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segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Symbols - Discografia Comentada

Ao mesmo tempo que o Symbols é uma excelente banda brasileira de Heavy/Power Metal, ela também é, de certa forma, uma viagem no tempo. É bem difícil ouvir falar do Symbols e não pensar "a banda que o Edu Falaschi estava antes de entrar no Angra". Você a encara como parte da progressão e ascensão do Edu como uma das principais vozes do Metal no Brasil. Claro que isso sem desmerecer a grande qualidade que esse 'Symbol' nacional (trocadilho show, nem vem) tem para a cena.
O na época Symbols of Time nasceu em São Paulo como um projeto de Edu Falaschi com seu irmão Tito Falaschi em 1997, após o fim da banda santista Mitrium, na qual Edu estava envolvido. O grupo não se chamou assim por muito tempo. Pouco depois o nome foi reduzido para "Symbols", e sua primeira formação fixa contou com Edu Falaschi no vocal, Tito Falaschi no vocal e baixo, Rodrigo Arjonas e Ulisses Miyazawa nas guitarras, Rodrigo Mello nas baquetas e Marcello Panzardi nos teclados.
Com essa formação, o debut homônimo foi lançado em 1998, apresentando um pesado Heavy Metal com belas pegadas de Power Metal, e claro, teclados que ajudam a dar um ar mais pesado e até de suspense nas músicas. Um álbum que me impressionou, assim como os outros dois, pois eu sinceramente, quando conheci, esperava conhecer uma banda mais ou menos, e não é o que aconteceu. Me agradei demais com o som, e os duetos de Tito e Edu são potentes, além de que há muito do que não há com trabalhos do Edu hoje em dia: agudos. O Symbols já impôs respeito logo em seu primeiro álbum, que alcançou o sucesso comercial e fez os olhos dos bangers da cena virarem para o conjunto.
Logo após as gravações, o guitarrista Ulisses Miyazawa deixa a banda, provocando certas mudanças na formação. Diego Tiguez entrou no grupo com a função de baixista, e Tito Falaschi se moveu para a posição de guitarrista, mas continuando a ser vocalista.
Essa formação foi levada adiante logo em 2001 álbum "Call To The End" é lançado. Ele é bem parecido com seu antecessor, igualmente foda, sem dúvidas. As baladas seguem lindas, e as demais continuam com o mesmo peso gostoso de se ouvir. O mais interessante é que nenhum dos três álbuns é enjoativo. Eu mesmo, na primeira vez que ouvi, ouvi os três de uma vezada só. Nessa época o Angra já estava sem vocalista, baixista e baterista, uma vez que Andre MatosLuis Mariutti e Ricardo Confessori haviam saído em 2000 e formado o Shaman. Com a performance de Edu Falaschi nos dois álbuns do Symbols lançados até então, não fica nem um pouco difícil entender o porquê de ter sido ele o escolhido. E lá se foi ele, substituindo o renomado Andre Matos, ingressando junto com Felipe Andreoli (Firesign) no baixo e Aquiles Priester (Hangar) na bateria, e lançando o magnífico "Rebirth" em 2001. A partir daí todos sabem a tragetoria do Edu, desde a formação do Almah em 2006 até sua saída em 2012.
Mas a vida do Symbols continuou. Tito Falaschi assumiu os vocais integralmente, entretanto, no fim de 2002, desliga-se da banda, assim como o guitarrista Rodrigo Arjonas, fazendo com que o Symbols encerrasse seus trabalhos... Mas por um tempo limitado. Em 2004, a banda ressuscitou sob uma nova formação, que contava com Demian Tiguez (Anjos de Resgate) no vocal e guitarra, César Talarico no baixo, Rodrigo Mello na bateria e Fabrizio di Sarno nos teclados. Essa nova formação, suja com cinzas, lançou em 2005 o álbum "Faces", que apesar de ser excelente e manter aquele clima "Symbols de ser", não conseguiu tanta repercussão. Demian demonstra ter um excelente vocal, do jeito que o Heavy Metal Melódico pede, e o restante da banda também demonstra ter fibra para fazer um excelente trabalho. O legal desse álbum é que a balada "Bright Times" tem duas versões: uma apenas com Demian cantando, e outra em dueto com Edu Falaschi.
Logo após as gravações, o baixista César Talarico deixa o grupo e é substituído por Tcha-Tcho, que rapidamente também sai e é substituído por Diego Tiguez, que se estabiliza na função. O baterista Rodrigo Mello também deixa o Symbols, e Tony del Nero toma seu posto. Além disso, Ricardo de André entra na função de guitarrista, fazendo com que a banda voltasse a ter dois guitarristas, mas nenhuma novidade foi apresentada desde então. Mas a banda continua ativa.
E está aí uma banda que é um ícone do Metal nacional, que desperta a curiosidade de muitos bangers principalmente pelo fato de ter sido a banda de origem do Edu, que tem três belos álbuns que rechaçam qualquer dúvida sobre seu som.


 Symbols (1998)

01 - Scream of People
02 - What Can I Do?
03 - Hard Feelings
04 - Save My Soul
05 - Like Mars
06 - Love Trough The Night
07 - Rest In Paradise
08 - You
09 - Eyes In Flames (Bonus Track)
10 - The Traveller (Bonus Track)

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 Call To The End (2001)

01 - Introduction
02 - Eyes In Flames
03 - Power Machine
04 - Call To The End
05 - The Traveller
06 - Introspection
07 - Save Africa
08 - Stop The Wars
09 - Sons of Lord
10 - Everything I Want

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 Faces (2005)

01 - Faces
02 - The Indian's Soul
03 - Waiting For The Sunrise
04 - Living Another Day
05 - Bright Times
06 - The Rainy Nights
07 - The Little Inside The Ocean
08 - The Zen Archer
09 - God's Gift
10 - Bright Times (feat. Edu Falaschi)

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