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sábado, 1 de setembro de 2012

Kråke - Discografia Comentada

Essa é pra quem gosta de um Symphonic Black Metal épico, atmosférico, ah lá Dimmu Borgir! A influência deles na sonoridade do Kråke é mais do que evidente, o que reflete uma grande influência, e ainda que a Noruega sempre conta com grandes representantes no Black Metal sinfônico. Eles são do caralho mesmo, viciante!
Kråke surgiu, inicialmente, apenas como uma ideia, em 2007, em KopervikNoruega, pelos irmãos Beist (vocal) e Dreugh (guitarra e teclados). Acho interessante terem escolhido um nome na sua língua materna mesmo para a banda. Kråke significa "corvo" em norueguês, mas o motivo desse nome não foi apenas o animal, mas seu significado mítico. Por várias culturas e pela história, o corvo é visto como uma criatura mítica, especialmente como um mensageiro da discórdia, um sinal de morte, mas também de sabedoria. Vale ressaltar que a letra 'å' da língua norueguesa tem conotação 'ou', ou seja, pronuncia-se 'crouk'.
O primeiro trabalho foi a demo independente "Demo 2008", lançada no mesmo ano indicado no nome, contendo três músicas, três amostras do que viria a ser debut. Infelizmente não achei ela, quem sabe um dia, hehe...
Um pouco depois, com a formação fixa contando com Beist no vocal, Dreugh na guitarra e teclados, Kobal na outra guitarra, Dr. Horror no baixo e Skarstein nas baquetas, a banda assinou com a Indie Records e começou o lento processo de composição do debut. Em 2012, "Conquering Death" foi lançado, sem dúvidas, demonstrando grande maestria e perfeição para um primeiro álbum. Notavelmente tendo influências de, além do Dimmu Borgir, também do Old Man's Child e Type O Negative, o som é pesado e bastante atmosférico, dando o clima exato que a bela capa sugere. Todas as letras, que tratam de assuntos como os aspectos obscuros da vida e a certeza da morte, foram compostas pelo vocalista Beist, além das próprias linhas vocais. A orquestra dá uma firmeza adicional à atmosfera da banda, que, como todo bom Symphonic Black Metal exige, consegue manter o peso mesmo em passagens mais lentas e melódicas. É um álbum poderoso, que consegue te fazer se sentir preso dentro da música, se sentir parte da fantasia, como se estivesse dentro de si com uma densa trilha sonora como complemento ao sentimento de desespero e angústia que esses caras te proporcionam. Isso é fato.
Enfim, um grande trabalho para começar, digno de ser escutado pelos melhores ouvidos. Fico feliz por conhecer essa banda e por poder acompanhá-los. Certamente o Symphonic Black Metal norueguês está em boas mãos.


 Conquering Death (2012)

01 - A Murder of Crows
02 - And A Colder Breed
03 - Hearts Blood
04 - Ed
05 - The Great Leviathan
06 - Beneath Black Waters
07 - Victorious, I
08 - The Gatekeeper
09 - Snowfall
10 - I Ly Av Lyset

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