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domingo, 4 de agosto de 2013

Giovanni Sena (Age of Artemis) - Entrevista

Essa é a primeira vez que o Warriors Of The Metal traz uma postagem bem diferente do que normalmente é feito. Todos que aqui visitam sabem que somos um site de download gratuito de conteúdo de Rock, Metal e gêneros primos. Entretanto, algumas coisas muito bacanas acontecem na vida de um blogueiro. Coisas tais que ficam difíceis de deixar pra lá, de ignorar, ou de manter com uma baixa repercussão, se limitando ao Facebook, por exemplo, onde não é tão agradável de se fazer extensas leituras, uma vez que é um ambiente no qual somos tomados por um sentimento de pressa, imediatista, nos inibindo de lermos longos textos, e consequentemente, entrevistas também.
Quando escrevi a publicação da discografia do Age of Artemis, excelente banda brasiliense que mistura elementos de Power Metal e Progressive Metal (além de outras influências), tive o prazer de perceber que, por meio de amigos que acessam o site, a postagem chegou ao conhecimento da banda. Não tardou e o baixista Giovanni Sena entrou em contato comigo pedindo para acoplar links de compra do álbum "Overcoming Limits", como mais uma forma de ajudá-los. Foi o que fiz, e o contato se manteve. Um debate sobre os prós e contras dos downloads gratuitos se desenrolou, e com o passar dos dias e das conversas, surgiu por iniciativa dele a ideia de uma entrevista. Achei muito interessante esse tipo de coisa, que era nova para mim até então, e acatei a ideia. Contudo, fiquei preocupado de não postar aqui no site, pois o cunho não é esse. A entrevista foi feita então. Falamos sobre as influências de infância do músico, seus primeiros contatos com instrumentos musicais, passando pelo Age of Artemis, pelo fato do vocalista Alírio Netto ser cotado como possível sucessor de Edu Falaschi no Angra, pelo novo álbum com previsão de lançamento para o fim do ano, e até mesmo por suas admirações de fora da música pesada. Quando lancei o resultado no Faebook, vi que ficou realmente bacana, e acabou que, numa breve conversa com os outros moderadores (Cláudio e Rudão), chegamos à conclusão de que uma pérola como essa não poderia ser deixada na timidez do esquecimento, e decidimos que seria benéfico postar aqui. É o que estou fazendo.
Gostaria de deixar claro que esse não se tornará o direcionamento principal do Warriors Of The Metal. Continuaremos com o foco em downloads e "bio-resenhas" de discografias de bandas. Se mais entrevistas serão feitas? Quem sabe. Espero que sim. Caso sejam, com certeza serão postadas aqui, como uma forma de complemento divertido e interessante ao acervo do site.
Portanto, essa é a deixa para quem não conhece essa fodástica banda que o Age of Artemis é. Baixem, conheçam, e inspirem-se por essa breve entrevista que foi legal de se fazer! Não sei se levo jeito, ainda assim, a oportunidade me deixa muito feliz!

Segue abaixo o resultado na íntegra, lembrando que opiniões são bem-vindas!
Acompanhem:


WOTM: Boa noite, Giovanni! Vamos começar perguntando por você. A maioria dos headbangers começam a caminhar na estrada de ouvinte de música pesada ainda na adolescência, se não antes disso. Seu primeiro contato com o Heavy Metal aconteceu com que idade? Houve alguma influência de pais, amigos ou parentes?
GIOVANNI: Comecei ouvindo o rock nacional, bandas como Ultraje, Paralamas, Titãs, isso ainda nos anos 80. Daí, conheci o Jerry, hoje em dia ainda tenho contato dele. Jerry é mais velho que eu, e tinha uma grande coleção de vinil. Por intermédio dele, uma fita cassete foi gravada pra mim. O disco era “Soldiers of Sunrise” do Viper, no mesmo ano que o disco foi lançado 1987. Daí a partir da audição dessa fita, que não parava de rodar, minha vida mudou, pois aquele som me fez conhecer outras bandas do gênero. Passei a conhecer o Iron Maiden, Metallica, Picture (não sei se essa banda ainda existe) e afins. Virei um colecionador também de vinis, modesto, mas passei a comprar muitos vinis de bandas que gostava e o resto é história.

WOTM: Quando pequenos, ainda não temos identidade musical. Ouvimos praticamente qualquer coisa que chega até nós. Antes de descobrir o vasto mundo do Metal, que tipo de música você ouvia?
GIOVANNIAcho que tive sorte, pois o contato que tive com a música quando criança me influencia até os dias de hoje. Sou bastante aberto quanto ao estilo musical. Ouço tudo que me agrada. Quando criança, ouvi muito “chorinho“, artistas como Altamiro Carrilho, Waldir Azevedo, Jacob do Bandolim, um pessoal que ainda hoje costumo ouvir. Isso era o que meu pai costumava ouvir, e de tabela, graças a ele, tive o contato com essa música brasileira riquíssima.

WOTM: É sempre muito bom ver músicos de mente aberta! Acredito que isso enriqueça o artista de modo além da imaginação. Agora, Giovanni, em relação a banda preferida, todo mundo tem uma, ou que pelo menos conserva um carinho e admiração superior ao das demais bandas que a pessoa ouve. E você, que bandas mais marcaram sua vida? Como elas o influenciaram?
GIOVANNI: No rock? Bem no rock, o Viper foi uma banda que marcou muito, pois foi meu primeiro contato com o Heavy Metal. Até mesmo, antes do Iron Maiden. Depois é claro, veio o Maiden. Mas hoje em dia, não saberia dizer quais bandas são as minhas preferidas, pois você acaba criando uma colcha de retalhos na sua cabeça que evidencia momentos, especificidade de algumas bandas. Então, tenho muitas preferências no momento. Essas preferências mudam de acordo com a época, de coisas que você vive e etc.

WOTM: Perfeito. A influência para que finalmente começasse a tocar um instrumento floresceu em que idade? Qual teria sido seu primeiro instrumento?
GIOVANNI: Meu irmão tocava violão. Aprendeu com não sei quem. Sempre teve um “ouvido” bom para tirar músicas etc. Vendo aquilo perto de mim, acabou me influenciando. Mas, meu primeiro instrumento foi a bateria. Tinha um bumbo de caixa de papelão, um “ride” de zinco e uma caixa que tinha ”roubado” da banda da escola. O pedal do bumbo foi confeccionado pelo meu avô, que era um hábil carpinteiro. Daí comecei a fazer barulho dentro de casa.

WOTM: Acredito que todos os headbangers já tiveram uma banda, mesmo que só por passatempo. Com qual idade você formou ou ingressou na sua primeira banda? Qual gênero era executado (ou que tentavam executar)?
GIOVANNIMinha primeira “banda” que tocava Engenheiros, Titãs dentro do quarto onde ensaiávamos foi nessa época da bateria de papelão. Um tempo depois, comprei uma guitarra, Gianinni Stratosonic vermelha, achava o máximo, rs. Porém, já conhecia o Jolson Ximenes, baixista da banda Cearense Obskure. Via ele tocar o baixo e achava super bacana. Quando a banda do bairro, que considerava “A BANDA” precisou de baixista troquei minha guitarra por um baixo artesanal, achando eu que iria assumir tal posto. Mas mesmo assim, passei a estudá-lo com as minhas limitações é claro. Como tive contato com a música desde cedo, isso me ajudou a ter o “ouvido” para tirar as músicas. Daí, minha paixão pelo instrumento não parou. Apesar de que, só fui estudar musica formalmente só depois de muitos anos, pois a realidade em que eu estava inserido parecia que não havia a necessidade de estudar música formalmente, pois com o que já sabia, e sabia MUITO pouco na época, já resolvia essas questões de tocar em grupo. Na verdade, todo mundo tava descobrindo aquele mundo lá. Alguns que tinha conhecimento a mais ajudavam o outro e assim a coisa andava.

WOTM: Seria o Age of Artemis a primeira banda séria de sua carreira?
GIOVANNINão. Toda banda que fazia parte, pra mim era como uma religião. Sempre fui o “certinho” de chegar pontualmente aos ensaios, de tirar as músicas que tinha de tirar, de dá puxão de orelha em integrantes que não tava cumprindo com o seu papel rs. Sempre fui o chato, rs. Já toquei em bandas que não eram de Heavy Metal. Já fiz “baile” pra caramba, toquei em barzinho na noite acompanhando cantor/cantora. Porém, no Heavy Metal, acredito que a Age Of Artemis é a banda mais profissional que tive. Conseguimos coisas com ela que com outras bandas não havia conseguido.

WOTM: Para aprender ou seguir a função de tocar algum instrumento é necessário se espelhar em alguém, certo? Em que baixista você se inspira e se motiva para tocar contrabaixo?
GIOVANNIHoje em dia tenho muita influência de muita gente diferente. Como falei antes, ouço de tudo. E tem músicos que de uma forma ou de outra te influencia, e nem sempre é na forma de tocar. Posso citar alguns nomes, mas tenho certeza que vai ficar de fora um monte deles.
John Patitucci, Paul McCartney, Nico Assumpção, Billy Sheehan, Steve Harris, Miqueias dos Santos, John Myung, Oswaldo Amorim, John Deacon, Luizão Maia, Adam Clayton, John Paul Jones, Sting, Andria Busic, Glen Hughes, Luis Mariutti, Roger Glover, John Taylor, Ross Valory, Marcel Jacob, Felipe Andreoli, Jaco Pastorius, Arthur Maia, Chris Squire, etc etc etc. E isso só são os baixistas, nem falei de trompetistas, saxofonistas, guitarristas, pianistas que tenho como influência ... :>

WOTM: A cena metálica no Brasil é bastante conturbada, isso é fato. Existe uma forte pressão para que o Metal brasileiro seja apoiado, principalmente depois das declarações polêmicas de Edu Falaschi, mas nem tudo está resolvido. Como você vê a cena do Metal no Brasil atualmente? Estaria ela forte e apoiando, ou ainda há um caminho de conscientização a ser trilhado por parte não só dos fãs, mas dos músicos também?
GIOVANNI: Claro que existem as exceções, mas de uma forma geral, eu vejo que os fãs encaram a música, as bandas prediletas como se fossem times de futebol. Por exemplo, quem torce pelo Corinthians, pra ele, aquele time é o único que presta. Pra ele o Corinthians é a verdade. Esse tipo de pensamento não pode haver na cena musical. Temos vários exemplos de países como a Finlândia, por exemplo, que existem trezentas mil bandas e que a maioria delas conseguem se profissionalizar, pois o público, o mesmo que faz a cena, promove, compra, vai à shows dessas mesmas bandas, sem distinção. Sempre fui fã do Angra. Tenho todos os discos. Fui a inúmeros shows. Acompanho a banda desde 1900 e bolinha, porém, me parece que o público não dá chance a outras bandas se igualarem ao próprio Angra no mercado, entende? Essa é uma questão que me faz refletir, pois temos bandas tão boas quanto o Angra, e não vejo essas bandas passarem para uma outra fase da carreira. A mesma coisa acontece com a mídia especializada. Sei que isso vem mudando, mas comparado com outros países, temos que ser urgente em tais questões. Já em relação as bandas, tenho visto uma crescente evolução, tanto na parte musical como na parte da confecção dos trabalhos. A questão maior é que o músico brasileiro além de ser o músico da banda é também o “promoter”, o “designer”, o próprio fã etc etc sem ter tempo de se profissionalizar no que ele se propõe a fazer que a própria música, entende? Os profissionais que deveriam desempenhar tais papéis se limitam a trabalhar com bandas consagradas e só. Na Europa, Australia, artistas, mesmo os que estão começando, todos têm um produtor que trabalha agendando shows etc. Esse profissional aqui no Brasil é muito escasso. Daí os grupos têm que se virar como podem.

WOTM: Com o Angra sem vocalista desde a saída de Edu Falaschi, vemos claramente como o público se identificou com Alírio Netto e o clama para ocupar a vaga da maior banda de Metal Melódico do país. Giovanni, qual seria a sua opinião sobre o fato do Alírio Netto ser tão cotado como possível sucessor de Edu Falaschi no Angra? Caso ocorra, de que forma isso afetaria o Age of Artemis?
GIOVANNI: (Risos) Essa sua pergunta tá ligada diretamente a minha resposta anterior. Em minha opinião, gostaria muito que o Alírio ocupasse tal vaga, de verdade, de coração, e ele sabe disso. Já conversamos muito sobre o assunto. O Angra continua sendo uma ótima banda, que lota shows, que tem uma participação ativa no mercado etc etc. Mas com toda essa história, já ouvi muitos comentários que a Age Of Artemis vai acabar pois o vocalista vai para o Angra etc etc. O problema disso tudo é que ninguém lembra que estamos em fase de produção do nosso segundo álbum. Que o primeiro foi lançado no Brasil, Japão, Europa e Estados Unidos. Que o segundo já está garantido o lançamento para o Brasil, Europa e Estados Unidos novamente e que estamos na ativa e queremos fazer shows pelo Brasil e que estamos ávidos para que o nosso som chegue o mais longe possível e sabemos que isso só é possível se o público quiser, pois os “promoters” de shows só investem em tais questões, quando percebem o que o público quer. Em uma entrevista que o próprio Rafael Bittencourt deu, ele fala da importância de se criar uma cena musical mais abrangente, pois desta forma a música pesada no Brasil teria uma longevidade. Concordo demais com ele. Precisamos do Angra, com, ou sem o Alírio, mas também precisamos de mais bandas fazendo o mesmo número de shows, com o mesmo número de espectadores por todo o Brasil.

WOTM: Rótulos são questões delicadas e complicadas, pois muitas vezes a mídia (ou até mesmo os fãs) rotulam os sons executados de um jeito, mas as próprias bandas o fazem de outro. Como você define a musicalidade do Age of Artemis?
GIOVANNIO Overcoming Limits teve uma sonoridade, que é reproduzida nos shows ao vivo e esse segundo álbum terá uma outra abordagem diferente da do primeiro. Porém, os dois são discos de rock pesado, que acredito ser a tradução mais próxima do termo “Heavy Metal”. Não tenho a mesma opinião do que é dito por aí sobre as ramificações do Metal, por isso, me limito a ver o som da Artemis dessa forma.

WOTM: Falando agora mais especificamente sobre o debut “Overcoming Limits”, de onde surgiu a inspiração para a temática e a atmosfera que mestram a sonoridade? Seria ele um álbum conceitual?
GIOVANNIO Overcoming Limits não é um álbum conceitual. Porém, as músicas, da forma como elas foram concebidas, da forma de como ficou a ordem no álbum, tudo tem a ver com o que a banda passou naquele momento. O álbum já estava pronto quando entrei na banda. Criei as linhas de baixo de acordo com a harmonia que já existia. Porém, antes a rapaziada que já fazia parte, o Pedro Senna, Gabriel T-bone Soto e o Nathan Grego passaram por várias dificuldades até a conclusão do álbum. Daí, o título Overcoming Limits que retrata exatamente o momento da superação dos limites que tiveram na época. De qualquer forma, não sou eu que digo, são eles mesmos, as contribuições dadas pelo Alírio e por mim, foram fundamentais para a sonoridade do disco.

WOTM: É sabido que muitas bandas são parceiras e contribuem entre si para o crescimento mútuo. Exemplo disso são até mesmo os discos Split. No caso do Age of Artemis, teria alguma banda brasileira específica na qual vocês são bastante chegados? E você recomenda alguma mais para conhecermos?
GIOVANNIJá fizemos muitas amizades e posso afirmar que existem ótimas bandas no Brasil. Vou listar algumas, porém, acho que vou deixar algumas de fora por falta de memória:
Obskure, Dynahead, Khallice, Darkside, Fireline, Bad Salad, Daydream XI, Bruto, Dark Avenger, Harlequim, Sleeping Awake, Horta Project, Etnos, Violator, Nervosa, etc, etc…

WOTM: Devido a mistura de pegada de Power Metal melódico e Progressive Metal, faz-se por aí uma comparação do Age of Artemis com o Angra e Symphony X, principalmente. Giovanni, você acredita que essas comparações sejam cabíveis?
GIOVANNIComparações sempre irão existir, pois não há novidades na música ocidental desde o início do século XIX ou antes disso. No rock, praticamente não há novidades. Quando se fala que um som é moderno, fico imaginando em qual aspecto ele se torna moderno. Symphony X e Angra com certeza fazem parte da nossa história, isto é, nos influenciam de alguma forma, então acredito que são cabíveis sim. Porém, existem muitas outras influências além das citadas bandas.

WOTM: Enquanto pesquisava informações para escrever a “bio-resenha” do Age of Artemis no Warriors Of The Metal, descobri que Edu Falaschi acompanhou de bem perto o desenvolvimento, sendo inclusive o produtor de “Overcoming Limits”. Por um acaso a participação dele influenciou de alguma forma o resultado final? Digo, teria ele cedido dicas, experiência?
GIOVANNIClaro, o Edu é um cara super talentoso. Compositor de mão cheia. Ele foi peça fundamental no processo do Overcoming Limits.

WOTM: Dava para perceber a influência, como menciono na postagem! E por falar em Edu Falaschi, e consequentemente, Angra, como você mede a importância do Angra para a cena brasileira?
GIOVANNIO Angra fez história no rock pesado brasileiro. Foi o pioneiro em muitos aspectos. Pra você ter uma idéia, o primeiro show da turnê do Angels Cry eu estava presente. Aquilo pra mim foi um divisor de águas, pois não havia show de metal com aquela produção naquela época. Aquele tipo de espetáculo serviu de modelo para muitas bandas e músicos. Daí foi o despertar de que era preciso estudar música para poder compor, produzir e gravar um bom disco de rock.

WOTM: Em relação às suas instalações, que equipamentos são utilizados por você para alcançar a performance e o peso desejado no seu instrumento?
GIOVANNISou endossado pelos baixos Ledur, tenho um Felino e um Podium modificado. Tenho outras opções de instrumentos também como um Fender American Standart Jazz Bass, um Fender American Deluxe Precision, um Warwick Streamer LX, Fretless Jazz Bass. Tenho um set de pedais composto por compressor, drive, equalizador, loop, micro pog, e um Turner. Tenho uma cabeça de 1000w da Orange. Gabinetes da Mark Bass. E continuo tendo muita vontade de continuar estudando.

WOTM: Agora voltando para o novo álbum, qual seria o estágio atual em que ele se encontra? Está em gravação? Quais estão sendo os desafios e imprevistos que atrasam o processo?
GIOVANNIEstamos gravando sim. A parte da bateria já foi toda gravada. As guitarras, baixo e violões serão gravados agora no mês de Agosto/13 e a voz em Setembro. Na verdade está tudo correndo como programado, isto é, sem atrasos. O álbum está previsto para Novembro. O desafio foi as composições, pois o Grego e eu terminamos a ultima música dois dias antes do início da gravação das baterias.

WOTM: Tudo correr conforme o cronograma é difícil! Que ótimo! Que tipo de inovações ou elementos extras o novo disco apresentará? Ou será que ele seguirá o legado deixado pelo seu antecessor? Sempre que uma banda fala sobre um novo álbum, os fãs logo anseiam por ver a arte gráfica da capa. O disco já tem capa definida? Quem será o designer?
GIOVANNIO novo álbum será diferente do Overcoming Limits. Terá um leque maior de influências. Mesmo com essas diferenças, posso afirmar que as músicas estão ótimas e com letras fortes. Sobre a capa, o responsável será o Felipe Machado Franco. Um amigo que acabei fazendo. Um cara super gente fina que fez artes para o Blind Guardian, Avantasia, Rage e muitas outras. Ele é um cara super talentoso que nesse exato momento está trabalhando na nossa capa. As idéias foram passadas pra ele e o resto será com ele.

WOTM: Por qual motivo a confiança para a criação da capa do novo disco foi depositada em Felipe Machado Franco? Claro, quem conhece os trabalhos desse artista com o Rage, Blind Guardian, Avantasia, Lingua Mortis Orchestra sabe como ele é fera. Mas eu gostaria que você falasse um pouco sobre o despertar do interesse de trabalhar com ele, e o que te atrai mais nos frutos de sua imaginação.
GIOVANNIO Felipe dispensa comentários. Daí ficou super fácil de escolhermos. No início tínhamos duas opções que seria ele ou um alemão pra fazer a capa. Mas ficou fácil, pois como o Felipe é de Bogotá, ninguém melhor pra retratar a nossa realidade do que um sul-americano. Daí as idéias que foram passadas são como um desafio pra ele, palavras dele, pois, acredito que ele fará um trabalho bem diferente do que tem feito ultimamente.

WOTM: E a previsão de apresentação do título e da capa? Cabe ainda nesse ano?
GIOVANNIO nosso selo da Alemanha, Power Prog, pediu pra segurarmos essas informações até o início do mês de Setembro. Então acreditamos que no início de Setembro sairá “tracklist”, capa, e o nome do álbum.

WOTM: Então está bem próximo! Bom, muita coisa acontece ao mesmo tempo no Metal mundial, e nos mantermos em dia sobre o que está ocorrendo ou sendo lançado é uma tarefa árdua, mais para os mais dedicados. E você, Giovanni, faz o tipo de ficar antenado? Está por dentro dos lançamentos? E dos discos lançados até o momento nesse esplêndido ano de 2013, quais você dá destaque por tê-lo agradado mais?
GIOVANNIBem, fico antenado com muita coisa, mas como você mesmo disse tem muita coisa acontecendo ao mesmo tempo, daí agente deixa passar muita coisa também. Mas discos lançados em 2013 que eu pude acompanhar foram: o disco novo da Rosa Passos, que não tem nada a ver com o Metal. O disco do Winery Dogs, projeto do Mike Portnoy, o disco do Kiko Loureiro e outros que não lembro agora.

WOTM: É possível observar que a banda tem uma excelente repercussão, com muitos comentários e resenhas positivas. Como você se sente com toda essa boa resposta do público?
GIOVANNIAcho que o público tem uma parcela fundamental na insistência da Age Of Artemis em querer desbravar o mundo e gravar o novo material, querer fazer shows etc; pois se não fosse pelo público a banda não existiria. Por isso enfatizo a questão de se criar uma cena brasileira forte, com muitas bandas e espaço para todas. Sinto-me feliz e lisonjeado pelo reconhecimento do trabalho, pois posso afirmar que a gente vem trabalhando forte para fazer parte dessa futura cena brasileira.

WOTM: Giovanni, nos conte alguma situação curiosa ou engraçada na qual você já passou com a banda, seja em shows, viagens, ou qualquer coisa do tipo!
GIOVANNIPosso destacar um show que fizemos no sul. Era um festival e a banda que iria se apresentar antes da Artemis teve um problema com o baterista, não sei ao certo. Tudo que sei foi que ele não apareceu no show. Daí a bendita banda teve a “genial” idéia de chamar um amigo, que era guitarrista, para assumir as baquetas. Nossa .... resultado??? Atraso de mais de duas horas do nosso show. Ficamos super chateados, porém, quando subimos ao palco, tudo passou e fizemos um ótimo show. Só levou mais tempo para voltar à Floripa, pois no outro dia tínhamos outro show em outra cidade, daí o descanso que teríamos, não aconteceu.

WOTM: Gostaria de mandar algum recado para os fãs que estão lendo a entrevista?
GIOVANNIGostaria de agradecer imensamente a atenção de todos, e espero encontrá-los na estrada. Valeu demais!!!! Abraços e beijos!!!

Então é isso aí, Giovanni! Muito obrigado pela atenção, pelo tempo dedicado para a entrevista, e claro, pela musicalidade do Age of Artemis!
Grande abraço!

Entrevista por:
Walker Marques,
Warriors Of The Metal.

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