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sexta-feira, 19 de julho de 2013

Delta - Discografia

Que o Brasil rouba a cena quando o assunto é Metal na América do Sul, isso é inegável. Temos bandas impecáveis em nosso território, bandas que muitas vezes têm mais prestígio lá fora do que no próprio solo tupiniquim. Mas talento e bandas poderosas não se resumem à terra verde e amarelo; Pode ter certeza de que esse é o caso do Delta. Os caras vêm do canto esquerdo do nosso continente, de um país vertical e montanhoso que possui uma forte cena underground, mas muito mais consumidora (principalmente de Metal Extremo) do que exportadora de Metal: o Chile.
Enraizado em Santiago, capital chilena, o Delta é uma maravilhosa banda que executa um apaixonante Progressive Metal com elementos Neoclássicos. A formação teve iniciativa do guitarrista Rodrigo Guerra e do tecladista Nicolás Quinteros no ano de 2003. Pouco depois o baixista Santiago Kegevic se juntou aos rapazes. Entretanto, a estabilidade não duraria muito tempo; após a entrada do segundo e virtuoso guitarrista Jorge Sepúlveda, o fundador Rodrigo Guerra desligou-se do conjunto, dando a oportunidade para Benjamín Lechuga ocupar seu posto. Junto com o novo guitarrista, o talentoso vocalista Felipe del Valle chegou, completando a formação, por ora.
Esse line-up, mesmo sem baterista oficializado, iniciou os trabalhos de composição que resultaram no álbum "Apollyon Is Free", lançado em 2004. O disco é fodão! Um belo pontapé inicial. Os membros não demonstravam tanto aquela técnica progressiva que bandas mais maduras da vertente demonstram, com solos super técnicos, cheios de escalas alucinantes e rapidez. Contudo, é de fato um Progressive Metal bem feito e rústico, ainda precisando ser lapidado, mas que não deixou de transmitir um álbum agradável. Se você vier a conhecê-los através desse álbum, talvez não estranhe o vocal. Aqui ele é um tanto "normal" e não recebe tanto destaque, mesmo que o Felipe demonstre talento. Mas a banda viria a crescer, amadurecer e desenvolver-se, e muito!
Após a chegada do debut, enfim os chilenos encontraram o baterista Andrés Rojas, completando finalmente a formação. Com isso, durante os anos de 2004 e 2005, o grupo apresentou diversos shows, chegando até mesmo a abrir para o Stratovarius.
Entrando em 2006, o trampo para um novo álbum começou a ser feito. Demorou um pouco, mas "Black & Cold" chegou em maio de 2007 com autoridade. O álbum demonstra um maravilhoso e agradável amadurecimento da musicalidade, apresentando uma sonoridade mais aberta, mais limpa, músicas mais "grudentas" (pois ficam na cabeça e são de fácil digestão) e um Progressivo com muito mais cara de Progressivo. A voz de Felipe del Valle também melhorou, e essa melhora pode ser confundida com piora caso você venha a conhecê-los por esse disco ou pelos próximos; sua voz aguda pode não soar legal de início. Mas após umas três músicas você se acostuma, entra no clima do que está sendo tocado, e começa a curtir muito. Felipe se encaixaria bem em uma banda de Hard Rock/Glam tranquilo e calmo, mas também não deixa a desejar no Prog. Aqui ele já demonstra mais técnica, mais garra e domínio, bem como o resto da banda já começa a entrar na dança do amadurecimento também, principalmente as guitarras, introduzindo aquelas típicas quebradas progressivas. O instrumental fica daquele jeito técnico, feliz e 'engraçadinho' típico de Progressive Metal de qualidade. Algum tempo depois, por razões próprias, o guitarrista Jorge Sepúlveda deixa o conjunto. Enquanto isso, o Delta consegue a honra de excursionar com o Symphony X e o Vision Divine.
O ano de 2008 também foi importante para o crescimento dos chilenos. Abriram show para o Dream Theater, lançaram o álbum "Crashbreaker" e o DVD "Live At The Beginning". Quando uma banda está com grande repercussão e receptividade, um DVD sempre cai bem. Com tamanho talento e fodásticas músicas, não tinha como o Delta não colher os frutos e forma de resenhas na internet, ter suas músicas tocadas em algumas estações de rádio, ganhar fã-clube e aparecer na revista Rolling Stone. Quanto ao álbum, novamente, um maravilhoso e virtuoso disco para agradar a qualquer fã de música bem feita ou progressiva.
Tempos depois, novamente o line-up sofre instabilidade: o baixista de longa data Santiago Kegevic deixa o Delta. Sua vaga foi posteriormente ocupada por Marcos Sánchez. Com tudo resolvido, novamente o conjunto volta ao estúdio para trabalhar em mais um disco.
As novidades só começaram a sair em 2010, mas, como sempre, foram muito bem-vindas, pois impressionantemente o Delta se superou, na minha opinião. Em junho daquele ano sai o EP "Desire Within", aperitivo exato do que viria a ser o álbum que seria lançado no mês seguinte. Eu aconselho fortemente esse trabalho para aqueles que desejam conhecê-los e precisam de uma referência inicial. Ele traz uma grande e mais clara influência de Dream Theater e um tanto de Symphony X, as músicas estão mais envolventes e cheias de quebradas, viradas e escalas, e o vocal de Felipe está mais desenvolvido e fantástico que nunca! Esses elogios se estendem de forma direta ao "Deny Humanity", quinto álbum de estúdio, lançado já em agosto. Essa sonoridade mais limpa e aberta complementam lindamente a atmosfera aberta e cristalina de um mundo do século XXVIII. Gosto muito quando as bandas tratam de temas assim. Ele me lembra ao "The Perfect Machine" do Vision Divine, lançado em 2005, que para mim é o melhor dos italianos, onde um lindo Progressivo com Power (fica a dica). O mesmo tipo de atmosfera encontrada nele é encontrada em "Deny Humanity". Na minha opinião, o melhor disco dos chilenos. Nesse mesmo ano eles ainda abriram um show para o Sonata Arctica.
Três anos mais tarde, foi a vez de "The End of Philosophy" chegar. Aqui é adotada uma postura um pouco mais agressiva que seu antecessor, mas igualmente foda, mantendo o status de uma excelente banda de Prog da América do Sul, que merece ser ouvida.
Então aí vai uma banda que impõe respeito com profissionalismo e virtuosidade. Uma banda sensacional, com guitarristas afiados, tecladista sedento por velocidade e vocalista poderoso e diferenciado, dono de agudos que fariam qualquer um engasgar e perder o ar. O melhor é que mesmo cantando alto e tendo facilidade nos agudos, Felipe del Valle é bastante pontual e não solta a pérola à toa, o que deixa a sonoridade mais distante de ser enjoativa. Recomendo altissimamente o Delta, uma surpresa sublime para mim tanto pelo fato de serem do Chile quanto pelo fato de que quando baixei, duvidei da qualidade. Felizmente a banda me encantou!


 Apollyon Is Free (2004)

01 - Nitroduction/Why Are You So Far?
02 - The Truth
03 - Apollyon Is Free
04 - Infinite Sadness
05 - Enigma
06 - Encheiresin Naturae
07 - Face The World
08 - Fly Away
09 - Two Faces
10 - Burning Soul
11 - Schizophrenia


 Black & Cold (2007)

01 - Man Behind The Masquerade
02 - Choir of Loss
03 - My Turn
04 - Two Bullets
05 - Song For The Opressed
06 - I Can't
07 - Solfreludio
08 - Black & Cold
09 - Contrapunto I:
10 - On A Thread
11 - Burning Soul (Bonus Track)


 Crashbreaker (2008)

01 - Crashbreaker
02 - Blind
03 - Who I Am?
04 - Beyond Anger
05 - Face2Face
06 - Lone Wolf
07 - Let's Reach The Sky
08 - My Other Side
09 - Hell In A Cell
10 - Back Again
11 - Regrets


 Desire Within (EP) (2010)

01 - Desire Within
02 - Doors Keep Spinning
03 - I Met A Girl On The Net Last Night
04 - Ghost Busters (Ray Parker Jr. Cover)


 Deny Humanity (2010)

01 - Fatal Error
02 - Over and Over Again
03 - Revolution
04 - Desire Within
05 - Doors Keep Spinning
06 - Perfect Insanity
07 - Fragile
08 - 2702
09 - Virtual Life
10 - God Or Science
11 - The Human Touch

 The End of Philosophy (2013)

01 - The End of Philosophy
02 - New Philosophy
03 - No More
04 - Darkened Skies
05 - Frozen Heart
06 - Farewell
07 - Fear Syndrome
08 - Nostalgia
09 - Like A Man
10 - Bringers of Rain
11 - Why Are You So Far? (Bonus Track)

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