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domingo, 20 de janeiro de 2013

Amoral - Discografia Comentada

A primeira coisa que tem para se dizer é que o Amoral sem dúvidas possui o "selo Finlândia de qualidade". E pode ter certeza que me refiro tanto ao Amoral antigo, à época dos três primeiros álbuns, quanto ao Amoral atual, a partir de "Show Your Colors", de 2009. No Brasil, essa fodástica banda escandinava não tem o reconhecimento que merece. Todos sabemos que muita banda de qualidade não chega aos nossos ouvidos, e se não fosse a internet, seria praticamente impossível conhecermos uma banda que faz bastante barulho, principalmente na Europa e Japão, como essa.
No princípio o conjunto fazia Melodic Death Metal, e já tinham bastante reconhecimento por isso, pois seu som era forte e bastante ousado, diferenciado. Mas o que alavancou de verdade esses finlandeses foi o fato de Ari Koivunen, vencedor do programa Ídolos de 2007 da Finlândia, ter ingressado na banda em 2008. Com sua chegada, o Amoral passou a executar um Power Metal com elementos progressivos de bastante competência, deixando seu som ainda mais versátil.
Tudo começou em 1997 em Helsinque, na Finlândia, por iniciativa dos guitarristas Ben Varon e Silver Ots e do baterista Juhana Karlsson, a fim de tocar Melodic Death Metal. Após muita dificuldade para estabilizar o line-up, conseguiram se fixar com o vocalista Matti Pitkänen em 2000 e o baixista Ville Sorvali (Moonsorrow) em 2001, pouco depois da primeira demo "Desolation" ser lançada, trabalho que foi gravado entre "vais-e-vens" de baixistas, mas que acabou por ter as linhas do instrumento gravadas pelo guitarrista Silver Ots. Já com o line-up fixo, também foram lançadas as demos "Other Flesh" e "Demo II", ambas em 2002. Nesse mesmo ano, o vocalista Matti Pitkänen se desliga do grupo, sendo então substituído por Niko Kalliojärvi, que viria a se tornar um dos símbolos da banda devido ao seu excelente gutural, e pela sua permanência no Amoral. Alguns shows em bares e eventos foram feitos, até que finalmente os passos começaram a ficar mais largos.
Um contrato com o selo Rage of Achilles Records foi assinado, possibilitando o lançamento do debut "Wound Creations", em 2004. O selo acabou falindo, mas há males que vêm para o bem. O álbum teve excelente repercussão (e merecidamente, diga-se de passagem) em revistas e websites, rendendo diversos shows pela Finlândia e Europa, além de uma turnê de um mês com o Finntroll e Naglfar e sua inclusão no Tuska Open Air Metal Festival em 2005, o maior e mais importante evento underground da Finlândia. E isso atraiu os olhares da maior gravadora do país, desembocando em um contrato com a Spikefarm Records, uma vertente da poderosa Spinefarm Records. O álbum é realmente potente, apresentando sua proposta com exatidão, mas mais cadenciado para o melódico do que outras bandas do gênero. Mas seus solos são alucinantes e técnicos, e seus riffs são bem pesados. De guitarristas é que esse grupo não precisa reclamar, pois são feras, principalmente pelo fato de também combinar alguns elementos progressivos. Alguns meses depois do lançamento, o baixista Ville Sorvali sai, cedendo vaga para Erkki Silvernnoinen.
Após concluir a turnê europeia em 2005, o Amoral retornou aos estúdios para gravar seu próximo álbum de estúdio, que saiu naquele mesmo ano. Agora, foi a vez de "Decrowning" ser lançado, álbum ligeiramente mais pesado e com uma pegada bem mais técnica com ênfase no peso dos riffs e na bateria do que seu antecessor, demonstrando influências leves do Technical/Brutal Death Metal, mas sem perder seu lado melódico. Solos mais rápidos, com palhetadas mais rápidas são observados, caracterizando um Death Metal mais brutal. Mais um fodástico álbum! Mais uma turnê europeia foi executada, agora com Naglfar e Dark Funeral, além de shows no Japão e uma mini-turnê pela Itália.
Já em 2007, chega às vitrines o álbum "Reptile Ride", trabalho que novamente cadencia o jogo mais para o melódico, se aproximando mais do que é feito em "Wound Creations", de 2004. Outro álbum simplesmente foda, sem dúvidas, com uma faixa instrumental de 5 minutos maneiraça, intitulada "Apocalyptic Sci-Fi Fun". Os solos continuam dispensando comentários e os vocais de Niko Kalliojärvi continuam super potentes. Algum tempo depois do lançamento, o baixista Erkki Silvernnoinen sai da banda.
No ano subsequente, já em 2008, a maré muda para o Amoral: conseguem novamente preencher o posto de baixista com a chegada de Pekka Johansson, e é aí que o vocalista Ari Koivunen se apresenta. Não encontrei razões para o vocalista Niko deixar a banda, se foi porque ele quis ou porque foi demitido para a entrada do garoto, mas o Ari Koivunen tinha acabado de lançar seu excelente álbum "Becoming" pela sua carreira solo, o que elevou ainda mais sua notoriedade. De qualquer modo, foi nessa época que a banda deslanchou de vez, ganhando ainda mais notoriedade, principalmente por causa da single "Year of The Suckerpunch" (que também é minha música predileta), que foi a mais pedida pelas rádios finlandesas e fez um sucesso danado, marcando a mudança de gênero do Melodic Death Metal para o Power Metal.
O resultado completo de toda a mudança veio em 2009, com o lançamento de "Show Your Colors", o primeiro com Ari Koivunen na linha de frente. Um álbum muito foda, e o melhor pra mim. A competência dos guitarristas continua evidente mesmo com a mudança de sonoridade, se mostrando grandes músicos e versáteis, apresentando uma jogada progressiva mais evidente. O Ari Koivunen todos já conhecemos, faz o que sabe fazer de melhor, com uma excelente performance, cantando em tons altos com sua voz limpa, um timbre tipicamente finlandês.
Em 2010, o guitarrista e fundador Silver Ots desliga-se do conjunto. Quem ocupou seu posto temporariamente foi Valtteri Hirvonen, que já havia substituído Silver durante a turnê europeia de 2009, enquanto estava ausente até então temporariamente.. No fim do ano, o guitarrista Masi Hukari foi contratado como membro integral, possibilitando que as composições tivessem prosseguimento.
O resultado foi lançado em 2011, e recebeu o nome "Beneath", e uma linda capa. A sonoridade se assemelha com o que é feito em seu antecessor, mas de um modo um pouco mais fechado. Além disso, algumas faixas contam com vocais guturais (que não sei quem faz), talvez como uma tentativa de remontar à época Melodic Death Metal do conjunto, fazendo com que esse álbum seja mais ou menos dois estilos em um. Álbum foda, sem dúvidas, e com uma duração mais longa.
Em 16 de dezembro de 2012 foi anunciado que em março de 2013 começariam a gravação do sexto álbum de estúdio da banda, que virá a ser lançado no fim do ano. Vamos aguardar a chegada!
Enfim, aí está uma banda que pode agradar a dois públicos distintos, seja ao mesmo tempo ou separadamente. A escolha do que ouvir é livre, e seja lá qual for sua preferência, se é só um gênero, ou ambos, pode ter certeza que vai encontrar canções fodas, fortes e competentes. Realmente acho muito difícil o Amoral desagradar alguém, uma vez que, como eu disse no princípio dessa postagem, possui o inconfundível e confiável "selo Finlândia de qualidade."

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 Wound Creations (2004)

01 - The Verge
02 - Atrocity Evolution
03 - Silent Renewal
04 - Solvent
05 - The Last Round
06 - Other Flesh
07 - Distract
08 - Nothing Daunted (Gallows Pole Rock 'n' Roll)
09 - Languor Passage

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 Decrowning (2005)

01 - Showdown
02 - Lacrimal Gland
03 - Decrowning
04 - Tiebreaker
05 - Drug of Choice
06 - Denial 101
07 - Control Cancer
08 - Raptus
09 - Warp
10 - Bleeder

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 Reptile Ride (2007)

01 - Leave Your Dead Behind
02 - Nervasion
03 - Hang Me High
04 - Mute
05 - Few and Far Between
06 - Snake Skin Saddle
07 - D-Drop Bop
08 - Apocalyctic Sci-Fi Fun
09 - Pusher

 Show Your Colors (2009)

01 - Random Words
02 - Release
03 - A Shade of Gray
04 - Year of The Suckerpunch
05 - Perfection Design
06 - Sex N' Satan
07 - Song For The Stubborn
08 - Vivid
09 - Gave Up Easy
10 - Last October
11 - Exit

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 Beneath (2011)

01 - Beneath
02 - Wrapped In Barbwire
03 - Silhouette
04 - Things Left Unsaid
05 - (Won't Go) Home
06 - Closure
07 - Same Difference
08 - Hours of Simplicity
09 - Wastelands
10 - This Ever Ending Game
11 - No Future
12 - Of Silent Stares & Fire Lost

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 Fallen Leaves & Dead Sparrows (2014)

01 - On The Other Side Pt. I
02 - No Familiar Faces
03 - Prolong A Stay
04 - Blueprints
05 - If Not Here, Where?
06 - The Storm Arrives
07 - See This Through
08 - On The Other Side Pt. II

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 In Sequence (2016)

01 - In Sequence (A Prologue)
02 - Rude Awakening
03 - The Betrayal
04 - Sounds of Home
05 - The Next One To Go
06 - Helping Hands
07 - Defuse The Past
08 - From The Beginning (The Note, Pt 2)

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