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terça-feira, 6 de agosto de 2013

Bloodbath - Discografia Comentada

Podem existir várias bandas do gênero, mas quando falam de Death Metal para mim eu automaticamente associo ao Bloodbath. O conjunto não tem firula, é pedrada na orelha, Death Metal e toma! Ainda assim, tem algo em sua essência que os torna uma banda expoente em relação às demais, tornando-os capazes de conquistar até os ouvintes mais distantes do estilo. Sua sonoridade é pesada, violenta e sangrenta do início ao fim.
Esse "Banho de Sangue" me conquistou de uma forma que nenhuma outra do estilo conseguiu antes. Quando os conheci a partir da matadora faixa "Mouth of Empty Praise" do EP "Unblessing The Purity" de 2008, eu ouvi só por ouvir, certo de que experimentaria apenas mais uma banda que faz um som confuso e difícil de digerir. Felizmente eu estava errado; os riffs não saíam da minha cabeça, como se estivessem tatuados nela. Daí pra frente é história, simplesmente viciei.
Claro que uma banda assassina e de alta qualidade é a única ideia viável quando se tem a informação de que o vocalista Mikael Åkerfeldt (Opeth), o guitarrista Anders Nyström (Katatonia), o baixista Jonas Renkse (Katatonia, October Tide) e o baterista Dan Swanö (Nightingale, ex-Edge of Sanity) são os responsáveis por sua fundação, que ocorreu em 1998 em Estocolmo, na Suécia. Inspirando-se na faixa "Blood Bath" do álbum "To The Glory End" do Cancer (banda britânica de Death/Thrash Metal) para intitular o novo embrião da Música Extrema, a ideia à priori era tocar um Death Metal na atmosfera do Entombed, acrescentando elementos de bandas do gênero oriundas da Flórida, nos EUA, objetivando como resultado final a transformação da feia e suja sonoridade Old School em algo belo e de alta qualidade. De fato, conseguiram.
A primeira criação dessa fusão de titãs foi o fodástico EP "Breeding Death", lançado em 2000. Contando com três faixas fodas, ele demonstra o prelúdio do que viria a ser constantemente aprimorado com o passar dos anos. É perceptível também uma influência melódica, que apesar de não atrapalhar no peso, dá uma certa freada na velocidade dos riffs e da bateria.
Dois anos depois foi a vez do debut brotar em um solo já enriquecido pelo EP anterior. "Resurrection Through Carnage" é foderoso do início ao fim! Apesar da qualidade sonora não estar a melhor do mundo, a experiência não é comprometida. Trata-se de um álbum que segue as tendências deixadas pelo EP, onde se faz um agressivo Death Metal que deixa alguns rastros de Melodic Death Metal, responsável por certa embelezada em faixas como "Cry My Name". Entretanto, ainda não era a obra prima da banda. Na verdade, acredito que àquela altura ninguém fazia ideia do quanto os caras viriam a aprimorar seu som e nos trazer álbuns destruidores.
Já em 2004, ocorre a primeira baixa na formação: o vocalista Mikael Åkerfeldt deixa seu posto para se dedicar integralmente ao Opeth. Brilhantemente, sua vaga foi ocupada por outro vocalista à altura: ninguém mais, ninguém menos que Peter Tägtgren, do Hypocrisy, bela cartada para a manutenção do nível do grupo. Mikael e Peter são dois vocalistas que dotam de uns dos melhores guturais que conheço. Pouco depois, Dan Swanö deixou as baquetas para ocupar as seis cordas, fazendo dupla com Anders Nyström e abrindo espaço para Martin Axenrot (Witchery) ocupar a bateria. Após tudo se normalizar, a banda ganhou um ar sério, saindo do status de apenas um projeto. Assim, o segundo e foderoso álbum de estúdio "Nightmares Made Flesh" foi lançado: disco sensacional que é considerado por muitos (inclusive por mim) como o melhor. A conhecida matadora performance de Peter Tägtren no Hypocrisy casou perfeitamente com a maturidade do restante dos membros dentro do gênero. Aqui, o que é executado é majoritariamente Death Metal cru, objetivo, sangrento, violento e longe de ser um tédio de apenas porradaria sem sentido. "Cancer of The Soul", "Brave New Hell", "Eaten", "Year of The Cadaver Race" e "The Ascension" são apenas alguns exemplos de uma musicalidade raivosa!
Infelizmente, logo em fevereiro de 2005, Peter Tägtren teve que sair por conflitos de agenda com o Hypocrisy. Mikael Åkerfeldt foi então repatrimoniado para um único show no Wacken Open Air. A caça por um novo vocalista então começou.
Infelizmente, mais tarde (em 2006), o guitarrista Dan Swanö também viria a deixar o conjunto devido a diferenças musicais, bem como por ocupações com projetos paralelos, ao mesmo tempo em que as audições para um novo vocalista foram fechadas sem sucesso.
Novidades mesmo em diversos sentidos só viriam a ser reveladas em 2008, começando pela volta definitiva de Mikael Åkerfeldt junto do guitarrista Per Eriksson (21 Lucifers), completando o line-up uma vez mais. A partir de março as novidades são sonoras: a primeira delas é o sensacional EP "Unblessing The Purity", responsável pelo meu conhecimento da banda. Contém apenas quatro músicas, mas todas magníficas e poderosas, tornando este EP o trabalho perfeito para quem deseja conhecê-los, uma vez que ao mesmo tempo em que é curto, apresenta a essência de uma banda que se encontra no auge. Passagem levemente melódica aqui e ali, uma atmosfera turbulenta e generalizadamente porradeira e bateria incansável... Exemplos de perfeição. Mas esse não viria a ser o único lançamento do ano: em junho chegou o live "The Wacken Carnage", registro auditivo de uma belíssima performance no Wacken Open Air que também conta com uma versão em DVD. Fechando os lançamentos desse rico ano, em outubro foi o "The Fathomless Mastery" quem emergiu, terceiro e esmagador álbum de estúdio. Calcado no mesmo molde do EP, a sonoridade é pesada e maciça, apresentando um peso que ainda não havia sido exposto, por mais destruidores que os discos anteriores sejam. Pra quem gosta de peso, esse fantástico trabalho é perfeito. "At The Behest of Their Death", "Slaughtering The Will To Live", "Mock The Cross", "Drink From The Cup of Heresy", "Earthrot", "Hades Rising", "Wretched Human Mirror"... só faixas do caralho presentes nessa beleza.
O lançamento mais recente dos caras é do ano de 2011, o DVD "Bloodbath Over Bloodstock", que contém o show realizado em 2010 no Woodstock Festival, e o apresentado em 2008 no Party San.
No ano de 2012, nova baixa ocorreu na formação devido ao fato de Mikael Åkerfeldt ter saído novamente. Segundo informações cedidas de modo misterioso pelo guitarrista Anders Nyström, um novo vocalista já está trabalhando com a banda, mas, por motivos contratuais, seu nome ainda não pode ser revelado. Mas o músico afirma que se trata de uma lenda!
Enquanto novos trabalhos dessa estupenda banda de Death Metal não chegam, podemos desfrutar do acervo apaixonante criado por esses monstros. Eu sou fissurado, muitos também o são, e acredito que com essa postagem dando de bandeja a oportunidade de conhecê-los, muitos mais também poderão ficar. Sua sonoridade é um verdadeiro "banho de sangue"!


 Breeding Death (EP) (2000)

01 - Breeding Death
02 - Omnious Bloodvomit
03 - Furnace Funeral
04 - Breeding Death (Demo Version) (Bonus Track)
05 - Ominous Bloodvomit (Demo Version) (Bonus Track)

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 Resurrection Through Carnage (2002)

01 - Ways To The Grave
02 - So You Die
03 - Mass Strangulation
04 - Death Delirium
05 - Buried By The Dead
06 - The Soulcollector
07 - Bathe In Blood
08 - Trail of Insects
09 - Like Fire
10 - Cry My Name

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 Nightmares Made Flesh (2004)

01 - Cancer of The Soul
02 - Brave New Hell
03 - Soul Evisceration
04 - Outnumbering The Day
05 - Feeding The Undead
06 - Eaten
07 - Bastard Son of God
08 - Year of The Cadaver Race
09 - The Ascension
10 - Draped In Disease
11 - Stillborn Saviour
12 - Blood Vortex
13 - Breeding Death (Demo Version) (Bonus Track)
14 - Ominous Bloodvomit (Demo Version) (Bonus Track)

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 Unblessing The Purity (EP) (2008)

01 - Blasting The Virginborn
02 - Weak Aside
03 - Sick Salvation
04 - Mouth of Empty Praise

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 The Wacken Carnage (Live) (2008)

01 - Intro
02 - Cancer of The Soul
03 - So You Die
04 - Soul Evisceration
05 - Ways To The Grave
06 - Ominous Bloodvomit
07 - Like Fire
08 - Bastard Son of God
09 - Breeding Death
10 - Outnumbering The Day
11 - Brave New Hell
12 - Furnace Funeral
13 - Eaten

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 The Fathomless Mastery (2008)

01 - At The Behest of Their Death
02 - Process of Disillumination
03 - Slaughtering The Will To Live
04 - Mock The Cross
05 - Treasonous
06 - Iesous
07 - Drink From The Cup of Heresy
08 - Devouring The Feeble
09 - Earthrot
10 - Hades Rising
11 - Wretched Human Mirror
12 - Blasting The Virginborn (Bonus Track)
13 - Weak Aside (Bonus Track)
14 - Sick Salvation (Bonus Track)
15 - Mouth of Empty Praise (Bonus Track)

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 Grand Morbid Funeral (2014)

01 - Let The Stillborn Come To Me
02 - Total Death Exhumed
03 - Anne
04 - Church of Vastitas
05 - Famine of God's Word
06 - Mental Abortion
07 - Beyond Cremation
08 - His Infernal Necropsy
09 - Unite In Pain
10 - My Torturer
11 - Grand Morbid Funeral

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Um comentário:

  1. Muito obrigado pelo post!
    Gosto dos guturais do mikael, obscuro, tenebroso, show o cara mandou muito no bloodbath mas o vocal mais agudo e com uma levada punk (minha opnião) do nick ficou bom.

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