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quinta-feira, 31 de maio de 2012

Mork - Discografia Comentada

Sempre me faltam palavras para expressar o quão feliz fico ao ouvir bandas brasileiras com qualidade absurda. Faltam-me palavras e criatividade. A felicidade se mistura com o orgulho, pois dou muito valor e muito apoio à cena brasileira, ainda mais quando se trata de bandas que merecem todo o apoio, força e um pouco mais! O Mork foi, certamente, uma dessas bandas que mereciam total atenção pelo seu trabalho feito com maestria e dedicação. É uma pena enorme que em outubro de 2015 eles tenham encerrado suas atividades, vítimas da falta de espaço do Metal no Brasil. Eram, sem dúvida alguma, um dos melhores e mais maduros conjuntos de Black Metal do país, mesmo que muitos ainda não soubessem disso ou talvez nem venham a saber.
Ainda nos tempos de atividade, tive meu primeiro contato com essa majestosa banda. Foi em 2012, quando o até então tecladista Glauber Jacques entrou em contato conosco a partir de nossa página no Facebook pedindo divulgação do material. Eu não sabia o que esperar, mesmo quando o músico informou que estavam tocando Symphonic Black Metal. Na verdade, sabia sim - apenas mais uma banda entre milhares tentando fazer algo que muitas também fazem de forma idêntica, confusa e agressiva. Felizmente, eu estava enganado... queimei feio a língua. Fiquei abismado com a autenticidade do som que faziam. Coisa de personalidade, diferenciada e que já tinha nascido madura em sua essência.
O brilhante Mork teve início oficialmente em novembro de 2006 na cidade de Brasília, no Distrito Federal, por iniciativa do trio Samuel Borges (vocal e baixo), Rafael Foizer (guitarra) e Pedro Henrique Peres (guitarra). De nome oriundo da palavra sueca "mörk" - que significa "escuro" -, os caras começaram focando no Symphonic Black Metal, deixando-se levar pela influência de bandas como Dimmu Borgir, Cradle of Filth e até mesmo Emperor e outras da linha que utilizam de alguma forma interessante os recursos dos teclados.
Essa influência já foi claramente evidenciada ainda nos primeiros estágios da banda, já que introduziram Heriberto Jr. extraoficialmente nos teclados e decidiram se identificar como uma banda cover do Dimmu Borgir. Fechando a formação, o baterista Gabriel Rodrigues foi convocado após alguns testes.
Shows cover foram realizados na sequência, o que auxiliou na divulgação do nome do Mork nas redondezas e contribuiu para o reconhecimento do público brasiliense. Enquanto isso, "nas horas vagas", o conjunto se dedicava à composição músicas autorais, visando tornar-se uma banda de estrada e personalidade próprias. Assim que finalizaram cinco músicas, decidiram que era hora de entrar em estúdio para gravá-las e lançá-las na forma de um EP. Entretanto, nos últimos dias de ensaio antes da gravação, o line-up sofreu mudanças: o tecladista Heriberto Jr. desligou-se da banda. Sem muito tempo para procurar um substituto para o posto, o baixista e vocalista Samuel Borges assumiu os teclados e programação para a gravação do EP. Anunciou, em seguida, que a vaga estava aberta para um novo tecladista.
Enquanto um novo tecladista não vinha, o EP "Preposterous" era gravado no Broadband Studio do produtor Caio Cortonesi (Dynahead), localizado em Brasília mesmo. Lançado em 2008 pela Free Mind Records, o compacto apresenta uma capa peculiar e provocativa assinada por Diego Moscardini e Rafael Benjamin. Ela possui detalhes bonitos e interessantes que apresentam um bispo sentado em um trono no altar de uma igreja e, de modo muito interessante, no chão, ao invés de seu reflexo, está o de um demônio de asas abertas. Mensagem crítica e ácida, insinuando que de santo as autoridades religiosas não têm nada.
Já musicalmente falando, a influência do Dimmu Borgir é bastante evidente aqui. Apesar de terem sido pouco antes um cover da mencionada banda, o resultado do primeiro lançamento não ficou uma cópia, mas sim algo criativo, autêntico e de alto nível. É um típico trabalho de Symphonic Black Metal, onde a atmosfera é épica e misteriosa, amplamente guiada pela incidência de teclados. Sua densidade lembra o interior de catacumbas, sendo, portanto, capaz de te transportar para um lugar diferente do que você fisicamente se encontra. As guitarras são estridentes e sua violência é complementada pela fúria da bateria e o raivoso gutural rasgado. Agressividade e melodia se encontram perfeitamente alicerçados, proporcionando músicas de vigor que, ao fim de seus 24 minutos totais, fazem o ouvinte pedir por mais. Tudo fica ainda melhor graças à excelente produção de Caio Cortonesi, Rafael Foizer e Samuel Borges, que trabalharam de forma realmente profissional. Como resultado, o EP recebeu excelentes críticas pela mídia especializada, incentivando-os a continuar o trabalho e manter o nível.
Pouco após o lançamento, ingressa ao conjunto o baixista Guilherme Maciel, liberando Samuel Borges para se preocupar apenas com os vocais. Alguns meses se passaram até que enfim Leonardo Arruda preenchesse a vaga de tecladista.
Com formação novamente completa e mais cheia que nunca, o Mork se concentrou em compor músicas para o álbum de estreia, que viria  ser lançado em 2011 pela Eternal Hatred Records. Gravado, mixado e masterizado no Sgt. Pepper's Studio, em Brasília, por Ricardo Araújo e produzido também por ele e pela própria banda, "Exemption" conseguiu ser um trabalho ainda mais impressionante que o seu antecessor, se é que isso era possível.
Poderia-se imaginar que alguma faixa do EP fosse aproveitada, mas não foi o que aconteceu. O álbum traz 14 faixas inéditas que totalizam prazerosos 57 minutos de duração. Certamente, trata-se de um trabalho de grande competência ao ponto de ser difícil acreditar que é apenas o primeiro trabalho de uma banda. Ele soa como uma extensão do primeiro trabalho, de fato, porém, ainda mais madura. A musicalidade é avassaladora, ao passo em que os teclados conferem epicismo e ambientações marcantes com diversos efeitos, desde os mais sintéticos aos de piano. Os solos de guitarra são incríveis, a performance vocal de Samuel é furiosa e entregue e a bateria torna tudo ainda mais elétrico. Definitivamente o álbum exala um clima sangrento e ritualístico.
Lá pelo final de 2011, o tecladista Leonardo Arruda deixa a banda, e novamente a caça por um tecladista tem início. A função foi ocupada pouco depois, em 2012, por Glauber Jacques.
Durante o período até aqui, os brasilienses passaram por momentos marcantes como ao dividir os palcos com bandas como MayhemMardukRageKorzus, entre outros, além de garantir presença em grandes eventos como o Porão do Rock, um dos principais de Brasília.
Já à altura de 2013, a formação passou por bruscas alterações após a debandada geral de membros, deixando apenas os fundadores Samuel Borges e Rafael Foizer como remanescentes de tudo o que foi feito até então. Poderia-se imaginar que o grupo beirava o seu fim, mas felizmente essa ideia foi rechaçada e o Mork seguiu composto pela dupla mesmo, contando apenas com o auxílio extraoficial do baterista V. Digger. Um novo processo de composições teve início, mas agora dentro das limitações numéricas do conjunto. Isso acabou por provocar uma mudança de postura na musicalidade, deixando para trás o Symphonic Black Metal, objetivando não depender muito dos outrora tão explorados teclados. Tal mudança não significou perda de qualidade ou intensidade, se é isso que dá a entender. Muito pelo contrário. Era o prelúdio do lançamento de mais um álbum fantástico! Para tal, Samuel Borges ocupou-se com o vocal, guitarra, baixo e teclados, enquanto Rafael Foizer se concentrou na sua guitarra.
"Awake" foi gravado e produzido pela própria banda no homestudio de Samuel, e então lançado dezembro de 2014 através da Sulphur Records. O trabalho é tão consistente e bem composto que parece o som feito por um exército inteiro. A dupla caprichou e lançou um álbum que embora dessa vez seja mais voltado para o Melodic Black Metal com apenas alguns elementos do antigo Mork, é tão sensacional quanto.
A sonoridade permanece intensa, com uma negra densidade que desperta a sensação de correria, de muita coisa acontecendo ao mesmo tempo, porém, organizadamente. A atmosfera é mais seca, sem o antigo epicismo, mas não menos profunda. Ela confere aos instrumentos um reverb que atinge a alma, intensificando-se ainda mais nos solos que inesperadamente apelam bastante para o feeling. São realmente lindos! Os teclados não desapareceram, mas apenas sustentam a base. Momentos mais ambientais e envolventes também surgem aqui e ali em alguns momentos no decorrer do disco, para então se converterem na costumeira ira.
Dez faixas compõem esse lindo e melódico trabalho - que não deixa de ser brutal, ainda assim -, rendendo um total de 47 minutos de duração. É peça digna de apreço tanto quanto os anteriores.
Apesar da solidez de "Awake" e da aparente sensação de que a banda estava dando certo, no fundo, não estava. Seguir como uma dupla estava complicado, bem como conseguir espaço em um país onde não se valoriza o tipo de arte musical que apreciamos. Logo, por volta de setembro de 2015, Samuel Borges optou por deixar o Mork e seguir outros caminhos. Rafael Foizer, membro remanescente, passou as semanas seguintes refletindo se deveria reestruturar a banda ou dissolvê-la de vez. Infelizmente a segunda opção foi a escolhida, pondo fim a uma das bandas extremas mais fantásticas que já exerceram atividade em solo brasileiro.
Ouvir as canções do Mork faz pensar no quão importante é impulsionar bandas de ainda pouco reconhecimento que fazem som de qualidade. No caso desses brasilienses em especial fica complicado, agora que já puseram fim em suas atividades. Mas é importante valorizar o perfeccionismo de seu som, a profissionalidade e a paixão para que não deixemos verdadeiras joias escaparem de nossas mãos e afundarem no mar do esquecimento. Vale a pena conhecer, adquirir o material e se impressionar com o que os caras fizeram em toda sua trajetória! Ainda dá tempo de obter os discos e merchandising oficial através da página oficial da banda no Facebook. Passados nove anos de atividade e três incríveis trabalhos lançados, fica difícil não lamentar profundamente o fim.

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SHOWS & IMPRENSA:
E-mail: morkband@gmail.com

TELEFONES:
(61) 9970-2225 - (Rafael Foizer)
(61) 8134-8697 - (Pedro Henrique Peres)


 Preposterous (EP) (2008)

01 - Calumnious
02 - The Misanthropic
03 - Divine Sovereignty Corrupted
04 - Heretic Doctrine
05 - Forbidden Flesh
06 - Hellstorm

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 Exemption (2011)

01 - Exemption
02 - Alastor
03 - God Beneath My Glory
04 - Unholy Inquisitor
05 - Vatican XIII
06 - Ego Boundaries
07 - Interlude of Purification
08 - Make Them Suffer
09 - Zeitgeist
10 - Prophecy of Infidels Curse
11 - Insolence
12 - Annihilation of Existence
13 - Hate Eternal
14 - Spiritual Extortion

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 Awake (2014)

01 - Untamed
02 - Sacrifice
03 - Infirmita Carnis
04 - Svatan
05 - Three Transformations
06 - Human
07 - Lobos
08 - Apostaticos
09 - Preached By Death
10 - Awake

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terça-feira, 29 de maio de 2012

Leaves' Eyes - Discografia Comentada

Leaves' Eyes é uma das bandas mais agradáveis que pode se achar disponível por aí. É um tanto difícil achar uma banda nesse estilo com essa qualidade. O Symphonic Metal que fazem é bem diferente do convencional, mas ao mesmo tempo, parecido. Talvez a banda que mais se assemelhe a eles seja o Within Temptation. As músicas não são barulhentas, mas têm muitos detalhes sonoros, muitos teclados, e em alguns casos, até instrumentos como gaita de foles. Apesar da "barulhada" típica do Symphonic Metal, a voz de Liv Kristine, que todos conhecemos, relaxa, e torna as músicas mais belas e divinas com seu vocal angelical. Apenas ocasionalmente ouve-se guturais feitos por Alexander Krull, o tecladista. Deita e relaxa com a barulhada tranquila. Faz bem demais!
Trata-se de uma banda norueguesa/alemã, fundada em 2003 pela ex-vocalista do Theatre of Tragedy, Liv Kristine, e seu marido Alexander Krull, que trouxe todos os membros de sua banda Atrocity para compor o line-up do Leaves' Eyes. A escolha do nome foi feita pela própria Liv, que achou interessante a palavra "leaves" (inglês para folhas) soar como seu nome, além de que folhas são relacionados à natureza, que sempre foi uma grande inspiração para ela, que é a responsável por todas as letras da banda.
O primeiro trabalho da banda já saiu logo em 2004, chamado "Lovelorn", um álbum realmente ótimo. Em ritmo de composições e trabalho desenfreado, já em 2005 o segundo álbum é lançado, intitulado "Vinland Saga". Esse é o álbum que, tematicamente, eu acho o mais interessante, pois "Vinland Saga" é o nome de um livro antigo nórdico que conta as histórias da descoberta das "Terras de Vinhas" além da Groenlândia pelo viking Leif Erikson (filho de Eric, O Vermelho, que na época, estava preso na Groenlândia) no ano 1000. Essa Terra de Vinhas trata-se de nada mais, nada menos do que a América do Norte. Foi a primeira vez que o homem europeu pisou na América, 500 anos antes de Pedro Álvares Cabral aportar em Salvador, na Bahia. É compreensível, porque na época, os vikings simplesmente tinham a frota mais avançada e rápida de navios, além de serem um poderoso e perigoso povo que saqueava aldeias até nas terras médias. E o álbum, como era de se esperar, é superior ao primeiro em todos os sentidos.
Para complementar o álbum "Vinland Saga", em 2006 saiu o EP "Legend Land", que segue a mesma linha.
O primeiro registro visual oficial lançado pelo Leaves' Eyes saiu em 2009, com o álbum/DVD "We Came With The Northern Winds - En Saga I Belgia". Mais tarde, naquele mesmo ano, saiu o terceiro álbum de estúdio intitulado "Njord" (nome do deus vanir dos mares, dos ventos e da fertilidade na Mitologia Nórdica), complemento do EP "My Destiny", lançado um mês antes. É um trabalho fantástico, com ocasionais guturais de Krull e músicas bombásticas. Infelizmente todo lugar que vou atrás desse álbum, ele vem com voiceover, então, se alguém puder ajudar, seria legal!
Seu trabalho mais recente é o álbum "Meredead", lançado em 2011, outro excelente álbum, mas não tão "bombástico" como seu antecessor. Em mim, pelo menos, por vezes ele dá bastante sono, mas não por tédio. Interessante é a introdução de gaita de foles nas músicas, algo realmente bem vindo.
O disco mais recente lançado pelo conjunto é o "Symphonies of The Night", que chegou em 2013, sob uma moderada expectativa.
O line-up atual do Leaves' Eyes é o seguinte: Liv Kristine (vocal), Thorsten Bauer (guitarra), Sander van der Meer (guitarra), Felix Born (bateria) e Alexander Krull (teclados e backing vocal gutural).


 Into Your Light (Single) (2004)

01 - Into Your Light
02 - Into Your Light (Radio Edit)
03 - Leaves' Whisper
04 - Into Your Light (Acoustic Remix)

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 Lovelorn (2004)

01 - Norwegian Lovesong
02 - Tale of The Sea Maid
03 - Ocean's Way
04 - Lovelorn
05 - The Dream
06 - Secret
07 - For Amelie
08 - Temptation
09 - Into Your Light
10 - Return To Life

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 Elegy (EP) (2005)

01 - Elegy (Single Version)
02 - Senses Capture (Non-Album Track)
03 - A Winters Poem (Non-Album Track)
04 - Solemn Sea (Demo Version)
05 - Mot Fjerme Land (Non-Album Track)
06 - Elegy (Album Version)

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 Vinland Saga (2005)

01 - Vinland Saga
02 - Farewell Proud Men
03 - Elegy
04 - Solemn Sea
05 - Leaves' Eyes
06 - The Thorn
07 - Misseri (Turn Green Meadows Into Grey)
08 - Amhràn (Song of The Winds)
09 - New Found Land
10 - Mourning Tree
11 - Twilight Sun
12 - Ankomst
13 - Heal (Bonus Track)
14 - For Amelie (New Version - Bonus Track)

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 Legend Land (EP) (2006)

01 - Legend Land
02 - Skraelings
03 - Viking's Word
04 - The Crossing
05 - Lyset
06 - Legend Land (Extended Version)

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 We Came With The Northern Winds - En Saga I Belgia (Live) (2009)

CD 1:
01 - Intro: Vinland Saga
02 - Farewell Proud Men
03 - Ocean's Way
04 - The Crossing
05 - Into Your Light
06 - The Thorn
07 - Mourning Tree
08 - For Amelie
09 - Skraelings
10 - Temptation

CD 2:
01 - Tale of The Seamaid
02 - New Found Land
03 - Leaves' Eyes
04 - Solemn Sea
05 - Amrhàn (Song of The Winds)
06 - Norwegian Lovesong
07 - Lyset
08 - Legend Land
09 - Elegy
10 - Mot Fjerne Land

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 My Destiny (EP) (2009)

01 - My Destiny
02 - The Battle of Maldon
03 - Scarborough Fair (Acoustic Version)
04 - Northbound
05 - Nine Wave Maidens
06 - My Destiny (Remix)

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 Njord (2009)

01 - Njord
02 - My Destiny
03 - Emerald Island
04 - Take The Devil In Me
05 - Scarborough Fair (Simon & Garfunkel Cover)
06 - Through Our Veins
07 - Irish Rain
08 - Northbound
09 - Ragnarok
10 - Morgenland
11 - The Holy Bond
12 - Frøya's Theme

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 At Heaven's End (EP) (2010)

01 - At Heaven's End
02 - Angus and The Swan
03 - Irish Rain (feat. Carmen Elise Espenaes) (Acoustic Version)
04 - The Battle of Maldon
05 - Scarborough Fair (Simon & Garfunkel Cover) (Acoustic Version)
06 - Nine Wave Maidens
07 - My Destiny (Remix)

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 Melusine (EP) (2011)

01 - Melusine
02 - To France (Sonic Mix)
03 - Tell Tal Eyes (Alternate Version)
04 - The Battle of Maldon (Remastered Version)
05 - Legend Land (Acoustic Version)

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 Meredead (2011)

01 - Spirits' Masquerade
02 - Etain
03 - Velvet Heart
04 - Krakevisa
05 - To France
06 - Meredead
07 - Sigrlinn
08 - Mine Taror Er Ei Grimme
09 - Empty Horizon
10 - Veritas
11 - Nystev
12 - Tell-Tale Eyes
13 - Sorhleod (Bonus Track)

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 Symphonies of The Night (2013)

01 - Hell To The Heavens
02 - Fading Earth
03 - Maid of Lorraine
04 - Galswintha
05 - Symphony of The Night
06 - Saint Cecelia
07 - Hymn To The Lone Sands
08 - Angel and The Ghost
09 - Éléonore de Provence
10 - Nightshade
11 - Ophelia
12 - Eileen's Ardency (Bonus Track)
13 - One Caress (Bonus Track)

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 King of Kings (2015)

01 - Sweven
02 - King of Kings
03 - Halvdan The Black
04 - The Waking Eye
05 - Feast of The Year
06 - Vengeance Venom
07 - Sacred Vow
08 - Edge of Steel (feat. Simone Simons)
09 - Haraldskvæði
10 - Blazing Waters (feat. Lindy-Fay Hella)
11 - Swords In Rock
12 - Spellbound (Bonus Track)
13 - Trail of Blood (Bonus Track)

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Bonus CD:
01 - The Waking Eye (Piano Version)
02 - Swords In Rock (Acoustic Version)
03 - Vengeance Venom (Acoustic Version)
04 - Sweven (Instrumental Version)
05 - King of Kings (Instrumental Version)
06 - Halvdan The Black (Instrumental Version)
07 - The Waking Eye (Instrumental Version)
08 - Feast of The Year (Alternate Version)
09 - Vengeance Venom (Instrumental Version)
10 - Sacred Vow (Instrumental Version)
11 - Edge of Steel (Instrumental Version)
12 - Haraldskvæði (Instrumental Version)
13 - Blazing Waters (Instrumental Version)
14 - Swords In Rock (Instrumental Version)

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Slipknot - Discografia Comentada

Banda criticadíssima por muitos que se dizem "tr00s". Banda que mexe com a cabeça daqueles que têm um preconceito sem sentido com o Nu Metal. Banda que faz as pessoas saírem do chão ao ouvi-la. Banda que te faz bater cabeça e ficar quieto várias vezes numa mesma música. Banda de fama mundial, de símbolo do Nu Metal, especialmente o Nu Metal agressivo. Esse é o Slipknot.
Conheço esses caras há simplesmente muito tempo, à época do lançamento de The Subliminal Verses. Na época eu tinha 11 anos (ouço Metal desde os 9) e era ouvinte assíduo de bandas como Iron MaidenOzzy OsbourneJudas Priest e Megadeth. Aberto como toda criança, mas ao mesmo tempo, de ouvido "fraco", achei os caras barulhentos demais. Mas Slipknot tem algo especial que prende a atenção das pessoas, alguma mágica em suas músicas que apesar de parecerem sujas, acabam por ser atrativas. Não tardou a chegar o tempo em que eu ouvia Slipknot simplesmente todo dia, toda hora, todo momento, por um longo tempo. Só freei as ouvidas mesmo um pouco também quando fui apresentado ao Power Metal com o Kamelot e o Rhapsody of Fire. A partir daí, todo um novo mundo se abriu diante de mim, mas nunca deixei de gostar ou de ouvir de bandas tão criticadas como Slipknot ou Linkin Park. Sempre tive minha personalidade e, se gosto de algo, não vai ser o que os outros pensam que vai mudar minha opinião quanto a sons que eu consigo ver o lado positivo.
De qualquer modo, essa grande banda de fama mundial de Nu Metal foi formada em 1995 na cidade de Des Moines, no estado de Iowa, nos Estados Unidos. Na época, a banda se chamava "The Pale Ones", criada pelo baterista Shawn Crahan, o baixista Paul Gray, o guitarrista Donnie Steele e o vocalista Anders Colsefini. Mais tarde, o baterista Joey Jordison entrou, "obrigando" Shawn Crahan a transferir-se para a percussão. Também entrou um segundo guitarrista, Josh Brainard. Anders Colsefini, então, além de vocalista, passou a ser percussionista. Marca da banda é a grande quantidade de membros.
A ideia de mudar de nome veio simplesmente do nada da cabeça de Joey Jordison. Ele simplesmente disse "Vamos mudar o nome da banda? Hm... vamos colocar Slipknot." E a ideia ficou, inclusive, uma música recebeu esse nome no primeiro trabalho lançado pela banda, o álbum independente "Mate. Feed. Kill. Repeat.", de 1996. Álbum raro, que só teve 1000 cópias gravadas. Para sua gravação, a banda teve mudanças na formação, com o guitarrista Denis Steele saindo devido a convicções cristãs e sendo substituído por Craig Jones, que posteriormente mudou-se à função de tocar samplers para que Mick Thomson assumisse a guitarra. A coisa deu certo, começaram a fazer shows, distribuir o álbum (que também pode ser considerado demo) e a suas músicas serem tocadas em rádios. O impulso das coisas estarem dando certo os inspirou a fazer mais músicas, e a solicitarem um vocal mais potente. É aí que Corey Taylor entra na história: o Stone Sour era uma banda amiga, então ele foi pego "emprestado",  fazendo com que Anders Colsefini se deslocasse à função de backing vocal e percussão. Mais shows foram feitos, e em um deles, Colsefini declarou publicamente que estava deixando a banda. Greg Welts então substituiu-o na percussão, e a banda definiu sua identidade, usando macacões industriais e máscaras, o que mais tarde seriam sua principal marca de reconhecimento.
Em 1998, então, saiu a demo "Slipknot", que na internet ganhou popularidade, contrataram o empresário Ross Robinson, que apresentou à banda o DJ Sid Wilson, que impressionou os caras e também foi integrado à banda. Com uma formação poderosa e um grande empresário, as ofertas de gravadoras surgiram. Greg Welts então foi demitido, sendo substituído por Chris Fehn. De formação completa, o Slipknot assinou contrato com a Roadrunner Records.
Em 1999, aconteceu a última alteração da banda do período, com o guitarrista Josh Brainard deixando o Slipknot por motivos pessoais, entrando James Root em seu posto. Saiu então o homônimo debut oficial, que é foda, contendo clássicos como Wait and BleedSpit It Out e Surfacing, apesar de serem um tanto crus ainda.
Empolgados om as críticas positivas, a excitação dos fãs e tudo mais, a banda lança, em 2001, o álbum "Iowa", que é ainda superior ao seu antecessor, com clássicos como People = ShitMy PlagueLeft Behind e Skin Ticket. A postura no álbum é certamente mais madura, com uma agressividade visivelmente controlada pela experiência. O álbum rendeu uma turnê mundial em que receberam dezenas de excelentes críticas, inclusive algumas como a da BBC, que alegou que o Slipknot "roubou a cena".
As atividades foram paradas, então, como férias, e cada membro se dedicou a projetos pessoais, como o Corey Taylor e o James Root retornando ao Stone Sour para o lançamento do debut homônimo, ou Joey Jordison trabalhando em seu projeto Murderdolls, onde assume a função de guitarrista. Em 2002 houveram rumores de que a banda estaria com problemas e que um terceiro álbum não seria lançado.
O ano de 2003 foi marcado com o fato da Roadrunner Records, por questões financeiras, cessar a distribuição de CDs na Escandinávia. O Slipknot então deu um jeito de assinar com a Nuclear Blast Records. No ano seguinte, então, somos presenteados com o mais importante álbum da banda já lançado: Vol. 3: The Subliminal Verses. O título quer dizer que esse é o terceiro álbum, pois não consideram "Mate. Feed. Kill. Repeat." como um álbum que reflete o espírito da banda. The Subliminal Verses é simplesmente o álbum mais fantástico de todos. As músicas são muito mais fáceis de engolir apesar da agressividade ser mantida, mas o nível de detalhamento sonoro nas músicas é bem superior aos seus antecessores, não ficando apenas na base da palhetada. Esse álbum contém os maiores hinos dos caras, que os deslancharam de vez no cenário mundial, como DualityBefore I Forget e Vermilion Pt. I
Em 2005, saiu o álbum ao vivo "9.0: Live", que é um verdadeiro reflexo do impacto que esses caras estavam tendo na música mundial, com fãs loucos cantando as músicas e shows realmente agitados e muito bem feitos. Um excelente álbum.
Nova pausa aconteceu, então, em 2006. James Root e Corey Taylor retornaram ao Stone Sour para o lançamento de "Come What (Ever) May", e Joey Jordison saiu tocando bateria em diversas bandas, como Ministry e Korn.
O lançamento de The Subliminal Verses realmente causou ansiedade por um novo álbum, o que é natural. Três anos de espera foi para matar os maiores fãs, mas finalmente, em 2008, o tão esperado "All Hope Is Gone" saiu. A proposta deu certo: fazer o som mais pesado dentre os trabalhos já lançados, mas também com maior incidência de vocais melódicos. Ficou um trabalho de alto nível, mas não chegou à maestria de seu antecessor. Quando foi pra fazer vocal melódico, Corey fez tranquilo, e quanto é para ser agressivo, está mais forte neste álbum, inclusive com seu apoio backing vocal, tornando o rasgado mais firme, se assemelhando com determinadas passagens de Death e Doom Metal. Saíram então em turnê mundial, e, como sempre, as excelentes críticas foram sendo recebidas a todo tempo, sendo sempre atração principal, com bandas como Children of Bodom e Machine Head abrindo seus shows.
O ano de 2010 trouxe uma triste notícia para os fãs, e, principalmente, para a banda. Um verdadeiro trauma, a alteração, pela primeira vez, em 11 anos, no line-up: a polícia encontrou o baixista Paul Gray morto em um quarto de hotel. Não havia sinais de crime, nem nada. Gray deixou sua mulher grávida de 5 meses, e amigos de verdade e familiares, que se emocionavam ao prestar depoimento. Vários artistas prestaram homenagem, como James Shaffer do Korn, Jacoby Shaddix do Papa RoachBenji Madden do Good Charlotte e Wes Borland do Limp Bizkit. Parecia que a banda acabaria, devido ao enorme trauma causado, mas o irmão de Paul Gray, Tony, pediu para que a banda continuasse, se inspirando na força de vontade de grupos como Vinnie Paul, que perdeu Dimebag Darrell em 2004, e Avenged Sevenfold, que perdeu seu baterista The Rev em 2009.
O substituto de Paul Gray acabou por ser o antigo guitarrista Donnie Steele, mas não como membro oficial, e então a banda concluiu a turnê do All Hope Is Gone, declarando que Paul Gray era insubstituível. Ainda assim, a banda ficou certo período longe dos palcos.
Em 2011, retornando aos palcos, a banda fez uma pequena temporada de shows na Europa e se apresentaram em festivais como o Festival Sonisphere e o Rock In Rio. Neste último, a banda fez um show memorável! O Rio de Janeiro tremeu, foi o melhor show, na minha opinião, com certeza! Porém, o Steele tocava o baixo atrás do palco, pois para Tony Gray, os shows serviram como homenagem a Paul.
Os caras confirmaram que lançarão seu quinto álbum até 2013, ainda sem substituto para Paul Gray, talvez como uma forma de respeito a ele. Aguardemos, então.
Sabe, eu, como já havia dito, sempre gostei do Slipknot. Sou fã dos caras. Buscar as informações para escrever essa biografia mexeu comigo, fez meu respeito pela banda aumentar, até por toda a atitude que os caras tomam com relação à morte de Paul Gray, por eu pôr "na ponta do lápis" o que acho da banda... É realmente triste, e os caras merecem estar onde estão.
Não digo que quem ouve Slipknot é poser, mas que, certamente, quem é poser ouve Slipknot. Isso se aplica ao A7X também (eles eu já não curto). A verdade pura é que os caras formam uma verdadeira legião de posers, que ouvem três músicas e se acham os rockeiros sabidos do bairro e das redes sociais. Isso não é culpa da banda. Eles apenas fazem seu som. Se conquistam fãs posers, isso não é com eles, mas com os fãs. O som dos caras é foda, som de primeira, e eu acho que antes de julgar os fãs, tem de ouvir de mente aberta o som. 99% de nós ouvimos Iron Maiden e gostamos, mas praticamente todo poser também gosta deles. Então por que não criticam? Porque é problema dos posers, não do Iron Maiden. A única coisa que eu não curto no Slipknot é o fato de o Corey ficar chamando os fãs de "maggots" (vermes) e todo mundo ficar gritando como se fosse um elogio. Eu não me rebaixo assim, não gosto. É a mesma atitude do Funk, do cara chamar a mulher de puta e ela gritar comemorando. Eu tenho dignidade.
Entretanto, acho realmente besta toda essa jogada de preconceito, principalmente com o Nu Metal. Pessoas ouvem outras vertentes do Metal e acham foda. O Nu Metal é apenas mais uma, e o preconceito é só porque o estilo traz influências de outros estilos musicais, como o Rap, algumas vezes? As pessoas se acham superiores só porque criticam uma banda. Isso é realmente ridículo. Se gabam que ouvem bandas de Metal das outras vertentes porque elas são abertas, recebem diversas influências, têm sonoridade rica, mas criticam o Nu Metal por ser exatamente isso, aberto? Mas o Metal não é exatamente isso, mente aberta? Sou um cara que ouve MÚSICA, independente do estilo. Minha preferência é o Metal, claro, mas ouço o que é bom. Não sou um metaleiro babaca. Tudo bem se não gostar, isso é um direito de todos. Mas é preciso ter fundamento para não gostar de algo. Do contrário, é como uma criança dizendo que não gosta de uma comida, sendo que ela nunca a levou à boca. Ouvir Heavy Metal e considerar o melhor estilo de todos, SIM, mas se fechar a isso e deixar se tornar prepotência e arrogância, NUNCA!


 Mate. Feed. Kill. Repeat. (Demo) (1996)

01 - Slipknot
02 - Gently
03 - Do Nothing/Bitchslap
04 - Only One
05 - Tattered and Torn
06 - Confessions
07 - Some Feel
08 - Killers Are Quiet

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 Slipknot (Demo) (1998)

01 - Spit It Out
02 - Wait and Bleed
03 - Snap
04 - Interloper
05 - Despise

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 Slipknot (1999)

01 - 742617000027
02 - (Sic)
03 - Eyeless
04 - Wait and Bleed
05 - Surfacing
06 - Spit It Out
07 - Tattered & Torn
08 - Frail Limb Nursery
09 - Purity
10 - Liberate
11 - Prosthetics
12 - No Life
13 - Diluted
14 - Only One
15 - Scissors
16 - Me Inside
17 - Get This
18 - Interloper (Demo)
19 - Despise (Demo)
20 - Spit It Out (Hyper Version)
21 - Wait and Bleed (Terry Date Mix)
22 - Surfacing (Live)

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 Iowa (2001)

01 - (515)
02 - People = Shit
03 - Disasterpiece
04 - My Plague
05 - Everything Ends
06 - The Heretic Antems
07 - Gently
08 - Left Behind
09 - The Shape
10 - I Am Hated
11 - Skin Ticket
12 - New Abortion
13 - Metabolic
14 - Iowa

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 Vol. 3: The Subliminal Verses (2004)

01 - Prelude 3.0
02 - The Blister Exists
03 - Three Nil
04 - Duality
05 - Opium of The People
06 - Circle
07 - Welcome
08 - Vermilion Pt. I
09 - Pulse of The Maggots
10 - Before I Forget
11 - Vermilion Pt. II
12 - The Nameless
13 - The Virus of Life
14 - Danger - Keep Away

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 9.0: Live (2005)

CD 1:
01 - The Blister Exists
02 - (Sic)
03 - Disasterpiece
04 - Before I Forget
05 - Left Behind
06 - Liberate
07 - Vermilion
08 - Pulse of The Maggots
09 - Purity
10 - Eyeless
11 - Drum Solo
12 - Eeyore

CD 2:
01 - Three Nil
02 - The Nameless
03 - Skin Ticket
04 - Everything Ends
05 - The Heretic Anthem
06 - Iowa
07 - Duality
08 - Spit It Out
09 - People = Shit
10 - Get This
11 - Wait and Bleed
12 - Surfacing

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 All Hope Is Gone (2008)

01 - .execute
02 - Gematria (The Killing Name)
03 - Sulfur
04 - Psychosocial
05 - Dead Memories
06 - Vendetta
07 - Butcher's Hook
08 - Gehenna
09 - This Cold Black
10 - Wherein Lies Continue
11 - Snuff
12 - All Hope Is Gone
13 - Child of Burning Time (Bonus Track)
14 - Vermillion Pt. II (Bloodstone Mix) (Bonus Track)

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 Antennas To Hell (Compilation) (2012)

01 - (Sic)
02 - Eyeless
03 - Wait and Bleed
04 - Spit It Out
05 - Surfacing
06 - People = Shit
07 - Disasterpiece
08 - Left Behind
09 - My Plague (New Abuse Mix)
10 - The Heretic Anthem (Live)
11 - Purity (Live)
12 - Pulse of The Maggots
13 - Duality
14 - Before I Forget
15 - Vermilion Pt. I
16 - Sulfur
17 - Psychosocial
18 - Dead Memories
19 - Snuff

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 .5: The Gray Chapter (2014)

01 - XIX
02 - Sarcastrophe
03 - AOV
04 - The Devil In I
05 - Killpop
06 - Skeptic
07 - Lech
08 - Goodbye
09 - Nomadic
10 - The One That Kills The Least
11 - Custer
12 - Be Prepared For Hell
13 - The Negative One
14 - If Rain Is What You Want

Bonus CD:
01 - Override
02 - The Burden
03 - Untitled
04 - Untitled
05 - Untitled


segunda-feira, 28 de maio de 2012

Destruction - Discografia Comentada

Grande banda do Metal mundial, um verdadeiro clássico! O Destruction foi formado na Alemanha em uma pequena e pacata cidade chamada Weil am Rhein, no ano de 1982 por Marcel Schirmer (baixo e vocal), Mike Sifringer (guitarra) e Tommy Sandmann (bateria). Ainda jovem com apenas 16 anos de idade o jovem "Schmier" resolve chamar seus colegas de bairro e montar uma banda cheia de ódio, força e vigor, assim nasce o Destruction. algo a se destacar, era a competencia desses jovens de tocar na banda e fazer suas músicas, tanto, que não almejavam com ambição de forma alguma, o sucesso, mas ele veio.com seu primeiro LP Sentence of Death no ano de 1984, porém, antes desse trabalho eles já haviam feito shows pela cidade e um deles foi gravado esse é o Invincible Invasion, gravado durante o show da banda na cidade de Rockfabrik, Ludwigsburg na Alemanha, no mês de Maio,mas somente lançado 26 anos depois em 2009 em LP triplo, ainda contendo a Demo Bestial Invasion of Hell de 1984 (qualidade ótima, haja vista que as condições de gravação não eram lá tão boas).
Depois do sucesso alcançado pelo seu primeiro LP, a banda assina contrato com a gravadora SPV (uma gigante!), com esse primeiro trabalho tendo alcançe mundial, o Destruction acompanha o então gigante do Thrash, Slayer, em uma tour em 1985. neste mesmo ano gravam "Infernal Overkill" segundo trabalho oficial da banda (levando em consideração que já tinham feito cerca de quatro trabalhos: "Invincible Invasion" 1983, "Sentence of Death" 1984, "Bestial Invasion of Hell" 1984 e "A Black Metal Night" tembém de 84), que por sinal também é um album fodaço diga-se de passagem.e foi com ele que a banda coseguiu participar do Festival Canadense World War III, a essa áltura o Destruction já gozava de elevado respeito e era tido como maior banda de Thrash Metal da Europa ao lado do Sodom e do Kreator.
Em 1986 foi lançado seu segundo álbum Eternal Devastation, logo após a sua bem sucedida turnê pela Europa, como era de se esperar, a qualidade desse trabalho é incontestável e mantém o alto nivél obtido pela banda. para a tour de divulgação deste disco, o trio alemão cai na estrada junto de seus conterrâneos: Kreator e Rage, mas esse ano marcaria a primeira baixa no grupo, com a saída do baterista Tommy para a entrada de Olly Kaiser, além da substituição de um membro, também adicionaram mais um, esse, o guitarrista Harry Wilckens, assim a banda seguiu como um quarteto.com esta formação gravaram em 1987 o EP Mad Butcher que alguns fans consideram como o melhor trabalho da banda (eu não penso assim, claro que é um dos melhores,mas não o melhor), tendo em vista que os proporcionou uma excursão pela Europa e E.U.A.
No ano seguinte ao lançamento de "Mad Butcher" o Destruction (como dizer isso...) se encaixou naquele velho ditado "tudo que sobe... desce" e foi isso que aconteceu com o lançamento de Release From Agony (1988), os fans tiveram uma reação negativa para com o novo trabalho que trazia em si, algumas novas influencias,digo... um som diferente ao que banda vinha fazendo. ainda que este trabalho tenha tido uma receptividade negativa por parte dos fans e crítica, é lançado em 1988 Live Without Sense com músicas da turnê de "Release From Agony".
O maior choque porém ainda estava por vir, com a saída de Schmier (baixo e vocal) durante a gravação do próximo álbum Cracked Brain, que a data de lançamento tinha sido prevista para o ano de 1989, mas só foi lançado no ano seguinte. sem Schmier, Mike e Olly tomam o controle da banda e convidam o vocalista André Grinder (ex-Poltergeist) e o baixista Christian Englefor para ocupar as funções que ficavam a cargo de Schmier. bom, por causa disso os fans , pra variar, novamente torceram o nariz para esse novo trabalho, até que gosto desse álbum apesar de muitos o acharem ruim ou péssimo, eu o considero razoável, claro que não se compara com trabalhos anteriores.
Nos anos seguintes a banda diminui suas atividades, levando em consideração as mudanças e instabilidade que o grupo enfrentava, era de se admirar a persistência dos membros remanescente, de continuar com a banda.contudo em 1992 é lançada uma coletânea com as melhores músicas da carreira do conjunto, entitulado apenas de Best of Destruction ou " Best of".
Agora é a vez do então vocalista André deixar a banda e dar lugar a Thomas Rosenmerke e a adição de mais um guitarrista: Michael Pirani, numa tentativa de reaver seus fans, são lançados os EP's Destruction 1994 e "Them Not Me" 1995 e o Full-length que até teve uma boa receptividade por parte dos fans, mas nada a se comparar com os tempos áureos, The Least Successful Human Cannonbal 1998. esses três discos/trabalhos não são considerados da discografia oficial da banda, que no seu site oficial é nomeado como "Neo-Destruction".
Como tudo que cai, as vezes tende a subir de novo(minha teoria!hahaha), pelo menos foi assim com o Destruction. tudo recomeça com a volta de seus fundadores Mike e Schmier, e um novo baterista chamado Sven, a partir dai tudo muda, obtiveram sucesso e prestígio novamente com o lançamento do fodástico " All Hell Breaks Loose de 2000 e The Antichrist de 2001 que são verdadeiras pérolas do Thrash Metal mundial. e assim o Destruction se consolida novamente como um dos maiores nomes do gênero. em 2002 como consequência do suceso destes trabalhos, é gravado em DVD o show da banda no Festival Wacken Open Air, intitulado Alive Devastation. 2003 marca um dos melhores trabalhos na carreira da banda, Metal Discharge um pertado atrás do outro, assim como o título sugere, esse álbum poderia estar facilmente entre os clássicos da década 80, nessa versão que coloquei aqui, está em CD duplo, sendo o disco um o álbum (normal) e o dois com faixas bônus incluindo um cover de "Killers" do Iron Maiden (essa eu não poderia deixar passar,como Schmier já disse ele gosta do Maiden da fase antiga - com Di'Anno, e eu também), "Whiplash" do Metallica (que fica foda!) e "USA" (The Exploited) o restante são versões demo do disco um.
Com o novo baterista Johnny, gravam Inventor of Evil em 2005 mais um com muitas preciosidades com músicas velozes, intensas e fodas, o que é comun em um álbum do Destruction. esse aqui tem algo diferente, especial e até majestoso oque? as participações de nada menos que Doro Pesch, Paul Di'Anno, Biff Byford (Saxon), Steve 'Zetro' Souza (ex-Testament, ex-Exodus) na faixa “The Alliance Of Hellhoundz”(3000 mil vezes foda!).em 2007 para juntar todos esse últimos sucessos da banda foi feita uma coletânea intitulada Thrash Anthems, a segunda da banda.
Agora é a vez de D.E.V.O.L.U.T.I.O.N mostrar seu poder de destruição, contando já com um novo baterista Marc Reign o destruction mostra mais um trabalho surpreendente, mas esse é um pouco diferente dos outros, tem uma certa e acertada pitada de modernização (na medida, sem exagerar) e suaves experimentos, com a produção a cargo de Jacob Hansen. esse trabalho também conta com algumas participações especiais como Gary Holt (Exodus) e Jeff Waters (Annihilator) na faixa "U.rge (The Greed of Gain)” e na faixa “V.icious Circle - The Seven Deadly Sins” contando com um solo devastador de Vinnie Moore (UFO). No ano seguinte a este excelente trabalho sai então mais um ao vivo dos alemães, agora com a missão de oferecer aos fans da banda, os últimos clássicos gravados ao vivo, neste aqui também pode ser encontrados antigos pertados tais qual Curse The Gods, Eternal Ban, Mad Butcher e Death Trap foi gravado durante a tour de D.E.V.O.L.U.T.I.O.N e contém músicas da passagem da banda pelo Wacken Open Air em 2007, passsagem essa que foi gravada em DVD e só lançada ano passado, junto do show vem algumas entrevistas e um pouco da história banda, para comemorar os 25 anos de carreira.
Day of Reckoning contando com 'Vaaver' na batera é mais um excelente álbum que vem pra disputar legal com os irmãos Cavalera e com o Sepultura (que pra mim já foi sepultado a 15 anos atrás,mas que agora tá tentando reviver), mesmo dizendo isso, ainda acho o do Destruction melhor do que o do Sepul.se for pra competir aí no extremo em geral, que seja então com o Autopsy e Deicide. Line-up atual conta com Schmier (baixo e vocal), Mike (guitarra) e Vaaver (Bateria). Destruction, Sodom e Kreator formam a trindade do Thrash alemão, mas também não podemos esquecer os Beberrões do Tankard para formar uma trupe muito thrasher desses quatro aí.


Speed Kills - Demo (1983)

01 - Mad Butcher
02 - Total Desaster
03 - Antichrist
04 - Frontbeast

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A Black Metal Night (Demo) (1984)

01 - The Antichrist
02 - Death Trap
03 - Total Disaster
04 - Invincible Force

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Bestial Invasion of Hell (Demo) (1984)

01 - Mad butcher
02 - Total desaster
03 - Antichrist
04 - Front beast
05 - Satan`s vengeance
06 - Tormentor

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Sentence of Death (EP) (1984)

01 - Intro
02 - Total desaster
03 - Black mass
04 - Mad butcher
05 - Satan's vengeance
06 - Devil's soldiers

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Infernal Overkill (1985)

01 - Invincible Force
02 - Death Trap
03 - The Ritual
04 - Tormentor
05 - Bestial Invasion
06 - Thrash Attack
07 - Antichrist
08 - Black Death

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Eternal Devastation (1986)

01 - Curse The Gods
02 - Confound Games
03 - Life Without Sense
04 - United By Hatred
05 - Eternal Ban
06 - Upcoming Devastation
07 - Confused Mind

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Mad Butcher (EP) (1987)

01 - Mad Butcher
02 - The Damned
03 - Reject Emotions
04 - The Last Judgement

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Release From Agony (1988)

01 - Beyond Eternity
02 - Release From Agony
03 - Dissatisfied Existence
04 - Sign Of Fear
05 - Unconscious Ruins
06 - Incriminated
07 - Our Oppression
08 - Survive To Die

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Live Without Sense (Live) (1989)

01 - Curse The Gods
02 - Unconscious Ruins
03 - Trash Attack
04 - Invincible Force
05 - Dissatisfied Existence
06 - Reject Emotions
07 - Eternal Ban
08 - Mad Butcher - Pink Panther
10 - Release From Agony
11 - Bestial Invasion

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Cracked Brain (1990)

01 - Cracked Brain
02 - Frustrated
03 - S.E.D.
04 - Time Must End
05 - My Sharona
06 - Rippin' You Off Blind
07 - Die a Day Before You're Born
08 - No Need To Justify
09 - When Your Mind Was Free

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Best of Destruction - (Compilation) (1992)

CD 1
01 - Intro
02 - Total Desaster
03 - Mad Butcher
04 - Devil's Soldiers
05 - Invincible Force
06 - Death Trap
07 - The Ritual
08 - Tormentor
09 - Black Death
10 - Beyond Eternity
11 - Release From Agony
12 - Sign Of Fear
13 - Incriminated
14 - Our Oppression
15 - Survive To Die

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CD 2
01 - Confound Games
02 - United By Hatred
03 - Upcoming Devastation
04 - Confused Mind
05 - Curse The Gods
06 - Unconscious Ruins
07 - Thrash Attack
08 - Reject Emotions
09 - Mad Butcher
10 - Pink Panther - Life Without Sense
11 - In The Mood - Release From Agony
12 - Bestial Invasion

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Download (1 e 2)

Destruction (EP) (1994)

01 - Decisions
02 - I Kill Children
03 - Things Of No Importance
04 - Smile
05 - Untitled

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Them Not Me (EP) (1995)


01 - Scratch The Skin
02 - Live To Start Again
03 - Bright Side Of Leprocy
04 - Push Me Off The Windowsill
05 - Mole
06 - Mentally Handicapped Enterprise

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The Least Successful Human Cannonball (1998)

01 - Formless, Faceless, Nameless
02 - Tick On A Tree
03 - 263 Dead Popes
04 - Cellar Soul
05 - God Gifted
06 - Autoaggression
07 - Hofffmannn's Helll
08 - Brother Of Cain
09 - A Fake Transition
10 - Continental Drift I
11 - Continental Drift II

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All Hell Breaks Loose (2000)

01 - Intro
02 - The Final Curtain
03 - Machinery Of Lies
04 - Tears Of Blood
05 - Devastation Of Your Soul
06 - The Butcher Strikes Back
07 - World Domination Of Pain
08 - X-treme Measures

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 Nuclear Blast Festivals 2000 (Split CD) - 2001

01 - Raise Hell - Dance With The Devil
02 - Raise Hell - Babes
03 - Raise Hell - Soulcollector
04 - Kataklysm - 1999-6661-2000
05 - Kataklysm - Laments Of Fear & Despair
06 - Kataklysm - The Awakener
07 - Hypocrisy - Fractured Millennium
08 - Hypocrisy - Legions Descend
09 - Hypocrisy - Fire In The Sky
10 - Hypocrisy - Elastic Inverted Visions
11 - Destruction - The Butcher Strikes Back
12 - Destruction - Tears Of Blood
13 - Destruction - Mad Butcher
14 - Destruction - Total Desaster
15 - Crematory - Endless
16 - Crematory - I Never Die
17 - Crematory - Away


 Whiplash (Single) (2001)

01 - Whiplash (Metallica Cover)
02 - The Final Curtain

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The Antichrist (2001)

01 - Days Of Confusion
02 - Thrash 'Til Death
03 - Nailed To The Cross
04 - Dictators Of Cruelty
05 - Bullets From Hell
06 - Strangulated Pride
07 - Meet Your Destiny
08 - Creations Of The Underworld
09 - Godfather Of Slander
10 - Let Your Mind Rot
11 - The Heretic
12 - Whiplash (Metallica Cover)

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Alive Devastation (2002)

01 - Intro - Curse The Gods
02 - Nailed To The Cross
03 - Eternal Ban
04 - Machinery Of Lies
05 - Bullets From Hell
06 - Tears Of Blood
07 - Life Without Sense
08 - Thrash Till Death
09 - Mad Butcher
10 - The Butcher Strikes Back
11 - Intro - Total Desaster
12 - Invincible Force
13 - Bestial Invasion

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Metal Discharge (2003)

CD 1:
01 - The Ravenous Beast
02 - Metal Discharge
03 - Rippin' The Flesh Apart
04 - Fear Of The Moment
05 - Mortal Remains
06 - Desecrators (Of The New Age)
07 - Historical Force Feed
08 - Savage Symphony Of Terror
09 - Made To Be Broken
10 - Vendetta

CD 2:
01 - Killers (Iron Maiden Cover)
02 - Whiplash (Metallica Cover)
03 - USA (The Exploited Cover)
04 - Bestial Invasion (Demo Version 99)
05 - The Butcher Strikes Back (Demo Version 99)
06 - Nailed To The Cross (Demo 2001)
07 - Metal Discharge (Demo 2001)

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Inventor of Evil (2005)

01 - Soul Collector
02 - The Defiance Will Remain
03 - The Alliance Of Hellhoundz
04 - No Mans Land
05 - The Calm Before The Storm
06 - The Chosen Ones
07 - Dealer Of Hostility
08 - Under Surveillance
09 - Seeds of Hate
10 - Twist Of Fate
11 - Killing Machine
12 - Memories Of Nothingness
13 - We are the Road Crew (Motörhead)
14 - The Alliance Of Hellhoundz (Schmier only)


Thrash Anthems - (Compilation) (2007)

01 - Deposition (Your Heads Will Roll)
02 - Invincible Force
03 - Release From Agony
04 - Mad Butcher
05 - Sign of Fear
06 - Death Trap
07 - Life Without Sense
08 - Total Desaster
09 - Bestial Invasion
10 - Reject Emotions
11 - Tormentor
12 - Unconscious Ruins
13 - Curse the Gods
14 - Cracked Brain
15 - Profanity

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D.E.V.O.L.U.T.I.O.N (2008)

01 - D.evolution
02 - E.levator to Hell
03 - V.icious Circle - The 7 Deadly Sins
04 - O.ffenders of the Throne
05 - L.ast Desperate Scream
06 - U.rge (The Greed of Gain)
07 - T.he Violation of Mortality
08 - I.nner Indulgence
09 - O.dyssey of Frustration
10 - N.o One Shall Survive

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The Curse of The Antichrist: Live In Agony - (Live) (2009)

CD 1:
01 - The Butcher Strikes Back
02 - Curse The Gods
03 - Nailed To The Cross
04 - Mad Butcher
05 - The Alliance Of Hellhoundz
06 - D.E.V.O.L.U.T.I.O.N.
07 - Eternal Ban
08 - Urge The Greed Of Gain
09 - Thrash Till Death
10 - Metal Discharge

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CD 2:

01 - The Damned
02 - Cracked Brain
03 - Soulcollector
04 - Death Trap
05 - Unconscious Ruins
06 - Life Without Sense
07 - The 7 Deadly Sins
08 - Antichrist
09 - Reject Emotions
10 - Thrash Till Death
11 - Total Desaster
12 - Bestial Invasion

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Download (1 e 2)

 A Savage Symphony: The History Of Annihilation (Live) (2010)

01 - The Butcher Strikes Back
02 - Curse The Gods
03 - Nailed To The Cross
04 - Mad Butcher
05 - The Alliance Of Hellhoundz
06 - D.E.V.O.L.U.T.I.O.N.
07 - Urge The Greed Of Gain
08 - Metal Discharge
09 - The Damned
10 - Cracked Brain
11 - Soul Collector
12 - The 7 Deadly Sins
13 - Antichrist
14 - Reject Emotions
15 - Thrash Till Death (3 Drumkits Wacken Inferno)
16 - Total Desaster
17 - Bestial Invasion


Day of Reckoning (2011)

01 -The Price
02 - Hate Is My Fuel
03 - Armageddonizer
04 - Devil’s Advocate
05 - Day Of Reckoning
06 - Sorcerer Of Black Magic
07 - Misfit
08 - The Demon Is God
09 - Church Of Disgust
10 - Destroyer Or Creator
11 - Sheep Of The Regime
12 - Stand Up And Shout (Bonus Track - Dio Cover)

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 Spiritual Genocide (2012)

01 - Exordium
02 - Cyanide
03 - Spiritual Genocide
04 - Renegades
05 - City Of Doom
06 - No Signs Of Repentance
07 - To Dust You Will Decay
08 - Legacy Of The Past (Guest Version)
09 - Carnivore
10 - Riot Squad
11 - Under Violent Sledge
12 - Princess Of The Night (Bonus Track)
13 - Carnivore (Guest Version) (Bonus Track)

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Vaaver, Schmier, Mike