Social Icons

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Timo Tolkki's Avalon - Discografia

Mais um Metal Opera para a conta surge no ano de 2013! Com toda certeza, sempre que um trabalho nessa configuração é anunciado, o público se remexe, quer saber quem são os músicos e a expectativa é sempre de um trabalho fenomenal, ainda mais quando temos verdadeiras obras-primas por aí como o Ayreon do holandês Arjen Anthony Lucassen ou o Avantasia do alemão Tobias Sammet (Edguy). Ou então até de um modo particular para os brasileiros, temos o Soulspell do Heleno Vale, que vem cada vez mais foda a cada álbum lançado, trazendo músicos com cada vez mais relevância internacional.
Mas no caso particular dessa postagem, o gestor é um cara que tem relevância no mundo do Metal melódico. Um dos ícones que ajudou a moldar o Power Metal, influenciando diversas bandas posteriores: o gordinho complicado do Timo Tolkki, fundador do Stratovarius. Ver que era ele a mente por trás do mais novo Metal Opera me impressionou, pois eu pensei que ele largaria de vez o Metal devido a diversos problemas, como o transtorno bipolar, o que levou inclusive ao fim do Symfonia (projeto que levava ao lado do Andre Matos (ex-Angra e Shaman). Mas não adianta, não é? O gordinho finlandês sempre volta. Sua paixão pela música é imensa, tá no sangue.
A ideia de um trabalho no modelo de Metal Opera veio para Timo Tolkki quando ele percebeu que era algo fascinante, que abria possibilidades e histórias sem limites musicalmente. Com isso, o guitarrista não tardou a pôr a mão na massa e seguir seu desejo. E assim, nasce no ano de 2012 o projeto Timo Tolkki's Avalon!
O line-up fixo se fechou com Timo Tolkki na guitarra e baixo, Alex Holzwarth (Rhapsody of Fire) na bateria, e três tecladistas: Mikko Härkin (Cain's Offering, ex-Sonata Arctica), Jens Johansson (Stratovarius) e Derek Sherinian (Planet X, ex-Dream Theater). Com três tecladistas dá pra imaginar um trabalho realmente épico e sinfônico.
Já em 2013, os nomes de alguns vocalistas para o debut foram divulgados, e duas singles foram lançadas: "Enshrined In My Memory" e "A World Without Us", que demonstraram um típico Power Metal.
Engraçado é que quando Tobias Sammet soube do projeto de Tolkki, ele desacreditou e respondeu com sarcasmo, até com razão: "Uau, temos alguém extraordinariamente criativo aqui: o nome do projeto, os convidados, o timing... Que coincidência engraçada, não é? Mas tem surgido vários Metal Operas, especialmente depois do Avantasia. Isso é negócio...". Se pensar bem, Tobias não está completamente errado, mas ele tem que se orgulhar por ter engrenado o estilo Metal Opera, com um belo empurrão do Arjen Lucassen, que ressuscitou tal configuração.
Contudo, um tempo depois, Tobias se explicou de uma forma mais racional, dizendo que existem vários Metal Operas por aí e que ele tem que lidar com isso de forma tranquila, pois se algo é bem-sucedido ou até mesmo mau-sucedido, inspira outras pessoas. Se impressionou por ser Timo Tolkki o inspirado dessa vez, elogiou-o e desejou o melhor. Mas o Tolkki respondeu de forma defensiva: "Ninguém é dono de uma franquia de Metal Operas, que não é de fato um formato operístico, porque ele não tem qualquer diálogo real entre os cantores." É, rapaz, tiro lá e cá, hahaha!
Mas o projeto seguiu de forma tranquila, e no dia 17 de maio de 2013, o resultado final dos meses de trabalho é lançado, intitulado "The Land of New Hope". De primeira, o que chama atenção são os vocalistas convidados, que são fodas: Russell Allen (Symphony XAdrenaline Mob), Michael Kiske (Unisonic, ex-Helloween), Rob Rock (DriverImpellitteri), Sharon den Adel (Within Temptation), Tony Kakko (Sonata Arctica) e a gostosa da Elize Ryd (Amaranthe). Eu realmente esperava que Andre Matos pintasse na área, ou então o Jørn Lande (JornMasterplan), que é praticamente peça obrigatória em qualquer Metal Opera, e admito que fiquei decepcionado de ver o Michael Kiske. Tenho todo o respeito por esse ícone do Metal Melódico, mas ao meu ver, já deu no saco. Mas sobre o Andre, se pensar bem, eles terminaram o Symfonia brigados, então não rolaria... enfim, o disco saiu!
Eu vou ser bem sincero para vocês: o disco não é ruim. Ele é muito bom! Todas as músicas são ótimas, muito agradáveis, contando com excelente performance de todos os envolvidos. As baladas "In The Name of The Rose" e "I'll Sing You Home" são lindas, auxiliadas pelas belíssimas vozes da Sharon e da Elize (que curto ela assim, em participações especiais, tipo no Dragonland, e não no Amaranthe) e outras faixas como "A World Without Us", "We Will Find A Way", "Shine" e "The Land of New Hope" são fodas, com refrões melódicos e apelativos. Entretanto, se você esperava um álbum bombástico, épico, cheio de sinfonias, orquestras, coros... quebrou a cara. Trata-se de um típico Power Metal com passagens sinfônicas aqui e ali, que não trás nada de novo e apenas faz o dever de casa. Ele chega a relembrar em flashes distantes o Avantasia ou o Stratovarius nos primeiros álbuns, tipo o "Destiny" de 1998. De fato, isso não ofusca de modo algum a beleza desse trabalho e de seus músicos ou a competência de Timo Tolkki, que se mantém executando solos quase mirabolantes, rápidos, escalados, cheios de técnica e perícia. Tanto que eu estou ouvindo o álbum várias vezes, e tenho como uma das minhas músicas preferidas a faixa-título, que fecha o disco com chave de ouro banhada em feeling, devido aos vocais de Michael Kiske cheios de melodias e os solos profundos e arrastados de Tolkki. Uma épica de 8 minutos das fodas.
Então esse é o resultado do primeiro trabalho de Timo Tolkki no mundo do Metal Opera. Eu realmente espero que seja o primeiro de muitos, pois a tendência é sempre melhorar, ainda mais com músicos fantásticos como ele. Nos meus comentários, exponho minha visão pessoal sobre o trabalho, sendo vocês livres para concordar ou discordar. Sempre lembrando que eu não estou dizendo que o trabalho seja ruim, mas que de certo quem criou expectativa demais e esperou um álbum bombástico, não vai ser correspondido. Mas é um disco que pode ser baixado sem medo e ouvido por várias e várias vezes porque é ótimo, ainda mais pra quem é fã da vertente. Torçamos para que Tolkki não pare no meio do caminho. Ele tem capacidade para contribuir muito mais, agora com Metal Operas!


 The Land of New Hope (2013)

01 - Avalanche Anthem
02 - A World Without Us
03 - Enshrined In My Memory
04 - In The Name of The Rose
05 - We Will Find A Way
06 - Shine
07 - The Magic of The Night
08 - To The Edge of The Earth
09 - I'll Sing You Home
10 - The Land of New Hope

Download

 Angels of The Apocalypse (2014)

01 - Song For Eden
02 - Jerusalem Is Falling
03 - Design The Century
04 - Rise of The 4th Reich
05 - Stargate Atlantis
06 - You'll Bleed Forever
07 - The Paradise Lost
08 - Neon Sirens
09 - High Above of Me
10 - Angels of The Apocalypse
11 - Garden of Eden

Download

Um comentário: