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domingo, 9 de junho de 2013

Age of Artemis - Discografia Comentada

O mercado do Power Metal já está mais que saturado, ainda assim é sempre interessante quando uma banda ou outra se destaca, e melhor ainda quando é de solo brasileiro! Inegavelmente, com sua sonoridade forte, neoclássica, seus melódicos, virtuosos e frequentes solos e a grande e dominada performance vocal de Alírio Netto (ex-Khallice), o Age of Artemis cumpre quesitos mais que autosuficientes para ser classificado como de grande qualidade, e certamente eles estão colhendo os frutos disso, pois a banda está em ascensão.
Existem também outros detalhes que com certeza ajudam a propagá-los, como as comparações. Eu ouço aos caras e me vem muito à cabeça o Angra, o que me faz, inerte em meus pensamentos, admirar como é grande sua importância na moldagem do Metal Melódico brasileiro. O Angra criou toda uma identidade, um jeito totalmente brasileiro de tocar o gênero, o que influenciou (e ainda influencia) diretamente outras bandas do estilo que surgem posteriormente, fazendo-os executar algo que eu poderia chamar como Power Metal brasileiro, a exemplo do Power Metal finlandês e do alemão, que têm uma característica muito própria.
De qualquer modo, esse é mais um exemplar de como a cena do Metal Melódico brasileiro é muito bem servida! Se você procura uma banda nacional que seja calcada no Power Metal, seja técnica e tenha um ar operístico, teatral, clássico e conta com músicos virtuosos, tenha certeza de que o Age of Artemis cai como uma luva!
A banda tem suas raízes na capital federal, Brasília, no ano de 2008. Inicialmente, o grupo era conhecido apenas como "Artemis", nome da deusa grega da vida selvagem e da caça. No mesmo ano, a demo "Fields of Ascension" foi lançada, mas após isso, o conjunto se manteve sem grandes novidades até o ano de 2011, quando, agora sob o título Age of Artemis, se mostrou para o resto do país ao lançar sua primeira single independente intitulada "Truth In Your Eyes", que é composta por duas faixas ("Truth In Your Eyes" e "Mystery") e contando, além do vocalista Alírio Netto, com os habilidosos guitarristas Nathan Grego e Gabriel "T-Bone" Soto, o baixista Giovanni Sena e o baterista Pedro Sena.
A boa recepção do mini-disco rendeu ao conjunto um contrato com o selo MS Metal Records, por onde lançaram também em 2011 uma segunda single, chamada "Take Me Home", contendo apenas a balada e belíssima faixa-título.
Não tardou a, ainda no mesmo ano, o fantástico debut "Overcoming Limits" ser lançado e matar a ansiedade daqueles que aguardavam o lançamento e dar àqueles que não conheciam a banda uma incrível chance. O disco é simplesmente sensacional! Gravado, mixado e masterizado no Norcal Studios em São Paulo, um fantástico Power Metal neoclássico com pitadas de Metal Progressivo é apresentado de forma límpida e competente. Além da notável influência do Angra, que contribui com passagens bastante melódicas, existe também o lado progressivo que não deixa a peteca cair, "emprestando" um balanceamento na sonoridade, tornado-a potente, melódica e erudita.
Os teclados fervem sua imaginação, alternando imagens entre um teatro e cortinas vermelhas e deuses e estátuas gregas. A complementação a esse tipo de proposta fica ainda mais perfeita com a introdução dos corais, que lembram de forma bastante clara os "Rebirth" (2001) do Angra e "Paradise Lost" (2007) do Symphony X. Eu também noto uma bela contribuição do Edu Falaschi (Almah, ex-Angra) que vai muito além do fato de ele ter produzido o disco. Tem trechos dos solos como em "Mystery" ou "Till The End" que também me dão flashes do Almah, em especial o disco "Fragile Equality" de 2008.
A qualidade também não é amenizada quando se trata de faixas baladas. "Take Me Home" e "One Last Cry" são estupendas e maravilhosas, posicionadas de modo que eu julgo estratégico na setlist, de modo que dá aos ouvidos uma pontual alternância entre as músicas mais pegadas e baladas, oferecendo descanso e euforia.
Até o momento, "Overcoming Limits" é o único álbum lançado por esses magníficos músicos. Esperemos que mais discos fenomenais sejam lançados, pois o Age of Artemis é uma banda que veio para se destacar no nosso cenário. Apesar da justificável fama que eles vêm ganhando pelo seu talento, seu nome é ainda mais propagado pelo fato de Alírio Netto ser constantemente cotado como possível substituto de Edu Falaschi no Angra. Caso ele realmente venha a se juntar a Kiko Loureiro e companhia, acredito que o impacto no Age of Artemis vai ser negativo, e no Angra vai ser positivíssimo. Alírio tem voz para cantar as músicas mais antigas do Angra, tanto as gravadas pelo Andre Matos quanto as pelo Edu Falaschi, e com certeza tem voz para lançar um grande álbum. Mas isso tudo é apenas hipótese. Ele pode não ser chamado, até porque o Angra nunca se pronunciou sobre os concorrentes à vaga. Enquanto isso, esqueçamos esse assunto e nos deleitemos com o maravilhoso Age of Artemis!

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 Overcoming Limits (2011)

01 - What Lies Behind...
02 - Echoes Within
03 - Mystery
06 - Break Up The Chains
07 - One Last Cry
08 - You'll See
09 - God, Kings and Fools
10 - Till The End

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 The Waking Hour (2014)

01 - Penance
02 - Under The Sun
03 - Broken Bridges
04 - The Waking Hour
05 - Hunger and Shame
06 - Melted In Charisma
07 - Childhood
08 - Your Smile
09 - Exile
10 - New Revolution
11 - Winding Road
12 - Exile (Acoustic Version) (Bonus Track)

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Ouvir (Spotify)

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