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terça-feira, 29 de maio de 2012

Slipknot - Discografia Comentada

Banda criticadíssima por muitos que se dizem "tr00s". Banda que mexe com a cabeça daqueles que têm um preconceito sem sentido com o Nu Metal. Banda que faz as pessoas saírem do chão ao ouvi-la. Banda que te faz bater cabeça e ficar quieto várias vezes numa mesma música. Banda de fama mundial, de símbolo do Nu Metal, especialmente o Nu Metal agressivo. Esse é o Slipknot.
Conheço esses caras há simplesmente muito tempo, à época do lançamento de The Subliminal Verses. Na época eu tinha 11 anos (ouço Metal desde os 9) e era ouvinte assíduo de bandas como Iron MaidenOzzy OsbourneJudas Priest e Megadeth. Aberto como toda criança, mas ao mesmo tempo, de ouvido "fraco", achei os caras barulhentos demais. Mas Slipknot tem algo especial que prende a atenção das pessoas, alguma mágica em suas músicas que apesar de parecerem sujas, acabam por ser atrativas. Não tardou a chegar o tempo em que eu ouvia Slipknot simplesmente todo dia, toda hora, todo momento, por um longo tempo. Só freei as ouvidas mesmo um pouco também quando fui apresentado ao Power Metal com o Kamelot e o Rhapsody of Fire. A partir daí, todo um novo mundo se abriu diante de mim, mas nunca deixei de gostar ou de ouvir de bandas tão criticadas como Slipknot ou Linkin Park. Sempre tive minha personalidade e, se gosto de algo, não vai ser o que os outros pensam que vai mudar minha opinião quanto a sons que eu consigo ver o lado positivo.
De qualquer modo, essa grande banda de fama mundial de Nu Metal foi formada em 1995 na cidade de Des Moines, no estado de Iowa, nos Estados Unidos. Na época, a banda se chamava "The Pale Ones", criada pelo baterista Shawn Crahan, o baixista Paul Gray, o guitarrista Donnie Steele e o vocalista Anders Colsefini. Mais tarde, o baterista Joey Jordison entrou, "obrigando" Shawn Crahan a transferir-se para a percussão. Também entrou um segundo guitarrista, Josh Brainard. Anders Colsefini, então, além de vocalista, passou a ser percussionista. Marca da banda é a grande quantidade de membros.
A ideia de mudar de nome veio simplesmente do nada da cabeça de Joey Jordison. Ele simplesmente disse "Vamos mudar o nome da banda? Hm... vamos colocar Slipknot." E a ideia ficou, inclusive, uma música recebeu esse nome no primeiro trabalho lançado pela banda, o álbum independente "Mate. Feed. Kill. Repeat.", de 1996. Álbum raro, que só teve 1000 cópias gravadas. Para sua gravação, a banda teve mudanças na formação, com o guitarrista Denis Steele saindo devido a convicções cristãs e sendo substituído por Craig Jones, que posteriormente mudou-se à função de tocar samplers para que Mick Thomson assumisse a guitarra. A coisa deu certo, começaram a fazer shows, distribuir o álbum (que também pode ser considerado demo) e a suas músicas serem tocadas em rádios. O impulso das coisas estarem dando certo os inspirou a fazer mais músicas, e a solicitarem um vocal mais potente. É aí que Corey Taylor entra na história: o Stone Sour era uma banda amiga, então ele foi pego "emprestado",  fazendo com que Anders Colsefini se deslocasse à função de backing vocal e percussão. Mais shows foram feitos, e em um deles, Colsefini declarou publicamente que estava deixando a banda. Greg Welts então substituiu-o na percussão, e a banda definiu sua identidade, usando macacões industriais e máscaras, o que mais tarde seriam sua principal marca de reconhecimento.
Em 1998, então, saiu a demo "Slipknot", que na internet ganhou popularidade, contrataram o empresário Ross Robinson, que apresentou à banda o DJ Sid Wilson, que impressionou os caras e também foi integrado à banda. Com uma formação poderosa e um grande empresário, as ofertas de gravadoras surgiram. Greg Welts então foi demitido, sendo substituído por Chris Fehn. De formação completa, o Slipknot assinou contrato com a Roadrunner Records.
Em 1999, aconteceu a última alteração da banda do período, com o guitarrista Josh Brainard deixando o Slipknot por motivos pessoais, entrando James Root em seu posto. Saiu então o homônimo debut oficial, que é foda, contendo clássicos como Wait and BleedSpit It Out e Surfacing, apesar de serem um tanto crus ainda.
Empolgados om as críticas positivas, a excitação dos fãs e tudo mais, a banda lança, em 2001, o álbum "Iowa", que é ainda superior ao seu antecessor, com clássicos como People = ShitMy PlagueLeft Behind e Skin Ticket. A postura no álbum é certamente mais madura, com uma agressividade visivelmente controlada pela experiência. O álbum rendeu uma turnê mundial em que receberam dezenas de excelentes críticas, inclusive algumas como a da BBC, que alegou que o Slipknot "roubou a cena".
As atividades foram paradas, então, como férias, e cada membro se dedicou a projetos pessoais, como o Corey Taylor e o James Root retornando ao Stone Sour para o lançamento do debut homônimo, ou Joey Jordison trabalhando em seu projeto Murderdolls, onde assume a função de guitarrista. Em 2002 houveram rumores de que a banda estaria com problemas e que um terceiro álbum não seria lançado.
O ano de 2003 foi marcado com o fato da Roadrunner Records, por questões financeiras, cessar a distribuição de CDs na Escandinávia. O Slipknot então deu um jeito de assinar com a Nuclear Blast Records. No ano seguinte, então, somos presenteados com o mais importante álbum da banda já lançado: Vol. 3: The Subliminal Verses. O título quer dizer que esse é o terceiro álbum, pois não consideram "Mate. Feed. Kill. Repeat." como um álbum que reflete o espírito da banda. The Subliminal Verses é simplesmente o álbum mais fantástico de todos. As músicas são muito mais fáceis de engolir apesar da agressividade ser mantida, mas o nível de detalhamento sonoro nas músicas é bem superior aos seus antecessores, não ficando apenas na base da palhetada. Esse álbum contém os maiores hinos dos caras, que os deslancharam de vez no cenário mundial, como DualityBefore I Forget e Vermilion Pt. I
Em 2005, saiu o álbum ao vivo "9.0: Live", que é um verdadeiro reflexo do impacto que esses caras estavam tendo na música mundial, com fãs loucos cantando as músicas e shows realmente agitados e muito bem feitos. Um excelente álbum.
Nova pausa aconteceu, então, em 2006. James Root e Corey Taylor retornaram ao Stone Sour para o lançamento de "Come What (Ever) May", e Joey Jordison saiu tocando bateria em diversas bandas, como Ministry e Korn.
O lançamento de The Subliminal Verses realmente causou ansiedade por um novo álbum, o que é natural. Três anos de espera foi para matar os maiores fãs, mas finalmente, em 2008, o tão esperado "All Hope Is Gone" saiu. A proposta deu certo: fazer o som mais pesado dentre os trabalhos já lançados, mas também com maior incidência de vocais melódicos. Ficou um trabalho de alto nível, mas não chegou à maestria de seu antecessor. Quando foi pra fazer vocal melódico, Corey fez tranquilo, e quanto é para ser agressivo, está mais forte neste álbum, inclusive com seu apoio backing vocal, tornando o rasgado mais firme, se assemelhando com determinadas passagens de Death e Doom Metal. Saíram então em turnê mundial, e, como sempre, as excelentes críticas foram sendo recebidas a todo tempo, sendo sempre atração principal, com bandas como Children of Bodom e Machine Head abrindo seus shows.
O ano de 2010 trouxe uma triste notícia para os fãs, e, principalmente, para a banda. Um verdadeiro trauma, a alteração, pela primeira vez, em 11 anos, no line-up: a polícia encontrou o baixista Paul Gray morto em um quarto de hotel. Não havia sinais de crime, nem nada. Gray deixou sua mulher grávida de 5 meses, e amigos de verdade e familiares, que se emocionavam ao prestar depoimento. Vários artistas prestaram homenagem, como James Shaffer do Korn, Jacoby Shaddix do Papa RoachBenji Madden do Good Charlotte e Wes Borland do Limp Bizkit. Parecia que a banda acabaria, devido ao enorme trauma causado, mas o irmão de Paul Gray, Tony, pediu para que a banda continuasse, se inspirando na força de vontade de grupos como Vinnie Paul, que perdeu Dimebag Darrell em 2004, e Avenged Sevenfold, que perdeu seu baterista The Rev em 2009.
O substituto de Paul Gray acabou por ser o antigo guitarrista Donnie Steele, mas não como membro oficial, e então a banda concluiu a turnê do All Hope Is Gone, declarando que Paul Gray era insubstituível. Ainda assim, a banda ficou certo período longe dos palcos.
Em 2011, retornando aos palcos, a banda fez uma pequena temporada de shows na Europa e se apresentaram em festivais como o Festival Sonisphere e o Rock In Rio. Neste último, a banda fez um show memorável! O Rio de Janeiro tremeu, foi o melhor show, na minha opinião, com certeza! Porém, o Steele tocava o baixo atrás do palco, pois para Tony Gray, os shows serviram como homenagem a Paul.
Os caras confirmaram que lançarão seu quinto álbum até 2013, ainda sem substituto para Paul Gray, talvez como uma forma de respeito a ele. Aguardemos, então.
Sabe, eu, como já havia dito, sempre gostei do Slipknot. Sou fã dos caras. Buscar as informações para escrever essa biografia mexeu comigo, fez meu respeito pela banda aumentar, até por toda a atitude que os caras tomam com relação à morte de Paul Gray, por eu pôr "na ponta do lápis" o que acho da banda... É realmente triste, e os caras merecem estar onde estão.
Não digo que quem ouve Slipknot é poser, mas que, certamente, quem é poser ouve Slipknot. Isso se aplica ao A7X também (eles eu já não curto). A verdade pura é que os caras formam uma verdadeira legião de posers, que ouvem três músicas e se acham os rockeiros sabidos do bairro e das redes sociais. Isso não é culpa da banda. Eles apenas fazem seu som. Se conquistam fãs posers, isso não é com eles, mas com os fãs. O som dos caras é foda, som de primeira, e eu acho que antes de julgar os fãs, tem de ouvir de mente aberta o som. 99% de nós ouvimos Iron Maiden e gostamos, mas praticamente todo poser também gosta deles. Então por que não criticam? Porque é problema dos posers, não do Iron Maiden. A única coisa que eu não curto no Slipknot é o fato de o Corey ficar chamando os fãs de "maggots" (vermes) e todo mundo ficar gritando como se fosse um elogio. Eu não me rebaixo assim, não gosto. É a mesma atitude do Funk, do cara chamar a mulher de puta e ela gritar comemorando. Eu tenho dignidade.
Entretanto, acho realmente besta toda essa jogada de preconceito, principalmente com o Nu Metal. Pessoas ouvem outras vertentes do Metal e acham foda. O Nu Metal é apenas mais uma, e o preconceito é só porque o estilo traz influências de outros estilos musicais, como o Rap, algumas vezes? As pessoas se acham superiores só porque criticam uma banda. Isso é realmente ridículo. Se gabam que ouvem bandas de Metal das outras vertentes porque elas são abertas, recebem diversas influências, têm sonoridade rica, mas criticam o Nu Metal por ser exatamente isso, aberto? Mas o Metal não é exatamente isso, mente aberta? Sou um cara que ouve MÚSICA, independente do estilo. Minha preferência é o Metal, claro, mas ouço o que é bom. Não sou um metaleiro babaca. Tudo bem se não gostar, isso é um direito de todos. Mas é preciso ter fundamento para não gostar de algo. Do contrário, é como uma criança dizendo que não gosta de uma comida, sendo que ela nunca a levou à boca. Ouvir Heavy Metal e considerar o melhor estilo de todos, SIM, mas se fechar a isso e deixar se tornar prepotência e arrogância, NUNCA!


 Mate. Feed. Kill. Repeat. (Demo) (1996)

01 - Slipknot
02 - Gently
03 - Do Nothing/Bitchslap
04 - Only One
05 - Tattered and Torn
06 - Confessions
07 - Some Feel
08 - Killers Are Quiet

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 Slipknot (Demo) (1998)

01 - Spit It Out
02 - Wait and Bleed
03 - Snap
04 - Interloper
05 - Despise

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 Slipknot (1999)

01 - 742617000027
02 - (Sic)
03 - Eyeless
04 - Wait and Bleed
05 - Surfacing
06 - Spit It Out
07 - Tattered & Torn
08 - Frail Limb Nursery
09 - Purity
10 - Liberate
11 - Prosthetics
12 - No Life
13 - Diluted
14 - Only One
15 - Scissors
16 - Me Inside
17 - Get This
18 - Interloper (Demo)
19 - Despise (Demo)
20 - Spit It Out (Hyper Version)
21 - Wait and Bleed (Terry Date Mix)
22 - Surfacing (Live)

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 Iowa (2001)

01 - (515)
02 - People = Shit
03 - Disasterpiece
04 - My Plague
05 - Everything Ends
06 - The Heretic Antems
07 - Gently
08 - Left Behind
09 - The Shape
10 - I Am Hated
11 - Skin Ticket
12 - New Abortion
13 - Metabolic
14 - Iowa

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 Vol. 3: The Subliminal Verses (2004)

01 - Prelude 3.0
02 - The Blister Exists
03 - Three Nil
04 - Duality
05 - Opium of The People
06 - Circle
07 - Welcome
08 - Vermilion Pt. I
09 - Pulse of The Maggots
10 - Before I Forget
11 - Vermilion Pt. II
12 - The Nameless
13 - The Virus of Life
14 - Danger - Keep Away

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 9.0: Live (2005)

CD 1:
01 - The Blister Exists
02 - (Sic)
03 - Disasterpiece
04 - Before I Forget
05 - Left Behind
06 - Liberate
07 - Vermilion
08 - Pulse of The Maggots
09 - Purity
10 - Eyeless
11 - Drum Solo
12 - Eeyore

CD 2:
01 - Three Nil
02 - The Nameless
03 - Skin Ticket
04 - Everything Ends
05 - The Heretic Anthem
06 - Iowa
07 - Duality
08 - Spit It Out
09 - People = Shit
10 - Get This
11 - Wait and Bleed
12 - Surfacing

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 All Hope Is Gone (2008)

01 - .execute
02 - Gematria (The Killing Name)
03 - Sulfur
04 - Psychosocial
05 - Dead Memories
06 - Vendetta
07 - Butcher's Hook
08 - Gehenna
09 - This Cold Black
10 - Wherein Lies Continue
11 - Snuff
12 - All Hope Is Gone
13 - Child of Burning Time (Bonus Track)
14 - Vermillion Pt. II (Bloodstone Mix) (Bonus Track)

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 Antennas To Hell (Compilation) (2012)

01 - (Sic)
02 - Eyeless
03 - Wait and Bleed
04 - Spit It Out
05 - Surfacing
06 - People = Shit
07 - Disasterpiece
08 - Left Behind
09 - My Plague (New Abuse Mix)
10 - The Heretic Anthem (Live)
11 - Purity (Live)
12 - Pulse of The Maggots
13 - Duality
14 - Before I Forget
15 - Vermilion Pt. I
16 - Sulfur
17 - Psychosocial
18 - Dead Memories
19 - Snuff

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 .5: The Gray Chapter (2014)

01 - XIX
02 - Sarcastrophe
03 - AOV
04 - The Devil In I
05 - Killpop
06 - Skeptic
07 - Lech
08 - Goodbye
09 - Nomadic
10 - The One That Kills The Least
11 - Custer
12 - Be Prepared For Hell
13 - The Negative One
14 - If Rain Is What You Want

Bonus CD:
01 - Override
02 - The Burden
03 - Untitled
04 - Untitled
05 - Untitled


3 comentários:

  1. Sua biografia inicial sobre a banda pareceu muito superficialidade , os comentários em citação parece ofender, mesmo mostrando um lado de respeito e mostra mais umavisão que a midia criou não pareceu no estilo do blog , isso ja quebrou nossos garotos de Seattle, nirvana, só deveria ser mais informativo descupa escrever isso mas causou espanto ao ler. Não deixa disforme , suas opinião ,seu blog Nossa banda

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  2. eu sei que o the Gray o álbum é uma homenagem a Paul Derick Gray mais odiei o baterista .. tinha que ser joe ja que ele é um dos primeiros integrantes desde 1999

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