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domingo, 2 de dezembro de 2012

Circus Maximus - Discografia Comentada

Quem é headbanger de longa data sabe intuitivamente que existem bandas que são exibicionistas, exageradas, que podem ser fodas ou não. Também sabe que existem bandas que são mais simples, mas que sua simplicidade é seu maior diferencial, ou não. Também encontra bandas de meio-termo que são expressivas, e outras cuja existência é esquecida depois de alguns dias. Difícil é achar uma meio-termo no ponto...
Eu diria que o Circus Maximus é um meio-termo perfeito. Não é uma banda extraordinária ao meu ver (com exceção do segundo álbum, que se aproxima da perfeição!!), não é "bombástica", mas ao mesmo tempo, não é simples, até porque o gênero que reproduzem não abre brecha pra simplicidade demais: Progressive Metal. Detalhe que sua origem é de um país com pouca tradição no estilo, com mais afinidade a gêneros como o Black Metal, principalmente, e outras vertentes mais depressivas: Noruega.
Seu som é bastante parecido nos três álbuns lançados até agora, sempre mantendo a mesma proposta, que, a um julgamento amador como o nosso, é um Progressive Metal sem exageros, sem exibicionismos. O pé é realmente com algo mais melódico e firme de um lado, e com técnica apurada do outro. O gênero é marcado por músicas longas, mas essa cina também é quebrada pelo Circus Maximus, contendo poucas músicas "eternas". A maioria gira em torno dos cinco, seis minutos, como dito, sem se exibir muito, entretanto, determinadas passagens de algumas músicas e as músicas longas realmente chutam traseiros, Prog de fato, matador. Acho isso muito foda, porque a banda demonstra querer fazer algo "exibicionista" em hora marcada. Mas de modo algum a banda é ruim, caso essa tenha sido a impressão. Muito pelo contrário! Inclusive, antes de fazer essa postagem, apresentei a banda a um amigo fã de Prog Metal, e principalmente, fã do Dream Theater, e ele apaixonou, assim como eu também sou muito feliz por conhecer o trabalho honesto e bem feito desses noruegueses.
Circus Maximus foi fundado no ano de 2000 em Oslo, na Noruega, a partir dos irmãos Mats e Truls Haugen (guitarrista e baterista, respectivamente) e Michael Eriksen (vocal), que eram amigos de longa data, desde projetos anteriores e decidiram fundar uma nova banda, que mais tarde contou com o acréscimo do baixista Glen Cato Møllen e do tecladista Espen Storø. A proposta inicial era apenas apresentar covers, principalmente de Dream Theater e Symphony X. Mesmo assim, nesse meio tempo, eles se dedicavam a compor e produzir músicas autorais, o que culminou na mudança de banda cover para banda autoral, e aí o trabalho começa de verdade.
As composições culminaram no lançamento de duas fitas demo, que receberam boa aceitação na Noruega, Europa e EUA. Um contrato de gravação foi fechado com a American Sensory Records para os distribuição nos EUA e Canadá, seguido do fechamento de uma extensão com a Frontier Records para distribuição na Europa e Rússia, e mais tarde, em abril de 2004, fecharam com a Danish Intromental Management.
Não demorou e os trabalhos de composição do debut começaram, ainda naquele ano, e já em 2005, saiu o excelente primeiro passo "The 1st Chapter". Ele é exatamente o que eu já disse: um meio-termo excelente, sem exibicionismos, coisa que muita gente reclama do Prog Metal. Ele é excelente, no ponto, com as técnicas apuradas e o lado Prog ao extremo em seus momentos certos, ou faixas certas, como é o caso da "1st Chapter", que contém 19 minutos bem tocados de música. Mais tarde naquele ano, o tecladista Espen Storø decidiu deixar a banda por razões pessoais, cedendo seu posto a Lasse Finbråten (ex-Tritonus). Uma turnê se seguiu, tocando pelos Estados Unidos e Europa, principalmente pela Escandinávia, ao lado de KamelotPagan's Mind e Glenn Hughes.
No ano de 2007, é a vez de "Isolate" chegar às vitrines. Esse álbum, para mim, é o melhor dos caras. A entrada do tecladista Lasse Finbråten se mostrou muito positiva para a banda, acendendo um lado bastante melódico e encantador na banda que não aparecia em seu primeiro álbum. Fora o fato de que "Isolate" conta com algo que muitos dizem faltar no Prog (apesar de eu não concordar): o feeling. É bastante complicado ouvir esse álbum e você não senti-lo, ele não te atingir e te relaxar, te fazer sorrir de alguma forma, com aqueles solos que fazem você dar uma palhetada no ar e inclinar o corpo pra trás. O perfeito amadurecimento dos caras se mostrou sagaz! O lançamento rendeu ao Circus Maximus mais uma boa turnê, tocando por grandes festivais na Europa, além de, junto com o Dreamscape, ter excursionado pela Europa abrindo os shows do Symphony X na turnê do álbum Paradise Lost.
Já em 2012, o terceiro álbum dessa excelente banda vê a luz, intitulado "Nine". Tão bom quanto seu antecessor, mas à sua maneira. Ele mantém, de certa forma, sua mesclagem com os teclados, entretanto, é um álbum mais forte. As distorções das guitarras tomam maior território nas canções, propiciando músicas mais pesadas que em qualquer dos seus trabalhos anteriores. A dedicação foi minuciosa, há inclusive uma espécie de documentário sobre as preparações do álbum e tudo mais. Isso tudo gerou esse grande presente, que consolida o prazer de conhecer uma banda como essa.
Está aí uma banda muito foda! Eu aproveito a conclusão dessa postagem pra bater novamente na tecla do meio-termo; não estou dizendo de modo algum que eles são uma banda mais ou menos. Longe disso! Eles são fodas! O que eu quis dizer com "meio-termo" é realmente um meio-termo entre ficar exibindo técnica e ser "vazio". Eles conseguem dosar as coisas, o que deve livrá-los de comentários como "só têm técnica, não têm feeling." Podem baixar sem medo. Circus Maximus é uma banda prazerosa de se conhecer!


 The 1st Chapter (2005)

01 - Sin
02 - Alive
03 - Glory of The Empire
04 - Biosfear
05 - Silence From Angels Above
06 - Why Am I Here?
07 - Prophecy
08 - 1st Chapter
09 - Imperial Destruction

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 Isolate (2007)

01 - A Darkened Mind
02 - Abyss
03 - Wither
04 - Sane No More
05 - Arrival of Love
06 - Zero
07 - Mouth of Madness
08 - From Childhood's Hour
09 - Ultimate Sacrifice

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 Nine (2012)

01 - Forging
02 - Architect of Fortune
03 - Namaste
04 - Game of Life
05 - Reach Within
06 - I Am
07 - Used
08 - The One
09 - Burn After Reading
10 - Last Goodbye

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Um comentário:

  1. Amigo, atualize seu excelente post com os comentários de Havoc. Excelente álbum!!!

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