams é sensacional!


 Bryan Adams (1980)

01 - Hidin' From Love
02 - Win Some, Lose Some
03 - Wait and See
04 - Give Me Your Love
05 - Wastin' Time
06 - Don't Ya Say It?
07  - Remember
08 - State of Mind
09 - Try To See It My Way

Ouvir (Spotify)

 You Want It, You Got It (1981)

01 - Lonely Nights
02 - One Good Reason
03 - Don't Look Now
04 - Coming Home
05 - Fits Ya Good
06 - Jealousy
07 - Tonight
08 - You Want It, You Got It
09 - Last Chance
10 - No One Makes It Right

Ouvir (Spotify)

 Cuts Like A Knife (1983)

01 - The Only One
02 - Take Me Back
03 - This Time
04 - Straight From The Heart
05 - Cuts Like A Knife
06 - I'm Ready
07 - What's It Gonna Be?
08 - Don't Leave Me Lonely
09 - Let Him Know
10 - The Best Was Yet To Come

Ouvir (Spotify)

 Reckless (1984)

01 - One Night Love Affair
02 - She's Only Happy When She's Dancin'
03 - Run To You
04 - Heaven
05 - Somebody
06 - Summer of '69
07 - Kids Wanna Rock
08 - It's Only Love (feat. Tina Turner)
09 - Long Gone
10 - Ain't Gonna Cry

Ouvir (Spotify)

 Into The Fire (1987)

01 - Heat of The Night
02 - Into The Fire
03 - Victim of Love
04 - Another Day
05 - Native Son
06 - Only The Strong Survive
07 - Rebel
08 - Remembrance Day
09 - Hearts On Fire
10 - Home Again

Ouvir (Spotify)

 Hits On Fire (Compilation) (1988)

CD 1: Into The Fire
01 - Heat of The Night
02 - Into The Fire
03 - Victim of Love
04 - Another Day
05 - Native Son
06 - Only The Strong Survive
07 - Rebel
08 - Remembrance Day
09 - Hearts On Fire
10 - Home Again

CD 2: The Best of:
01 - Summer of '69
02 - It's Only Love (feat. Tina Turner)
03 - Straight From The Heart
04 - Somebody
05 - Heaven
06 - This Time
07 - Diana
08 - Run To You
09 - Cuts Like A Knife
10 - Kids Wanna Rock (Live)
11 - Heaven (Live)
12 - One Night Love Affair

 Waking Up The Neighbours (1991)

01 - Is Your Mama Gonna Miss Ya?
02 - Hey Honey, I'm Packing You In!
03 - Can't Stop This Thing We Started
04 - Though I'd Died and Gone...
05 - Not Guilty
06 - Vanishing
07 - House Arrest
08 - Do I Have To Say The Words?
09 - There Will Be Another Tonight
10 - All I Want Is You
11 - Depend On Me
12 - (Everything I Do) I Do It For You
13 - If You Wanna Leave Me (Can I Come Too?)
14 - Touch The Hand
15 - Don't Drop That Bomb On Me

Ouvir (Spotify)

 So Far So Good (Compilation) (1993)

01 - Summer of '69
02 - Straight From The Heart
03 - It's Only Love
04 - Can't Stop This Thing We Started
05 - Do I Have To Say The Words?
06 - This Time
07 - Run To You
08 - Heaven
09 - Cuts Like A Knife
10 - (Everything I Do) I Do It For You
11 - Somebody
12 - Kids Wanna Rock
13 - Heat of The Night
14 - Please Forgive Me

 Live! Live! Live! (Live) (1994)

01 - She's Only Happy When She's Dancin'
02 - It's Only Love
03 - Cuts Like A Knife
04 - Kids Wanna Rock
05 - Hearts On Fire
06 - Take Me Back
07 - The Best Was Yet To Come
08 - Heaven
09 - Heat of The Night
10 - Run To You
11 - One Night Love Affair
12 - Long Gone
13 - Summer of '69
14 - Somebody
15 - Walking After Midnight
16 - I Fought The Law
17 - Into The Fire

Ouvir (Spotify)

 18 Til I Die (1996)

01 - The Only Thing That Looks Good On Me Is You
02 - Do To You
03 - Let's Make A Night To Remember
04 - 18 Til I Die
05 - Star
06 - (I Wanna Be) Your Underwear
07 - We're Gonna Win
08 - I Think About You
09 - I'll Always Be Right There
10 - It Ain't A Party... If You Can't Come 'Round
11 - Black Pearl
12 - You're Still Beatiful To Me
13 - Have You Ever Really Loved A Woman?

Ouvir (Spotify)

 MTV Unplugged (Live) (1997)

01 - Summer of '69
02 - Back To You
03 - Cuts Like A Knife
04 - I'm Ready
05 - Fits Ya Good
06 - When You Love Someone
07 - 18 Til I Die
08 - I Think About You
09 - If Ya Wanna Be Bad, Ya Gotta Be Good/Let's Make A Night To Remember
10 - The Only Thing That Looks Good On Me Is You
11 - A Little Love
12 - Heaven
13 - I'll Always Be Right There

Ouvir (Spotify)

 On A Day Like Today (1998)

01 - How Do Ya Feel Tonight
02 - C'mon C'mon C'mon
03 - Getaway
04 - On A Day Like Today
05 - Fearless
06 - I'm A Liar
07 - Cloud Number Nine
08 - When You're Gone (feat. Melanie C.)
09 - Inside Out
10 - If I Had You
11 - Before The Night Is Over
12 - I Don't Wanna Live Forever
13 - When The Angels Fear To Tread
14 - Lie To Me

Ouvir (Spotify)

 The Best of Me (Compilation) (1999)

01 - The Best of Me
02 - Can't Stop This Thing We Started
03 - I'm Ready
04 - Summer of '69
05 - Let's Make A Night To Remember
06 - All For Love
07 - Have You Ever Really Loved A Woman?
08 - Run To You
09 - Cloud Number Nine
10 - (Everything I Do) I Do It For You
11 - Back To You
12 - When You're Gone
13 - Please Forgive Me
14 - The Only Thing That Looks Good On Me Is You
15 - Inside Out
16 - Don't Give Up

Ouvir (Spotify)

 Spirit: Stallion of The Cimarron (Soundtrack Album) (2002)

01 - Here I Am (End Title)
02 - I Will Always Return
03 - You Can't Take Me
04 - Get Off My Back
05 - Brothers Under The Sun
06 - Don't Let Go (feat. Sarah McLachlan)
07 - This Is Where I Belong
08 - Here I Am
09 - Sound The Bugle
10 - Run Free
11 - Homeland (Main Title)
12 - Rain
13 - The Long Road Back
14 - Nothing I've Ever Known
15 - I Will Always Return (Finale)

Ouvir (Spotify)

 Room Service (2004)

01 - East Side Story
02 - This Side of Paradise
03 - Not Romeo, Not Juliet
04 - Flying
05 - She's A Little Too Good For Me
06 - Open Road
07 - Room Service
08 - I Was Only Dreamin'
09 - Right Back Where I Started From
10 - Nowhere Fast
11 - Why Do You Have To Be So Hard To Love?

Ouvir (Spotify)

 Anthology (Compilation) (2005)

CD 1:
01 - Remember
02 - Lonely Nights
03 - Straight From The Heart
04 - Cuts Like A Knife
05 - This Time
06 - Run To You
07 - Somebody
08 - Heaven
09 - Summer of '69
10 - One Night Love Affair
11 - It's Only Love (feat. Tina Turner)
12 - Heat of The Night
13 - Hearts On Fire
14 - (Everything I Do) I Do It For You
15 - Can't Stop This Thing We Started
16 - There Will Never Be Another Night
17 - I'd Died and Gone To Heaven
18 - The Best of Me

CD 2:
01 - Please Forgive Me
02 - All For Love (feat. Sting and Rod Stewart)
03 - Have You Ever Really Loved A Woman?
04 - Rock Steady (feat. Bonnie Raitt) (Live)
05 - The Only Thing That Looks Good On Me Is You
06 - Let's Make A Night To Remember
07 - Star
08 - Back To You (Live)
09 - I'm Ready (Live)
10 - On A Day Like Today
11 - Cloud Number Nine (Chicane Mix)
12 - Here I Am (End Title)
13 - This Side of Paradise
14 - Why Do You Have To Be So Hard To Love?
15 - Open Road
16 - 18 Til I Die (Live)
17 - When You're Gone (feat. Melanie Chisholm)
18 - So Far, So Good

Ouvir (Spotify)

 11 (2008)

01 - Tonight We Have The Stars
02 - I Thought I'd Seen Everything
03 - I Ain't Losin' The Fight
04 - Oxygen
05 - We Found What We Were Looking For
06 - Broken Wings
07 - Somethin' To Believe In
08 - Mysterious Ways
09 - She's Got A Way
10 - Flower Grown Wild
11 - Walk On By

Ouvir (Spotify)

 Bare Bones (Live) (2010)

01 - You've Been A Friend To Me
02 - Here I Am
03 - I'm Ready
04 - Let's Make A Night To Remember
05 - It Ain't A Party (If You Can't Come 'Round)
06 - (Everything I Do) I Do It For You
07 - Cuts Like A Knife
08 - Please Forgive Me
09 - Summer of '69
10 - Walk On By
11 - Cloud Number Nine
12 - It's Only Love
13 - Heaven
14 - The Right Place
15 - The Way You Make Me Feel
16 - Only Thing That Looks Good On Me Is You
17 - You're Still Beautiful To Me
18 - Straight From The Heart
19 - I Still Miss You A Little Bit
20 - All For Love

Ouvir (Spotify)

 Tracks of My Years (2014)

01 - Any Time At All
02 - She Knows Me
03 - I Can't Stop Loving You
04 - Kiss and Say Goodbye
05 - Lay Lady Lay
06 - Rock and Roll Music
07 - Down On The Corner
08 - Never My Love
09 - Sunny
10 - The Tracks of My Tears
11 - God Only Knows
12 - You've Been A Friend To Me
13 - Help Me Make It Through The Night
14 - C'mon Everybody
15 - Many Rivers To Cross
16 - You Shook Me

Ouvir (Spotify)

 Get Up (2015)

01 - You Belong To Me
02 - Go Down Rockin'
03 - We Did It All
04 - That's Rock and Roll
05 - Don't Even Try
06 - Do What Ya Gotta Do
07 - Thunderbolt
08 - Yesterday Was Just A Dream
09 - Brand New Day
10 - Don't Even Try (Acoustic Version)
11 - We Did It All (Acoustic Version)
12 - You Belong To Me (Acoustic Version)
13 - Brand New Day (Acoustic Version)

Ouvir (Spotify)