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sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

The 11th Hour - Discografia

Essa é pra quem tá afim de um som atordoante, solitário e melancólico. É pra quem gosta de sentar, ouvir, fechar os olhos, e sentir a atmosfera noturna e esmagadora de um Funeral Doom Metal bem ambientalizado fluir pelos ouvidos e pesar o peito. Se você for do tipo de ouvir música, ao invés de escutá-la, pode ser que esse seja o seu sentimento com o The 11th Hour.
Foi engraçado quando descobri que se tratava de um projeto idealizado pelo multi-instrumentista holandês Ed Warby. Não havia parado pra pensar o que mais ele poderia fazer, uma vez que a única coisa que sabia sobre ele é que é o único membro oficial do Ayreon e Star One, projetos do gênio Arjen Anthony Lucassen que sou declaradamente fascinado. Nunca havia parado pra pensar o que mais ele poderia fazer além de tocar bateria, e que outros projetos ele participa. Foi uma grata surpresa conhecer uma excelente banda encabeçada por ele, oriunda de uma dimensão completamente diferente do que Arjen Lucassen faz.
O projeto nasceu na Holanda do Sul, localidade da Holanda, em 2008. Ed Warby estava afim de fazer algo que seguisse uma linha profunda, baseada no Doom Metal... e assim o fez. Fundou o The 11th Hour e chamou Rogga Johansson para dividir responsabilidades. Dessa forma, enquanto ambos compunham as letras, Ed Warby cuidava de todos os instrumentos e vocal limpo, e Rogga se preocupava em introduzir seus cavernosos vocais guturais.
Após um tempo de trabalho, assinaram com a poderosa Napalm Records e a amostra do que a dupla é capaz de fazer é o debut "Burden of Grief", de 2009. O disco é lindo, cara. Além do urrado Funeral Doom Metal, pitadas leves de Symphonic e algo mais forte de Death Metal também é apresentado, o que dá maior força às cordas. A audição é recheada de riffs de guitarra pesados, prolongados e tristes, teclados base dando certo epicismo e maior qualidade à aura, e alternâncias de modalidades vocais que teatralmente transpiram revolta, tristeza e inconformidade. Enquanto Rogga Johansson tem um gutural bem fechado, Ed Warby expõe um vocal mais nasal, técnica mais típica de povos desérticos. Até por isso, me lembrou muito à performance do Mats Levén (Krux, ex-TherionAt Vance e Yngwie Malmsteen) ao cantar pelo Amaseffer. E de fato, em alguns momentos Ed Warby soa de forma desértica, pelo jeito como as notas se elevam e vibram. Em suma, um trabalho foda, conceitual, que conta a história de um homem prestes a morrer de câncer no pulmão.
No meio tempo até o próximo álbum, a formação foi complementada com a chegada do guitarrista Frank Harthoorn e do baixista Daniël Huijben em 2010, e do vocalista gutural Pim Blankenstein em 2011, substituindo Rogga Johansson.
A nova formação lançou mais um álbum três anos mais tarde, em 2012. O segundo, também via Napalm Records. "Lacrima Mortis", por sinal, foi inteiramente criado por Ed Warby, com exceção de alguns detalhes e passagens que Pim Blankenstein contribuiu. O negócio é que esse disco tem uma postura um pouquinho diferente de "Burden of Grief": ele é mais cadenciado por meio de uma menor influência do Death Metal e um pouco de mais atenção ao lado Funeral Doom, mas sem se arrastar demais. Outro detalhe é a presença de solos, um adicional muito bem-vindo. Mas de geral, são parecidos, tanto no estilo quanto no fato de gostar de abrir espaços para o piano. É foda, mais um excelente álbum!
O The 11th Hour faz um som lindo e interessante pra quem curte esse subgênero do Doom Metal. O contraste entre vocais limpos e guturais dá um ar diferenciado ao som, e suas influências de Death Metal não deixam a peteca cair completamente, contribuindo com trechos mais pegados. Prato cheio para você que é adepto do lado mais melancólico do underground.


 Burden of Grief (2009)

01 - One Last Smoke
02 - In The Silent Grave
03 - Origins of Mourning
04 - Weep For Me
05 - Atonement
06 - Longing For Oblivion


 Lacrima Mortis (2012)

01 - We All Die Alone
02 - Rain On Me
03 - The Death of Life
04 - Tears of The Bereaved
05 - Reunion Illusion
06 - Nothing But Pain
07 - Bury Me


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