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segunda-feira, 19 de março de 2012

MaYaN - Discografia Comentada

Certamente, uma banda que merece toda a atenção. Uma banda com certo potencial de aproximar os ouvintes de Symphonic Metal do Death Metal, e vice-versa e, claro, perfeito pra quem gosta dessa bela mistura, que frequentemente é muito bem apresentada a partir de bandas como o Epica. E essa banda tem exatamente tudo a ver com o Epica. Afinal, ela foi criada por Mark Jansen.
Sim, Mark Jansen, grande guitarrista holandês frequentemente associado ao Epica devido a trabalhos impecáveis na banda, sendo o último lançado em 2012, chamado "Requiem For The Indifferent". Mark Jansen, que entrou na cena underground formando a banda After Forever com apenas 15 anos de idade e lançou os ótimos álbuns "Prison of Desire" em 2000 e "Decipher" em 2002, e que em seguida desligou-se da banda (que continuou seus trabalhos até encerrar suas atividades em 2009) para formar o Epica, começando sua coleção de obras primas na banda com o álbum "The Phantom Agony", lançado em 2003.
Mark Jansen sempre procurou pensar mais alto e nunca parece satisfeito. Sempre quer fazer algo novo. Para explorar mais o que ele mais gosta, sua guitarra e seu vocal gutural, ele, o guitarrista Frank Schiphorst e o tecladista Jack Driessen iniciaram a banda MaYaN em 2010. Seu único trabalho no projeto por enquanto é o foderoso álbum "Quarterpast", lançado em 2011.
A formação de início chegou a contar com o guitarrista Sander Gommans (ex-After Forever) e com o baixista Jeroen Paul Thesseling (PestilenceObscura), mas a formação firmou-se principalmente em conjunto com seus conterrâneos do Epica, sendo ela a seguinte: Mark Jansen (vocais gutural fechado e rasgado), Frank Schiphorst (guitarra), Isaac Delahaye (guitarra), Rob van der Loo (baixo), Ärien van Weesenbeek (bateria, backing vocal gutural fechado) e Jack Driessen (teclado e backing vocal rasgado).
A banda recebeu o nome de MaYaN devido ao evidente fascínio de Mark Jansen pela cultura maia, que é bastante evidente inclusive no álbum "Consign To Oblivion" do Epica.
"Quarterpast" é, de fato, forte, potente, até raivoso em determinados momentos, principalmente quando ele faz uso do vocal gutural rasgado, que com muita pouca frequência é usado no Epica. O álbum explora melhor o Death Metal, muito caracterizado pela bateria rápida, com muita harmonia com seus pedais duplos, principalmente na primeira metade.
Admito que eu esperava um Symphonic Death Metal inteiramente em gutural, um trabalho vocal apenas do Mark, mas não é o que acontece em "Quarterpast". Admito que o fato da mulherada cantar me desapontou um pouco, porque quebra um pouco o clima pesado que o Death Metal proporciona, e se transforma um pouco no Epica, principalmente quando Simone Simons canta. Floor Jansen também faz parte da equipe de convidados especiais, que conta inclusive com os vocalistas Henning Basse (ex-Brainstorm e Metalium, atualmente no Sons of Seasons), Laura Macrì (que não pertence a banda específica, mas sua primeira aparição na cena underground foi justamente no MaYaN como vocal soprano e em seguida, no coro soprano do álbum "Requiem For The Indifferent", do Epica) e Amelie Mangelschots (não encontrei informações de quem seja ela). Mas também há o lado positivo da galera entrar nas músicas cantando limpo ao lado de Mark: as músicas não se tornam enjoativas e dão o descanço perfeito aos ouvidos. Mas o álbum, como um todo, é sensacional.
A primeira metade é mais destinada ao Death Metal, mais pesado, mais rápido, mais brutal. A segunda metade é um pouco mais tranquila, com extensas participações e até certa dominação dos convidados especiais, principalmente as mulheres. Os teclados proporcionam ao álbum uma atmosfera negra, pesada e densa, que os vocais femininos complementam bem. Quando Henning Basse começa a se apresentar, ele, que tem um vocal firme e até de certo modo sombrio, foi muito gratificante, ficou perfeito com a atmosfera, lembrando até mesmo a música "Diary of Demonic Dreams", do álbum de 2009 "Children of The Dark Waters" da banda Eternal Tears of Sorrow, que considero um dos melhores daquele ano.
Enfim, um álbum brilhante que retrata em suas letras temas como política, ganância e religião. Mais um daqueles álbuns que você tem que ouvir!


 Quarterpast (2011)

01 - Symphony of Aggression
02 - Mainstray of Society (In The Eyes of The Law: Corruption)
03 - Quarterpast
04 - Course of Life
05 - The Savage Massacre (In The Eyes of Law: Pizzo)
06 - Essenza di Te
07 - Bite The Bullet
08 - Drown The Demon
09 - Celibate Aphrodite
10 - War On Terror (In The Eyes of The Law: Pentagon Papers)
11 - Tithe
12 - Sinner's Last Retreat (Deed of Awakening) (Bonus Track)

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 Antagonise (2014)

01 - Descry (Bonus Track)
02 - Bloodline Forfeit
03 - Burn Your Witches
04 - Redemption: The Democracy Illusion
05 - Paladins of Deceit (National Security Extremism Part 1)
06 - Lone Wolf
07 - Devil In Disguise
08 - Insano
09 - Human Sacrifice
10 - Enemies of Freedom
11 - Capital Punishment
12 - Faceless Spies (National Security Extremism Part 2)

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Um comentário:

  1. pqp banda do caralho. quando ouvi War on terror já gostei de cara do som.

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