Social Icons

sábado, 25 de maio de 2013

Dire Straits - Discografia

Dire Straits certamente é uma banda de respeito, gigante. Sua fama é global. Mesmo quem nunca tenha ouvido (ou pense nunca ter ouvido, pois provavelmente já ouviu algo) as músicas, em vários momentos da vida já ouviu seu nome mencionado por aí. E não é à toa. Esses caras são bons demais, e enormes!
Essa postagem certamente vai agradar aos visitantes de mais idade, trazendo à tona uma gostosa nostalgia, bem como aos mais jovens que cresceram influenciados por um bom gosto musical decorrente de pais, parentes próximos ou até mesmo amigos que receberam influências de seus pais ou parentes próximos, e acabaram por passar adiante. No meu caso é com meus pais, que têm um invejável gosto musical.
Eu ouvia falar do Dire Straits mas nunca corria atrás. Isso me fazia pensar que eu nem conhecia os caras. Lia os nomes das músicas e não em recordavam nada. Mesmo com meus pais tendo um exemplar do álbum "Brothers In Arms" de 1985, que é o meu preferido, eu pensava não saber de nada... até finalmente, depois de "velho", com um impulso de um amigo que declara fanatismo ao conjunto, peguei pra ouvir e tive uma brisante nostalgia da minha infância ao som, com faixas como "So Far Away", "Sultans of Swing", "Angel of Mercy", "Walk of Life" (minha preferida e a mais forte do meu sentimento nostálgico), "Your Latest Trick", "Romeo and Juliet", entre várias outras. É realmente uma pena que a banda tenha definitivamente encerrado suas atividades em 1995, após uma curta mas importantíssima carreira.
Esse grupo reunido sob o nome de Dire Straits foi fundado no ano de 1977 em Newcastle, na Inglaterra. Sua sonoridade passeira por entre sons viajantes como o Country, o Progressive Rock e o Blues, desenvolvendo uma atmosfera agradável, macia, bonita e, certamente, viajante. Eles têm seu próprio jeito de fazer música, daqueles que você ouve uma passagem e fala "cara, isso é muito Dire Straits"! Uma sonoridade que marca época.
A primeira formação da banda, no ano de fundação, contava com os irmãos Mark (vocal e guitarra solo) e David Knopfler (guitarra base e backing vocal) e seus amigos John Islley (baixo) e Pick Withers (bateria). Um certo sucesso veio com relativa rapidez; ainda em 1977, uma demo contendo cinco faixas, incluindo o futuro hit "Sultans of Swing" foi entregue ao DJ Charlie Gillett, que tinha um programa de rádio chamado "Honky Tonk" na BBC Radio London. A banda só queria que um anúncio fosse feito, mas o DJ curtiu tanto o som dos caras que passou a integrar "Sultans of Swing" no seu programa. Em apenas dois meses, o Dire Straits já havia assinado com o selo Phonogram Records e, apesar de ainda terem lançado mais demos para que fossem tocadas nas rádios, o caminho já estava pavimentado para o seu debut.
É aí que o álbum homônimo é lançado no ano de 1978. Os caras já começaram com o pé direito, sonoramente falando, criando um excelente álbum que contém, além do hit "Sultans of Swing", outras faixas expressivas como "Water of Love", "Six Blade Knife", "Southbound Again", entre outras. O disco recebe de bom grato influências do Country e do Blues. Contudo, quando lançado no Reino Unido, ele não foi bem recebido e teve pouca promoção. Contudo, acabou que o álbum chegou aos ouvidos de um caça-talentos representante da Warner Bros. Records de Nova Iorque, que sentiu firmeza em seu som e concluiu que era disso que as pessoas estavam precisando, mas ele só conseguiu o apoio de um integrante de seu departamento a princípio. Contudo, a vida seguiu; uma turnê ao lado do Talking Heads foi feita e a "Sultans of Swing" foi relançada e finalmente começou a subir na billboard britânica, o que fatalmente aconteceu e espalhou ainda mais o nome da banda, desembocando em um contrato com a Warner Bros. Records. Em seguida, o debut foi lançado mundialmente, chegando aos ouvidos dos estadunidenses, canadenses, australianos e neo-zelandeses e chegando ao topo das paradas nesses países, dando início ao legado do Dire Straits.
Ainda antes do fim de 1978, a banda entrou no famoso Compass Point Studios nas Bahamas (que inclusive, orgulhosamente, digo que o South Cry, banda de Cordeiro, interior do Rio de Janeiro, cidade vizinha à minha, também já gravou álbum lá, o "Blue Moon" de 2010) para a gravação de seu segundo álbum de estúdio, intitulado "Communiqué", que veio a ser lançado em 1979. Mais um excelente disco com a cara do Dire Straits e que desenvolve a sonoridade iniciada com seu debut. Ele foi #1 na Alemanha ao mesmo tempo em que o homônimo foi #3, e no Reino Unido foi #5, devido a singles como "Lady Writer".
Já no princípio da década de 80, as gravações para o terceiro álbum de estúdio tiveram seu pontapé inicial. Contudo, dessa vez não foram mil maravilhas, pois começaram a surgir divergências entre os irmãos Mark e David Knopfler, o que culminou na saída de David para seguir carreira solo. A raiva o fez não receber créditos pelo terceiro disco. Chegaram então Sid McGinnis para a posição de guitarrista e Roy Bittan (E Street Band) para a de tecladista para concluir o álbum. Com isso, ainda em 1980, o álbum "Making Movies" é lançado, mais um álbum excelente, e o primeiro a trazer à banda uma sonoridade mais ampla, devido ao fato de que o Progressivo começou a entrar em ação, trazendo composições mais complexas e músicas mais longas, caracterizando o Dire Straits que a maioria conhece, se não levar em conta a "Sultans of Swing", que inclusive naquele ano foi nomeada para dois Grammys: Melhor Novo Artista e Melhor Performance Vocal Por Uma Dupla ou Grupo. O "Making Movies" tem como maior hit a bela "Romeo and Juliet".
Dois anos depois surge o maravilhoso "Love Over Gold", que tem uma forte característica progressiva, refletindo um lado experimental que foi muito bem explorado. O disco tem apenas 5 músicas, todas longas, em especial a primeira "Telegraph Road" e e a última "It Never Rains". É possível notar mais um passo em direção a uma sonoridade mais complexa e envolvente. O disco é realmente foda. Não é à toa que vendeu duas milhões de cópias nas primeiras seis semanas. Pouco depois, o baterista Pick Withers deixa o Dire Straits, mais um da formação original a sair. Sua vaga foi ocupada por Terry Williams (ex-Rockpile).
Os lançamentos seguintes já trazem novidades, mas de um modo não-inédito: em 1983 o EP "ExtendedancEPlay" foi lançado enquanto "Love Over Gold" ainda estava nas paradas, seguindo pelo ao vivo duplo "Alchemy Live" em 1984, gravado no famoso Hammersmith Odeon em Londres em julho de 1983.
No fim de 1984 a banda voltou aos estúdios para a gravação do próximo álbum. Algumas mudanças ocorreram para tal, como a entrada de um segundo tecladista, o Guy Fletcher. Durante as gravações, o guitarrista Hal Lindes saiu também. Com isso, vieram o guitarrista Jack Sonni e o baterista Andy Kanavan, mas não viriam a ser creditados como membros oficiais no disco. O resultado saiu em maio de 1985, com o espetacular e dopante "Brothers In Arms", o meu preferido. O tecladinho de "Walk of Life" simplesmente faz parte da minha infância, hahaha... o disco todo é fantástico, com uma atmosfera envolvente, entorpecente. Um exemplo belíssimo do que é um disco viajante e profundo. Mas ele não atinge apenas meu coração; é uma coias generalizada. Foi número 1 na Billboard e ficou um total de 228 semanas nas paradas. Foi o disco mais vendido de 1985, e foi multi-platina, alcançando a marca de 9 milhões de cópias vendidas. As marcas históricas vão ainda mais longe: ele é listado no Guinness Book como o primeiro CD a vender um milhão de cópias, além de ser creditado como tendo parte importante na popularização dos Compact Discs, os CDs. Antes do início da turnê mundial de 1985-86, o saxofonista Chris White ingressou no conjunto. Em 1986, "Brothers In Arms" venceu dois Grammy Awards e, em 1987, venceu o Brit Awards como Melhor Álbum Britânico. Achou muito? Tem mais ainda, só dar uma pesquisada. O álbum transborda de premiações. Ele é magnífico!
Ao fim da turnê mundial em 1986, o Dire Straits entrou em hiato, a fim de que Mark Knopfler se concentrasse em trabalhos solo e trilhas sonoras cinematográficas. Mas o status não durou tanto tempo, pois em 1988 a banda se reagrupa para o tributo ao aniversário de 70 anos de Nelson Mandela, no Wembley Stadium, evento em que o Dire Straits foi escalado como atração principal. A apresentação contou inclusive com Eric Clapton, tocando uma faixa sua, a "Wonderful Night", além de outras do próprio Dire Straits enquanto Jack Sonni estava ausente. Pouco depois, o baterista Terry Williams deixa o grupo.
Em 1988, Mark Knopfler anunciou que a banda estava oficialmente encerrando suas atividades. Essa é a primeira dissolução do conjunto. Em uma entrevista à revista Rolling Stone, ele declarou que lia várias notícias os intitulando como a maior banda do mundo, e percebeu que elas não se referiam à sua música, mas à sua popularidade. A turnê mundial extensa provocou certa carga de estresse nos músicos, fazendo-os decidir que precisavam descansar. No segundo semestre daquele ano, a compilação "Money For Nothing" é lançada, contendo os maiores hits dos caras.
Foram apenas dois anos de silêncio, pois em 1990 a banda se reuniu ao lado de Eric Clapton no Knebworth Festival tocando três faixas: "Solid Rock", "Money For Nothing" e mais uma experimental que Knopfler não tinha certeza se deveria incluir em seu próximo registro auditivo. A faixa é "I Think I Love You Too Much", que é mestrada por solos de Knopfler e Clapton. Foi então que Mark Knopfler, John Islley (se você leu até aqui, provavelmente já esqueceu que ele é o baixista da banda desde que foi fundada) e o empresário Ed Bicknell decidiram reviver o Dire Straits em 1991.
Com a chama acesa novamente, a banda ressurge das cinzas com Mark Knopfler no vocal e guitarra, John Islley no baixo, e os tecladistas Alan Clark e Guy Fletcher de volta. Os trabalhos então para um novo álbum tiveram início. Durante as sessões de gravação, o guitarrista Phil Palmer, o baterista Jeff Porcaro entraram na banda, além do saxofonista Chris White, que retornou. Em setembro daquele ano, "On Every Street" chegou às prateleiras. O disco é muito bom. Ele preserva aquele Dire Straits que todos estamos acostumados a ouvir, mas de um modo mais humilde, mais tímido. É um registro menos envolvente e notavelmente mais fraco. Não é à toa que, mesmo com o lançamento antecipado, ele teve apenas sucesso moderado e não foi o centro das atenções das revistas. Ainda assim, vendeu 8 milhões de cópias e chegou ao topo das paradas britânicas. Uma extensiva turnê mundial de duração de dois anos sucedeu ao lançamento. Apesar de ter sido uma turnê muito mais cara e melhor produzida do que a do "Brothers In Arms", ela não foi tão bem-sucedida quanto. Isso acabou desgastando a banda, levando o Dire Straits a uma infeliz segunda e definitiva dissolução, mas isso na prática, não oficialmente ainda. O baque não foi só na banda, mas na vida pessoal de Mark Knopfler também, que além de ter terminado a banda, terminou também seu casamento. O último concerto foi realizado em 9 de outubro de 1992 em Zaragoza, na Espanha.
Após o fim da turnê, Knopfler expressou seu desejo de parar de fazer turnês em larga escala. Cansado, resolveu tirar um tempo de folga da música. Em 1993, dois trabalhos ao vivo saíram: o EP "Encores", contendo quatro faixas, e o live "On The Night", contendo registros da última turnê. Contudo, os lançamentos novamente não receberam os holofotes da mídia.
O último lançamento de relevância foi mais um ao vivo, o "Live At The BBC", de 1995, que se trata de uma coleção de registros ao vivo oscilando entre os anos de 1978 e 1981, com o line-up original (ou quase, dependendo da faixa). Um pouco depois, a notícia se oficializou: o Dire Straits encerrou de vez suas atividades. Subsequentemente, Mark Knopfler seguiu carreira solo.
O máximo que aconteceu desde então foram quatro shows beneficentes em 2002, e o lançamento de duas compilações: "Sultans of Swing: The Very Best of Dire Straits" de 1998, e "The Best of Dire Straits & Mark Knopfler: Private Investigations", de 2005. Knopfler não demonstra o mínimo interesse em reiniciar as atividades da banda, e diz apenas fazê-lo em caso de shows beneficentes. Portanto, a chance de vê-los de volta à ativa é quase nula.
Então eis aqui uma discografia que sem sombra de dúvidas é de peso. Uma discografia que, de uma forma ou de outra, tem grande chance de fazer parte da sua vida. A mais famosa banda da década de 80. Se você não conhece os caras, ou não se lembra, ouça o "Brothers In Arms" de 1985. É tiro e queda, álbum magnífico! Aproveitem essa verdadeira trilha sonora dos anos oitenta!


 Dire Straits (1978)

01 - Down To The Waterline
02 - Water of Love
03 - Setting Me Up
04 - Six Blade Knife
05 - Southbound Again
06 - Sultans of Swing
07 - In The Gallery
08 - Wild West End
09 - Lions


 Communiqué (1979)

01 - Once Upon A Time In The West
02 - News
03 - Where Do You Think You’re Going?
04 - Communiqué
05 - Lady Writer
06 - Angel of Mercy
07 - Portobello Belle
08 - Single Handed Sailor
09 - Follow Me Home


 Making Movies (1980)

01 - Tunnel of Love
02 - Romeo and Juliet
03 - Skateaway
04 - Expresso Love
05 - Hand In Hand
06 - Solid Rock
07 - Les Boys


 Love Over Gold (1982)

01 - Telegraph Road
02 - Private Investigations
03 - Industrial Disease
04 - Love Over Gold
05 - It Never Rains


 ExtendedancEPlay (EP) (1983)

01 - Twisting By The Pool
02 - Badges, Posters, Stickers and T-Shirts
03 - Two Young Lovers
04 - If I Had You


 Alchemy (Live) (1984)

01 - Once Upon A Time In The West
02 - Expresso Love
03 - Romeo and Juliet
04 - Love Over Gold
05 - Private Investigations
06 - Sultans of Swing
07 - Two Young Lovers
08 - Tunnel of Love
09 - Telegraph Road
10 - Solid Rock
11 - Going Home


 Brothers In Arms (1985)

01 - So Far Away
02 - Money For Nothing
03 - Walk of Life
04 - Your Latest Trick
05 - Why Worry
06 - Ride Across The River
07 - The Man's Too Strong
08 - One World
09 - Brothers In Arms


 Money For Nothing (Compilation) (1988)

01 - Sultans of Swing
02 - Down To The Waterline
03 - Portobello Belle (Live)
04 - Twisting By The Pool (Remix)
05 - Tunnel of Love
06 - Romeo and Juliet
07 - Where Do You Think You're Going?
08 - Walk of Life
09 - Private Investigations
10 - Telegraph Road (Live, Remix)
11 - Money For Nothing
12 - Brothers In Arms


 On Every Street (1991)

01 - Calling Elvis
02 - On Every Street
03 - When It Comes To You
04 - Fade To Black
05 - The Bug
06 - You and Your Friend
07 - Heavy Fuel
08 - Iron Hand
09 - Ticket To Heaven
10 - My Parties
11 - Planet of New Orleans
12 - How Long


 Encores (Live EP) (1993)

01 - Your Latest Trick
02 - The Bug
03 - Solid Rock
04 - Local Hero (Wild Theme)


 On The Night (Live) (1993)

01 - Calling Elvis
02 - Walk of Life
03 - Heavy Fuel
04 - Romeo and Juliet
05 - Private Investigations
06 - Your Latest Trick
07 - On Every Street
08 - You and Your Friend
09 - Money For Nothing
10 - Brothers In Arms


 Live At The BBC (Live) (1995)

01 - Down To The Waterline
02 - Six Blade Knife
03 - Water of Love
04 - Wild West End
05 - Sultans of Swing
06 - Lions
07 - What's The Matter Baby?
08 - Tunnel of Love


 Sultans of Swing: The Very Best of Dire Straits (Compilation) (1998)

01 - Sultans of Swing
02 - Lady Writer
03 - Romeo and Juliet
04 - Tunnel of Love
05 - Private Investigations
06 - Twisting By The Pool
07 - Love Over Gold
08 - So Far Away
09 - Money For Nothing
10 - Brothers In Arms
11 - Walk of Life
12 - Calling Elvis
13 - Heavy Fuel
14 - On Every Street
15 - Your Latest Trick (Live)
16 - Local Hero/Wild Theme (Live)


 The Best of Dire Straits & Mark Knopfler: Private Investigations (Compilation) (2005)

01 - Sultans of Swing
02 - Love Over Gold
03 - Romeo & Juliet
04 - Tunnel of Love
05 - Private Investigations
06 - Money For Nothing
07 - Brothers In Arms
08 - Walk of Life
09 - On Every Street
10 - Going Home (Theme From The Local Hero)
11 - Why Aye Man
12 - Boom, Like That
13 - What It Is
14 - All The Roadrunning-Duet (feat. Emmylou Harris)


2 comentários: