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domingo, 4 de agosto de 2013

The Pretty Reckless - Discografia

Injustiçados. É com essa palavra que inicio essa publicação. Injustiçados. Essa é mais uma postagem daquelas que se você não gosta ou não estiver interessado nas minhas palavras, é melhor simplesmente ignorar e procurar algo que lhe agrade. Julgar determinadas bandas por seus fãs é algo instintivo, é comum, infelizmente. Muitas vezes nem temos culpa. Acontece nas melhores famílias. Mas há bandas que não valem a pena o julgamento pré-concebido, mas claro, abrindo direitos para não gostar do gênero executado de fato, pois isso também conta.
Contudo, o preconceito acontece feio com o The Pretty Reckless, até porque uma coisa é certa: o que vemos por aí geralmente são patricinhas curtindo a banda e dando uma de rockeirinhas rebeldes, as mesmas que vestem uma camisa do Nirvana só por causa do Kurt Cobain. Eu tive essa repulsa inicial. É um pouco complicado não ter, pra ser franco! Mas admito que procurei ouvi-los não apenas para conhecer e saber do que se trata, mas também para formar uma opinião sólida negativa... e me fodi. Gostei muito! E talvez até por estar com baixa expectativa (ou nenhuma, pois estava esperando um desastre total), me impressionei positivamente. Além da Taylor Momsen ser maravilhosa fisicamente, uma delícia, sua voz é forte, poderosa, linda. Canta fácil!
Antes de tudo, principalmente a partir de 2007, a linda e na época adolescente estadunidense Taylor Momsen era conhecida 'apenas' como atriz, principalmente em decorrência de seu papel no seriado estadunidense Gossip Girl, onde interpretava a personagem Jenny Humphrey. Mas sua repercussão mundial não se limitaria a isso. A garota seguia carreira musical desde cedo, além da carreira de modelo.
Acostumada com os holofotes iluminando seu ser, Taylor já conhecia e havia trabalhado com diversos produtores. Porém, em 2009 conheceu o Kato Khandwala. O que a havia prendido ao produtor era o fato dele trabalhar com Rock, e se opôr ao Pop. Esse tipo de escolha demonstra de forma profunda como a cabeça de Taylor funciona no que diz respeito ao meio musical e aos seus propósitos nele, o que afeta diretamente o calçamento de sua banda e rechaça algum temor de que possa se desvirtuar do gênero com o passar dos anos. Kato apresentou o guitarrista Ben Phillips à Taylor, e a ideia de uma banda se solidificou. Os três começaram então a compor músicas juntos. Pouco depois, outros músicos cujos nomes não são revelados viriam a se juntar ao trio, e assim, em solo nova iorquino, surgia o The Reckless. Pouco depois o nome foi forçado a ser alterado devido a conflitos de marca, e assim a banda se intitulou como hoje é conhecida: The Pretty Reckless.
As coisas aconteceram bastante rápido para eles; já  no dia 5 de maio daquele mesmo ano, o primeiro show foi apresentado. Após sete shows (que ocorreram naquele mesmo mês) o line-up sofreu alterações. Foi aí que entrou a formação inicial conhecida: Taylor Momsen no vocal e guitarra rítmica, John Secolo na guitarra solo, Matt Chiarelli no baixo e Nick Carbone na bateria. Essa formação não durou apenas um mês como a anterior, mas também durou pouco, se estendendo até o ano seguinte, quando novamente foi inteiramente reconfigurada com, além de Taylor, a volta de Ben Phillips, o baixista Mark Damon e o baterista Jamie Perkins.
O ano de 2010 também foi agitado. Não sei em que momento cronológico o EP rusticamente intitulado "Unreleased" foi lançado, mas ele contém faixas que perceptivelmente são demos. Isso me leva a crer que veio antes de qualquer trabalho lançado pela banda. Estou disponibilizando esse disco por camaradagem, pois as músicas não lançadas (afinal, esse EP não foi lançado oficialmente) são muito boas e podem servir de peça de colecionador para aqueles que gostam de absorver conhecimento sobre músicas "ocultas". De qualquer forma, partindo do pressuposto de que esse seja o primeiro trabalho de fato, ele já veio com um excelente e promissor prelúdio do que viria a ser a banda: um Alternative Rock guiado por uma vocalista técnica, de voz firme e que tem o dom da presença, da imposição. A qualidade de gravação também é excelente! O foda é que se julgar pelas primeiras quatro faixas, realmente dá um clima de banda de garotinha. Mas a coisa vai ficando melhor, mais pesada e mais interessante ao longo do restante do EP. Para mim, letra não é tudo. Ouço bandas muito mais pela sonoridade, e se as letras forem fodas, é apenas mais um motivo para eu gostar. Logo, as letras adolescentes desse trabalho inicial não atrapalham as minha apreciação.
Todo o excelente trabalho rendeu ao grupo um contrato com a Interscope Records, possibilitando mais lançamentos relevantes. O primeiro deles foi o EP homônimo, lançado no dia 22 de junho de 2010, que recebeu positivas críticas da mídia especializada, e até mesmo confusão de rótulos, com cada revista falando uma coisa e até a Rolling Stone até rotulando como "genérico". Isso é o legal do The Pretty Reckless: um alternativo que não cabe muito no rótulo. Influências de Punk e Grunge, por exemplo, são percebidas em pitadas aqui e ali. O compacto contém quatro faixas, duas das quais são hits e viriam a compor o debut.
Não tardou, e já no dia 31 de agosto o primeiro 'full-length' foi lançado, intitulado "Light Me Up". Foi por esse álbum que conheci a banda. Por acidente vi para baixar, e aproveitei a oportunidade para, como eu disse no início da postagem, ouvir só para criticar. Eu esperava um desastre total, uma bela duma bosta entupindo uma privada... por isso fui pego desprevenido. A forte pegada de "My Medicine" por parte das guitarras e principalmente da bateria, em combinação com a  magnífica voz de Taylor me prenderam a atenção. Achei bem interessante. Então pus a segunda, "Since You're Gone", que também me prendeu absorveu muito porque o baixo tem um peso que pouco se vê até mesmo em bandas de Metal, e o instrumento caminha junto com uma bateria expressiva e energética. Incrível! Então parti para a terceira, "Make Me Wanna Die" (a faixa que mais gosto), e o mesmo poder foi apresentado, mas de uma forma mais sinfônica, à base de violinos e tudo mais, mostrando que o conjunto abre o leque de criatividade e utiliza o que for possível para fazer música variada e de qualidade. Depois dessa, selecionei o restante do disco de uma vez, ouvi, e repeti mais uma vez ao término do mesmo. O álbum é espetacular, e eu quebrei a cara feio pensando que era banda superestimada de patricinha e que seria uma merda. As únicas faixas que me "preocuparam" um pouco foram "Light Me Up" e "Just Tonight", que me deram um tímido sentimento de Pop, mas bem tímido, pois se tem algo que a banda não faz, é música Pop. De resto, tudo magnífico, sejam as lindas baladas como "Nothing Left To Lose" e "You", ou as mais pegadas como "Miss Nothing", "Goin' Down" ou "Factory Girl". Para quem curte um bom Alternativo, acredito que esse disco seja indispensável!
Após o debut, finalmente a banda deu uma aquietada nos lançamentos, desfrutando de shows e do sucesso alcançado por suas singles, principalmente "Make Me Wanna Die", que chegou ao topo das paradas. Novidades só vieram em 2012, com  mais um EP para o acervo: "Hit Me Like A Man". Ele contém cinco faixas, sendo duas delas versões ao vivo de "Make Me Wanna Die" e "Since You're Gone", e as outras três, canções inéditas. Se tem algo que eu temia com o The Pretty Reckless, é que um dia viesse a se desvirtuar dos caminhos roqueiros e se converter ao Pop, a exemplo de Avril Lavigne. Mas após saber das intenções iniciais de Taylor ao trabalhar com o produtor Kato Khandwala pelo fato dele trabalhar com Rock e rechaçar o Pop, senti um pouco de segurança. O complemento definitivo a essa segurança veio com esse EP, devido às três novas faixas, que são fodas e interessantes, em especial a última, chamada "Cold Blooded", que demonstra uma linda pegada Blues/Rock Progressivo. Pelo visto, Taylor e cia. seguirão explorando o que há de melhor no Rock, principalmente em função de suas influências, que vão de The Beatles e Oasis à Nirvana e Joan Jett.
O ano também foi marcado pela primeira passagem da banda no Brasil, tocando no dia 3 de agosto em Curitiba, no dia 4 em São Paulo e no dia 5 no Rio de Janeiro. Outra novidade do ano foi o anúncio de que o segundo álbum de estúdio estava sendo desenvolvido. A dedicação estava pesada e minuciosa. Reflexo disso é que demorou mais de um ano para que tudo fosse finalizado.
No dia 12 de março de 2014, após uma longa espera, finalmente o segundo e excelente álbum de estúdio "Going To Hell" foi lançado. O amadurecimento é evidente desde a primeira faixa. A composição das músicas está mais versátil, melhor elaborada, mais rica e um pouquinho mais complexa. Digo isso pois o primeiro disco é mais simples, enquanto esse aqui tem sua riqueza, e o som está um pouco mais pesado. Pelas criações mais dinâmicas, não ficou tão grudento quanto "Light Me Up", mas ficou igualmente excelente. Os violões seguem sendo bastante utilizados, e tem faixas que têm arranjos que esbanjam criatividade, enquanto tem outras que nem tanto, como em "Heaven Knows", que lembra demais ao Queen.
De qualquer forma, "Going To Hell" é mais um álbum satisfatório, sem dúvidas, e dentro das expectativas do que se esperava de Taylor Momsen e cia.
Com alguma frequência, vejo lá e cá alguma comparação com a Avril Lavigne sendo feita. Acredito que seja cabível (quando usa-se como referência a época 'rebelde' da canadense), mas nem tanto assim, não só pelo fato do The Pretty Reckless ser bem melhor na minha opinião, mas também porque de alguma forma, as duas fazem coisas um pouco distintas. A sonoridade da banda da Taylor tem muito mais riqueza, mais força, é mais ampla, enquanto isso não acontecia com a Avril. Exatamente por isso gostar do The Pretty Reckless e não gostar da Avril Lavigne é possível. De qualquer forma, aí está uma discografia para quem tem cabeça aberta, pois a banda é demais! Meu pensamento é de que é uma banda foda nas mãos do público errado... infelizmente não existe um filtro de fãs, então acaba dando nisso, até porque a sonoridade da banda é bastante acessível. Para mim, particularmente, foi uma grata surpresa conhecer e gostar tanto deles! Engraçado é pensar que a Taylor é menos de um mês mais nova do que eu (somos de 1993), e tem todo esse talento, toda essa atitude, toda essa fama, tanta realização na vida. Isso é admirável! Para finalizar, se você não gosta da banda por A, talvez curta por B com esse gif maravilhoso.


 Unreleased (EP) (2010)

01 - Blender
02 - Superhero
03 - Panic
04 - Where Did Jesus Go?
05 - Void and Null
06 - S.U.S.
07 - Heart
08 - Blonde Rebellion
09 - Everybody Wants Something From Me
10 - Far From Never


 The Pretty Reckless (EP) (2010)

01 - Make Me Wanna Die
02 - My Medicine
03 - Goin' Down
04 - Zombie


 Light Me Up (2010)

01 - My Medicine (Single Version)
02 - Since You're Gone
03 - Make Me Wanna Die
04 - Light Me Up
05 - Just Tonight
06 - Miss Nothing
07 - Goin' Down
08 - Nothing Left To Lose
09 - Factory Girl
10 - You
11 - Far From Never (Demo Version) (Bonus Track)
12 - Everybody Wants Something From Me (Demo Version) (Bonus Track)


 Hit Me Like A Man (EP) (2012)

01 - Make Me Wanna Die (Live)
02 - Hit Me Like A Man
03 - Under The Water
04 - Since You're Gone (Live)
05 - Cold Blooded

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 Going To Hell (2014)

01 - Follow Me Down
02 - Going To Hell
03 - Heaven Knows
04 - House On A Hill
05 - Sweet Things
06 - Dear Sister
07 - Absolution
08 - Blame Me
09 - Burn
10 - Why'd You Bring A Shotgun To The Party
11 - Fucked Up World
12 - Waiting For A Friend
13 - Kill Me (Bonus Track)
14 - Going To Hell (Live Acoustic) (Bonus Track)
15 - Sweet Things (Acoustic Version) (Bonus Track)
16 - Only You (Bonus Track)

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