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quarta-feira, 13 de junho de 2012

Sabaton - Discografia Comentada

Falar que essa banda é sensacional, fodástica, viciante, apaixonante, de foder, e coisas do gênero ainda não é o suficiente para descrever o quão foda ela é. Já deu para perceber o quanto a admiro logo na primeira frase, não é? Não existem palavras que a definam. Só dá pra falar "Ouve essa porra!" e calar a boca. Quem conhece, sabe muito bem do que tô falando. Quem não conhece, vai saber. Executam Power Metal, mas ao mesmo tempo tem seu charme especial. Não cabe no rótulo.
Eu sempre ouvia muito falar sobre eles, mas nunca me interessei em ir atrás. Não é fácil me fazer buscar alguma banda quando me pedem. Tenho que estar com muita vontade mesmo... Mas conhecer o Sabaton foi meio involuntário. Demorei demais e me arrependo disso. Eu não dava atenção e não sabia o que estava perdendo.
Conheci os caras cerca de um mês antes de lançarem Carolus Rex, de 2012, porque um amigo me mandou o link de um lyric-video. Clicar naquele link foi o início de um vício imenso. Era uma das melhores faixas que os caras já lançaram: a própria Carolus Rex. Repetia, repetia, e repetia aquela música por dias, o que me fez buscar os álbuns e sair ouvindo que nem um doido. Com poucos dias já conhecia The Art of War e Coat of Arms como a palma da minha mão.
A temática de suas músicas é marcante, assim como as roupas que vestem e a forma como suas melodias soam. Seu tema central é guerras históricas, pegando bastante ênfase nas duas Guerras Mundiais e na Guerra do Vietnã. Ouvir canções como "Screaming Eagles", do álbum Coat of Arms, faz se sentir no meio de um fogo cruzado num campo de batalha. A exceção é o álbum "Carolus Rex", cuja temática é sobre um rei sueco.
Essa fantástica banda de proveniente da cidade de Delarna, no condado de Falún, na Suécia, foi formada em 1999, contendo Joakim Brodén no vocal, Rikard Sundén e Oskar Montelius nas guitarras, Pär Sundström no baixo e Richard Larsson na bateria. Uma coisa interessante é que, durante toda a trajetória deles, a rotatividade de integrantes é raríssima.
Já no ano de 2000, os suecos lançaram o primeiro trabalho, o independente "Fist For Fight", gravado no estúdio de Peter Tägtgren. Eu não diria que a banda é irreconhecível nesse e nos dois próximos álbuns, porque o vocal de Joakim Brodén é muito marcante, e o estilo da banda sempre foi o estilo dela, mas é um tanto diferente dos trabalhos mais atuais. É mais seco, tem menos influência dos teclados, e uma atmosfera mais fechada. Mas o que impressiona é a evidente qualidade desde o primeiro álbum, que só foi aumentando à medida que novos discos saíram. Não demorou para gravadoras se interessarem em assinar com o Sabaton, e logo um contrato foi fechado com o selo italiano Underground Symphony, que lançaria o promo CD internacionalmente, inclusive dando uma capa a ele, feita pelo lendário Ken Kelly, o mesmo que já trabalhou com bandas como ManowarKiss e o Rainbow.
Em 2001, o Sabaton voltou aos estúdios para a gravação do debut "Metalizer", usando novamente o estúdio de Peter Tägtgren. Quem lê assim pode achar estranho, mas Metalizer foi gravado em 2002 e é o primeiro álbum dos caras. O que aconteceu foi uma enrolação com o selo italiano, levando-o a sair apenas em 2007. Logo , esse não é o terceiro álbum gravado, e sim o terceiro lançado! Nessa época, os bateristas foram trocados: saiu Richard Larsson e entrou Daniel Mullback, fixando, assim, a formação clássica. Enquanto "Metalizer" não era lançado, shows foram realizados pela Suécia. Após dois anos de espera pelo lançamento do debut, os rapazes se cansaram e decidiram trabalhar em outro álbum, financiado por eles mesmos.
Primo Victoria, então, ficou pronto, e muitas gravadoras entraram em contato no interesse de assinar contrato. Um dos pontos de referência do álbum era a canção "Into The Fire", que faz grande referência à Guerra do Vietnã. Fecharam, então, com o selo Black Lodge, uma perna da Sound Pollution que se dedica aos lançamentos do Metal, e com isso, lançaram em 2005 o álbum Primo Victoria. Até aqui, os teclados eram tocados pelo vocalista Joakim Brodén, mas assim que o trabalho saiu, Daniel Mÿhr foi recrutado para assumir o posto de tecladista, salvando Joakim dessa função e deixando-o livre para se concentrar apenas na voz. Muitos tecladistas já passaram pela banda, principalmente para os quebrar um galho nos shows, mas nunca chegaram a ser membros oficiais.
O terceiro álbum, intitulado "Attero Dominatus" foi lançado já no ano seguinte, em 2006, continuando com as histórias de guerra iniciadas em "Primo Victoria" através de canções como "Back In Control" (que conta a reconquista das Ilhas das Malvinas pelos britânicos durante a Guerra das Malvinas, contra a Argentina); "Attero Dominatus" (que é, por sua vez, versa sobre a Batalha de Berlim, que trouxe fim à 2ª Guerra Mundial); e "Angels Calling" (já centrada na Guerra de Trincheiras).
Em 2007, finalmente, "Metalizer" é lançado, mas só porque a Black Lodge adquiriu os direitos do álbum, porque se não, vai saber se o conheceríamos... O álbum veio duplo, contendo Fist For Fight, Metalizer, e uma faixa bônus intitulada "Birds of War".
Até aqui, claro, a banda seguia compondo letras e canções simplesmente fantásticas, porém, esse não seria exatamente o estilo que o Sabaton seguiria nos próximos lançamentos. Os caras passariam a dar maior atenção aos teclados, abrilhantando um Power Metal mais cativante. O natural amadurecimento também fez com que níveis e patamares mais altos fossem alcançados. Conseguiram melhorar o que já era muito interessante!
Já em maio de 2008, outro fantástico álbum foi lançado, intitulado The Art of War. A partir daqui, o Sabaton moldou definitivamente o seu perfil. O "tempero da vovó" foi adicionado, e nunca sabemos direito qual é, mas podemos imaginar. Brincadeiras à parte, claro, a combinação "maturidade + teclados mais participativos" foi realmente decisiva no engrandecimento da banda! Quem lê o título do disco em inglês, talvez não pense em nada específico, mas em português talvez sim: A Arte da Guerra. Lembra algo? Os mais leitores, certamente se lembrarão do  livro de Sun Tzu. O álbum é inspirado nesse antigo livro estratégico escrito pelo general chinês, que viveu entre 544 e 496 antes de Cristo. A decisão de criar um trabalho baseado no livro veio da ideia de que 2000 anos após o livro ter sido escrito, fora o avanço tecnológico com armas, guerras e táticas, a humanidade permanece a mesma, em amplo sentido. Mas nem todas as músicas são sobre o livro.
As inspirações nas guerras históricas continuam, mas o livro dá inspiração também. Uma das marcas mais notáveis é que em muitas músicas há, ou na introdução, ou no fim, a voz de uma mulher militar narrando táticas de guerra, principalmente sobre o lado psicológico. A introdução da faixa-título é um belo exemplo: "Se você conhece o inimigo e conhece a si mesmo, você não precisa temer o resultado de 100 batalhas. Se você conhece a si mesmo, mas não ao inimigo, para cada vitória alcançada, você também sofrerá uma derrota. Se você não conhece nem ao inimigo, nem a si mesmo, você sucumbirá a cada batalha".
"The Art of War" recebeu belíssimas críticas e rendeu turnê pelos EUA e Europa, ao lado de bandas como HammerFall e Dragonforce. Posso dar como referência as faixas "The Art of War", "40:1", "Cliffs of Gallipoli" e "Panzerkampf", mas sempre lembrando: todas são impecáveis!
As gravações para o álbum subsequente eram para ter iniciado antes, mas a turnê com o Dragonforce atrasou as coisas. No entanto, saiu em 2010 mais uma obra-prima: Coat of Arms. A maioria de suas músicas são inspiradas na 2ª Guerra Mundial, mas também há músicas inspiradas em outras guerras, como a Guerra do Inverno, ou Guerra Soviético-Finlandesa, relatada em "White Death". Álbum fantástico, e prova disso é o status que a banda alcançou, principalmente com a alta produção de seus primeiros vídeo-clipes, o primeiro da faixa "Uprising", e o segundo, "Screaming Eagles". Uma turnê europeia, então, iniciou-se. Excelentes referências são as faixas "Coat of Arms", "Screaming Eagles", "The Final Solution" e "Wehrmacht", mas sempre lembrando, de novo: todas são incríveis! Nesse mesmo ano, a gravadora lançou a coleção "Re-Armed" dos álbuns lançados anteriormente, contendo faixas bônus e conteúdo exclusive para cada álbum. Quando baixarem qualquer álbum anterior ao Coat of Arms, encontrarão sua respectiva versão Re-Armed incluída.
O ano de 2011 presenteou os fãs com um lançamento ao vivo duplo chamado "World War Live: Battle of The Baltic Sea", com gravações de duas turnês diferentes: no CD 1, durante a "Sabaton Cruise", e no CD 2, durante a "World War Tour". Puta shows, mostrando, enfim, como os caras são ao vivo. Não decaem o rendimento em comparação com o estúdio, mas enquanto Joakim canta, parece que ele não quer forçar demais a voz. Não que precise, já que dota de voz grave, fica fiel, mas ao vivo sinto um pouco de falta falta daquele feeling que apresenta no estúdio. Contudo, quando interage com o público, é totalmente diferente: agita, grita, fala alto!
O álbum seguinte começou, então, a ser trabalhado e gravado. Assim que os trabalhos foram concluídos e antes mesmo de qualquer single ser lançada, o vocalista Joakim Brodén confirmou, em 2012, os rumores de algo impensável: o line-up mudaria drasticamente. Por razões desconhecidas, os guitarristas Rikard Sundén e Oskar Montelius, o baterista Daniel Mulback e o tecladista Daniel Mÿhr deixaram a banda, restando apenas Joakim e o baixista Pär Sundström. Isso foi um grande baque, uma vez que trata-se da formação clássica, que esteve sempre junta, que amadureceu junta. Enquanto os ex-membros fundaram o Civil War, as vagas no Sabaton foram preenchidas pelos guitarristas Chris Rörland e Thobbe Englund, além do baterista Robban Bäck, para continuar a turnê. A função de tecladista não teve substituto, pois Joakim Brodén voltou a ser responsável por ela.
De qualquer modo, mais um estupendo álbum ficou disponível, dessa vez, com uma temática diferente: Carolus Rex veio para não trazer mais do mesmo, mas ainda assim, manter aquele conhecido espírito do Sabaton. Largando os temas costumeiros de guerra, optaram por narrar algo histórico de seu próprio país: a trajetória do Rei Carlos XII da Suécia em português, ou Karl XII em sueco, Carl of Sweden em inglês ou, como é o título do álbum, em latim, Carolus Rex. O rei viveu entre 1697 e 1718 e ascendeu ao trono aos 15 anos de idade. Ele é lembrado por representar o período de ascensão e queda do Império Sueco. Exatamente por isso o álbum tem duas versões: uma com letras cantadas em inglês e outra com as mesmas em sueco. Mesmo a versão sueca, consegue preservar as melodias e evitar queda de qualidade composicional. Alteraram vários trechos para casar melhor com o instrumental, mas sem perder o sentido. Como resultado temos um clima ainda mais histórico e tradicional.
As referências do álbum podem ser "The Lion From The North", "Gott Mit Uns", "A Lifetime of War" e, claro, "Carolus Rex". Melhor ainda são os covers que a edição especial trás: a clássica "In The Army Now" do Status Quo, "Freuer Frei" do Rammstein e, a melhor, "Twilight of The Thunder God" do Amon Amarth que, pisando em ovos, eu diria que ficou melhor do que a versão do próprio Amon Amarth. Um mês antes do disco sair, a gravadora Metal Hammer lançou a compilação "Metalus Hammerus Rex" contendo algumas músicas do Sabaton, incluindo "Carolus Rex", que já havia sido lançada para promoção do álbum.
Uma poderosa turnê europeia se sucedeu então, rendendo shows em diversos festivais do continente! A consequência foi o lançamento do DVD triplo "Swedish Empire Live", compilando performances em vários desses eventos, inclusive incluindo um CD com registros do show no Woodstock Festival, na Polônia.
Ao fim da turnê, o baterista Hannes van Dahl (ex-Evergrey) seria efetivado no posto, completando a formação definitivamente. Com isso, o conjunto voltou a estúdio para as gravações do primeiro álbum sob nova formação e certamente um sucesso mundial absoluto entre os fãs de Power Metal: o famoso "Heroes", de 2014.
O álbum certamente tem a veia Sabaton que todos esperam, mas nota-se que não ficou tão forte quanto os três lançamentos anteriores, apesar do sucesso. Ele é fácil de ouvir, até pelos rápidos 37 minutos de uma audição lisa, fluida. Não diria que as alterações na formação afetaram tanto as composições, já que os dois membros originais que permaneceram (Joakim Brodén e Pär Sundström) eram os principais compositores. Ainda assim fica o clima de que está faltando algo, um pouco mais de consistência e de ambição como nos três últimos fantásticos discos, muito embora as músicas tenham um clima de guerra mais forte do que nunca. Apesar de não fazer parte do meu particular rol dos melhores discos do grupo, certamente ele é excelente e conta com grandes canções bastante hínicas, e até algumas surpresas como a emocional "The Ballad of Bull", tocada à base de piano.
Como o próprio nome do disco sugere, as letras de cada música são centradas em um herói de guerra específico. Foi exatamente essa proposta que conquistou com força especialmente o público brasileiro, já que uma das faixas deu atenção a um emocionante capítulo de guerra da história brasileira que nem os próprios brasileiros conheciam ou davam algum crédito. Essa faixa é "Smoking Snakes", cujo sugestivo nome "Cobras Fumantes" faz alusão ao escudo da Força Expedicionária Brasileira (FEB), que retratava uma cobra fumando em resposta à afirmação do então presidente Getúlio Vargas sobre ser mais fácil uma cobra fumar do que o Brasil ir à guerra. A canção versa sobre a bravura de Geraldo Baêta da Cruz, Arlindo Lúcio da Silva e Geraldo Rodrigues de Souza, três pracinhas que, durante uma troca de tiros em Montese, na Itália, isolaram-se dos demais soldados e, ao invés de fugirem, enfrentaram a onda de nazistas até a morte, recusando-se a se renderem. Tal ato emocionou até a soldados alemães, que os enterraram e escreveram na cruz "(aqui jazem) três heróis brasileiros", como comprovado mais tarde pelo Exército Brasileiro ao encontrar as sepulturas. A música e a ponte em português cantando "Cobras Fumantes, eterna é sua vitória" provocou grande sensação entre os bangers brasileiros e muitos debates sobre a desvalorização e falta de divulgação de nossos próprios heróis. De fato, o Sabaton apresentou aos brasileiros um pedaço de sua própria história, e é de certa forma vergonhoso que tenhamos que tomar conhecimento dela através de gringos.
"Heroes" desencadeou uma extensiva turnê mundial que inclusive ganhou passagem pelo Brasil pela primeira vez. Tive a oportunidade de vê-los em Juiz de Fora, Minas Gerais, que foi uma das diversas datas brasileiras. Interessantemente, aquele show contou com a presença de um ex-combatente da Guerra, algo que emocionou muito aos suecos por nunca antes um veterano ter presenciado seus shows. Estrategicamente, o ex-pracinha foi apresentado logo antes de "Smoking Snakes" ser executada.
Atualmente esta grandiosa banda segue realizando shows e, se mantiverem o pique de lançar um álbum a cada dois anos, talvez testemunhemos o nascimento de mais um álbum em 2016.
Essa é uma puta banda mesmo, que merece a atenção de cada um. O vocal de Joakim Brodén é marcante, épico, vigoroso, forte, viking e os solos são de embelezar as músicas tanto quanto os teclados fazem. Eu diria que a bateria e o baixo apenas fazem seus deveres de casa. O que o Sabaton tem de melhor é, de fato, nos vocais, guitarras e teclados. Suas músicas possuem coros parecidos com o do Rhapsody of Fire, com graves vocais no apoio, dando aquele clímax que vidra na cabeça. É uma banda que o rótulo "Power Metal" fica pobre e fraco frente a sua grandiosidade. Sou suspeito pra falar, eu gosto demais, mas eu sou exigente. Não é qualquer banda que me impressiona e me deixa viciado, e o Sabaton conseguiu isso! A título de noção, ouvi todos os álbuns em sequência no mesmo dia em que escrevo essa postagem. Eles têm as músicas de destaque, mas o fato é que para quem gosta da proposta, música ruim e Sabaton são antônimos. Espero que Carolus Rex não seja o pico, e que os futuros trabalhos venham ainda melhores!


 Fist For Fight (Promo) (2000)

01 - Introduction
02 - Hellrider
03 - Endless Nights
04 - Metalizer
05 - Burn Your Crosses
06 - The Hammer Has Fallen
07 - Hail To The King
08 - Shadows
09 - Thunderstorm
10 - Masters of The World
11 - Guten Nacht

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 Primo Victoria (2005)

01 - Primo Victoria
02 - Reign of Terror
03 - Panzer Battalion
04 - Wolfpack
05 - Counterstrike
06 - Stalingrad
07 - Into The Fire
08 - Purple Heart
09 - Metal Machine
10 - The March To War
11 - Shotgun
12 - Into The Fire (Live In Falun 2008)
13 - Rise of Evil (Live In Falun 2008)
14 - The Beast (Twisted Sister Cover)
15 - Dead Soldier's Waltz

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 Attero Dominatus (2006)

01 - Attero Dominatus
02 - Nuclear Attack
03 - Rise of Evil
04 - In The Name of God
05 - We Burn
06 - Angels Calling
07 - Back In Control
08 - Light In The Black
09 - Metal Crüe
10 - Fur Immer (Doro Cover)
11 - Langa Bollar Pa Bengt (Svenne Rubins Cover)
12 - Metal Medley (Live In Falun 2008)
13 - Nightchild
14 - Primo Victoria (Demo Version)

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 Metalizer (2007)

CD 1:
01 - Hellrider
02 - Thundergods
03 - Metalizer
04 - Shadows
05 - Burn Your Crosses
06 - 7734
07 - Endless Nights
08 - Hail To The King
09 - Thunderstorm
10 - Speeder
11 - Masters of The World
12 - Jawbreaker

CD 2:
01 - Introduction
02 - Hellrider
03 - Endless Nights
04 - Metalizer
05 - Burn Your Crosses
06 - The Hammer Has Fallen
07 - Hail To The King
08 - Shadows
09 - Thunderstorm
10 - Masters of The World
11 - Guten Nacht
12 - Birds of War (Bonus Track)
13 - Dream Destroyer
14 - Panzer Batallion (Demo Version)
15 - Hellrider (Live In Vasteras 2006)

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 The Art of War (2008)

01 - Sun Tzu Says
02 - Ghost Division
03 - The Art of War
04 - 40:1
05 - Unbreakable
06 - The Nature of Warfare
07 - Cliffs of Gallipoli
08 - Talvisota
09 - Panzerkampf
10 - Union (Slopes of St. Benedict)
11 - The Price of A Mile
12 - Firestorm
13 - A Secret
14 - Swedish Pagans
15 - Glorius Land
16 - The Art of War (Demo Version)
17 - Swedish National Anthem (Live)

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 Coat of Arms (2010)

01 - Coat of Arms
02 - Midway
03 - Uprising
04 - Screaming Eagles
05 - The Final Solution
06 - Aces In Exile
07 - Saboteurs
08 - Wehrmacht
09 - White Death
10 - Metal Ripper
11 - Coat of Arms (Instrumental Version)
12 - Metal Ripper (Instrumental Version)

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 World War Live: Battle of The Baltic Sea (Live) (2011)

CD 1: Battle of The Baltic Sea (Recorded At Sabaton Cruise, December 2010):
01 - The March To War (Intro)
02 - Ghost Division
03 - Uprising
04 - Aces In Exile
05 - Cliffs of Gallipoli
06 - White Death
07 - Swedish Pagans
08 - Wolfpack
09 - 40:1
10 - The Art of War
11 - Attero Dominatus
12 - The Price of A Mile
13 - Primo Victoria
14 - Metal Medley
15 - Dead Soldiers Waltz (Outro)

CD 2: World War Live (Recorded During World War Tour 2010):
01 - Screaming Eagles
02 - Coat of Arms
03 - Into The Fire
04 - Talvisota
05 - The Final Solution
06 - Back In Control
07 - Panzerkampf
08 - 7734
09 - Hellrider
10 - Panzer Battalion
11 - Rise of Evil
12 - 40:1

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 Metalus Hammerus Rex (Compilation) (2012)

01 - Carolus Rex
02 - Swedish Pagans
03 - White Death
04 - Ghost Division
05 - Attero Dominatus
06 - Primo Victoria
07 - Cliffs of Galipolli
08 - 40:1
09 - Hellrider
10 - Harley From Hell

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 Carolus Rex (English Version) (2012)

01 - Dominium Maris Baltici
02 - The Lion From The North
03 - Gott Mit Uns
04 - A Lifetime of War
05 - 1648
06 - The Carolean's Prayer
07 - Carolus Rex
08 - Killing Ground
09 - Poltava
10 - Long Live The King
11 - Ruina Imperii
12 - In The Army Now (Status Quo Cover) (Bonus Track)

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 Carolus Rex (Swedish Version) (2012)

01 - Dominium Maris Baltici
02 - Lejonet Från Norden
03 - Gott Mit Uns
04 - En Livstid I Krig
05 - 1648
06 - Karolinens Bön
07 - Carolus Rex
08 - Ett Slag Färgat Rött
09 - Poltava
10 - Konungens Likfärd
11 - Ruina Imperii
12 - Twilight of The Thunder God (Amon Amarth Cover) (Bonus Track)
13 - Feuer Frei (Rammstein Cover) (Bonus Track)

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 Swedish Empire Live (Live) (2013)

01 - The March To War
02 - Ghost Division
03 - Uprising
04 - Gott Mit Uns
05 - Cliffs of Gallipoli
06 - Lion From The North
07 - Price of A Mile
08 - Into The Fire
09 - Carolus Rex
10 - Midway
11 - White Death
12 - Attero Dominatus
13 - Art of War
14 - Primo Victoria
15 - 40:1
16 - Metal Crüe

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 Heroes (2014)

CD 1:
01 - Night Witches
02 - No Bullets Fly
03 - Smoking Snakes
04 - Inmate 4859
05 - To Hell and Back
06 - The Ballad of Bull
07 - Resist and Bite
08 - Soldier of 3 Armies
09 - Far From The Fame
10 - Hearts of Iron

CD 1 Bonus:
01 - 7734
02 - Man of War
03 - For Whom The Bell Tolls (Metallica Cover)
04 - En Hjaltes Vag (Raubtier Cover)
05 - Out of Control (Battle Beast Cover)

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CD 2 - Live From The Sabaton Cruise 2014:
01 - Night Witches
02 - To Hell and Back
03 - Smoking Snakes
04 - Far From The Fame
05 - Resist and Bite
06 - Soldier of 3 Armies
07 - Carolus Rex
08 - Gott Mit Uns
09 - Karolinens Bön
10 - 1648
11 - En Livstid I Krig
12 - Twilight of The Thunder God (Amon Amarth Cover)

CD 3 - Live From The Sabaton Cruise 2014:
01 - Ghost Division
02 - 40:1
03 - White Death
04 - Attero Dominatus
05 - 7734
06 - The Price of A Mile
07 - Talvisota
08 - Swedish Pagans
09 - The Art of War
10 - Primo Victoria
11 - Metal Crüe

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2 comentários:

  1. O link do cd heroes esta quebrado,essa banda e otima ainda bem que conheci ela...

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  2. O link do cd heroes esta quebrado,essa banda e otima ainda bem que conheci ela...

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