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sábado, 7 de dezembro de 2013

King of Bones - Discografia

Não tem jeito. Quem diz que o Rock 'n' Roll está morto, está redondamente enganado. Todos nós, que acompanhamos o Rock e o Metal, testemunhamos o nascimento e crescimento de bandas dos mais variados tipos. Umas são inovadoras, outras fazem mais do mesmo, e ainda outras fazem algo que não é exatamente novidade, mas ainda assim, fazem de modo atraente e que te prende.
Gosto muito de pensar no fato de que o Rock e Metal no Brasil estão em ascensão em diversos gêneros, com representantes maravilhosos em cada um deles. São bandas novas, com alto potencial, que merecem ser ouvidas. Tem bandas que eu acabo conhecendo que apesar de fazerem algo diferente ou foda, eu não me prendo. Eu sou meio difícil de me cativar de verdade por alguma banda. Embora eu ouça tudo, não é tão fácil mesmo eu me apaixonar por algo. Quando meu ciclo de vício em algum conjunto termina e eu não tenho outra banda pra ouvir incansavelmente, eu fico até meio sem norte, hahaha...
Felizmente, no ano de 2009, nasceu, em São Paulo, uma banda que capturou minha atenção e meu coração de tal forma que eu desenvolvi um forte sentimento pelo que fazem. Seu nome é King of Bones, e sua sonoridade é um potente e convidativo Hard 'n' Heavy, uma mistura entre Heavy Metal e Hard Rock.
Até o momento, a banda conta apenas com um álbum, o fantástico debut independente "We Are The Law", lançado em 2012. Apesar de ser o primeiro disco, os paulistanos demonstram maturidade, competência e lucidez sobre o que estão fazendo. O quão foda isso aqui é, não é brincadeira! A sonoridade é um pouco mais puxada pro Hard Rock, mas o Heavy Metal contribui com peso, técnica e versatilidade!
Com músicos tão talentosos, não foi difícil produzir um disco de alto nível; Júlio Federici é dono de um vocal extremamente versátil que soa de diferentes formas dependendo da nota. O aumento e diminuição do tom são suaves e perfeitas, principalmente quando eleva para notas agudas. Sua voz tem aquele rasgado no background; é presencial, impositiva e mostra que ele se encontra no ambiente. Para se ter uma ideia, nas primeiras vezes que ouvi, cheguei a pensar que era Nando Fernandes (ex-Hangar).
Já o guitarrista Rene Matela contribui com pesados e empolgantes riffs, que o levam a frequentemente tocar "air guitar". Bacana que não há exagero: seus riffs são variados, não são prolongados, e seus solos são técnicos e velozes por hora, e cheios de feeling por outra. Seus feitos são apoiados pelo contra-baixo de Rafael Vitor, que acrescenta um peso possível de sentir no peito.
Por fim, a bateria de Renato Nassif também se faz digna de destaque, pois faz mais do que o dever de casa. Também sofre variação, doa empolgação e insere o ritmo certo nas passagens certas, nem sempre se limitando ao básico.
A combinação de todos os celestes elementos dos quatro integrantes, aliados a um notável sentimento de união e amizade entre eles, acabaram por dar a luz a um álbum que tem pinta de clássico. As melodias grampeiam na cabeça, principalmente devido aos refrões grudentos. Não é grudento no sentido negativo, mas o mais positivo possível, pois simplesmente você não se esquece. Por várias vezes acordei ou passei o dia com os refrões de músicas brilhantes como "We Are The Law", "Rise and Fall", "I Won't Be Wrong", "Fly Away" (principalmente) e "Find Your Salvation" na cabeça, o que me obrigava a ficar cantarolando, ou, quando possível, correr para ouvir o disco inteiro e cantar junto. Isso é reflexo de um álbum fácil de dissimilar, o que é ótimo no mundo de hoje, onde vários trabalhos de difícil dissimilação são lançados, obrigando-nos a ouvir várias vezes para finalmente entender bem a bagaça.
É de se esperar, ao meu ver, que no futuro, os fãs olharão para o primeiro disco e falarão "aquele lá é clássico, aquele lá é foda!" De fato, o King of Bones é uma banda recomendadíssima para todos que gostam de música bem tocada, independente do gênero, em razão de sua grande capacidade de cativação.
Outro passo notável na (ainda curta) carreira do conjunto é ter conquistado importantes companhias como a de Andre Matos (ex-Angra e Shaman), com quem excursionaram no segundo semestre de 2013, abrindo seus shows de comemoração dos 20 anos de lançamento do álbum "Angels Cry", do Angra. Tive a oportunidade de ver dois shows dessa turnê, e um deles foi em Leopoldina, interior de Minas Gerais, no dia 15 de novembro, felizmente, já com o King of Bones abrindo. Para se ter uma ideia do tamanho da habilidade desses caras, a experiência que você tem ao vê-los ao vivo é a mesma de estúdio. Os músicos são fodas e não perdem o pique, mesmo com o nível de dificuldade do vocal de Júlio Federici. Não teve como eu não me empolgar, e até comprar o CD dos caras com dinheiro que não tinha, hahaha!
Quando eu disse mais acima sobre o "sentimento de união da banda", é porque eu os conheci lá, e deu pra perceber o quão unidos são. Além disso, são humildes e atenciosos, o que, certamente, aumentou ainda mais a minha admiração por eles e pela banda. Experiência foda!
Por esses e vários outros motivos, o King of Bones é uma banda que merece crescimento em progressão geométrica, expondo a qualidade de seu som para o máximo de pessoas possível. Na minha humilde opinião, é um tanto difícil que desagradem ao ouvinte! E, claro, por último, comprem o CD através do site oficial ou entrando em contato com eles no Facebook (aproveitem para curtir!). Vale a pena. Encarte lindão!


 We Are The Law (2012)

01 - We Are The Law
02 - Find Your Salvation
03 - Fly Away
04 - Never Look Back
05 - Heroes
06 - Hell's Pub
07 - A New Day
08 - I Won't Be Wrong
09 - Time To Believe
10 - Broken Dreams
11 - Beginning of The End
12 - Rise and Fall


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